quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

diálogos (im)prováveis XX

Ahahahahaahahahahahahahah! O côco que eu parti com isto! A gargalhar de cabeça para trás até roncar, só me faltou babar. "Eu quero que o meu reto se passe a chamar torto!" Ahahahaharrrrrrahahaahrrrrrrahahahah! Aiii... guardanapo!



Gracias, Deusa ;)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

uma tarde no supermercado...

Texto Soft
Imagem: corbis
Era um sábado como outro qualquer, precisei sair para ir ao supermercado.
Comprar ovos, leite, pão… coisas banais. Estacionei o carro no parque, estiquei os
braços e bocejei, era o último sítio onde me apetecia estar naquele dia ensolarado. Saí, arrastei os pés, peguei num carrinho e lá fui nem feliz nem contente. Apenas fui. Passei por uma série de coisas inúteis em promoção e fui direita ao assunto. De repente, olfatizei um perfume no ar que me chamou atenção, tentei seguir de onde vinha… mas sem grande sucesso. Fiquei a pensar naquele aroma durante uns segundos acabando por esquecer.

Olhei para os shampoos, e as milagrosas características de cada um, e lá veio
novamente aquele cheiro frutado e doce, hipnotizando as minhas narinas e todos os
receptores sensoriais do meu cérebro. Passei os olhos, rodei a cabeça e nada… depressa
interiorizei que iria aventurar-me a descobrir. Deslizei o carrinho em passo acelerado,
passando pelas várias “ruelas” do supermercado e nada. Seria possível? Seria um
truque do além? Encabecei aquela demanda de corpo e alma, pois queria descobrir
o que já me tinha inebriado o espírito. De volta da fruta, entre o ananás, as mangas e
bananas… aquela curiosidade latejava-me na mente… Quem seria?

Por meros segundos, lá senti novamente, coração pulsou e num instinto quase desumano, deslizei o carrinho até aos congelados. Passei rapidamente a pente fino a área com os olhos. Com o nariz aguçado, rodei a cabeça em todas as direcções, como se a presa não me fosse escapar desta vez. E lá estava… escolhendo calmamente entre brócolos e uma macedónia… Estagnei, fiquei qual anime japonês com os olhos brilhantes e com raios de sol a passar nos cabelos. Retomei a mim, e disfarçadamente peguei nos gelados, nos crepes… enquanto de soslaio ia admirando aquele apolo. Um charme derrubador, uma presença, nem que estivesse a um 1 km de distância já se sentia. Por segundos meu olhar cruzou-se com o dele… colapsei, sentia as pernas a tremer, o coração a bater mais alto que os pensamentos e atabalhoadamente, e meti crepes e gelados e profiteroles no carrinho. Saí dali num foguete, e parei num corredor longínquo, arfando, com a mão poisada numa caixa de nestum. Inspirei e respirei calmamente, sem me importar com quem passava ou olhava para mim com ar intrigado.

Lentamente dirigi-me para as caixas de pagamento, receando encontrá-lo, e ao mesmo tempo desejando. Meti-me numa fila qualquer, com o espírito bem longe dali. Ao que me apercebi tinha ficado a pairar nos congelados. Paguei os gelados, crepes… nem queria nada daquilo, e fui para o carro. Arrumei as compras e finalmente sentei- me. E ali fiquei no silêncio. E não parei de pensar naqueles olhos castanho mel, porte atlético, mas sem ter aqueles músculos que mais parecem hematomas… e as mãos… ai as mãos… firmes e delicadas, e continuei por ali a divagar nos pensamentos…

Um calor súbito e delicioso invadiu-me por completo, comecei a deslizar as mãos entre as pernas, e foram subindo por dentro da camisola, toquei nos mamilos deliciosamente hirtos e apalpei a mama com mão. Entre pequenos gemidos, a outra mão deslizou para dentro das calças e descobri a cueca humedecida. Esfreguei suavemente até ficar completamente molhada e sedenta latejando de desejo. Levantei a camisola para cima e apertei as mamas com força, entre um olho aberto e o outro meio fechado vi que a noite já tinha caído e os vidros tinham embaciado. Continuei, mais solta e sem querer saber do mundo à minha volta, arfei de prazer, não ia parar até atingir o clímax. Desci novamente com a mão e desta vez meti-a dentro da cueca. Torturei o clítoris com um dedo em cima dele. Desejei ser polvo e ter mais mãos para me satisfazer. Completamente molhada enfiei dois dedos bem lá dentro e com a outra mão devorei o clitóris. Enquanto me penetrei intensamente, gemia e contorcia-me de prazer no banco do carro. E quase asfixiei quando soltei o grito final de imenso tesão, ao mesmo tempo que me vim e molhei resto da minha mão escorrendo até ao pulso…

Deixei-me cair para trás e inclinei o banco. Respirei ofegantemente e abri a
janela do carro para sentir o ar na cara. Enquanto não parei de sentir o coração a querer pular fora do peito não me levantei. De repente alguém meteu um papel pela janela do carro, que me caiu no colo. Sobressaltada puxei o banco, olhei para todo o lado mas não vi ninguém. Suspirei profundamente, um pouco assustada, peguei no papel e li: “Topei-te nos congelados, liga-me… P.s. quem me dera ter sido esse banco…”


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

swingin' (in the rain) parte 13

continuação daqui | início

Claro que a Yin foi com o Guardião até à sala sado-maso e variedades. A luz estava regulada para o mínimo, mas ele não hesitou em aumentá-la, fingindo que eram um casal que não sabia que o espaço estava ocupado. É um folião, este Guardião, demasiado indiscreto na opinião da Yin. Dois casais divertiam-se na jaula. Ele fingiu-se surpreendido e seguiu, a Yin ainda ficou um pouco mais, na esquina, a ouvir e a observar. Os casais continuavam a divertir-se, completamente alheios a ela. Depois foram ao piso superior. O primeiro quarto que encontraram tinha a porta fechada, mas o Guardião abriu-a, para revelar um homem de meia idade sem roupa interior a vestir as calças. Ela dispensava de bom grado aquela visão. Pediram desculpa e continuaram. Os outros quartos não tinham portas, pelo que era fácil espreitar. Antes da visão, a audição era estimulada pelos gritos e gemidos que se ouviam. Algumas mulheres de quatro, rabos brancos reluzentes na escuridão.

Voltaram ao lounge e contaram o que viram. Dali a pouco, o Guardião voltou a dizer que estavam a usar a cadeira na sala das variedades. A menina do outro casal ficou curiosa e a Yin perguntou se ela queria ir com ela ver e ela aceitou com todo o prazer. Deram as mãos e lá foram descobrir a sala e o resto dos quartos. Afinal a cadeira estava apenas a servir de apoio. Muita canzana se pratica naquela casa... para gáudio da Yin.
continua aqui

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

* dança XIX: experimental



Sim, dança. Porque a música não me diz tanto e só há um verso que retenho da letra: "You've gotta get up and try try try". Mas o diálogo dos corpos é memorável. Não são os corpos classicamente esguios dos bailarinos, são atléticos, musculados, possuem uma robustez que me fascina. Ela, principalmente, é muito masculina, sem que isso ofusque o seu par de alguma forma, pelo contrário, equivalem-se. Eles bem que se experimentam, tentam-se, em cada gesto. E há uma violência latente que resulta do choque das tentativas falhadas, da busca do equilíbro. E há uma beleza, uma estetização da luta que me prende. Não torço por nenhum dos dois, acho que estão ambos a ganhar. Porque tentam. Tentar é ganhar. Experimentar, aprender alguma coisa, nem que seja a falhar. Falhar melhor é caminhar na direção do sucesso. Tentar até esgotar as hipóteses, até conseguir. É a dança da vida... FORÇA!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

swingin' (in the rain) parte 12

continuação daqui | início

Após a ida ao clube, continuámos a trocar ideias com os nossos “amigos embaixadores” e ficámos a saber que saímos antes da verdadeira acção começar. Garantimos que para a próxima, haveríamos de ficar até ao fim. 
Fizemos várias tentativas de nos voltarmos a aproximar dos nossos “amigos curiosos” e também convidámos os T para jantar várias vezes, mas por alguma incompatibilidade de horários, não conseguimos estar com ninguém. Se há casal com quem sabemos que existe alguma compatibilidade física que gostaríamos de explorar novamente, são os curiosos, mas parece-nos que tão cedo não se voltará a repetir, se é que alguma vez voltará a acontecer. No que depender de nós, estamos disponíveis, mas enfim, o que será, será.
Depois de algum tempo, pensámos em voltar ao mesmo clube, escolhemos uma data em que sabíamos que os embaixadores Musa e seu Guardião estariam por lá. Era noite de sushi. Somos apreciadores desta iguaria japonesa, mais a Yin que o Yang, e o cartaz era sugestivo: pensámos em belos corpos a servir de prato, a manter os rolos de arroz quentes e o interior fresco, como é suposto. Mas sobretudo, pensámos em reencontrar o mesmo ambiente que nos agradou da primeira vez que lá fomos. 

Confirmámos a ida, avisámos os embaixadores e sem combinar, chegámos ao mesmo tempo. O simpático porteiro (desta vez vestido normalmente) indicou-nos o estacionamento. Trouxeram outro casal com eles, primeira vez num clube, ainda sem nick, virgenzinhos nestas andanças. Já conhecíamos os cantos à casa, pelo que não seguimos com eles para a visita guiada, aproveitámos para escolher sítio no lounge, uma vez que ainda era cedo e havia pouca gente. Os casais seguem a mesma regra dos bares e discotecas e chegam tarde, mas antes da pista abrir (por volta da 1h) sabe bem ficar nos sofás na palheta. A Yin aproveitou para degustar o sushi. Quando regressaram, convidaram-nos para visitar a piscina no exterior, e como ainda não conhecíamos o espaço, lá fomos. Altas parties de bikini (ou até talvez sem roupa) passaram-nos pela cabeça. O “Dono do Pedaço” (da outra vez não tínhamos tido oportunidade de falar, apenas de o ver de capa vermelha e cuecas a pôr música e a animar o pessoal) falou-nos em tardes de churrasco para amigos à beira da piscina e a Musa revelou que já ali tinha tomado banho nua, acompanhada pelos habitués. Sim senhor, tratam-se bem. A Yin já se tinha questionado sobre se haveria ligação entre piscina e sexo, mas por muito boa ideia que lhe parecesse, a possibilidade de haver outros nadadores microscópicos lá pelo meio não lhe pareceu muito apelativa, mas a Musa tranquilizou-a, dizendo que não havia sexo na piscina. A simples ideia de poder nadar sem roupa já era suficientemente atrativa.
Voltámos para dentro, a Yin ficou ao lado da moça do novo casal e enrolaram-se as duas numa conversa bastante absorvente sobre leituras e escritas que as alheou bastante do resto do grupo, só terminou com a sugestão de irmos espreitar a pista de dança. O novo casal fez-nos lembrar os apresentadores de um daqueles programas de vídeos - ele é bastante alto e ela baixinha, criando um divertido contraste. Existe entre eles uma química muito boa, sempre a picar com um sentido de humor apurado e inteligente. Ela mexia-se na pista de forma descontraída, apesar de não gostarmos da música, esforçámo-nos por dialogar através dos movimentos, reconhecendo que não somos grandes bailarinos, procuramos apenas divertir-nos. O Yang incentivou a Yin a dançar com a outra menina, mas a música não estava a ajudar e ela ficou sem jeito. Ficámos até o fumo começar a saturar o ar e resolvemos ir para cima, mas voltámos pouco depois. A Yin começou a aquecer e resolveu tirar a camisola. Algum pessoal começou a incentivar o strip, ela entrou na brincadeira, despindo-se lentamente, fazendo girar a camisola no ar, para logo a seguir se retrair, revelando um top semi-transparente que brilhava com a luz ultra-violeta, criando sombras e reflexos reveladores de formas. Por indicação do Yang, a Musa ainda pensou despir-lhe o top, mas ela não quis. É capaz de jogar raquetes sem roupa numa praia de nudistas, mas não é capaz de tirar um top e ficar em soutien num bar swinger... talvez seja uma questão de tempo. Ela diz que na praia ninguém liga, mas não gosta de atrair atenções ali, não sabe como lidar com isso. Por enquanto...
Pouco depois, voltámos para cima e desta vez, convidámos o casalinho das alturas contrastantes para vir connosco. Eles aceitaram e conversámos os quatro sobre os nossos desejos e experiências. Eles tinham estado com um casal e tinham ideias diferentes sobre a ocorrência. Ela não gostou, ele gostou. Descreveram cada um em alturas diferentes o que se passou e a Yin perguntou se não teria havido uma ponta de ciúme da parte dela e a expressão dele iluminou-se como se tivéssemos descoberto a pólvora. Ela não desmentiu a possibilidade, mas também não confirmou. É complicado quando se tem muitas expectativas, fazê-las cumprir de forma a não nos desiludirmos.
Os Embaixadores vieram juntar-se a nós e o Guardião pergunta à Yin se vai escrever sobre esta noite. Ela diz que não sabe, a verdade é que achava que não tinha acontecido ainda nada digno de ser escrito, mas ele estava empenhado em dar-lhe que escrever. “Já foste espreitar os quartos?” Ele sabia da vontade dela, já lhe tinha revelado o seu espírito de voyeur, só precisava de um pretexto, um incentivo. “Queres ir comigo ver?”


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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Boas Entradas!



texto por PinhalMan

Carla havia aceite o convite para ir a casa de Miguel beber um copo. Tinha sido o primeiro encontro, e não queria dar-lhe a entender que era uma miúda fácil. Por isso, quando a conversa começou a amornar, aproveitou e perguntou-lhe:
- Levas-me a casa?
- Já?! Porque não ficas aqui até de manhã? – Respondeu-lhe ele.
- Achas? Já vim à tua casa na primeira vez que saímos. Se passo aqui o resto da noite vou-me sentir uma verdadeira galdéria! – Disse ela a rir.
Miguel ia refutar a ideia de Carla, quando ela lhe colocou uma mão sobre a boca.
- Não é negociável… Só preciso de saber se me levas, ou não…
Miguel não ousou insistir. Respondeu, então a sorrir:
- É claro que te levo. Depois de me teres proporcionado uma companhia tão encantadora, levo-te, onde quiseres ir…
Despacharam-se então, e dirigiram-se calmamente para perto da porta de saída.
Perante a sensação de desejo de que aquela noite se pudesse perpetuar no tempo, Miguel não resistiu e, antes que Carla pudesse pegar nos seus pertences, encostou-a à parede e disse-lhe:
- Desculpa, mas é mais forte do que eu!
E deu-lhe um beijo bem profundo.
Carla sentiu um arrepio causado por aquele ímpeto inesperado de Miguel, e pela sensação de estar encostada a uma parede e em simultâneo ao corpo do seu amante.
O sangue começou a correr-lhe rápido nas veias. Então, resolveu ousar, e com a mão direita subiu o vestido até à anca. Levantou de seguida o joelho direito quase até à axila.
Miguel entendeu de imediato o atrevimento de Carla e colocou o seu braço esquerdo debaixo da sua perna, deixando-a suspensa.
Enquanto o beijo se tornava mais e mais arrebatador, Miguel deixou perceber que era capaz de suportar o delicado peso de Carla contra a parede e ela embarcou na loucura… Levantou a outra perna, que foi de imediato suportada pelo braço direito de Miguel. De seguida, rodou o pé direito, fazendo cair o sapato ao chão. Pouco depois, o outro sapato seguiu o mesmo caminho.
Carla, à parte de ter os seus braços em redor do pescoço de Miguel, estava agora totalmente à sua mercê, confiando por completo na sua robustez física para que não a deixasse cair. Essa ligação tornava o momento mais excitante do que perigoso. A adrenalina corria rápido nas veias de ambos.
Carla estava totalmente exposta, pois a sua púbis estava encostada ao baixo-ventre de Miguel. A inevitável fricção do momento cobrava o seu preço de ambos os lados… Carla começou por se sentir excitada, depois humedecida e, por fim, encharcada no desejo de ter Miguel dentro de si. Já este, não podia, nem queria, evitar que o seu membro ficasse  bem crescido e duro. Tinha uma forte sensação de calor que era potenciada pelo repetido roçar das cuecas de renda nas suas calças.
Carla libertou então o pescoço de Miguel, deixando-lhe todo o trabalho de a suportar, e baixou as mãos até ao cinto das calças dele. Desapertou-o, de uma forma mais ou menos atabalhoada, enquanto se continuavam a beijar, e baixou-lhe as calças e os boxers até onde os seus braços o permitiram. Pegou então no seu inchado pénis e, desviando com a outra mão as suas próprias cuecas, apontou-o para a sua expectante vagina. Miguel não resistiu e entrou de rompante pelo bem lubrificado interior de Carla, até sentir tocar-lhe bem no fundo. O calor de Carla soube-lhe tão bem!
Carla não conseguiu evitar soltar um forte gemido, que alimentou ainda mais a tesão que inundava os sentidos de Miguel. Guiado por esta, ele começou a executar ritmados e profundos movimentos de vaivém, enquanto a sua boca se perdia por entre os lábios e o pescoço de Carla.
Aguentou este frenesim por algum tempo, até que começou a sentir os seus braços a ceder. Abrandou então o ritmo e deixou descair uma das pernas de Carla. Esta compreendeu a mensagem e acabou por se suportar no seu próprio pé, repetindo pouco depois o movimento com a outra perna.
Miguel sentiu-se aliviado, mas não saciado. Deixou que a sua roupa descaísse até ao chão, soltou um pé, e com o outro jogou-a para longe de si, ficando com as pernas livres de movimentos. Então, virou Carla para a parede e puxou as suas ancas para si.
Logo esta leu as ideias do seu amante: Puxou o vestido para cima, passou-o pelo tronco e tirou-o, desnudando o seu belo corpo.
Depois, dobrou o tronco para a frente, ao mesmo tempo que com os polegares começou a descer as cuecas pelas pernas abaixo. Revelando uma elasticidade fantástica, manteve as pernas quase direitas e foi aproximando o peito dos joelhos, enquanto fazia a sensual peça de lingerie sair por um pé e depois pelo outro. Por fim, colocou as mãos na parede e, arqueando sensualmente o tronco, espetou os glúteos na direcção de Miguel, tornando-os deliciosamente reluzentes. Este não se conseguiu segurar. Penetrou de novo Carla, fazendo soar as batidas da sua anca naquelas nádegas, que cada vez mais lhe pareciam irresistíveis.
Sentia-se a arder em volúpia e as barreiras do decoro começavam a desvanecer-se. O outrora cuidado e gentil cavalheiro parecia agora dominado por uma animalesca vontade de ir mais e mais além. E foi subjugado a esta força que ele não resistiu à tentação e então, com o seu polegar direito, começou a esfregar de um modo provocador o ânus de Carla, ao mesmo ritmo que a penetrava.
Os gemidos de Carla tornavam-se mudos. Ela estava a experimentar um prazer tal, que a sua garganta não conseguia verbalizar o que ela sentia.
Sem conseguir perceber os sinais da sua parceira, mas cego pela sua excitação, Miguel deixou soltar um certeiro fio de saliva por entre as nádegas de Carla e usou-o como lubrificante.
Justamente quando se preparava para tentar penetrar o olho anal de Carla com o polegar, esta segurou‑lhe com firmeza o pulso.
Miguel gelou! Teria estragado aquele momento de adrenalina pura ultrapassando os limites de Carla?!
Foi então que sentiu o seu dedo ser impelido pela amante para o seu interior, desaparecendo até à sua base. Carla soltou um gemido:
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!…
Miguel sentiu a sua excitação renascer com mais vigor! Retirou parte do polegar, deixando apenas a sua extremidade dentro da parceira e voltou a penetrá-la, ainda com mais afinco.
Carla sentia-se a rebentar de prazer, mas tal como Miguel, apetecia-lhe voar mais e mais longe. Então, moveu a anca um pouco para a frente, dando a entender que desejava uma pausa na repetida penetração. Miguel parou.
Carla estendeu então a mão direita na sua direcção e encontrou o seu encharcado pénis. Afagou-o com doçura, como que o felicitando pelo óptimo desempenho, e voltou a esticar-se para trás.
Apontou-o então para o seu cu, e perante o olhar deliciado mas embasbacado de Miguel, forçou a glande para dentro de si.
Devagar, esta foi desaparecendo no interior de Carla, enquanto ela libertava um “Hummmmmmmmmmmmm”, como se estivesse a experimentar a sensação que mais desejava.
Parou por instantes, como que para ganhar fôlego, e voltou a forçar o membro para dentro de si, até o sentir bem no seu interior.
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… Que bom que é sentir-te. – Soltou – Agora estou por tua conta… Leva-me para lá das estrelas…
E Miguel voltou à sua marcha repetitiva.
Primeiro de uma forma mais cuidada, mas à medida que ia ganhando confiança com base nos gemidos aprovadores de Carla, ia acelerando e forçando a penetração até tão fundo quanto conseguia.
Entretanto, tentando dar ainda um pouco mais de prazer à sua parceira, curvou-se um pouco sobre as suas costas, e levou a mão direita até ao seu baixo-ventre. Desceu, tacteando um pouco, até conseguir encontrar, com a ponta dos dedos, o seu clítoris.
Carla soltou um gemido bem profundo. Aquele pormenor pareceu-lhe divino. Sentiu um choque em todo o seu corpo e o orgasmo estava agora tão próximo…
Enquanto Miguel ritmava a circulação dos seus dedos com as batidas da sua anca, ela não resistiu a colocar a sua mão direita sobre a mão de Miguel, pressionando-a de tal forma contra si, que ele começou a ter dificuldade em trabalhar-lhe aquele importante centro de prazer.
Foi então que ele percebeu que a sua amante estava bem perto de alcançar o clímax e os seus movimentos de penetração atingiram um ritmo frenético, que o levou a sentir-se a rebentar de prazer.
Então Carla não resistiu e deslizou a sua mão para trás, penetrando-se a si própria com três dedos e largando um brutal gemido de satisfação:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Miguel sentiu-a estremecer e também não aguentou, explodindo o seu gozo dentro dela… Sentia por um lado a força das pernas a desaparecer, mas a sensação era tão forte, que continuou a socar as nádegas de Carla por uns longos instantes, enquanto se sentiu a ejacular umas quatro ou cinco vezes mais.
Foi então que curvou o seu corpo por cima do corpo de Carla, e segredou-lhe ao ouvido:
- Tu és um espanto…
Carla reuniu as suas forças, endireitou o tronco e puxou a anca para a frente, fazendo Miguel sair de dentro de si:
- Ohhhhhhhhhhhh… - Não resistiu a soltar.
Então virou-se de frente para Miguel, que logo se apressou a aproximar os seus lábios dos dela.
Carla olhou-o olhos nos olhos e disse com um ar derrotado:
- Eu não acredito que te deixei ires-me ao cu na primeira vez que saímos! Decididamente, sou mesmo uma galdéria!
Miguel respondeu com um ar animado:
- Isso quer dizer que sempre podes passar cá a noite comigo, então?...
Entreolharam-se, desataram-se a rir, e entregaram-se a um apaixonado beijo…

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

swingin' (in the rain) parte 11

continuação daqui | início

O Yang estava com imenso tesão a ver as meninas brincarem ao sexo oral com os meninos e comentou com a Yin, mas ela não estava interessada em ser macaquinha de imitação, se há coisa que preza é a originalidade, além de que não se sentia suficientemente à vontade para ser exibicionista, preferia o papel de voyeur. Para fazer uma coisa bem feita, necessitava de concentração e mais privacidade. Entretanto começam os espectáculos, que segundo a publicidade, prometiam sexo explícito. Estávamos no canto oposto aos varões, que foi o local escolhido para o show, havia muita gente à frente, a Yin pôs-se em cima de um banco para ver melhor, mas pareceu-lhe tudo muito fraquinho. Os corpos eram interessantes, como convém, mas as simulações de foda deixavam bastante a desejar. Achámos muito mais interessante o comboio de corpos serpenteantes em redor dos varões, formado pelos clientes, parecia algo verdadeiramente espontâneo, se bem que não nos juntámos, a Yin gosta de saber quem toca e quem a toca e o Yang... estava mas interessado em enfiar as mãos por tudo o que era sítio no corpo dela. Não parava de a provocar, e muito discretamente, decidirmos fazer o nosso próprio espectáculo. O Yang percorria o corpo da Yin, com beijos e carícias, enquanto nos movíamos ao ritmo da música. Desvia o tecido rendado do peito e sorve-lhe os mamilos na boca. Ela desce discretamente as mãos e apalpa-lhe vigorosamente o rabo, depois vira-se e roça as nádegas no sexo dele e sente-o crescer. Enfia a mão nos boxers para o sentir bem duro e estimula-o ainda mais, discretamente, enquanto dança com um ar de cabra dissimulada. Beijamo-nos com ardor, brincamos com a chibata. A temperatura dos corpos aumenta bastante, apetece ao Yang continuar, a Yin acha que não é o local indicado para ir mais longe, apesar de ter visto um casal encostado à parede a tentar a penetração.
O que viemos ver estava visto e o que viemos fazer estava feito. No dia seguinte haveria caminhada de manhã cedo e a madrugada já ia adiantada, pelo que era chegada a hora de ir embora.



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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

utopias



Foi Natal e Verão do outro lado do mundo. É Verão e Natal no coração de quem consegue. Cada vez menos gostamos das luzes e das musiquinhas e das prendas. Cada vez mais gostamos de reunir a família e sentir o calor dos sorrisos. E queremos mais uma vez agradecer àqueles que, com consciente ou inconsciente coragem, decidem cumprir o verdadeiro espírito natalício fazendo nascer as suas crias e criando-as.
Por aqui, ficamo-nos pelas reuniões familiares e pelas lembranças do Verão que nos fazem perseguir o prazer, como as gaivotas...

JCA + carpe vitam!