domingo, 6 de março de 2011

carnavalando!

Véspera de Domingo Gordo e ela acorda cedo com vontade de fazer das suas. Despacha as tarefas rotineiras e reúne os ingredientes. Inspirada num sonho que tinha tido há dias, saiu de casa de avental e botas, mas em vez do impermeável, levou um sobretudo comprido e teve de calçar umas meias altas e levar cachecol. Apesar do sol, o Inverno faz-se sentir na pele nua. Mas passado o primeiro contacto com o forro frio do casaco, ela nem o sente, a expectativa aquece-a. Adora fazer surpresas, e esta, se correr bem, vai ser das grandes.

Avisou que ia, mas decidiu ir mais cedo para a surpresa fazer mais efeito - em vez de jantar, levou um cesto com o que iria ser o almoço. Antes teve de passar pelo supermercado para buscar os ingredientes que faltavam. Divertiu-se a fazer as compras com um ar muito discreto e compenetrado, sem dar o mínimo indício do que (não) havia por baixo daquela indumentária.
Pelo caminho foi-se deliciando a imaginar a expressão dele quando a visse e a tentar perceber que espécie de máscara era aquela – uma mistura de capuchinho vermelho de cabeleira flamejante encaracolada, bochechas e lábios vermelhos (cesto de verga com paninho por cima e tudo) Pipi das Meias Altas (não eram coloridas, mas chegavam às coxas) e cozinheira lasciva (só detectável pelo avental de quadradinhos vermelhos após casaco despido e revelação dos seus dotes de… culinária).
A expressão dele… aquele sorriso que sublima os cantinhos da boca e faz o olhar brilhar… ela faria qualquer loucura para testemunhar aquela expressão!
Não pode cozinhar apenas de avental porque estava bastante frio, e depois do orgasmo, não restou tesão que chegasse para aquecer o tempo todo, mas o almoço correu lindamente.
A ementa? Primeiro houve entradas (entraram um no outro e partilharam o leite quente dele com beijos) depois uma sopinha de feijão verde (ela nem sequer gostava de feijão verde, mas o creme de cenoura estava óptimo, apenas um pouco salgado), seguida de uma meravigliosa pasta – fusilli tricolore alla carbonara - acompanhada por uma bela salada: cenoura, cogumelos, milho e courgete fundida com maionese. A bebida escolhida foi… água (tal como no sonho em que ela trouxe a garrafa “fonte de vida” mas aqui sem rótulo especial …ihihihih). Uma magnífica broa de milho áspera, dura e estaladiça por fora e suave, doce e húmida por dentro (muito parecida com ele, de resto) de comer e implorar por mais, especialmente quando está quente (mesmo muito parecida com ele!) e por fim tangerinas docinhas e um quadradinho de chocolate!

O resto da tarde foi passada a limpar arduamente a casa, diferente mas necessária forma de aproveitar o sol, para depois aproveitarem a noite com os amigos. No dia seguinte ela lembrou-se de pôr em prática umas máscaras especiais inspirada por outro sonho que teve. Sonhou que os pêlos púbicos tinham crescido imenso e tapavam, alegremente encaracolados, o triângulo da púbis e metade das coxas. Achou piada, podia fazer tranças com eles! Então toca de pedir emprestados alguns caracóis compridos a uma farta cabeleira, inventar uma mascarilha, colher algumas flores para o toque final “flower power” e desenhar uma boca no saco das bolas. O resultado foi hiLaRiaNtE, claro, uma bela matrafona de nariz à Pinóquio, que apesar do frio, não parava de crescer por causa de uma certa borboleta de longos bigodes de penas pretas pousada numa púbis purpurinada. Escusado será dizer que o nariz cresceu, cresceu, cresceu… e espantou a borboleta que foi voar para outras paragens, deixando a descoberto a entrada para um sítio acolhedor onde o nariz apinocado ficou quentinho durante um bom pedaço de tempo...


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quinta-feira, 3 de março de 2011

paixão proibida

texto por TaViTa
pintura "Nômades Amantes do Tempo" por Bruno Steinbach Silva


Ainda me lembro de todos os pormenores. Do som das tuas palavras ao meu ouvido, das cores do quarto de hotel, do cheiro da tua pele, e de todo aquele calor que sentimos. E o teu corpo majestoso, os teus olhos brilhantes, o teu sorriso sedoso, as tuas mãos que tão bem embalavam o meu corpo naquela noite... Ainda consigo sentir o pecado que viveu em mim. A quantidade de adrenalina que se esvaziou para as minhas veias foi tal, que ainda hoje me alimenta o desejo, e com toda a certeza residirá em circulação para sempre. O coração batia cada vez mais acelerado, mas o cérebro negava todos os impulsos. Queria ficar, o desejo sedento de te envolver, de te conhecer e de me entregar como nunca me tinha entregado a alguém. A força das hormonas conseguiu vencer o meu consciente pecador. A tua sedução venceu. Entreguei-me, não sabia como, mas estava ali. Foi ali num clima nunca antes sentido, num ambiente totalmente desinibido e de excitação, que nos entregamos um ao outro.
Lembro-me de a minha razão ter perguntado ao coração se valeria a pena, se tal pecado seria alguma vez perdoado. Perdoei-me mas não foi de imediato. Só muito depois de te ter tido em mim é que realmente equacionei os sentimentos. Perdoei-me porque de uma maneira ou de outra, e apesar de todos os devaneios que habitavam naquele quarto, tudo foi sentido, houve paixão.
Fecho os olhos e revejo aquela noite. Os teus braços abraçavam-me como que a pedir de alguma forma autorização para me teres. E o momento em que tocas nos meus lábios senti que te tinha concedido o desejo. Avançaste com as tuas mãos grandes e aveludadas, e agarraste-me com vigor. Despi-me logo após de te ver despir em escassos segundos. Ambos queríamos aproveitar todos aqueles momentos a medo que o tempo acabasse ou que eu me arrepende-se. E não, não me arrependi, segui em frente. Tocava-te loucamente, abraçava-te tão forte, queria que me sentisses só tua. O calor habitou em nossos corpos, e o meu pecado capital naquela noite viveu em ti.
Reviveria tudo outra vez. Sentiria novamente os teus beijos, o teu calor, o teu desejo... Cairia na tua cama, ter-te-ia novamente em mim, só para encher uma vez mais o coração daquilo que ainda sinto por ti. Arrepia-me a ideia de um dia poder voltar a sentir o teu toque. É tudo passado, é tudo lembrança, e hoje tudo reinventado seria apenas uma quimera. Aqueles minutos já passados, já queimados, de ouro pecaminoso não voltam mais. Agora só o sonho traz ao coração aquela paixão proibida.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tenho fome de ti!


texto e foto por Pink Poison, Mundo da Pink

Tenho fome de ti... Daquelas que nos dá vontade de comer a passa no ano novo a desejar-te.
Sim, vale a pena a ansiedade, sim, tenho fome de ti.
Não se pode dizer que não se gosta de um prato que nunca se comeu. Sê o meu prato, a minha delícia e eu serei o que quiseres.
Tenho fome de uma paisagem ao fundo, de um querida pelo meio, tenho fome de cair em ti e não em mim.
Num desacato entre a prudência e a emoção, que se dane a prudência pois eu tenho fome de ti.
Fome de ti.
Preenche-me, expõe-te e sacia-me, Faz-me rir de prazer, chorarei quando partires, sorrirei quando me lembrar de ti, do teu cheiro, do teu mergulho em mim e daquilo que não se saberá. Como se sabe aquilo que é tão desejado, sentido e amordaçado pelo silêncio que uma janela provoca.
Toca-me. Com mais força. Puxa-me para ti. Mais, mais toque, funde-te comigo. Por uma tarde, uma hora, um minuto, dá-me uma história para contar.
Além da de que já tenho. Tenho fome de ti e preciso que me alimentes.
Mas dá-me um abraço no fim.
Tenho fome de ti!

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Arrepia-me III


Björk, All is full of love

Devagar, a roçar ao de leve, languidamente. Baixinho, com um rumor cadente, amplificado, vibrante… Nasce o Amor do gesto imprevisto no ambiente improvável, transborda e contamina tudo à sua volta. Deixo-me levar no embalo rouco e cristalino da inocência, para lá do arco-íris. Toca, arrepia… e sabe tão bem...

[Para quem como eu se interroga sobre que verso é aquele que ela canta depois de “your doors are all shut”, adianto que após exaustiva busca, percebi que ela gosta muito de inventar palavras e consequentemente deixar-nos a matutar o que quererá ela dizer com aquilo. Mas lá que soa bem, lá isso soa...]
gracias, Engonhita ;)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

pink's photoblog

texto e imagem por Pink Poison com edição de carpe vitam!

De camisa de cetim preto, abraço-te. Sentes os mamilos duros contra ti, sentes o meu cheiro e, olhos, nos olhos, digo-te: “Tenho sede”.
Baixo-me, agarro no teu pau, grossura e tamanho ideal para uma garganta funda… O cheiro a caralho dá-me tusa! Lambo o teu pau, todo a volta, chupo apenas a cabecinha e meto esse pau quente na boca, até à garganta… E gemes… Torces-te quando ele toca na minha garganta… Adoro ter um caralho na boca!!! Engulo a tua esporra todinha, e nem a sinto… aguentas-te e conduzo-te até ao quarto, deito-me, com ar de puta, perna aberta, sorriso de fome, mamilo à mostra, esfrego o monte de vénus, despes-te e apressas-te a dar-me uns beijos molhados, onde as nossas línguas se entrelaçam… Estás com tesão, eu também, guio a tua mão à minha mama e mando-te chupá-la, e digo: “mama-me essas tetas que elas gostam”… Volto a chupar o teu pau, sabe a esporra, meto-o entre as mamas e deliras, nem é preciso apertar as mesmas… Beijo-te de uma forma selvagem, e monto-te… Gemes, ris, e sentes-te a enterrar cona adentro… Uma cona quente, apertada e molhadinha do suco que vai ser mais quando fizeres a tua puta vir-se vezes sem conta… Monto-te, a tua puta monta-te, salta em cima de ti, ou devagar só para a cabeça entrar… A cona escorre, arde, e não paro! Deito-me de costas para ti, o pau não entra todo mas a cabeça entra e vai humedecendo o meu cú…
Até que começo a fazer força contra ti, quero mais, tens uma mão na minha mama, chamas-me puta e gememos… Venho-me, ninguém está cansado, faço-te um broche, quero matar a sede, quero um pau na boca… Quero esporra, lá vai o gajo à garganta, a cabecinha… Esporras-me a boca e eu engulo e rio-me… Peço-te: não me largues as mamas, não deixes de enfiar 3 dedos na cona… De costas guio o teu caralho ao meu cú, já oleado, entras sem dor, ponho de quatro e digo: Enraba a tua cadela!” Faço força, faço a cadência, não magoas, e eu grito por mais. “isso enraba a tua puta toda!”, e tu dás-me com mais e o meu cú não tem fim, enrabas-me e eu exijo esporra no cú…
Pousaste o saco?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

dedos

           texto por Toque
           provocas-me com a ponta desse dedo
         a percorrer o espaço entreaberto da boca.           
         húmido, penetrante, a escorrer gotículas de saliva
         quente do contacto recente com a minha pele.
         desce
         lento, provocante
         ameaçador
         desenha um círculo perfeito
         no mamilo excitado
         aperta-o com o auxílio de um outro dedo
         fecha-se o círculo com a palma da mão.
         desce
         lento, provocante,
         ardente
         penetrante
         as pernas ajudam...entreabrem
         abrem o caminho,
         continua húmido...o dedo!
         um toque mais forte
         gemido abafado
         apertam-se as pernas
         move-se o corpo
         nádegas contraídas
         a um dedo junta-se
         outro e outro...
         intensamente
         clímax!