segunda-feira, 30 de outubro de 2017

* Dança XXI: Luta?

Ólafur Arnalds, Alice Sara Ott - Reminiscence


Eu sei que é suposto ser uma luta, mas parece mais uma dança, uma espécie de valsa. Sou só eu ou isto é extremamente erótico? E triste, a música é incrivelmente melancólica e intimista. Tal como a luta. "Fighting is the ultimate act of intimacy"

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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

swingin'(in the rain): os enxutos #4

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Esperaram meses que a Yin se decidisse, pior que uma virgenzinha. Não era por eles que estava a preparar-se, era por ela. E quando mete uma coisa na cabeça, é difícil demovê-la. E realmente empenhou-se, treinava todos os dias, cuidou da alimentação. Em alguns meses, perdeu peso e sentia-se leve, não apenas fisicamente, mas também mentalmente. Perdeu gordura, ganhou massa muscular e uma certa leveza e clareza de pensamentos.


Finalmente no início do verão decidimos combinar um jantar cá em casa. O tempo estava ótimo, pelo que decidimos comer no espaço exterior. O Yang fez um arrozinho de marisco que estava uma delícia, bem regado por uma sangria tutti-frutti que nos deixou bem alegres.
E neste clima de verão quente, com a Enxuta bem-dispostíssima, na sua mini-saia sexy, fomos até à sala desmoer o jantar.
o nos lembramos de muitos pormenores, até porque já passou algum tempo e estávamos todos com algum grau de alcoolémia, mas a Yin lembra-se bem de ter andado a brincar com o ânus do Enxuto, que a deixou penetrá-la de strap on, o que lhe deu bastante gozo.

Uma lesão no joelho da Enxuta, mazela desportiva, limitou um pouco o posicionamento do Yang, que ainda assim se divertiu bastante com ela.
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sábado, 21 de outubro de 2017

Felices los cuatro



Dúvidas: onde está o quarto elemento? Será homem ou mulher? Será isto swing ou outra forma diferente de viver a sexualidade?

Certeza: Abana-se bem ao som da música. O resto... "no me importa un carajo"! Literalmente.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Swingin' (in the rain): os enxutos #3

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Passaram alguns meses e fomos estando com os enxutos em diversas ocasiões. Numa delas, conheceram a Duquesa, ou melhor, o Enxuto reconheceu-a: tinham sido namorados há trinta e tal anos! Assim se prova que o mundo é uma ervilha… Fizemos caminhadas, geocaching, almoçámos com amigos, fomos a clubes… eles sempre na boa, com imensa paciência à espera que a Yin descongelasse. Fomos ao clube diabólico com eles uma sexta-feira, dessa vez tínhamos o espaço quase todo para nós, fomos os quatro para um quarto e o Yang fez algumas fotos, apesar do quarto ser minúsculo, conseguiu alguns ângulos interessantes. Tentaram puxar pela Yin, fazer com que ela participasse, mas ela não estava para aí virada, ficou apenas a assistir e comentou com a Enxuta: “Não tens celulite, cabra”, ao que ela se riu.

Outra vez encontrámo-nos com o Tal Casal num bar “normal” da cidade dos Enxutos e ficámos por lá até à hora de fecho. Ficámos com a ideia de que os outros dois casais não simpatizaram muito uns com os outros. Mas o bar tinha uns chás mesmo bons!

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Swingin' (in the rain) os enxutos #2

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Encontrámos um casal charmoso e simpático, com mais de uma década que nós, com melhor aspeto que nós e uma atitude condizente, boa onda. São pessoas que fazem desporto e que se cuidam. O Yang cumpriu a sua promessa, e apesar de a esplanada ser aquecida e haver música ao vivo que nos impedia de falar normalmente, ficámos ali até à hora de fecho e não os convidámos para ir a casa. Despedimo-nos com ideias de nos voltarmos a encontrar.
Apesar de serem pessoas bastante ocupadas com compromissos familiares complexos, conseguimos combinar um sábado para passear à beira-mar. Desta vez o Yang, um pouco à revelia da Yin, fez-lhes o convite para dormirem em nossa casa. Ela de início ficou danada, com a paranóia da casa ter de ser limpa e arrumada, e não estava nada inclinada para aventuras sexuais. O casal já tinha percebido as hesitações da Yin e enviou uma mensagem muito sincera a perguntar se ela queria que eles ficassem, não tinha de acontecer nada de sexual se não fosse a vontade de todos. Ela meditou sobre o assunto enquanto esfregava a casa de banho. Chegou à conclusão que gostava da companhia deles e não fazia sentido recusar-se, por isso também foi sincera quando lhes respondeu falando da sua falta de vontade sexual. Eles disseram que não tinham problemas com isso.
Acabámos assim por passar um fim-de-semana bastante agradável, eles dormiram em nossa casa e não houve sexo. A Yin sentiu-se um bocado desmancha-prazeres, já que por vontade dos outros três, teria havido. Não que ela se opusesse a que eles se envolvessem, mas eles não o queriam fazer sem ela. Trocaram apenas ideias, carícias, massagens, beijos e abraços.
A partir daí, a Yin decidiu pôr-se em forma para os receber, apesar de eles dizerem que ela estava bem como estava, queria fazer aquilo por si própria.

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domingo, 24 de setembro de 2017

Swingin' (in the rain): os enxutos # 1


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O Yang continua a visitar sites da comunidade swinger, gosta de se distrair com as fotos de mamas durante as reuniões chatas. As mamas são para ele uma espécie de terapia que lhe permite aturar clientes loucos. Mas no fundo, no fundo, tem alguma esperança de encontrar algum casal interessante.
A Yin não tem paciência para os sites. Com os seus discursos do costume, fotos demasiado amadoras, sem o mínimo de brio ou descaradamente plagiadas. Admite que no meio de tudo isto poderá existir um ou outro perfil interessante, mas não se dá ao trabalho de procurar.
Numa destas andanças, já não sabemos quem se meteu com quem, o Yang comentou com a Yin um casal de cotas com muito bom ar. A Yin não poderia estar mais a leste, mas achou piada, porque o Yang é um pouco preconceituoso com as idades e admite-o, mas por algum motivo, este casal despertou-lhe a atenção acabou por convencer a Yin em encontrá-los no sítio do costume, a esplanada aquecida num parque da cidade onde vivemos. Não foi fácil convencer a Yin, estávamos em pleno inverno, um frio que convidava a um filme visto debaixo de mantas quentes, e a libido da Yin costuma hibernar por estas alturas. Mas o Yang lá a convenceu e a única condição que ela impôs foi não os convidar para ir lá a casa, que estava super desarrumada. E foi assim que lá fomos, mais uma vez, conhecer mais um casal…

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domingo, 17 de setembro de 2017

Teoria...

"[O swing] é o caminho mais à mão para se tentar uma reinclusão rapidinha na tal cena primária (papai traçando mamãe). O sujeito leva a patroa pro swing porque deseja inconscientemente reproduzir as relações afetivo-sexuais da qual foi excluído pelo pai, pleiteando, dessa vez com êxito, sua inclusão tardia. Nem precisa explicar que, nesse esquema, a patroa vira a mãe no inconsciente traquinas do swingueiro. Agora ele poderá ver sua mãelher sendo desfrutada com alegre despudor por outro homem sem tomar um chega pra lá do desfrutador. Se calhar, até entra na dança também, já que há sempre algum orifício sobrando nessas situações. Sem falar na chance de faturar na boa a mulher do próximo, sendo que o próximo pode ser justamente o sujeito que está sendo agraciado naquele mesmo instante por um boquete da parte da sua, com todo respeito, excelentíssima senhora. Num clube de swing não há terceiros excluídos. Trata-se de uma rebelião contra a lei excludente do pai e a favor do incesto praticado com a mãe. E você ainda pode tomar cerveja e uísque à vonts durante a cerimônia de inclusão."

Reinaldo Moraes, artigo completo aqui.

domingo, 10 de setembro de 2017

10!



O tempo passa... em termos de longevidade blogosférica, este sítio é jurássico! Estive a dar uma volta pelo arquivo, a abrir gavetas de memórias, desde o entusiasmo efervescente dos primeiros tempos até à serenidade dos últimos, passando por alguma indiferença e abandono. Deixámos crescer algumas ervas daninhas neste jardim, a tecnologia mudou, com a morte do flash, muitas ligações desapareceram ou mudaram de sítio e existem ainda muitos conteúdos que não foram adaptados, mas irei tratar disso. As redes sociais tiraram muita clientela à blogosfera, mas creio que acabou por servir de filtro e quem por aqui anda agora, fá-lo num ritmo mais lento, mais saboreado.

Este blog foi uma grande paixão que agora abraço com imenso carinho, após ter estado algum tempo a negligenciar. É certo que isto é só um blog, não se queixa nem sente falta, mas um blog é um meio, um veículo, uma forma de comunicar com pessoas.

Pessoas... há as que vêm e vão, as que ficam, as que se gostam, as que se detestam, as que nos são indiferentes. Mas no fundo, por muito que algumas possam desiludir, fica sempre a esperança de encontrar outras nos surpreendam. Ou por vezes as mesmas que desiludem surpreendem também positivamente... 

É a isso que se deve a longevidade deste espaço: enquanto existirem Colaboradores, Comentadores e Leitores, este blog não morrerá.

E é por causa de quem o criou - JCAparceiro de tantas aventuras, embarcas muitas vezes nas minhas maluquices, sei que posso sempre contar com a tua cumplicidade; quem nele colaborou ativamente - Quimerafoste a primeira, o mote desta aventura inicialmente triangular... agora tão distante, tão diferente, mas muito presente na minha mente; Pekeninatu és grande! Nunca duvidei que chegasses longe! E dez anos depois de nos termos encontrado, tanta coisa aconteceu... és uma promessa cumprida, tenho imenso orgulho em ti!; e toda a longa lista de colaboradores ocasionais (que terei de atualizar, eu sei, peço desde já desculpa a quem não foi incluído, pode aproveitar para se queixar): mil agradecimentos que não cabem em palavras. Agradeço mesmo muito terem embarcado nesta coisa!

Para os comentadores que ajudaram a acrescentar algum valor, prestígio e dignidade a este estaminé, fica também aqui um agradecimento muito especial. Foram muitos ao longo destes anos, alguns bastante assíduos. Conhecemos muitos pessoalmente, alguns tornaram-se amantes, outros amigos que ainda perduram.

​Guardo as últimas palavras para os leitores não comentadores. É que eu continuo a ter fé nas pessoas. Apesar de ser cada vez mais difícil, acredito que anda por aí gente capaz de dizer e fazer coisas que nos acrescentam e fazem crescer e amadurecer. Sim, tu que não conheço mas sei que estás aí a ler e não dizes nada, se tens alguma coisa para dizer, esta é a altura certa para o fazeres. Não precisa de ser um comentário público, também temos e-mail à disposição. Vá, prova-me que a minha fé não é vã!


Gosto mesmo deste recanto internético e quero continuar a alimentá-lo. Mas isto é muito mais divertido com companhia...