Já experimentaste este?
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
quinta-feira, 3 de agosto de 2017
Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #3
A Yin demorou um pouco, hesitou em revelar-se. Não estava muito confiante. Passado algum tempo, muito mais do que necessitou para vestir a indumentária, apareceu tal como foi à festa, com a lingerie preta de renda e franjas que o Yang lhe havia oferecido e uma máscara veneziana, que lhe dava alguma proteção psicológica. Reparou no brilho dos olhos do cientista quando a viu, que não demorou muito a descobrir-lhe os seios que já assim, tinham muito pouco a cobri-los.
A Yin virou a sua atenção para a Artista e ignorou um pouco o Cientista, à espera que se acalmasse um pouco. Já tinhamos trocado fotos e percebido que a Artista não era muito abonada de peito. De fato, sai mesmo ao pai, muito lisinha, mas com uns mamilos apetitosos. Quando a Yin a despiu, fez um comentário parvo de quem constata o óbvio e logo se arrepende: “Tu não precisas de usar soutien!” Mais tarde haveria de lhe pedir desculpa, mas a Artista não pareceu ficar chateada com isso, e explicou -lhe que depois de dar de mamar a três crianças, ficou sem peito. A Yin achou incrível como poderiam ter saído três crias, todas já crescidas, de uma barriga tão pequena. Ela é mesmo pequenina, morena e cheirosa, com um sorriso luminoso, contagiante.
Não faltou muito para o Cientista reclamar a atenção da Yin, e ela ainda tentou que os dois homens se envolvessem, tinha alguma esperança, pois ele tinha referido ser bi (uma coisa que a entusiasmou um pouco) mas se é, não mostrou qualquer interesse no Yang, que não tardou a ser puxado para o “molho” e a envolver-se com a Artista.
Mais uma vez, foi tudo muito rápido, a Yin estava meio atordoada, já o cientista a tinha possuído e o Yang fazia o mesmo com a Artista. Estivemos ainda um pouco, cada um com o seu par, e depois as duas meninas, os três, uma grande misturada suculenta.
Pouco depois, foram embora, pois ele tinha de fazer as malas para viajar no dia seguinte.
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terça-feira, 1 de agosto de 2017
domingo, 30 de julho de 2017
Swingin' (in the rain) a artista e o cientista #2
A Yin passou o dia em pulgas. Por um lado, queria conhecer melhor o casalinho, por outro já há muito que não se metia naquelas aventuras, estava a atravessar um longo inverno que durou até ao verão e tinha de descongelar rapidamente. O Yang estava entusiasmado, naquele entusiasmo comedido dele. Convidámo-los para jantar, mas não podiam. Então convidámo-los para a sobremesa que seria a bela mousse de chocolate do Yang e eles aceitaram.
Chegada a hora, eles ainda não tinham chegado e a Yin desejou que não aparecessem, pois isso provaria que a sua desilusão em relação ao swing era justificada e que não valia a pena fazer mais tentativas. E resmungou o seu mau humor para cima do Yang, que a aturou pacientemente. O casal homónimo avisou que vinha a caminho, mas já tinha passado tempo mais que suficiente para chegarem e nada. Perguntámos se se tinham perdido, ao que responderam que tinham estado a conversar.
A Yin achou aquilo estranho, pareceu-lhe um sintoma de que algo não estava bem, que talvez não estivessem de acordo em relação à vinda ou ao que viriam fazer. Mas nada mais a fazer a não ser esperar e a espera foi longa e enervante, apesar de eles não terem demorado assim tanto.
Quando chegaram sorridentes, provaram a mousse do Yang apenas para não lhe fazer a desfeita. Ele tinha ideias de usar a mousse para derreter o gelo, no corpo da Artista, mas não se proporcionou. O Cientista continuou na sua onda, bastante incisivo, enquanto a sua companheira parecia mais hesitante. A Yin sabia que tinha de começar por ela e refrear o entusiasmo dele, mas não sabia bem como. Claro que nestas alturas, as coisas simplesmente acontecem. Ou não. Mas proporcionaram-se quando o Yang falou da indumentária que levámos à última festa “Eyes wide Shut”. Pediu à Yin para lhes mostrar. Ela lá lhe fez a vontade, ligeiramente contrariada e tímida.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
Swingin' (in the rain): a artista e o cientista #1
Após algum tempo sem acontecer nada de novo, a Yin continuava muito been there, done that. Porque o que ela quer não encontra. Ela quer a partilha total e equilibrada, com todos os membros envolvidos, na simetria da quadrangulação. Ou triangulação, qualquer forma que funcione na perfeição. Quer aprender o mais que puder. Quer repetir e fazer melhor. E não encontra quem queira o mesmo. Já é difícil encontrar quem queira alguma coisa connosco, quanto mais repetir, fazer melhor… aprender algo de novo, inesperado, uma forma diferente e apetecível de viver a sexualidade, seria pedir muito?
O Yang continuava à procura nos sites, de vez em quando chamava a atenção da Yin para algum casal, mas invariavelmente, não mexiam com ela, não lhe traziam nada de novo ou de minimamente interessante. Até que surgiu um casal da nossa área geográfica com quem mais uma vez o Yang encetou conversa.
Foi tudo muito rápido, eles perguntaram se nos podíamos encontrar num dia e no outro estávamos a trocar mensagens no whatsapp. Gostamos de utilizar esta app porque permite conversas em grupo com números de telefone válidos. Assim, antes de conhecermos pessoalmente as pessoas com quem estamos a falar, muitas vezes conseguimos encontrar-lhes as pegadas digitais.
Após o mais ou menos recente historial de falhanços e frustrações, a Yin estava mais interessada noutras atividades e não prestou atenção alguma à conversa que se foi desenrolando no telemóvel e que nos levou a um encontro nesse mesmo dia.
Ficámos a conhecer pessoalmente a Artista e o Cientista. Sorridentes, irradiavam a boa disposição de quem está de bem com a vida. A empatia foi imediata e acabámos por os levar para casa. Ficámos um pouco à conversa e deu para perceber que estavam (principalmente ele) bastante interessados em que acontecesse algo sexual, mas a Yin estava noutro comprimento de onda, bastante mais a leste. Ele foi bastante incisivo desde início, logo nas mensagens: “E se vivêssemos num mundo perfeito, que gostariam de fazer hoje?”. Mas nesse dia, quando se aperceberam que não passaríamos da conversa e porque tinham compromissos cedo no dia seguinte, foram embora, com encontro combinado para a noite seguinte.
O Yang estava na boa, como sempre, a Yin ficou apreensiva. Achava-os bastante interessantes, com muito em comum connosco, (até os nomes), pareciam feitos um para o outro, completamente sintonizados, pareciam-lhe demasiado bons para serem verdade. Ainda por cima com encontro marcado para o dia seguinte e ficando claro que não seria só para conversar…
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
segunda-feira, 17 de outubro de 2016
Swingin' (in the rain) coisas que aconteceram no Verão
continuação daqui | início
Fomos no verão seguinte com a Utopia e o Camaleão ao outro clube rural da piscina coberta numa de aproveitar a piscina e aproveitámos bastante. O Yang levou a máquina fotográfica à prova de água e fizemos algumas fotos subaquáticas. A água anula a gravidade e deixa os corpos flutuantes, bastante apetecíveis.
A Utopia não quis experimentar a piscina, mas o Camaleão estava danadinho. Hesitou um pouco em solidariedade com o seu par, mas acabou por se juntar a nós, também sem roupa. O calor convidava a usufruir o espaço exterior, havia churrasco e estava uma noite mesmo agradável.
Conhecemos um casal mais velho muito simpático que nos convidou para uma ida à disco anos 80 no autódromo do Estoril, o Yang deu-lhes o nosso contato, mas nunca mais disseram nada.
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domingo, 16 de outubro de 2016
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Swingin' (in the rain) os conterrâneos
Conhecemos mais um casal conterrâneo via site. Pensámos que fosse desta que nos envolveríamos com alguém da nossa cidade, para variar dos cromos conterrâneos com que nos temos cruzado. O Yang viu que tinham bastante em comum connosco, encetou conversa e acabámos por combinar um jantar num restaurante que estávamos com curiosidade em conhecer. Tinham referido que ele era uma “figura pública” e nós ficámos com curiosidade em saber quem seria. O Yang encontrou-o no Facebook e de fato, a cara dele não era estranha à Yin, mas não o conseguiu identificar a não ser quando percebeu onde ele trabalhava. O conceito de “figura pública” dele era trabalhar num atendimento ao público onde a Yin costumava ir. Tirando isso, pareciam bastante sensatos.
O jantar correu bem, apesar do restaurante ter ficado um pouco aquém das expetativas. Comida gourmet, rara e cara, apesar de não ser má de todo. O sítio era agradável e confortável, mas não vingou, pois entretanto fechou. O casal era bastante simpático, a Yin já tinha essa ideia dele, se bem que um pouco gabarola. Ela era encantadora, o Yang gostou bastante dela e a Yin também, embora não sentisse tesão por nenhum dos dois.
Ainda assim, fomo-nos encontrando, tínhamos gostos em comum, pelo que não era difícil encontrar programas que nos davam gozo. A Yin soube de um workshop de massagens terapêuticas e relaxantes e as meninas foram fazê-lo numa tarde fria de inverno. Apesar do frio lá fora, a sala estava aquecida e o ambiente era acolhedor. Só mulheres, incluindo as formadoras, geraram um ambiente de descontração bem humorado. Elas não sabiam, mas iriam fazer massagens uma à outra, ao corpo todo. A Yin pensou “ainda bem que fiz a depilação”, mas lamentou não ter levado uma lingerie mais sexy. A pele da outra menina era suave e morena. Experimentaram vários tipos de massagens, a preferida da Yin foi com uma vela que se transforma em óleo quente. O óleo aquecido em contato com a pele é super relaxante, desliza muito facilmente. A parte das massagens terapêuticas já não foi tão agradável, pois o objetivo é resolver problemas musculares, entre os quais contraturas, e a Yin tinha algumas nas costas, que fazem bastante doer a desfazer, por vezes é de ir às lágrimas. Mas no final, uma sensação de relaxamento total, uma leveza… parece até que os pés não tocam no chão. A noite terminou numa bela jantarada na casa destes Conterrâneos, com quem noutra ocasião estreámos e partimos o nosso set de fondue a fazer ganache de chocolate e frutas.
A Yin não tinha qualquer interesse sexual neles, o Yang gostava de provar as generosas mamas dela. Tinha um perfume bastante doce que se tornava enjoativo, mas tirando isso, era bastante agradável e bem-disposta, sempre na boa, muito tolerante em relação às atitudes do marido.
Ele tinha a mania de que era um homem culto, educado na cidade e todos os outros eram parolos da aldeia de gostos pouco refinados. Estava sempre a falar de sedução e glamour, essa palavra tão amada pelos swingers e que nos incomoda. Ficávamos irritados com alguns comentários e atitudes deste género, pois ele acabava sempre por se armar no maior parolo de todos, e ultra possessivo, o Yang não podia falar sozinho com ela que ficava todo ciumento, principalmente se a Yin não lhe desse atenção, coisa que acontecia com alguma frequência.
Enviaram-nos fotos sensuais indiscutivelmente dela e também uns poemas eróticos interessantes. A Yin perguntou se os poemas eram deles e disseram que sim. Mas como suspeitávamos que não fossem, perguntámos ao Google e ele confirmou. O Yang não queria confrontá-los, principalmente a ele, mas a Yin achou aquela situação uma prova da falta de sinceridade e gabarolice dele. No início, ele ainda voltou a mentir, mas depois de confrontado com o link da autoria dos poemas, começou a disparatar, a revelar um pouco da sua natureza mais crua. A Yin sentiu-se provocada por alguns argumentos e ainda pôs um pouco de lenha na fogueira, até que ele pediu desculpa. Ficou tudo bem, mas nunca mais nos encontrámos para programa nenhum, eles tinham-nos removido do círculo de amizades do Facebook e dos sites swing e nós também não pedimos para voltar ao contato. O Yang ficou com imensa pena, notava-se que havia vontades por explorar entre ele e a outra menina, mas as condições não foram reunidas e certo tipo de incompatibilidades são mesmo inultrapassáveis. Passado algum tempo, ele contatou o Yang para devolver uns livros que ele tinha emprestado à sua esposa e passado mais algum tempo a Yin foi ao estabelecimento onde ele trabalhava e foi muito bem atendida por ele, que fez questão de a atender e de lhe pedir mais uma vez desculpas. Ela aceitou e não guarda mágoa nenhuma do que se passou, mas a verdade é que nunca mais nos encontrámos. O que não tem de ser, tem mesmo muita força e o que não tem de ser, também.
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