quarta-feira, 25 de agosto de 2010

sexo seguro sempre!!! na BD

BDsss1 

"Põe-no, põe-no, põe-no..." por Carlos Gimenez, 1994
in "A Prevenção não impede o Humor", brochura sobre SIDA e Toxicodependência
Organization L. J. Engelmajer / Associação Le Patriarche

continuação aqui

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

selo "brasa"



recebemos este mimo da Bruxinha :)

Tal como a bebida, é para os "blogs que aquecem o coração".

Não foi tarefa fácil escolhê-los, e não vamos apresentar 10 como dizem as regras, até porque somos 4 (para evitar termos aqui 40, os restantes podem consultar no blog roll aqui ao lado).

Este é (por ordem alfabética porque nos foi impossível determinar outro tipo de ordem) o nosso top de blogs bons para aquecer o músculo cardíaco:

Blog do Otário
Daqui Ninguém Sai Vivo
Engonha McQueen
Escritos de um mentecapto
Lima ou Limão
O Palácio
Palavras que sou
Prazer Oculto
Shelyak
Troblogdita
Uminuto

Agradecemos muito o calorzinho bom com que nos vão brindando! principalmente no Inverno, porque por agora o sol está a esmerar-se...

envio as regras, caso apeteça aos premiados cumpri-las:

1. Abrir uma postagem, incluir a imagem e citar o blog que ofereceu o selo
2. Responder à pergunta: O que te aquece o coração?
3. Oferecer este selo a outros 10 blogs

quarta-feira, 28 de julho de 2010

celebração

Fui dar uma volta de BTT e quando cheguei, ele já lá estava. Pus a música a tocar:

O resto foi instintivo, tinha de me despir para o duche, aproveitei para o fazer ao ritmo do som, creio que vai bem com roupa desportiva e corpo transpirado.
Ele de calças de fato e camisa, portátil no colo, ao princípio não me prestou atenção nenhuma, mas eu comecei a arremessar-lhe peças de roupa e então ele olhou e não mais deixou de olhar lascivamente. Mas teve de conter o ímpeto, porque os meus pais estavam em casa e a hora de jantar aproximava-se rapidamente.
Fui para o duche e quando me estava a olear, caprichei na minha menina e vim-me pelos meus dedos com a ajuda do óleo.
Empinoquei-me toda para condizer com ele e saímos após o jantar.
Estava uma noite quente, estrelada, lembrámo-nos de parar no pinhal.
Não podíamos estar mais contrastantes com a paisagem, mas era uma solenidade natural, em celebração do nosso namoro. Naquele sítio resguardado de olhares, podíamos estar à vontade e dar largas ao desejo, comungando com a natureza.
Desapertei-lhe o cinto com a minha típica falta de jeito enquanto ele me livrava das pequenas cuecas pretas, mantendo as meias de rede pela coxa. Brinquei um pouco com o sexo dele, antes de ser empurrada para cima do capô do carro e levar um tratamento idêntico. Fiquei assim, a ver os meus pés tocarem as estrelas, a sentir o ímpeto dele dentro de mim.
Depois virei-me para ser penetrada por trás e vi as estrelas de olhos fechados. Voltei a virar-me para beber da Via Láctea e partilhar com ele esse deleite...
sapatos_noite

domingo, 25 de julho de 2010

sexo seguro sempre - em tempo de férias

é um mero cartoon mas não deixa de cumprir o objectivo e relembrar
sexo seguro sempre, seja em férias, seja em trabalho
já agora, boas férias para os que as vão ter!


fanado daqui: Cartunes e bonecos (dia 22 de Julho)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

motel


Tinha de ser alguma coisa especial, afinal de contas, é muito tempo!

Muito tempo… a partilhar sonhos, tristezas e alegrias, a crescer juntos…

Ao fim deste tempo todo, não é fácil descobrir coisas que ainda não tenhamos experimentado. Ela disse que tinha uma surpresa para mim, queria levar-me a um sítio e mais não diria. Na minha mente passaram alguns cenários… de certo a comemoração envolveria sexo... Estaria ela a pensar convidar mais alguém? Puxei um pouco por ela. Fez questão de esclarecer que seríamos só os dois. Riu-se e desconversou quando lhe falei em motel.

No dia anterior, mandou-me dar uma volta para fazer uns telefonemas e verificar coordenadas. como ela queria fazer mistério, fiz-lhe a vontade, fui passear para o supermercado, comprei uma tablete de chocolate daquelas de leite, como ela gosta. Ainda me perguntou se eu queria saber ou preferia a surpresa, claro que optei pela segunda, mas a desconfiar que não iria ficar assim tão surpreendido…

Estava meio atordoado, o dia era de chuva intensa, tudo o que sabia é que íamos para os lados de Sintra, continuava a suspeitar do motel, mas ela não adiantava mais nada, só sorria e dizia que eu ia gostar.

Deixei-me levar com ela a conduzir-me segundo as orientações precisas do GPS e depois de muita água e trânsito, chegámos ao local.

Tal como eu suspeitara. O sítio até era discreto, não fossem os inúmeros cartazes com o preçário. Ela comentou a falta de classe da tipografia e organização gráfica da sinalética que retirava todo o charme que o exterior poderia ter. Curioso o facto de os folhetos promocionais falarem de comemoração de aniversários, reveillons, ocasiões especiais perfeitamente lícitas, quando rapidamente se verifica que está totalmente concebido para os encontros clandestinos – a garagem privativa, o acesso directo ao quarto, o discreto serviço de quarto…

Mas ela gostou daquela sensação de clandestinidade, mesmo sem o ser. E eu também. O facto de estarmos ali exclusivamente para foder era uma novidade excitante.

O quarto era simples mas interessante, cama redonda, forrado a espelhos, permitia-nos uma visão diferente de nós próprios. Na casa de banho, uma banheira de hidromassagem esperava-nos. Há muito que ela comentava que queria sentir o poder dos jactos. Mas antes disso, dançou para mim e tirou a roupa criteriosamente escolhida para a ocasião devagar, permitindo-me fazer algumas fotos. Aproveitámos os espelhos para descobrir novos ângulos e brincámos com os vários tipos de luz existentes.

Depois foi a vez dela me despir e saborear. Estávamos com fome, pedimos algo para comer e fomo-nos comendo enquanto esperávamos. Ouvimos alguns ruídos a abrir uma porta seguidos de uma campainha – era a comida – continuámos a comermo-nos na alcova redonda e depois de saciado o sexo, saciámos o estômago.

Ela começou a preparar a banheira. O líquido borbulhante facilmente provocou a espuma do gel duche. Ela mergulhou, levou o champanhe e os bombons e eu juntei-me à festa. Com jeitinho, coubemos os dois e ela pode finalmente experimentar e direccionar os jactos. Brindámos ao amor, à saúde, à felicidade e ao sexo do bom. Brincámos um pouco, mas a banheira era demasiado estreita, pouco confortável para dois corpos fodentes.

Voltámos à cama. Apreciei uma vez mais os nossos corpos em acção como se fosse um espectador graças ao espelho redondo do tecto. Gostei do que vi e ela comentou comigo: “somos fotogénicos a foder, já viste?” E de facto, a forma como os corpos e os músculos se movem é espantosamente sensual. E dei-lhe com força, excitado por aquele estímulo extra, até ela se vir profusamente, até eu me vir de seguida. Era para isso que ali estávamos. Na verdade, o local é indiferente para mim, desde que esteja com ela.

Acalmámos um pouco entre os lençóis, aninhados um no outro, a ouvir a chuva bater furiosamente lá fora, a ver um canal porno sem som e a comentar os clichés. Experimentámos ainda partilhar um chupa duplo de morango e champanhe e fazer algumas fotos com ele saboreando-o nos locais mais prováveis do corpo, fazendo-o derreter e escorrer gulosamente antes de tomarmos duche e seguirmos viagem.

Quando saímos, o dia resplandecia de acordo com os nossos estados de espírito. Fomos pelo caminho a saborear os quadradinhos da tablete de chocolate comprada na véspera, especialmente desenhados para se encaixarem no céu da boca. Para a próxima, talvez fiquemos para a noite…

sábado, 17 de julho de 2010

Magda XI

início | continuação daqui
texto por Bernardo Lupi
foto da praia por Imperator
foto melão gettyimages
foto Raspberry Grape por bon idee

A recuperação das pequenas feridas causadas pelos piercings decorria mais rapidamente do que Vanda tinha previsto. Três semanas depois da introdução dos adornos, a pele de Magda estava totalmente cicatrizada. Decorria a tarde de sábado e, Henrique resolveu de convidar Magda para passar a manhã de domingo na praia. Não poderia ser uma praia qualquer. Ele optou por escolher a Praia da Ursa, uma pequena língua de areia, escondida nas falésias perto do Cabo da Roca, onde muito poucas pessoas se aventuravam a ir devido aos seus difíceis acessos e por ser um local que não era vigiado.

Magda aceitou o convite com entusiasmo e um pouco de apreensão, pois ia ser a primeira vez que saía daquele ambiente aconchegante e protegido do casarão escondido na serra. Também era muito provável que Henrique quisesse levá-la para a praia na sua condição de escrava, portanto com toda a parafernália que usava habitualmente em casa. O que comentariam os outros banhistas? Insultariam o seu parceiro? Chamariam as autoridades policiais?

Conhecendo perfeitamente a personalidade do seu mestre, não conseguia imaginar como uma pessoa tão inteligente e prudente estivesse, propositadamente, a criar uma situação que o poderia expor a consequências bem desagradáveis.

Embora muito mais nova do que ele havia momentos em que a mulher visualizava coisas que ele não via.

Aquela noite o sono de Magda foi perturbado por pensamentos negativos que, de vez em quando, a faziam acordar preocupada.

No dia seguinte, por volta das nove horas, os dois já estavam de pé, prontos para irem à praia. Antes de sair, Henrique retirou as algemas, mas deixou a coleira e substituiu o cinturão de couro escuro por outro do mesmo material, mas de cor mais clara. Acrescentou, na parte mais alta das coxas, dois cintos de idêntica cor. Fixou o cabo de uma corda de seda à argola dianteira do cinturão, e a corda, passando dentro dos lábios vaginais, foi amarrada às duas argolinhas dos cintos nas virilhas.

Para completar, fechou os dois pares de anéis vaginais com dois pequenos cadeados de aço. Ambos tinham a forma de um coração.

Ele vestiu um pólo verde escuro, uns calções beges e calçou uns confortáveis sapatos de vela sem meias. A jovem estava totalmente nua, a sua pele coberta apenas pelos acessórios de couro e pelos grilhões nos tornozelos.

Devido aos maus acessos da praia, Henrique achou prudente fazer-se deslocar no seu Land Rover. Entraram no carro e, depois de uma breve viagem pelas sinuosas estradas da serra de Sintra, chegam ao cruzamento que dava acesso ao Cabo da Roca. Prosseguiram mais um pouco e lá na frente, viraram à direita e seguiram por um trilho de cascalho que ia em direcção das arribas. Embora a praia fosse, teoricamente, pública, a única via de era muito íngreme e perigosa. À excepção de alguns praticantes de escalada ou casais de namorados mais afoitos, aquela pequena praia estava quase sempre deserta. Era quase certo que ninguém os iria atrapalhar durante as próximas horas. Henrique estacionou o jipe a menos de trinta metros das escarpas e saíram para o exterior. Magda seguia-o, caminhando devagar tanto por causa da curta corrente quanto por causa dos pés descalços que, por serem pequenos e delicados, podiam-se magoar seriamente naquele estreito caminho de pedras soltas.

Quando por fim, alcançaram o estreito areal, Henrique estendeu uma toalha no chão e mandou que a ela se sentasse em cima. Logo em seguida amarrou firmemente as mãos de Magda atrás das costas, fixando-as à argola posterior do cinturão. Também atou-lhe os braços com uma corda que tinha quase da mesma cor da areia.

Henrique sacou de uma bolsa algumas meadas de uma corda fina.

Com um primeiro trecho imobilizou os tornozelos, ocultando totalmente os grilhões de ferro. Com um segundo amarrou os pés bem perto dos calcanhares e com um terceiro atou-os de novo, mais adiante, na proximidade das falanges. Enfim bloqueou os polegares com duas tirinhas de couro claro e um minúsculo cadeado de latão.

O trabalho foi feito com tanta perícia que um eventual observador teria pensado que Magda teria calçado um par de sandálias de modelo antiquado.

Ele adorava este tipo de disfarces, completou a sua obra vendando os olhos da escrava e escondendo a venda atrás de uns enormes óculos de sol. Enfim, pôs na cabeça dela um grande chapéu de palha que resguardava grande parte do seu corpo dos raios solares.

Agora, quem olhasse para ela lateralmente de uma distância superior a dez metros, juraria tratar-se de uma banhista qualquer, vestindo um par de curtas bermudas, acessórios para se proteger do sol, um par de sandálias à moda antiga e que, talvez, estivesse com os seios descobertos, mas isso já não surpreende ninguém nos tempos que correm.


Henrique sentou-se numa toalha ao lado de Magda, pegou num frasco de protector solar, que emanava um intenso aroma de coco, e começou a aplicar o líquido no corpo da jovem, partindo do pescoço e esfregando repetidamente os peitos. Frequentemente segurava os mamilos entre o indicador e o médio, apertando-os ligeiramente até ouvir um leve gemido da escrava. Efectivamente, a presença da barrinha de platina dentro dos bicos tornava-os mais sensíveis e o prazer de Magda era, ao ser tocada naquele ponto, bem maior do que antes.

Sucessivamente foi a vez das pernas. Subindo dos tornozelos para cima, as mãos masculinas espalhavam o protector com um movimento ritmado que se tornou mais insistente na parte interna das coxas. Quando os dedos de Henrique começaram a acariciar docemente os lábios e o clítoris, a jovem estremeceu e soltou um longo e suplicante gemido.

Finalmente toda a pele de Magda tinha absorvido os óleos essenciais do protector e brilhava como bronze exposto aos raios solares.

Henrique abriu uma bolsa térmica que trouxera consigo. Pegou numa fatia fresca e fina de melão e, segurando-a com os dentes, aproximou-a à boca de Magda. Ela sentiu a frescura da fruta encostada nos seus lábios, abriu a boca e começou beliscar a fatia até se deparar com a boca do seu amante que soltou um primeiro beijo.

Uma segunda fatia significou um segundo beijo, mais demorado que o primeiro.

Para não saciar logo a sede da dela e terminar antes do tempo esse jogo delicioso, Henrique passou a oferecer bagos de uva, dos mais doces e suculentos. Obviamente, devido o tamanho reduzido dessa fruta, Magda tinha que aproximar mais ainda sua boca à do seu Senhor o qual, para dificultar a acção, segurava os bagos com os dentes e como resultado que os lábios dos amantes ficavam colados por um tempo maior.

Henrique acende um cigarro e deixa-se em silêncio a observar o mar revolto. Quando termina, procura um pequeno pote de gelado no fundo da bolsa térmica. Ele abriu um pote e, com uma colher, depositava o creme gelado na ponta de sua língua. Logo depois, Magda chupava, ao mesmo tempo, o gelado e a língua de seu dono.

A dada altura, ele começou a colocar creme gelado nos mamilos dela e depois lambia-os e sugava puxando-os para dentro da sua boca e mordendo neles delicadamente. Magda ficou toda arrepiada e quase que tinha um orgasmo.

Deixaram-se ficar por ali, durante quase duas horas. Quando um pequeno barco pneumático se aproximou da praia com três mergulhadores a bordo, Henrique retirou as cordas de Magda, beijou-a intensamente e iniciaram a subida de regresso ao carro, que ficara estacionado no cimo da falésia.

continua...

sábado, 10 de julho de 2010

gelado!




Confesso que aprecio por demais um gelado a meio da tarde.
Nem sequer foi a minha primeira escolha, apenas o que havia disponível.

Mas fiz-me a ele com voracidade e a saborear cada detalhe.

Primeiro, uma lambidela na fina capa de chocolate estaladiço. Chocolate gelado para mim, tem de ser assim, duro, a derreter lentamente com o calor da boca.
Depois vem a baunilha cremosa, branca, suave e a seguir a geleia de morango… não me interessa quantos corantes aquilo tem, sei que é para lá de bom, é qualquer coisa extraordinária, uma textura fugidia que escapa à língua... sorvo de um trago um pedaço que facilmente se desprende da baunilha macia e deixo-a permanecer entre a língua e o céu da boca, a derreter, a saborear… fresquinha, alternada com a doçura da baunilha e vestígios do chocolate… ummmm… delícia!


E um semi-frio com suco de menina?...


posts relacionados: cornetto | fondue de chocolate com sexo

sexta-feira, 2 de julho de 2010

* Dança XI - tango com bola

não gosto de futebol, mas contudo, não deixo de achar piada ao que se pode fazer com uma bola.

também não sei dançar propriamente, e muito menos dançar um tango, dança agressiva mas muito sensual.

juntar uma bola e um par a dançar dá no que segue




quarta-feira, 30 de junho de 2010

Madga X

início | continuação daqui
texto por Bernardo Lupi
Fotos de Mugshots e Imperator + carpe vitam!

Uma noite, após ter tirado o avental, exibindo assim o seu fabuloso corpo nu ao seu Senhor, Magda ouviu a seguinte pergunta:

- Tu gostas de piercings?

A jovem, apanhada de surpresa, não soube o que dizer pois, no conceito dela, tudo dependia de onde o piercing era colocado. Decerto não teria gostado de nada que lhe deformassem o nariz, uma bochecha ou, pior ainda, a ponta da língua. Diplomaticamente respondeu apenas:

- Gosto de tudo o que o meu Senhor gosta…

Henrique, que parecia ter sido iluminado por alguma ideia fulgurante, pegou no telemóvel e efectuou um breve telefonema, tão rápido que Magda entendeu apenas a frase final:

- Tudo bem. Ficarei à tua espera amanhã, ao princípio da noite.

No dia seguinte, às nove horas da noite em ponto, chegou um carro conduzido por uma mulher alta, magra e com cabelos pintados de vermelho.

O dono da casa cumprimentou-a calorosamente e mandou que Magda aparecesse na sala com o intuito de a apresentar aquela mulher de aspecto excêntrico. Ela obedeceu com uma certa relutância, pois essa era a primeira vez em que ia mostrar-se seminua e acorrentada perante uma pessoa estranha. Obviamente, quando Henrique recebia os amigos no varandim do jardim, ela ficava em casa e a uma certa distância do grupo. Embora visível, nunca se tinha aproximado até permitir que olhos alheios vissem certos detalhes do seu corpo.

- Magda, deixa que te apresente a minha amiga Vanda.

A mulher acenou com a cabeça, mas sem demonstrar algum interesse particular na sua figura, como se estivesse acostumada a ver belas mulheres nuas e submissas. E, sem dizer nada, apoiou uma pasta preta, de couro preto, sobre uma mesa, abriu-a e convidou o anfitrião para admirar o conteúdo.

Henrique, por sua vez, chamou Magda para que ela mesma visse os vários tipos de pequenos objectos, todos de ouro, prata ou platina, das mais variadas formas.

- Quero que escolhas o modelo que mais gostas para enfeitar os teus mamilos – disse ele.

Magda, admirada pela beleza dos adornos, examinou atentamente o mostruário e, depois de uns minutos, apontou para duas pequenas argolas de ouro amarelo-escuro. Ao mesmo tempo olhou para o seu dono esperando que ele aprovasse a escolha. Enquanto Henrique parecia ainda um pouco perplexo, Vanda, interveio com estas palavras:

- Permitam uma consideração. As argolas são peças bonitas, mas são mais apropriadas para mulheres um pouco mais maduras do que uma bela jovem. Ela tem os peitos ainda duros e pequenos. Pessoalmente gostaria de sugerir estas duas barras de platina...

E, assim dizendo, pegou os dois enfeites e aproximou-os aos peitos de Magda que ainda estavam parcialmente cobertos pelo avental de linho branco. Henrique desatou a fita que sustentava a parte alta da peça e a jovem ficou nua até à cintura. Instintivamente escondeu os seios com as mãos, mas bastou um severo olhar de relance do seu Senhor para que ela os descobrisse imediatamente.

As duas barrinhas, cujo comprimento era inferior a dois centímetros, e que terminavam com duas pequenas esferas, combinavam perfeitamente com os pequenos mamilos rosados da jovem, a qual concordou na escolha. Estranhou, porém, quando viu que Henrique agarrou três, e não duas dessas pequenas barras de platina.

- Meu caro amigo, falou a mulher, como você optou pela candura da platina, proponho que escolha também argolas do mesmo metal, e não muito grandes.

- Agradecido, Vanda. Você é mestre nesta arte, os seus adornos são os melhores do mercado. Então dê-me duas dessas, respondeu o dono da casa.

Embora Magda não entendesse bem qual a colocação das argolas pensou, justamente, que alguma parte de seu corpo ia ser perfurada para permitir a aplicação das peças.

Com efeito, Vanda abriu outro compartimento da maleta da qual retirou uma seringa com a agulha fina, uma ampola de lidocaína e uns instrumentos usados na cirurgia estética.

Mandaram que Magda se sentasse numa cadeira.

A especialista injectou uma gota de anestésico num dos mamilos, fez um furo quase invisível e, logo em seguida, introduziu a primeira barrinha da qual fora tirado uma das esferas que, enfim, foi novamente montada e lacrada. A mesma operação foi repetida no outro mamilo.

Com o auxílio de um espelho a escrava pôde admirar a beleza dos adornos e a perfeição do trabalho. Adorou e ficou muito orgulhosa dos adereços, principalmente por saber que eles, além de simbolizar fortemente a sua submissão, não podiam ser removidos com facilidade, nem dispondo do equipamento apropriado.

Quanto às argolas, Magda imaginou que seriam colocadas nas orelhas, e a terceira barrinha no umbigo, pois tinha visto várias amigas usar piercings naquelas partes do corpo. Mas estava enganada.

Vanda explicou ao Henrique que muitas mulheres ficavam impressionadas quando ela realizava a segunda parte do seu trabalho e isso representava um perigo potencial, sendo que o menor movimento podia resultar numa ferida profunda numa área de forte circulação sanguínea. Por isso sempre aconselhava que as clientes fossem bem imobilizadas antes de iniciar a operação. Consequentemente as mãos de Magda foram atadas junto com os tornozelos e uma vara de madeira enfiada entre o lado posterior dos joelhos e os antebraços. Também, para evitar que ela se assustasse ao ver instrumentos cirúrgicos ensanguentados, foi devidamente vendada.

Após a anestesia local, Vanda perfurou o clítoris de Magda e fixou a terceira barra de platina.

Henrique, que tinha experiência no campo da dominação, sabia que nada podia inundar mais de prazer uma mulher, do que um piercing naquela parte sensível do corpo.

Aquela pequena peça de metal, seja quando titilada pelos dedos do dono, seja quando apertada por uma corda ou, mais ainda, durante um relacionamento sexual, tinha o poder de amplificar as vibrações e a pressão exercida sobre o pequeno órgão e, portanto, de levar o prazer da mulher a limites inimagináveis.

A aplicação das argolas nos lábios vaginais foi um pouco mais trabalhosa, mas depois de um bom tempo também foi concluída. Henrique olhou satisfeito a vagina de Magda, que estava a ser readaptada à sua nova condição de escrava. A visão do corpo imobilizado naquela posição, que expunha as partes mais íntimas de Magda na presença de uma estranha, deixou-o bastante excitado.

Impulsivamente, pediu à Vanda que acrescentasse mais duas argolas aos lábios de Magda, coisa que foi executada tendo o cuidado de deixar uma distância apropriada entre os dois pares de argolas.

Assim, pensou correctamente Henrique, a vagina da sua escrava podia ser completamente fechada com dois cadeados ou, de modo alternativo, com um só cadeado que segurasse a parte terminal de uma barra em forma de T, a qual teria passado simultaneamente pelas quatro argolas. Sem contar com a possibilidade de introduzir um dildo, uma corda de seda, ou de combinar as várias possibilidades de acordo com o seu arbítrio.

Para completar o serviço, numa das argolas foi enganchada uma medalha, de ouro branco, com um monograma onde constavam as letras HCM.

Vanda recebeu mais uma vez os cumprimentos de Henrique, junto com um generoso pagamento.

Magda, que tinha ficado acordada durante toda a operação, nada sabia do que tinha sido feito com o seu corpo, mas imaginava onde as peças tinham sido colocadas pois, com o passar do tempo, o efeito da anestesia estava a atenuar-se e já sentia um ligeiro incómodo.

Sentiu o grande orgulho de estar a oferecer a essência da sua feminilidade para o maior deleite do seu dono o qual, mediante os piercings colocados, fazia do seu corpo um objecto ainda mais sensual e desejável.

Finalmente Henrique entrou em casa depois de se ter retirado por instantes para se despedir de Vanda e, imediatamente, foi olhar novamente a obra prima daquela mulher enigmática.

Instintivamente ele começou a beijar as coxas de Magda, descendo até às nádegas e voltando a subir de novo. Acariciou repetidamente os peitos que não eram muito acessíveis devido à maneira com que ela fora imobilizada.

Beijava e lambia os lábios vaginais e o clitóris, mas com muita delicadeza, para não comprometer o processo de cicatrização que ia durar cerca de um mês.

Protelava o momento de desatar a escrava, pois aquela visão tinha algo de sublime. O corpo da jovem estava nu, acorrentado, atado como um inocente cordeiro sacrifical e enfeitado com adornos metálicos que decorariam definitivamente suas carnes. Podia existir algo de mais representativo da submissão feminina completa e incondicional?

Mesmo assim, depois de ter contemplado essa obra de arte viva, pela primeira vez retirou as cordas, todas as correntes e levou a jovem, ainda um pouco tonta pelos efeitos do anestésico, para a cama carregando-a nos seus braços fortes. Queria mostrar para ela a sua capacidade de amá-la não somente como escrava, mas também como mulher.

Objectivamente, a Vanda tinha recomendado os dois a não terem sexo vaginal durante a fase crítica da cicatrização. Isso não foi motivo de lamentos nem para Magda e nem para o seu Senhor, pois os dois preferiam, e muito mais, o sexo anal, coito que foi repetido várias vezes durante aquela primeira noite em que a escrava teve o seu corpo modificado para sempre.


continua...