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Fomos convidados para outro aniversário, desta vez do Guardião. As expetativas estavam altas, uma vez que iria haver um churrasco na piscina. Finalmente o tempo estava a ficar primaveril, já a lembrar o Verão, pelo que a Yin escolheu um vestido curto de algodão e apenas isso. A vontade de experimentar a piscina era muita, mas quando lá chegámos verificámos que o vento era maior e muito pouco convidativo. Pouca gente e todos vestidos, ninguém conhecido. Ficámos a conhecer os outros Donos do Pedaço, um casal motard bastante peculiar e simpático da mesma zona que nós e um outro casal mais novinho também simpático.
A vista do alto da colina é deslumbrante, bucólica e primaveril, com um vislumbre de rio ao fundo. Já lá tínhamos estado ao nascer do dia, mas a neblina não nos tinha permitido ver tão longe quanto esta tarde ventosa.
A Yin tinha comprado um conjunto de plugs de vários tamanhos e decidiu oferecer o mais pequeno ao Guardião. Ele está sempre a dizer que não gosta de brincadeiras anais (em que seja a ele a dar o cu), que é muito macho, por isso pareceu-lhe o presente ideal. Com a azáfama do fim-de-semana, ainda não tínhamos tido oportunidade de experimentar os outros com que ficámos, pelo que ela os levou e antes que se fizesse tarde, arrastou o Yang para um quarto. O Yang não quis experimentar, mas a Yin não se fez rogada. Não se esqueceu de levar o lubrificante e tentando esquecer toda a gente lá fora, voltámos ao tapete que já conhecíamos para dar largas ao desejo. Soube bem fazê-lo, sabendo que toda a gente estava lá fora sem suspeitar do que se estava a passar ali. E voltar de sorriso nos lábios, aquele sorriso cúmplice que sabe mesmo bem...
Já há mais de um mês que não encontrávamos o casalinho eclesiástico, pelo que decidimos ir passear até à terra deles. Uma falha de comunicação fez com que não nos encontrássemos. Umas semanas mais tarde, fomos convidados para o aniversário da O num clube que não conhecíamos. O Yang tinha alguma vontade de ir, a Yin nem por isso, era um dia de semana, o convite foi feito em cima da hora, estava cansada e ainda a remoer o fato de não se terem encontrado. Mas tentou esquecer isso, também tinha alguma curiosidade em conhecer o espaço e vontade de estar com eles.
Lá fomos. O dress code falava em lingerie sexy, mas a Yin resolveu ir de calças de cetim preto e boa de penas a condizer que iam ficando pelo caminho, sendo que a lingerie sexy estava lá, apenas não era visível. O sítio não é nada de especial, zona residencial, parte de uma vivenda, mais pequeno que o que costumamos frequentar. Estava apinhado de gente, de todas as espécies e idades, alguns singles. O ambiente não era mau, apesar do muito fumo, e soube muito bem revê-los, trocar uns beijos. A Yin até se sentiu um bocado mal por dizer que estava cansada depois de ouvir o relato do dia da O. Mas simultaneamente, parece que o tempo criou uma distância que não sabemos se será transponível. Claro que não é o tempo que faz isso, somos nós. Mas quando as circunstâncias e as vontades não se alinham, que fazer? Esperar que o tempo resolva? Que a tal disponibilidade apareça, como que por magia? Umas vezes o universo conspira e as coisas acontecem, outras não. Há que saber lidar com isso.
O Dono da casa também fazia anos e ainda havia uma outra aniversariante. Encontrámos algumas pessoas simpáticas com quem conversámos mas das quais não seguimos rasto. Os Embaixadores também apareceram, vindos da sua Embaixada, e ao que parece, as coisas estavam muito melhores por lá, se bem que eles não são propriamente as pessoas mais isentas para o dizer.
Assistimos a um belo strip no varão, oferecido pela Dona, que apesar de aparentar já não ser muito nova, tem tudo no sítio. Mais algumas raparigas decidiram agarrar-se ao varão ao longo da noite, muito amadoras, apenas deram vontade à Yin de experimentar, mas ela nunca se atreveria à frente de tanta gente.
Comemos o bolo, trocámos uns ligeiros amassos, dissemos-lhe que a prenda estava em casa, que teria de lá ir para a receber. Mas o que é certo é que está cá, ainda à espera...
Dá-las, episódio1
"Enquanto a personal trainer Francisca vai procurando o amor em tudo quanto é homem, António sai da clínica de reabilitação sem acreditar que está curado do vício do sexo e dirige-se ao ginásio para queimar energias mal canalizadas."
Hoje às 23:00, nA Costeleta de Adão, não percam o episódio duplo final desta refrescante saga que me tem divertido um bocadinho. Todos os episódios aqui.
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Quando saímos do quarto, procurámos os outros dois. Passámos por um quarto com a porta aberta, em que se vislumbrava um corpo masculino bem feito e tatuado. Ouvimos gemidos de outro quarto. O Yang julgou que seria a Utopia e o seu Camaleão, que não estavam em mais lado nenhum. Se a casa estivesse cheia, seria impossível de saber, mas assim vazia, era quase uma certeza. Espreitámos. A ação estava a decorrer na casa de banho. A Yin tirou os sapatos para não fazer barulho e espreitou pelo buraco da fechadura, ainda não convencida de que seriam eles. Não viu grande coisa. Voltámos para baixo, para junto dos outros. O Duque andava já em pelota, etilicamente muito bem disposto. Passado algum tempo, voltámos para cima e apareceram os outros dois. Ficámos ainda um pouco à conversa com o staff, enquanto satisfazíamos os estômagos com umas tostas que são sempre deliciosas àquela hora, antes de irmos embora.
Foi inesperado e totalmente estranho o que se passou. Nunca tínhamos visto aquele espaço assim, estávamos a contar que houvesse mais fauna, mas apesar disso, todos achámos interessante. O tesão pode ser bastante contagiante.
No dia seguinte o tempo estava péssimo, por isso ficámos em casa a recuperar da noite, e nada melhor que ficar no sofá-cama, debaixo de uma manta, a ver um filme. Ficámos assim os quatro, até que os meninos decidiram ir às compras para o jantar. A Yin e a Utopia estavam a dormitar quando eles chegaram, como se nada tivesse acontecido na noite anterior.
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A Duquesa sugeriu que mudássemos de poiso e fomos espreitar novamente a área do "labirinto". Todos os caminhos vão dar ao "aquário", uma espécie de quarto no meio do espaço e foi para lá que nos dirigimos os seis. O sítio estava limpo e sabíamos que mais ninguém ali tinha estado naquela noite. A Yin começou a palhaçar, a meter a perna até à coxa nos supostos "glory holes", depois a saltar em cima do colchão de molas, quase batendo com a cabeça. Todo o espaço é um enorme colchão. A luz vermelha apontada diretamente para os nossos olhos lembrava as luzes dos frangos no aviário ou depois de assados, para os manter quentes. O Duque queria apagá-la, mas o Yang não deixou, pelo que ficou apenas virada para o teto. O Duque ia-se entendendo com a Duquesa e acariciando o pé da Yin, que sabia onde é que ele queria chegar. Os outros dois marmelavam a bom ritmo e a Yin ajoelhou-se para abocanhar o membro do Yang. O colchão de molas forrado a napa dava-lhe algum balanço que aproveitava para o vaivém entre a base e a glande.
Os Duques entrelaçavam-se cada vez mais e a Yin começou a sentir uma mão subir-lhe pela perna acima. Na posição em que estava, não conseguia saber quem era, mas não era difícil adivinhar.
"O Duque está com a mão no meu rabo!" disse ela a sorrir para o Yang, à procura da reação dele. "Não é o Duque é a Duquesa" diz ele. E ela sorri em pleno vaivém e assim continua. gosta do toque, por cima das cuecas, é suave. Abre um pouco as pernas par lhe dar espaço. Respira-se um contagiante clima de tesão naquele espaço, tão estranho quanto agradável.
A Duquesa apróxima-se da perna do Yang, toca-lhe, mas ele afasta-se. A Yin sente uma mudança no toque e desta vez confirma que é mesmo o Duque. Assim, de rabo alçado e saia levantada, expõe as coxas e as meias de rede castanha, com um buraco maior do que os outros, para o qual o Camaleão já a havia alertado. Não está nada preocupada. O Duque explora um pouco aquela região com a mão e entra nela sem grandes cerimónias com o dedo. A Yin não encoraja nem afasta, continua com o seu vaivém, atenta ao que se está a passar do outro lado: a Utopia vibra com o Camaleão, que por esta altura já lhe tinha desapertado as calças e enfiado a mão, enquanto a beijava. Lembramo-nos com saudades do tempo em que aquela intimidade havia sido partilhada. A Utopia geme de um lado, a Duquesa do outro, a Yin olha para a utopia, que lhe pede com o corpo que a beije, ao que ela não se faz rogada. Sabe-lhe bem os beijos, relembram à pele o sabor de há uns anos. A doçura que era... A Utopia aperta a Yin contra o seu peito, enquanto se contorce e suspira, e geme, deixando-a sem ar. O Yang não está confortável ali no meio, sente o peso da Yin na sua bexiga cheia.
Camaleão e Utopia saem do espaço. O Camaleão estava incomodado com o fato de estarmos a ser observados, principalmente pelo casal nosso conterrâneo que tinha por ali parado, em estilo de quem tirou bilhete. É preciso notar que quem vai para ali pode tornar-se uma espécie de animal de circo, o que por vezes até pode ser interessante. Nós apreciámos experimentar as duas perspetivas, voyeurs e exibicionistas, se bem que é um pouco confuso e difícil de gerir a parte do exibicionismo e a alternância entre ambas. Exibir e observar em simultâneo é uma proeza fantástica, que ainda estamos longe de dominar.
O Yang não aguentou mais e decidiu sair para visitar a casa de banho. A Yin soltou-se da mão do Duque e foi com ele.
Aquilo foi realmente estranho. Aproveitou para também despejar a bexiga. Quando saiu da casa de banho, o Yang olhou para ela com uma cara muito séria. "Anda cá", diz-lhe. Pega-lhe por um braço, fecha a porta e a Yin pensa que ele está chateado com ela e que vai ser uma conversa séria... até que ele começa a desapertar o cinto e ordena: "Ajoelha-te!" Aí rebenta a rir, mas prontifica-se a cumprir a ordem com todo o prazer, no tapete. Sim, porque a imagem das luzes CSI que fazem os fluidos corporais brilhar ainda estava presente nas nossas memórias. E ele dá-lhe com força, numa canzana plena, e ela vem-se. Uma e outra vez, a rir-se.
Sur la piste du marsupilami, música de Bruno Coulais, interpretada por Salah Benlemqawanssa
O filme está muito bem feito, é de rebolar a rir do princípio ao fim, vale mesmo a pena!
Tem outra cena em que o Lambert Wilson "interpreta" I'm alive da Celine Dion que deverei trazer aqui noutra oportunidade. Mas esta cena de dança no final... é o delírio! Existem outras danças houba lá pelo meio também a não perder, mas queria só mostrar este solo da cintura para cima, um cheirinho do domínio de cada músculo, cada articulação, como se a estrutura óssea deixasse por momentos de existir e a carne de borracha flexível dominasse o espaço apenas enquanto o esqueleto não voltar novamente ao seu lugar, quando lhe apetecer. Também quero! É contagiante, não é? Será que se eu treinar bastante...
Após um jantar bem regado e animado na casa dos Duques, lá seguimos. O ambiente e tudo o que se passou a seguir parecia típico de um sonho da Yin, ligeiramente absurdo e altamente improvável. Mas ainda assim, aconteceu.
O espaço estava vazio quando chegámos, mais staff que clientes, mas éramos seis e não precisávamos de mais ninguém para fazer a festa. Ficámos lá em cima, ao pé da lareira, não sem antes lhes mostrar o espaço. Concordaram connosco, é um sítio simpático, tem uma certa ruralidade, um arzinho de casa de campo tranquila que nos agrada bastante, apesar de tudo o que de intranquilo que acontece lá dentro. E divertimo-nos como costumamos fazer em casa, até nos chamarem lá para baixo para a pista para nos oferecerem um shot. Como éramos poucos, queriam juntar o pessoal todo num espaço e lá fomos. A pista vazia tem outro aspeto, não deixa de ser convidativa, mais espaçosa.
O Camaleão mostrava a sua indignação perante a forma como clientes e empregados se relacionavam, não lhe parecia muito profissional deixar os clientes entrar na zona do bar para se servirem. Explicámos-lhe que aquilo é uma espécie de private party em que as pessoas convidadas contribuem para as despesas, não é o mesmo conceito de um bar ou um negócio normal.
No bar, encontrámos o casal conterrâneo do costume e apresentámos os nossos amigos. Fizemos notar que um dos casais era o que estava connosco na noite em que eles não chegaram a encontrar-nos. O discurso mudou em relação à primeira explicação para o que teria acontecido. Desta vez não era por causa de terem encontrado outros amigos, era por estarmos acompanhados. A Yin, à beira de lhe saltar a tampa, comentou que o casal com quem nós estávamos poderia ser mais interessante que nós e que assim tinham perdido de uma só vez, a oportunidade de conhecer quatro pessoas. Ele contra-argumentou dizendo que o que estava planeado era conhecer-nos só a nós, e se isso não iria acontecer, preferiam combinar noutra altura. A explicação não convenceu a Yin, que resolveu juntar-se aos outros enquanto o Yang ainda continuou mais um pouco à conversa. No fim, o outro já tinha dado a entender mas desta vez fez questão de deixar bem claro, de uma forma civilizada, que por ele estava tudo bem, até simpatizava connosco, mas a sua mulher não tinha qualquer interesse no Yang. Temos pena. Esqueceram-se foi de contabilizar a nossa vontade. Mas claro que basta um não querer. E neste caso, até são três.