quarta-feira, 19 de outubro de 2011

provocação gratuita 82

"A lot of people describe having sex with only one person as 'being faithful'.
It seems to me that faithfulness has very little to do with who you have sex with.
Faithfulness is about honoring your commitments and respecting your friends and lovers, about caring for their well-being as well as your own."
Richard in "The Ethical Slut"

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

diálogos (im)prováveis XVI

DEXTER, s6e2 "Once upon a time"

"What the fuck? What are you doing?
I wanted to do this the other night, but the shooting sort of messed everything up.
Debra Morgan, will you...?
Are you insane?
 
Come on, Deb. I'm trying to be fuckin' romantic here. 
Romantic isn't springing something like this on me. When... when have we ever talked about marriage?
Will you get up?
Come on, Deb, we've been at this for a year. You... you make me happy, I make you happy.
So?
So..."

post relacionado: diálogos (im)prováveis VII

domingo, 25 de setembro de 2011

Chanson d'automne



Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.

Tout suffocant
Et blême, quand
Sonne l'heure,
Je me souviens
Des jours anciens
Et je pleure

Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte.

Paul Verlaine

terça-feira, 20 de setembro de 2011

"sonhaste comigo? (...) eu também sonhei contigo! (...) que sonhaste tu?"

sonhei que te rias. rias e rias e rias sem parar, de cabeça para trás. um riso laranja, cristalino.
e eu ria com gosto, por estares a rir. depois ficámos em silêncio, só para rebentar a rir a seguir. depois silêncio sério, a olhar-nos durante um grande bocado.
depois eu aproximei-me de ti beijei-te nos lábios, devagar.
tu coraste e devolveste-me o beijo, mas com gula, a abrir-me os lábios e a enfiar a língua como se eu fosse um doce que nunca tinhas provado e estavas a descobrir que gostavas. bastante.
e eu deixei-me ir para dentro da tua boca. toda intensa e inteira, a dançar tango com a tua língua, a sorvê-la, a mordê-la, a rodopiar com ela. lambi-te o queixo que escorria da gargalhada cítrica, doce e fresca.
já não sei se estava a sonhar ou acordada. estava... a sonhardada.
a minha língua ganhou vontade própria (que não era diferente da minha, apenas mais precisa) e começou a deslizar por ti abaixo. macia e quente, muito quente. e fresca e doce, doce e salgada. caminhei e perdi-me por montes e vales a sentir as curvas e texturas com a boca e as mãos e os olhos e o nariz e os ouvidos. tu rias e gemias, rias e gemias...
depois acordei. e perguntei-me se realmente querias. se realmente gostarias.



e tu, que sonhaste tu?

sábado, 10 de setembro de 2011

presentinho ;)

da Pink

4 anos, 50 pessoas


Este blog dá-me pessoas. Isso é o que de mais precioso ele faz. Aqui, ao contrário do espaço físico, conhece-se de dentro para fora, o que permite uma seleção muito mais inteligente e eficaz. Depois sabe bem satisfazer a curiosidade dos sentidos – apetece  conhecer o cheiro, o toque e, com alguma sorte, o sabor das pessoas - isto, por enquanto, ainda só se consegue presencialmente.
Por isso vou aproveitar esta ocasião de aniversário para agradecer a todos com quem já me cruzei por “culpa” deste espaço. Porque todos me ensinaram alguma coisa, mesmo as experiências menos boas. Por ordem mais ou menos cronológica, não referirei nomes nem blogs, creio que as pessoas em questão se reconhecerão sem problemas. Como a lista é extensa, optei por colocá-la aqui.
Se me esqueci de alguém, peço desde já desculpa.

Existe ainda muita gente que gostaria de conhecer pessoalmente mas que ainda não se proporcionou tal encontro. Sem dramas, sei que se tiver de acontecer, acontecerá e se não tiver, não acontece. Mais importante do que estar constantemente a encontrar novas pessoas é continuar a manter os bons encontros e regar as relações que foram surgindo. Gosto de relações duradouras e frutíferas.
Este blog tem 4 anos, e apesar de já ser uma longevidade considerável em termos blogosféricos, espero que continue por muitos mais. Para isso, precisa inevitavelmente de pessoas. Podem ser poucas, mas têm de ser boas!