quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Swingin' (in the rain): os enxutos # 5

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O verão estava quase no final quando recebemos um convite dos Enxutos. Não conseguimos combinar nada mais cedo porque tivemos férias desencontradas e os calendários deles são mesmo complicados, pelo que o máximo que conseguimos foi passar por perto da casa deles e dar-lhes um olá rapidinho no café. Desta vez, convidaram-nos para um jantar caseiro e uma ida a um motel, que nós aceitámos com todo o prazer. O jantar foi um belo caril de camarão e a Yin levou uvas para sobremesa.


Chegada a hora, fomos para o motel. Gostámos bastante do espaço, recente, bem cuidado, muito clean. A Yin começou a brincar com a iluminação, tinha todo o espectro do arco-íris. A cama era enorme, e se bem que o quarto estivesse pensado para duas pessoas, coubemos os quatro sem problemas na cama. Levámos uma vela/óleo de massagens com aroma de maracujá - a fruta da paixão - e usámos e abusámos dele nos corpos uns dos outros. A Yin levou os seus sapatos de imitação de Louboutin, mas mais uma vez, não esteve muito tempo com eles calçados. A Enxuta tinha ganho uns quilitos que se notavam nas ancas, mas continuava apetitosa. Agora era a Yin a cabra que não tinha celulite.O Yang fez uso dos seus dedos para satisfazer a Enxuta enquanto a Yin tentava colocar um preservativo no Enxuto. Não foi fácil, ele não costuma usar com o seu par, mas com a ajuda dela, lá conseguiram. A Yin cavalgou-o algum tempo e depois ele canzanou-a. Voltaram à posição inicial e o Yang penetrou-a também no outro orifício mais próximo disponível e ficaram assim, a sentir-se um bom bocado, com a Enxuta a estimular os mamilos do seu Enxuto. Foi a dupla penetração mais satisfatória que a Yin teve, os homens vieram-se ambos praticamente ao mesmo tempo, numa sincronização perfeita. Depois fomos todos tomar banho e fazer umas fotos no duche espaçoso, de vidro com vista para a cama. Foram quatro horas muito proveitosas e bem passadas!


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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Swingin' (in the rain): deutsches Paar #2 photo shoot

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Decidimos mais uma vez ir para o clube durante a tarde para aproveitar aquela delícia de piscina com vista privilegiada para a serra, onde se pode mergulhar sem roupa. Apenas meia dúzia de casais tiveram a mesma ideia e estava muito agradável, pelo menos até o sol começar a dar lugar àquela sombra de final de verão.

Fomos para dentro tomar banho e fazer a sessão fotográfica que tínhamos planeado. A Yin tinha comprado roupa nova e uns sapatos super altos, falsos Louboutin. Ela nem sabia andar em cima daquilo, parecia uma avestruz bêbada, mas aqueles sapatos não foram feitos para andar confortavelmente. Alongam as pernas, definem os músculos, empinam o rabo de uma forma altamente provocadora, entesoante. Ela estava a sentir-se bastante confiante no seu corpo e isso transpareceu nas fotos. Experimentou várias peças de lingerie, cada uma mais sensual que a outra, e cada roçar da roupa acendia-lhe o desejo. Sentia-se poderosa e muito puta, não por necessidade, mas por pura vontade. Com a arrogância de quem tem consciência do seu poder e a sabedoria para o usar com dignidade e responsabilidade.
Aquela sessão deu-nos imenso tesão e pudemos satisfazer a nossa urgente vontade antes do jantar, dando continuação à tradição de foder com as instalações limpinhas. Não havia luz regulável no quarto, pelo que só depois de vistas as fotos nos apercebemos que o espaço tinha uma cor diferente do que imaginámos. O Yang fez um belíssimo trabalho com a luz disponível. Começámos a sentir-nos em casa ali.

Terminada a sessão de fotos e de sexo, saímos do quarto para jantar no clube. Haviam poucos casais para jantar e esses poucos estavam dispersos. O Yang comentou isso com o staff, a disposição das mesas também não ajudava. Mais tarde o Dono do Clube perguntou-nos se gostaríamos de conhecer um casal holandês. Nós nunca dizemos que não, é para isso que lá vamos. O casal era bastante mais velho e com ideias BDSM, falámos um pouco sobre o assunto e sobre viagens e culturas, foi agradável, apesar de não termos muito em comum. Pouco depois fomos embora, eles ainda por lá ficaram.

Ainda nos encontrámos mais uma vez com o deutsches Paar em jeito de despedida, como mais outro casal alemão que era para ter ido ao clube connosco, mais a filha. Foi um encontro casual, num centro comercial e apesar de terem voltado no verão seguinte, não voltaram a contactar-nos.

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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Swingin' (in the rain): deutsches Paar #1

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O Yang meteu conversa com um casal português emigrado na Alemanha que lhe pareceu interessante e que é natural de uma localidade vizinha. Como viriam cá no Verão, combinámos encontrarmo-nos num parque da cidade. Gostámos da atitude deles, ela era muito bonita e ele bastante simpático e com bom ar. Eles tinham fotos muito boas no site, tiradas por ele, que fez formação em fotografia e faz trabalhos profissionais. Falaram-nos sobre a realidade dos clubes alemães, de como as pessoas lá são diferentes, mais interativas e desinibidas. Eles têm uma postura diferente da nossa, mas ainda assim, e apesar de ser domingo, a Yin ficou com vontade de estar com eles e não se teria importado de ter ficado acordada toda a noite e ir trabalhar no dia seguinte. Isto não chegou a acontecer, pois se bem que ele não parecia importar-se, ela não aceitou o convite de vir até nossa casa.
Ainda assim, encontrámo-nos mais um par de vezes, a primeira num local público e a segunda era para ser num clube.

No dia da referida festa, eles ligaram a dizer que ela tinha ficado com uma alergia e que não iriam. A Yin ficou cheia de pena e a pensar se seria verdade ou desculpa. A verdade é que ficámos a pensar que ela não foi muito à bola connosco. Mesmo assim, decidimos ir e não nos arrependemos.

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Swingin' (in the rain): o single

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Estávamos de férias quando recebemos uma mensagem de um single que estava próximo de nós com uma foto de perfil onde se via um corpo sarado e um membro abonado. O Yang não ligou, mas a Yin ficou curiosa e depois de falar com o Yang, decidiu enviar mensagem com contactos. Ficou o dia todo em pulgas, a olhar para o telemóvel, coisa que não é nada típico dela, que se esquece muitas vezes que o aparelho existe, não ligando às chamadas não atendidas. Começou a fazer filmes, a olhar para os homens na praia de nudistas que frequentamos, a ver se poderia ser algum deles. E reconheceu o homem que lhe andou a povoar os sonhos há alguns anos, já antes aqui mencionado. E desejou que fosse ele. Mas nenhuma mensagem ou chamada surgiu. E pensou que poderia ser alguém que nos reconheceu mas que não achou que valesse a pena conhecer-nos. Também não poderia ser o outro homem porque a ser verdade a foto que tinha no perfil, a marca de calções não condizia com o bronze integral do outro. A não ser verdade a foto, se fosse aquele, não tinha motivos para não colocar uma foto dele, pois não tinha nada que se envergonhar do pénis que tem. Passou uma semana e nada. Aquilo fez alguma confusão à Yin, pelo que resolveu perguntar por que motivo ele tinha mudado de ideias. Ele pediu desculpas, teve um convite à última hora para ir para outro sítio e não viu a mensagem que lhe enviámos. A Yin fez-lhe um risco em cima, ninguém gosta de ser trocado. Ainda assim, agradeceu-lhe a sinceridade, umas duas semanas depois.
Passado bastante tempo, recebe no telemóvel uma mensagem via Telegram e não faz ideia de quem seja, mas não se descose, a tentar perceber quem é, até se tornar óbvio que não faz a mínima ideia e admite-o. Encetam um diálogo lento, a Yin tentou abordar alguns temas que lhe interessam, ele parece ser viajado e com alguma formação, mas as conversas não desenvolvem muito e acabam por terminar.


No ano seguinte, o homem dos sonhos estava muito bem acompanhado na praia. Estava com um ar mais velho, notava-se alguns cabelos brancos a despontar, mas para a Yin, continuava bastante apetecível.

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sábado, 11 de novembro de 2017

Assédio invertido



"Homem é foda. O cara passa quase o tempo todo livre malhando, só publica foto em festa, pega qualquer uma, anda por aí de regata ou sem camiseta e depois vem reclamar que é uma vítima. Depois esses cínicos ficam se fazendo de indignados e reclamando. Mas também, eles só sabem fazer isso: vadiar e reclamar. Ele tem que aprender o devido lugar dele e que tem coisa que não se pode fazer. Aí, não arranja uma esposa e não sabe o por quê!"

sábado, 4 de novembro de 2017

Swingin' (in the rain): Festa Havaiana 2x2

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O Verão estava ao rubro, um calor imenso que pedia água e corpos despidos, por isso resolvemos fazer-nos ao caminho e visitar o antro da moda, estrear a piscina e ficar para a noite. Apanhámos bastante calor pelo caminho no nosso bólide sem ar condicionado, mas valeu a pena a viagem, quando lá chegámos, a meio da tarde, atirámo-nos para a piscina sem pudores nem roupa. A piscina que a Yin conheceu no inverno e estava desejosa de chegar ao verão para a experimentar.O ambiente estava porreiro, meia dúzia de casais, bebidas à discrição, churrasquinho, uma delícia. A Yin estava bastante confiante com o seu corpo, feliz da vida a comer amoras oferecidas pelas silvas que rodeavam a vedação. Aproveitámos o mais que pudemos o sol e a água até irmos para dentro tomar banho e vestirmo-nos para o jantar. Encontrámos pelo caminho um casal conhecido, os amantes dos  Devassos e acabámos por jantar por lá com eles num ambiente muito agradável.
Era festa havaiana, por isso o Yang levou uns calções com padrão de hibiscos e a Yin uma micro-saia estampada de franjinhas e bikini, complementados por aqueles colares de flores que nos ofereceram por lá.
A memória escreve-se por linhas tortuosas e nem sempre conseguimos fazer jus aos acontecimentos. Nunca escrevemos aqui sobre um casal que conhecemos no nosso antigo clube preferido, uma vez que lá fomos com os Envergonhados. A bem dizer, nessa noite apenas a Yin conheceu o membro feminino desse casal, e tudo por causa das unhas. Ela estava a conversar com a Envergonhada na fila para pagamento sobre roer unhas e a Senhora que estava atrás meteu-se com elas, porque também ela roía as unhas. Muito simpática esta Senhora, a Yin ficou impressionada com os olhos dela, com a intensidade deles. E ficaram um pouco a discutir tentativas e métodos, e a desejar que da próxima vez que se vissem, conseguissem controlar o vício. Ela disse que o casal a que pertencia se chamava 2x2 e que ambos tinham a mesma tatuagem. Ao mesmo tempo que diz isto, levanta o vestido e mostra (supostamente) a tatuagem, mas foi tudo muito rápido e a Yin não conseguiu ver nada, pois ficou vidrada no papinho moreno e totalmente depilado, sinal de que costuma apanhar bastante sol.
A partir daí, fomos mantendo algum contacto com o membro masculino do casal (por sinal bastante simpático) através de um site swinger, mas nunca mais nos voltámos a encontrar pessoalmente. Viemos a confirmar que também são fãs de nudismo e têm casa na praia.
A Yin reconheceu aqueles olhos intensos na mesa do jantar e foi meter-se com eles. A dona dos olhos intensos demorou algum tempo a lembrar-se dela, mas quando a Yin lhe falou das unhas riu-se e disse que tinha conseguido acabar com o vício de vez, ao contrário da Yin, que na altura em que a conheceu conseguiu andar uns tempos bem, mas depois recaiu no vício.

Mais tarde, a Yin confessou-lhe que não chegou a conseguir ver-lhe a tatuagem e o motivo de não ter conseguido. Ela riu e em plena pista de dança, quando nos íamos a despedir, levantou o seu vestido rendado sem forro, devagarinho, para que a Yin pudesse finalmente apreciar a sua tatuagem… e novamente o seu papinho lisinho e moreno.

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

* Dança XXI: Luta?

Ólafur Arnalds, Alice Sara Ott - Reminiscence


Eu sei que é suposto ser uma luta, mas parece mais uma dança, uma espécie de valsa. Sou só eu ou isto é extremamente erótico? E triste, a música é incrivelmente melancólica e intimista. Tal como a luta. "Fighting is the ultimate act of intimacy"

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