sábado, 28 de agosto de 2010

Magda XII

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texto por Bernardo Lupi

No caminho de regresso a casa, Henrique vai traçando os planos para o fim de semana seguinte.
- Magda, no próximo sábado iremos receber a visita de um casal de amigos. Ele chama-se António e é o Senhor da rapariga que virá com ele. Peço que os recebas respeitosamente e que vistas algo adequado à tua condição de escrava.
- Será um grande prazer conhecer os seus amigos e farei tudo o que me ordenar meu Senhor – responde ela.
Na manhã do sábado, Henrique mandou que Magda limpasse com esmero a sala e a cozinha, colocando tudo ordenado, polindo os vários bibelots, os porta-retratos e alinhando os livros das estantes.
Quando o serviço foi concluído, ele ordenou que ela tomasse banho e se perfumasse com algumas gotas de sândalo.
Em seguida entregou-lhe uma longa saia de tule de seda branca, extremamente delgada e cortada numa lateral. A saia, do tipo usado pelas odaliscas orientais, era tão transparente que, em vez que esconder suas formas, as realçava ainda mais.
Retirou as algemas, enquanto os pulsos e os braços foram enfeitados com largas pulseiras de cobre. Quanto ao cinturão de couro foi substituído por uma longa e fina corrente de ouro que dava três voltas em torno da fina cintura da escrava. A coleira e as correntes nos pés, não foram removidas.
Faltavam poucos minutos para as cinco horas da tarde, quando o telemóvel de Henrique tocou. Era o António a avisar que estava em frente ao portão da propriedade. O dono da casa, accionou o controlo remoto do portão, e um Volvo azul escuro, conduzido por um homem de cerca de quarenta anos de idade, entrou no pátio defronte do edifício principal.
Junto com o convidado, desceu também a namorada dele, uma mulher que aparentava ter mais ou menos a mesma idade de Magda, alta, de olhos azuis e longos cabelos loiros. Ela vestia uma elegante capa escarlate, fechado à altura do pescoço, que escondia totalmente o corpo. Apenas a ponta dos pés, descalços, era visível e, pela curta extensão de seus passos, era fácil intuir que eles estavam acorrentados.
Os dois, entraram no hall de entrada da casa, onde Henrique e Magda os aguardavam. Os cumprimentos foram calorosos entre os dois homens, enquanto a jovem loira apenas acenou com a cabeça murmurando "Boa tarde" em tom tão baixo que ninguém a ouviu.

Magda aproximou-se da desconhecida, e deu dois beijos no rosto dela que, como única resposta, baixou a cabeça e permaneceu silenciosa em pé ao lado do seu dono.
Magda intuiu imediatamente que a rapariga não estava a sentir-se à vontade naquela situação. Observando com mais atenção o manto que ela vestia, reparou que as duas pontas, embora bem encostadas, não se fechavam totalmente deixando assim entrever, por baixo, a pele nua da mulher. Reparou também a presença de um cinturão de couro e, enquanto se esforçava para olhar melhor, a sua atenção foi desviada pelas palavras de Henrique
- Este é o António, um dos meus melhores amigos e como tu podes constatar, também é um mestre dominador.
- Muito prazer, Senhor António - respondeu Magda com um sorriso.
- O prazer é todo meu. Esta bela jovem aqui ao meu lado chama-se Elisabete e é minha escrava há poucas semanas.
- Sorte de o Senhor ter uma escrava tão nova, bonita e ob…
- Obediente? -interrompeu António- Se é isso que você está a pensar, está redondamente enganada, pois ela é uma das submissas mais atrevidas e desobedientes que já encontrei na minha vida.
- A sério, Sr. António? -perguntou de novamente Magda - Ela tem um rosto tão sereno que...
- Não se deixe enganar pelas aparências -interrompeu novamente o visitante - ela tem um temperamento que pouco condiz com uma submissa. E estamos justamente aqui, na vossa casa, para que o seu dono, o meu amigo Henrique, ponha em prática a sua experiência de mestre para dar a justa punição à Elisabete.
- Mas por que deve ser o meu dono e não o Senhor a fazer isso? – arriscou Magda.
Mas, antes que ele pudesse satisfazer a curiosidade da mulher, Henrique já estava a tirar o manto da rapariga que ficou totalmente nua, exposta à vista de todos. As mãos estavam bem atadas atrás das costas e fixadas ao cinturão de couro que, pela circunstância, foi apertado o mais possível.
A pele da Elisabete era branca e fininha, os peitos fartos, e cada mamilo enfeitado por uma argola de ouro. Suas nádegas eram tão bonitas quanto as de Magda e as suas pernas, mais compridas que as da anfitriã, terminavam com dois belos pés, não muito pequenos, mas realmente graciosos.
O Sr. M., acenou para ela e disse:
- Vamos!
Os dois foram, lentamente, em direcção de uma repartição da casa onde havia o quarto em que Magda era conduzida todas as vezes que era castigada.
Enquanto Magda ficou sozinha na companhia de António, respondendo às perguntas dele, fazendo perguntas ou oferecendo bebidas, o Henrique tratava de punir rigorosamente a jovem rebelde, mas nem um grito abafado foi ouvido na sala, devido à parte interna da casa ter portas e paredes insonorizadas.
Naturalmente Magda não se importava se o seu dono castigava uma outra escrava, mas temia que ele, como qualquer dominador, estivesse a exercer o seu direito de interagir sexualmente com a rapariga.
Essa suspeita tornava-se mais forte e concreta com o passar do tempo. Ela sabia, por experiência, que uma sessão punitiva podia durar, no máximo, uma hora e meia, e já fazia mais de duas horas que eles não apareciam. A sua inquietação crescia à medida que o tempo passava. Essa sua apreensão contrastava, surpreendentemente, com a calma de António que demonstrava ser um conversador competente e discreto.
Ele, novamente instigado por Magda, afirmou que a punição de Elisabete cabia ao Henrique por dois motivos. Antes de tudo a rapariga fora-lhe apresentada por ele que, naquela oportunidade, responsabilizou-se perante o amigo garantindo tratar-se de uma escrava meiga e obediente. Em segundo lugar, ele estava completamente apaixonado por ela e, por se tratar de um castigo bem duro, preferia que fosse dado por outra pessoa de confiança.
Magda ficou cismada. Se o Henrique já conhecia a Elisabete, pensou, era evidente que ele já a tinha possuído e, portanto, com muita probabilidade agora estaria a desfrutar dos prazeres que uma mulher bonita podia oferecer a um Senhor temporariamente dono de seu corpo.

Uma profunda tristeza, misturada a um rancor crescente começou a corroer a mente da mulher que estava a sentir-se traída dentro do seu território, nos seus próprios aposentos.
Enfim após um tempo que pareceu interminável, os dois emergiram do interior da habitação.
A pele das coxas e das nádegas de Elisabete estava totalmente cheia de marcas violáceas, enquanto outras marcas roxas, deixadas por cordas bem apertadas, eram visíveis nos braços, nas pernas, nos tornozelos e nos pés.
O Henrique deu um beijo no rosto da escrava que, sentando-se ao lado de António, encostou a cabeça no ombro dele e, enquanto não parava de beijá-lo, murmurava em continuamente.
- Perdão meu Senhor, admito que o erro foi só meu e agradeço ao Senhor Henrique por me ter ensinado o imenso valor da submissão total e incondicional.
- Bem, -comentou Henrique - como parece que tudo foi resolvido, que tal experimentar aquele deliciosos robalos grelhados que nos esperam e abrir aquelas garrafas de vinho verde bem gelado?
- Resolvido uma ova! - pensou Magda, enquanto uma raiva surda tomava conta do seu sistema nervoso.
Os dois visitantes e o anfitrião acomodaram-se em torno de uma mesa quadrada. Elisabete teve algumas dificuldades para se sentar, devido ao forte ardor que sentia nas nádegas. Enquanto isso, Magda foi para cozinha para trazer o peixe que tinha sido preparado pela Rosa, a discreta empregada da casa, e um balde de gelo contendo uma primeira garrafa de vinho verde.
O jantar estava delicioso e todos comeram e beberam com satisfação. Apenas Magda beliscava no prato sem apetite mas, em compensação tomou mais vinho que todas as outras pessoas.
Para terminar foi servido um pudim abade de priscos e aberta uma garrafa de brandy.
Ao passo que os homens tomavam café, Elisabete e Magda ficaram encarregues de levar os pratos sujos de volta para a cozinha onde seriam colocados na máquina de lavar louça.
Subitamente Magda, que já tinha ingerido álcool em excesso, arremessou com força uma pesada bandeja de prata contra a máquina cujo selector de programas ficou completamente danificado.
Os homens chegaram imediatamente e encontraram Magda sentada no chão, que choramingava e escondia o rosto entre as mãos.
Henrique, em tom imperioso, perguntou o que tinha acontecido, mas Magda continuava a chorar sem responder. Foi Elisabete que contou tudo o que tinha visto.
Ele ordenou que Magda se levantasse e, olhando bem sério nos olhos dela, perguntou qual a razão de um comportamento tão inusitado.
- O Senhor traiu-me com a Elisabete! - respondeu ela quase histérica.
Henrique ficou vermelho de fúria perante a insolência da sua escrava. E, enquanto meditava qual devia ser o castigo oportuno, o António decidiu intervir.
- Querida amiga, o Henrique é a pessoa mais correcta e leal que já conheci. Ele nunca faria sexo com a sua afilhada...
- Afilhada? - murmurou Magda quase sem voz…
- Sim querida -interveio Elisabete- ele nunca te contou que logo após meu pai, que era director comercial de uma empresa do Henrique, ter falecido, assumiu o compromisso de pagar os meus estudos, e que além disso ele sustentou a casa da minha mãe durante alguns anos?
- Juro que eu nada sabia sobre isso. Mas então porque é que vocês demoraram tanto dentro do quarto?
- O Henrique castigou-me como eu merecia -narrou a jovem- mas depois passou um bom tempo comigo a tentar explicar-me como é que eu devia comportar-me com o António, ensinando-me o valor da lealdade e da confiança que sempre devemos às pessoas que nos amam. Por isso é que demoramos tanto tempo...
Ao ouvir estas palavras Magda ficou mais vermelha que um tomate e arrependeu-se de ter julgado e condenado moralmente o seu parceiro sem nem ter antes conversado com ele.
- Meu Senhor, peço perdão com humildade e, ao mesmo tempo, peço-lhe um castigo que me sirva de lição para o resto da vida, disse ela, cabisbaixa.
- Muito bem! Como tu estragaste a máquina, irás substituí-la, agora mesmo!
- Sim Senhor, vou lavar esta louça toda - murmurou Magda.
- Não falei em lavar prato algum, minha querida. Disse que irás substituir a máquina de lavar. Trata-se de algo totalmente diferente.

Realmente Magda não estava a entender a diferença semântica entre as duas orações, mas era evidente que Henrique já tinha decidido que ia ser daquela forma.
Com efeito, ele mandou que a jovem ficasse totalmente nua, a não ser por um simbólico e minúsculo avental cor de rosa que mal cobria o púbis. Tirou os adornos e recolocou o cinto de couro com uma corda entre os lábios vaginais. Atou as mãos com algemas compridas, segurou a argola dianteira do cinturão a outra argola no lava louças e pediu que Elisabete pusesse toda a louça suja à esquerda da Magda.
Dos dois tanques em frente à escrava, um foi preenchido com água quente e detergente, o outro ficou vazio, mas com a água a correr da torneira aberta.
Magda devia simplesmente pegar a louça que se encontrava à sua esquerda, mergulhá-la na água morna e passar uma esponja, enxaguá-la debaixo da torneira e, enfim, apoiá-la em cima de um escorredor de pratos.
O Henrique alertou-a que, caso uma só peça ficasse suja, ela teria que lavar novamente toda as louça e, em caso de danos materiais, ia receber dez chibatadas por cada peça danificada.
- Este serviço é muito fácil e rápido - raciocinou mentalmente Magda.
Mas, enquanto pensava nisso, Henrique colocou na cabeça dela o capuz de couro que a deixou completamente cega e, ao apertar a fivela do capuz em torno do pescoço de Magda, explicou:
- As máquinas de lavar louça não conseguem ver os pratos!

Agora ia ser realmente mais difícil e complicado executar a tarefa.
- Paciência - pensou novamente Magda - irei demorar mais tempo, mas a noite ainda está no início.
Agora que ela não podia ouvir mais nada, o anfitrião dirigiu-se a seus hóspedes com estas palavras:
- Eu disse que a Magda ia substituir a máquina, não que ia simplesmente lavar os pratos.
Os dois não entenderam muito bem o significado das palavras, mas ficaram curiosos para saber exactamente o que o Henrique queria dizer com suas enigmáticas palavras.
Ele entrou para a dispensa e voltou com um estranho objecto composto, fundamentalmente, por uma base quadrada de madeira, dividida em dois compartimentos bem separados, constituídos por duas placas de cobre. Levantou o pé direito de Magda e apoiou-o no compartimento da direita, passando um cinto de couro sobre o pé para garantir um bom contacto com o fundo de metal. Fez o mesmo com o pé esquerdo. Depois, com uma pequena corrente de ferro amarrou os tornozelos, mais em baixo que os grilhões, fixando a extremidade da corrente a uma segunda argola na parte baixa do lava louças. Agora Magda estava duplamente presa ao móvel da cozinha.
De uma gaveta extraiu um pequeno transformador, daqueles normalmente usados nas sessões de fisioterapia e ligou-o às duas chapas de cobre. Ligou um fio à tomada, regulou oportunamente a voltagem e anunciou:
- A máquina de lavar louça está oficialmente pronta para funcionar.
E, assim dizendo, apertou um interruptor e uma fraca corrente eléctrica alternada começou a fluir nos pés de Magda.
A jovem, que já tinha começado muito vagarosamente a lavar os pratos, acelerou rapidamente o que estava a fazer. Embora a corrente não fosse dolorosa, causava uma sensação desagradável.
Dentro de vinte minutos toda a louça estava no lado direito da pia, apoiada no escorredor de pratos.
Henrique desligou a electricidade e foi verificar o resultado. Não todas as peças estavam perfeitamente limpas e um pires, que tinha escorregado das mãos ensaboadas de Magda estava danificado.
Conforme o prometido, com a ajuda da Elisabete, todas as peças, mesmo que limpas, foram repostos no lado esquerdo do lava louças.
- Acho que usei um programa de lavagem muito fraco -comentou Henrique- enquanto aumentava a voltagem e ligava novamente o transformador.
Desta vez a corrente era mais intensa e a jovem apressava-se o mais possível para terminar o trabalho. Por outro lado, não podia deixar nada sujo, pois o seu dono iria reiniciar toda a operação aumentando ainda mais a corrente eléctrica nos seus pés. Uma situação realmente complicada de gerir.
Foram mais vinte minutos de sofrimento, mas enfim até o último talher foi perfeitamente limpo e posto no escorredor. Infelizmente mais dois copos ficaram danificados.
O anfitrião estendeu o chicote na direcção do António, pedindo a gentileza de ele aplicar trinta golpes na Magda, distribuídos entre as coxas e as nádegas. O amigo aceitou com prazer, satisfeito de poder retribuir o favor há pouco recebido.
- Apesar da louça partida- ironizou Henrique- foi tudo lavado com uma notável poupança de energia.
- Pois é, meu amigo, a Magda demonstrou ser um electrodoméstico bastante ecológico- gracejou o António - que, após ter novamente agradecido e cumprimentado o Henrique, retirou-se da casa, entrou no carro com a Elisabete e desapareceu rapidamente na estrada escura da serra.
Henrique voltou de imediato para a cozinha onde Magda ainda estava encapuçada e acorrentada ao lava louças. Acariciou as suas pernas e as costas, beijou-lhe as nádegas e os lábios vaginais que, devido à posição da jovem, dobrada para frente, se ofereciam ainda mais e, quando ela ficou bem molhada, afastou a corda que estava enfiada na sua vagina e penetrou-a com ardor. Apesar do capuz, os gritos de Magda foram tão altos que uns gatos, que estavam do lado de fora da cozinha à espera dos restos do peixe, fugiram apavorados entre as plantas do jardim do casarão.


imagem: Getty Images
continua...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

sexo seguro sempre!!! na BD

BDsss1 

"Põe-no, põe-no, põe-no..." por Carlos Gimenez, 1994
in "A Prevenção não impede o Humor", brochura sobre SIDA e Toxicodependência
Organization L. J. Engelmajer / Associação Le Patriarche

continuação aqui

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

selo "brasa"



recebemos este mimo da Bruxinha :)

Tal como a bebida, é para os "blogs que aquecem o coração".

Não foi tarefa fácil escolhê-los, e não vamos apresentar 10 como dizem as regras, até porque somos 4 (para evitar termos aqui 40, os restantes podem consultar no blog roll aqui ao lado).

Este é (por ordem alfabética porque nos foi impossível determinar outro tipo de ordem) o nosso top de blogs bons para aquecer o músculo cardíaco:

Blog do Otário
Daqui Ninguém Sai Vivo
Engonha McQueen
Escritos de um mentecapto
Lima ou Limão
O Palácio
Palavras que sou
Prazer Oculto
Shelyak
Troblogdita
Uminuto

Agradecemos muito o calorzinho bom com que nos vão brindando! principalmente no Inverno, porque por agora o sol está a esmerar-se...

envio as regras, caso apeteça aos premiados cumpri-las:

1. Abrir uma postagem, incluir a imagem e citar o blog que ofereceu o selo
2. Responder à pergunta: O que te aquece o coração?
3. Oferecer este selo a outros 10 blogs

quarta-feira, 28 de julho de 2010

celebração

Fui dar uma volta de BTT e quando cheguei, ele já lá estava. Pus a música a tocar:

O resto foi instintivo, tinha de me despir para o duche, aproveitei para o fazer ao ritmo do som, creio que vai bem com roupa desportiva e corpo transpirado.
Ele de calças de fato e camisa, portátil no colo, ao princípio não me prestou atenção nenhuma, mas eu comecei a arremessar-lhe peças de roupa e então ele olhou e não mais deixou de olhar lascivamente. Mas teve de conter o ímpeto, porque os meus pais estavam em casa e a hora de jantar aproximava-se rapidamente.
Fui para o duche e quando me estava a olear, caprichei na minha menina e vim-me pelos meus dedos com a ajuda do óleo.
Empinoquei-me toda para condizer com ele e saímos após o jantar.
Estava uma noite quente, estrelada, lembrámo-nos de parar no pinhal.
Não podíamos estar mais contrastantes com a paisagem, mas era uma solenidade natural, em celebração do nosso namoro. Naquele sítio resguardado de olhares, podíamos estar à vontade e dar largas ao desejo, comungando com a natureza.
Desapertei-lhe o cinto com a minha típica falta de jeito enquanto ele me livrava das pequenas cuecas pretas, mantendo as meias de rede pela coxa. Brinquei um pouco com o sexo dele, antes de ser empurrada para cima do capô do carro e levar um tratamento idêntico. Fiquei assim, a ver os meus pés tocarem as estrelas, a sentir o ímpeto dele dentro de mim.
Depois virei-me para ser penetrada por trás e vi as estrelas de olhos fechados. Voltei a virar-me para beber da Via Láctea e partilhar com ele esse deleite...
sapatos_noite

domingo, 25 de julho de 2010

sexo seguro sempre - em tempo de férias

é um mero cartoon mas não deixa de cumprir o objectivo e relembrar
sexo seguro sempre, seja em férias, seja em trabalho
já agora, boas férias para os que as vão ter!


fanado daqui: Cartunes e bonecos (dia 22 de Julho)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

motel


Tinha de ser alguma coisa especial, afinal de contas, é muito tempo!

Muito tempo… a partilhar sonhos, tristezas e alegrias, a crescer juntos…

Ao fim deste tempo todo, não é fácil descobrir coisas que ainda não tenhamos experimentado. Ela disse que tinha uma surpresa para mim, queria levar-me a um sítio e mais não diria. Na minha mente passaram alguns cenários… de certo a comemoração envolveria sexo... Estaria ela a pensar convidar mais alguém? Puxei um pouco por ela. Fez questão de esclarecer que seríamos só os dois. Riu-se e desconversou quando lhe falei em motel.

No dia anterior, mandou-me dar uma volta para fazer uns telefonemas e verificar coordenadas. como ela queria fazer mistério, fiz-lhe a vontade, fui passear para o supermercado, comprei uma tablete de chocolate daquelas de leite, como ela gosta. Ainda me perguntou se eu queria saber ou preferia a surpresa, claro que optei pela segunda, mas a desconfiar que não iria ficar assim tão surpreendido…

Estava meio atordoado, o dia era de chuva intensa, tudo o que sabia é que íamos para os lados de Sintra, continuava a suspeitar do motel, mas ela não adiantava mais nada, só sorria e dizia que eu ia gostar.

Deixei-me levar com ela a conduzir-me segundo as orientações precisas do GPS e depois de muita água e trânsito, chegámos ao local.

Tal como eu suspeitara. O sítio até era discreto, não fossem os inúmeros cartazes com o preçário. Ela comentou a falta de classe da tipografia e organização gráfica da sinalética que retirava todo o charme que o exterior poderia ter. Curioso o facto de os folhetos promocionais falarem de comemoração de aniversários, reveillons, ocasiões especiais perfeitamente lícitas, quando rapidamente se verifica que está totalmente concebido para os encontros clandestinos – a garagem privativa, o acesso directo ao quarto, o discreto serviço de quarto…

Mas ela gostou daquela sensação de clandestinidade, mesmo sem o ser. E eu também. O facto de estarmos ali exclusivamente para foder era uma novidade excitante.

O quarto era simples mas interessante, cama redonda, forrado a espelhos, permitia-nos uma visão diferente de nós próprios. Na casa de banho, uma banheira de hidromassagem esperava-nos. Há muito que ela comentava que queria sentir o poder dos jactos. Mas antes disso, dançou para mim e tirou a roupa criteriosamente escolhida para a ocasião devagar, permitindo-me fazer algumas fotos. Aproveitámos os espelhos para descobrir novos ângulos e brincámos com os vários tipos de luz existentes.

Depois foi a vez dela me despir e saborear. Estávamos com fome, pedimos algo para comer e fomo-nos comendo enquanto esperávamos. Ouvimos alguns ruídos a abrir uma porta seguidos de uma campainha – era a comida – continuámos a comermo-nos na alcova redonda e depois de saciado o sexo, saciámos o estômago.

Ela começou a preparar a banheira. O líquido borbulhante facilmente provocou a espuma do gel duche. Ela mergulhou, levou o champanhe e os bombons e eu juntei-me à festa. Com jeitinho, coubemos os dois e ela pode finalmente experimentar e direccionar os jactos. Brindámos ao amor, à saúde, à felicidade e ao sexo do bom. Brincámos um pouco, mas a banheira era demasiado estreita, pouco confortável para dois corpos fodentes.

Voltámos à cama. Apreciei uma vez mais os nossos corpos em acção como se fosse um espectador graças ao espelho redondo do tecto. Gostei do que vi e ela comentou comigo: “somos fotogénicos a foder, já viste?” E de facto, a forma como os corpos e os músculos se movem é espantosamente sensual. E dei-lhe com força, excitado por aquele estímulo extra, até ela se vir profusamente, até eu me vir de seguida. Era para isso que ali estávamos. Na verdade, o local é indiferente para mim, desde que esteja com ela.

Acalmámos um pouco entre os lençóis, aninhados um no outro, a ouvir a chuva bater furiosamente lá fora, a ver um canal porno sem som e a comentar os clichés. Experimentámos ainda partilhar um chupa duplo de morango e champanhe e fazer algumas fotos com ele saboreando-o nos locais mais prováveis do corpo, fazendo-o derreter e escorrer gulosamente antes de tomarmos duche e seguirmos viagem.

Quando saímos, o dia resplandecia de acordo com os nossos estados de espírito. Fomos pelo caminho a saborear os quadradinhos da tablete de chocolate comprada na véspera, especialmente desenhados para se encaixarem no céu da boca. Para a próxima, talvez fiquemos para a noite…

sábado, 17 de julho de 2010

Magda XI

início | continuação daqui
texto por Bernardo Lupi
foto da praia por Imperator
foto melão gettyimages
foto Raspberry Grape por bon idee

A recuperação das pequenas feridas causadas pelos piercings decorria mais rapidamente do que Vanda tinha previsto. Três semanas depois da introdução dos adornos, a pele de Magda estava totalmente cicatrizada. Decorria a tarde de sábado e, Henrique resolveu de convidar Magda para passar a manhã de domingo na praia. Não poderia ser uma praia qualquer. Ele optou por escolher a Praia da Ursa, uma pequena língua de areia, escondida nas falésias perto do Cabo da Roca, onde muito poucas pessoas se aventuravam a ir devido aos seus difíceis acessos e por ser um local que não era vigiado.

Magda aceitou o convite com entusiasmo e um pouco de apreensão, pois ia ser a primeira vez que saía daquele ambiente aconchegante e protegido do casarão escondido na serra. Também era muito provável que Henrique quisesse levá-la para a praia na sua condição de escrava, portanto com toda a parafernália que usava habitualmente em casa. O que comentariam os outros banhistas? Insultariam o seu parceiro? Chamariam as autoridades policiais?

Conhecendo perfeitamente a personalidade do seu mestre, não conseguia imaginar como uma pessoa tão inteligente e prudente estivesse, propositadamente, a criar uma situação que o poderia expor a consequências bem desagradáveis.

Embora muito mais nova do que ele havia momentos em que a mulher visualizava coisas que ele não via.

Aquela noite o sono de Magda foi perturbado por pensamentos negativos que, de vez em quando, a faziam acordar preocupada.

No dia seguinte, por volta das nove horas, os dois já estavam de pé, prontos para irem à praia. Antes de sair, Henrique retirou as algemas, mas deixou a coleira e substituiu o cinturão de couro escuro por outro do mesmo material, mas de cor mais clara. Acrescentou, na parte mais alta das coxas, dois cintos de idêntica cor. Fixou o cabo de uma corda de seda à argola dianteira do cinturão, e a corda, passando dentro dos lábios vaginais, foi amarrada às duas argolinhas dos cintos nas virilhas.

Para completar, fechou os dois pares de anéis vaginais com dois pequenos cadeados de aço. Ambos tinham a forma de um coração.

Ele vestiu um pólo verde escuro, uns calções beges e calçou uns confortáveis sapatos de vela sem meias. A jovem estava totalmente nua, a sua pele coberta apenas pelos acessórios de couro e pelos grilhões nos tornozelos.

Devido aos maus acessos da praia, Henrique achou prudente fazer-se deslocar no seu Land Rover. Entraram no carro e, depois de uma breve viagem pelas sinuosas estradas da serra de Sintra, chegam ao cruzamento que dava acesso ao Cabo da Roca. Prosseguiram mais um pouco e lá na frente, viraram à direita e seguiram por um trilho de cascalho que ia em direcção das arribas. Embora a praia fosse, teoricamente, pública, a única via de era muito íngreme e perigosa. À excepção de alguns praticantes de escalada ou casais de namorados mais afoitos, aquela pequena praia estava quase sempre deserta. Era quase certo que ninguém os iria atrapalhar durante as próximas horas. Henrique estacionou o jipe a menos de trinta metros das escarpas e saíram para o exterior. Magda seguia-o, caminhando devagar tanto por causa da curta corrente quanto por causa dos pés descalços que, por serem pequenos e delicados, podiam-se magoar seriamente naquele estreito caminho de pedras soltas.

Quando por fim, alcançaram o estreito areal, Henrique estendeu uma toalha no chão e mandou que a ela se sentasse em cima. Logo em seguida amarrou firmemente as mãos de Magda atrás das costas, fixando-as à argola posterior do cinturão. Também atou-lhe os braços com uma corda que tinha quase da mesma cor da areia.

Henrique sacou de uma bolsa algumas meadas de uma corda fina.

Com um primeiro trecho imobilizou os tornozelos, ocultando totalmente os grilhões de ferro. Com um segundo amarrou os pés bem perto dos calcanhares e com um terceiro atou-os de novo, mais adiante, na proximidade das falanges. Enfim bloqueou os polegares com duas tirinhas de couro claro e um minúsculo cadeado de latão.

O trabalho foi feito com tanta perícia que um eventual observador teria pensado que Magda teria calçado um par de sandálias de modelo antiquado.

Ele adorava este tipo de disfarces, completou a sua obra vendando os olhos da escrava e escondendo a venda atrás de uns enormes óculos de sol. Enfim, pôs na cabeça dela um grande chapéu de palha que resguardava grande parte do seu corpo dos raios solares.

Agora, quem olhasse para ela lateralmente de uma distância superior a dez metros, juraria tratar-se de uma banhista qualquer, vestindo um par de curtas bermudas, acessórios para se proteger do sol, um par de sandálias à moda antiga e que, talvez, estivesse com os seios descobertos, mas isso já não surpreende ninguém nos tempos que correm.


Henrique sentou-se numa toalha ao lado de Magda, pegou num frasco de protector solar, que emanava um intenso aroma de coco, e começou a aplicar o líquido no corpo da jovem, partindo do pescoço e esfregando repetidamente os peitos. Frequentemente segurava os mamilos entre o indicador e o médio, apertando-os ligeiramente até ouvir um leve gemido da escrava. Efectivamente, a presença da barrinha de platina dentro dos bicos tornava-os mais sensíveis e o prazer de Magda era, ao ser tocada naquele ponto, bem maior do que antes.

Sucessivamente foi a vez das pernas. Subindo dos tornozelos para cima, as mãos masculinas espalhavam o protector com um movimento ritmado que se tornou mais insistente na parte interna das coxas. Quando os dedos de Henrique começaram a acariciar docemente os lábios e o clítoris, a jovem estremeceu e soltou um longo e suplicante gemido.

Finalmente toda a pele de Magda tinha absorvido os óleos essenciais do protector e brilhava como bronze exposto aos raios solares.

Henrique abriu uma bolsa térmica que trouxera consigo. Pegou numa fatia fresca e fina de melão e, segurando-a com os dentes, aproximou-a à boca de Magda. Ela sentiu a frescura da fruta encostada nos seus lábios, abriu a boca e começou beliscar a fatia até se deparar com a boca do seu amante que soltou um primeiro beijo.

Uma segunda fatia significou um segundo beijo, mais demorado que o primeiro.

Para não saciar logo a sede da dela e terminar antes do tempo esse jogo delicioso, Henrique passou a oferecer bagos de uva, dos mais doces e suculentos. Obviamente, devido o tamanho reduzido dessa fruta, Magda tinha que aproximar mais ainda sua boca à do seu Senhor o qual, para dificultar a acção, segurava os bagos com os dentes e como resultado que os lábios dos amantes ficavam colados por um tempo maior.

Henrique acende um cigarro e deixa-se em silêncio a observar o mar revolto. Quando termina, procura um pequeno pote de gelado no fundo da bolsa térmica. Ele abriu um pote e, com uma colher, depositava o creme gelado na ponta de sua língua. Logo depois, Magda chupava, ao mesmo tempo, o gelado e a língua de seu dono.

A dada altura, ele começou a colocar creme gelado nos mamilos dela e depois lambia-os e sugava puxando-os para dentro da sua boca e mordendo neles delicadamente. Magda ficou toda arrepiada e quase que tinha um orgasmo.

Deixaram-se ficar por ali, durante quase duas horas. Quando um pequeno barco pneumático se aproximou da praia com três mergulhadores a bordo, Henrique retirou as cordas de Magda, beijou-a intensamente e iniciaram a subida de regresso ao carro, que ficara estacionado no cimo da falésia.

continua...

sábado, 10 de julho de 2010

gelado!




Confesso que aprecio por demais um gelado a meio da tarde.
Nem sequer foi a minha primeira escolha, apenas o que havia disponível.

Mas fiz-me a ele com voracidade e a saborear cada detalhe.

Primeiro, uma lambidela na fina capa de chocolate estaladiço. Chocolate gelado para mim, tem de ser assim, duro, a derreter lentamente com o calor da boca.
Depois vem a baunilha cremosa, branca, suave e a seguir a geleia de morango… não me interessa quantos corantes aquilo tem, sei que é para lá de bom, é qualquer coisa extraordinária, uma textura fugidia que escapa à língua... sorvo de um trago um pedaço que facilmente se desprende da baunilha macia e deixo-a permanecer entre a língua e o céu da boca, a derreter, a saborear… fresquinha, alternada com a doçura da baunilha e vestígios do chocolate… ummmm… delícia!


E um semi-frio com suco de menina?...


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sexta-feira, 2 de julho de 2010

* Dança XI - tango com bola

não gosto de futebol, mas contudo, não deixo de achar piada ao que se pode fazer com uma bola.

também não sei dançar propriamente, e muito menos dançar um tango, dança agressiva mas muito sensual.

juntar uma bola e um par a dançar dá no que segue