terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Swingin' (in the rain): deutsches Paar #1

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O Yang meteu conversa com um casal português emigrado na Alemanha que lhe pareceu interessante e que é natural de uma localidade vizinha. Como viriam cá no Verão, combinámos encontrarmo-nos num parque da cidade. Gostámos da atitude deles, ela era muito bonita e ele bastante simpático e com bom ar. Eles tinham fotos muito boas no site, tiradas por ele, que fez formação em fotografia e faz trabalhos profissionais. Falaram-nos sobre a realidade dos clubes alemães, de como as pessoas lá são diferentes, mais interativas e desinibidas. Eles têm uma postura diferente da nossa, mas ainda assim, e apesar de ser domingo, a Yin ficou com vontade de estar com eles e não se teria importado de ter ficado acordada toda a noite e ir trabalhar no dia seguinte. Isto não chegou a acontecer, pois se bem que ele não parecia importar-se, ela não aceitou o convite de vir até nossa casa.
Ainda assim, encontrámo-nos mais um par de vezes, a primeira num local público e a segunda era para ser num clube.

No dia da referida festa, eles ligaram a dizer que ela tinha ficado com uma alergia e que não iriam. A Yin ficou cheia de pena e a pensar se seria verdade ou desculpa. A verdade é que ficámos a pensar que ela não foi muito à bola connosco. Mesmo assim, decidimos ir e não nos arrependemos.

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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Swingin' (in the rain): o single

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Estávamos de férias quando recebemos uma mensagem de um single que estava próximo de nós com uma foto de perfil onde se via um corpo sarado e um membro abonado. O Yang não ligou, mas a Yin ficou curiosa e depois de falar com o Yang, decidiu enviar mensagem com contactos. Ficou o dia todo em pulgas, a olhar para o telemóvel, coisa que não é nada típico dela, que se esquece muitas vezes que o aparelho existe, não ligando às chamadas não atendidas. Começou a fazer filmes, a olhar para os homens na praia de nudistas que frequentamos, a ver se poderia ser algum deles. E reconheceu o homem que lhe andou a povoar os sonhos há alguns anos, já antes aqui mencionado. E desejou que fosse ele. Mas nenhuma mensagem ou chamada surgiu. E pensou que poderia ser alguém que nos reconheceu mas que não achou que valesse a pena conhecer-nos. Também não poderia ser o outro homem porque a ser verdade a foto que tinha no perfil, a marca de calções não condizia com o bronze integral do outro. A não ser verdade a foto, se fosse aquele, não tinha motivos para não colocar uma foto dele, pois não tinha nada que se envergonhar do pénis que tem. Passou uma semana e nada. Aquilo fez alguma confusão à Yin, pelo que resolveu perguntar por que motivo ele tinha mudado de ideias. Ele pediu desculpas, teve um convite à última hora para ir para outro sítio e não viu a mensagem que lhe enviámos. A Yin fez-lhe um risco em cima, ninguém gosta de ser trocado. Ainda assim, agradeceu-lhe a sinceridade, umas duas semanas depois.
Passado bastante tempo, recebe no telemóvel uma mensagem via Telegram e não faz ideia de quem seja, mas não se descose, a tentar perceber quem é, até se tornar óbvio que não faz a mínima ideia e admite-o. Encetam um diálogo lento, a Yin tentou abordar alguns temas que lhe interessam, ele parece ser viajado e com alguma formação, mas as conversas não desenvolvem muito e acabam por terminar.


No ano seguinte, o homem dos sonhos estava muito bem acompanhado na praia. Estava com um ar mais velho, notava-se alguns cabelos brancos a despontar, mas para a Yin, continuava bastante apetecível.

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sábado, 11 de novembro de 2017

Assédio invertido



"Homem é foda. O cara passa quase o tempo todo livre malhando, só publica foto em festa, pega qualquer uma, anda por aí de regata ou sem camiseta e depois vem reclamar que é uma vítima. Depois esses cínicos ficam se fazendo de indignados e reclamando. Mas também, eles só sabem fazer isso: vadiar e reclamar. Ele tem que aprender o devido lugar dele e que tem coisa que não se pode fazer. Aí, não arranja uma esposa e não sabe o por quê!"

sábado, 4 de novembro de 2017

Swingin' (in the rain): Festa Havaiana 2x2

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O Verão estava ao rubro, um calor imenso que pedia água e corpos despidos, por isso resolvemos fazer-nos ao caminho e visitar o antro da moda, estrear a piscina e ficar para a noite. Apanhámos bastante calor pelo caminho no nosso bólide sem ar condicionado, mas valeu a pena a viagem, quando lá chegámos, a meio da tarde, atirámo-nos para a piscina sem pudores nem roupa. A piscina que a Yin conheceu no inverno e estava desejosa de chegar ao verão para a experimentar.O ambiente estava porreiro, meia dúzia de casais, bebidas à discrição, churrasquinho, uma delícia. A Yin estava bastante confiante com o seu corpo, feliz da vida a comer amoras oferecidas pelas silvas que rodeavam a vedação. Aproveitámos o mais que pudemos o sol e a água até irmos para dentro tomar banho e vestirmo-nos para o jantar. Encontrámos pelo caminho um casal conhecido, os amantes dos  Devassos e acabámos por jantar por lá com eles num ambiente muito agradável.
Era festa havaiana, por isso o Yang levou uns calções com padrão de hibiscos e a Yin uma micro-saia estampada de franjinhas e bikini, complementados por aqueles colares de flores que nos ofereceram por lá.
A memória escreve-se por linhas tortuosas e nem sempre conseguimos fazer jus aos acontecimentos. Nunca escrevemos aqui sobre um casal que conhecemos no nosso antigo clube preferido, uma vez que lá fomos com os Envergonhados. A bem dizer, nessa noite apenas a Yin conheceu o membro feminino desse casal, e tudo por causa das unhas. Ela estava a conversar com a Envergonhada na fila para pagamento sobre roer unhas e a Senhora que estava atrás meteu-se com elas, porque também ela roía as unhas. Muito simpática esta Senhora, a Yin ficou impressionada com os olhos dela, com a intensidade deles. E ficaram um pouco a discutir tentativas e métodos, e a desejar que da próxima vez que se vissem, conseguissem controlar o vício. Ela disse que o casal a que pertencia se chamava 2x2 e que ambos tinham a mesma tatuagem. Ao mesmo tempo que diz isto, levanta o vestido e mostra (supostamente) a tatuagem, mas foi tudo muito rápido e a Yin não conseguiu ver nada, pois ficou vidrada no papinho moreno e totalmente depilado, sinal de que costuma apanhar bastante sol.
A partir daí, fomos mantendo algum contacto com o membro masculino do casal (por sinal bastante simpático) através de um site swinger, mas nunca mais nos voltámos a encontrar pessoalmente. Viemos a confirmar que também são fãs de nudismo e têm casa na praia.
A Yin reconheceu aqueles olhos intensos na mesa do jantar e foi meter-se com eles. A dona dos olhos intensos demorou algum tempo a lembrar-se dela, mas quando a Yin lhe falou das unhas riu-se e disse que tinha conseguido acabar com o vício de vez, ao contrário da Yin, que na altura em que a conheceu conseguiu andar uns tempos bem, mas depois recaiu no vício.

Mais tarde, a Yin confessou-lhe que não chegou a conseguir ver-lhe a tatuagem e o motivo de não ter conseguido. Ela riu e em plena pista de dança, quando nos íamos a despedir, levantou o seu vestido rendado sem forro, devagarinho, para que a Yin pudesse finalmente apreciar a sua tatuagem… e novamente o seu papinho lisinho e moreno.

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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

* Dança XXI: Luta?

Ólafur Arnalds, Alice Sara Ott - Reminiscence


Eu sei que é suposto ser uma luta, mas parece mais uma dança, uma espécie de valsa. Sou só eu ou isto é extremamente erótico? E triste, a música é incrivelmente melancólica e intimista. Tal como a luta. "Fighting is the ultimate act of intimacy"

Post relacionado: Man on Man

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

swingin'(in the rain): os enxutos #4

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Esperaram meses que a Yin se decidisse, pior que uma virgenzinha. Não era por eles que estava a preparar-se, era por ela. E quando mete uma coisa na cabeça, é difícil demovê-la. E realmente empenhou-se, treinava todos os dias, cuidou da alimentação. Em alguns meses, perdeu peso e sentia-se leve, não apenas fisicamente, mas também mentalmente. Perdeu gordura, ganhou massa muscular e uma certa leveza e clareza de pensamentos.


Finalmente no início do verão decidimos combinar um jantar cá em casa. O tempo estava ótimo, pelo que decidimos comer no espaço exterior. O Yang fez um arrozinho de marisco que estava uma delícia, bem regado por uma sangria tutti-frutti que nos deixou bem alegres.
E neste clima de verão quente, com a Enxuta bem-dispostíssima, na sua mini-saia sexy, fomos até à sala desmoer o jantar.
o nos lembramos de muitos pormenores, até porque já passou algum tempo e estávamos todos com algum grau de alcoolémia, mas a Yin lembra-se bem de ter andado a brincar com o ânus do Enxuto, que a deixou penetrá-la de strap on, o que lhe deu bastante gozo.

Uma lesão no joelho da Enxuta, mazela desportiva, limitou um pouco o posicionamento do Yang, que ainda assim se divertiu bastante com ela.
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sábado, 21 de outubro de 2017

Felices los cuatro



Dúvidas: onde está o quarto elemento? Será homem ou mulher? Será isto swing ou outra forma diferente de viver a sexualidade?

Certeza: Abana-se bem ao som da música. O resto... "no me importa un carajo"! Literalmente.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Swingin' (in the rain): os enxutos #3

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Passaram alguns meses e fomos estando com os enxutos em diversas ocasiões. Numa delas, conheceram a Duquesa, ou melhor, o Enxuto reconheceu-a: tinham sido namorados há trinta e tal anos! Assim se prova que o mundo é uma ervilha… Fizemos caminhadas, geocaching, almoçámos com amigos, fomos a clubes… eles sempre na boa, com imensa paciência à espera que a Yin descongelasse. Fomos ao clube diabólico com eles uma sexta-feira, dessa vez tínhamos o espaço quase todo para nós, fomos os quatro para um quarto e o Yang fez algumas fotos, apesar do quarto ser minúsculo, conseguiu alguns ângulos interessantes. Tentaram puxar pela Yin, fazer com que ela participasse, mas ela não estava para aí virada, ficou apenas a assistir e comentou com a Enxuta: “Não tens celulite, cabra”, ao que ela se riu.

Outra vez encontrámo-nos com o Tal Casal num bar “normal” da cidade dos Enxutos e ficámos por lá até à hora de fecho. Ficámos com a ideia de que os outros dois casais não simpatizaram muito uns com os outros. Mas o bar tinha uns chás mesmo bons!

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