quarta-feira, 28 de julho de 2010

celebração

Fui dar uma volta de BTT e quando cheguei, ele já lá estava. Pus a música a tocar:

O resto foi instintivo, tinha de me despir para o duche, aproveitei para o fazer ao ritmo do som, creio que vai bem com roupa desportiva e corpo transpirado.
Ele de calças de fato e camisa, portátil no colo, ao princípio não me prestou atenção nenhuma, mas eu comecei a arremessar-lhe peças de roupa e então ele olhou e não mais deixou de olhar lascivamente. Mas teve de conter o ímpeto, porque os meus pais estavam em casa e a hora de jantar aproximava-se rapidamente.
Fui para o duche e quando me estava a olear, caprichei na minha menina e vim-me pelos meus dedos com a ajuda do óleo.
Empinoquei-me toda para condizer com ele e saímos após o jantar.
Estava uma noite quente, estrelada, lembrámo-nos de parar no pinhal.
Não podíamos estar mais contrastantes com a paisagem, mas era uma solenidade natural, em celebração do nosso namoro. Naquele sítio resguardado de olhares, podíamos estar à vontade e dar largas ao desejo, comungando com a natureza.
Desapertei-lhe o cinto com a minha típica falta de jeito enquanto ele me livrava das pequenas cuecas pretas, mantendo as meias de rede pela coxa. Brinquei um pouco com o sexo dele, antes de ser empurrada para cima do capô do carro e levar um tratamento idêntico. Fiquei assim, a ver os meus pés tocarem as estrelas, a sentir o ímpeto dele dentro de mim.
Depois virei-me para ser penetrada por trás e vi as estrelas de olhos fechados. Voltei a virar-me para beber da Via Láctea e partilhar com ele esse deleite...
sapatos_noite

domingo, 25 de julho de 2010

sexo seguro sempre - em tempo de férias

é um mero cartoon mas não deixa de cumprir o objectivo e relembrar
sexo seguro sempre, seja em férias, seja em trabalho
já agora, boas férias para os que as vão ter!


fanado daqui: Cartunes e bonecos (dia 22 de Julho)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

motel


Tinha de ser alguma coisa especial, afinal de contas, é muito tempo!

Muito tempo… a partilhar sonhos, tristezas e alegrias, a crescer juntos…

Ao fim deste tempo todo, não é fácil descobrir coisas que ainda não tenhamos experimentado. Ela disse que tinha uma surpresa para mim, queria levar-me a um sítio e mais não diria. Na minha mente passaram alguns cenários… de certo a comemoração envolveria sexo... Estaria ela a pensar convidar mais alguém? Puxei um pouco por ela. Fez questão de esclarecer que seríamos só os dois. Riu-se e desconversou quando lhe falei em motel.

No dia anterior, mandou-me dar uma volta para fazer uns telefonemas e verificar coordenadas. como ela queria fazer mistério, fiz-lhe a vontade, fui passear para o supermercado, comprei uma tablete de chocolate daquelas de leite, como ela gosta. Ainda me perguntou se eu queria saber ou preferia a surpresa, claro que optei pela segunda, mas a desconfiar que não iria ficar assim tão surpreendido…

Estava meio atordoado, o dia era de chuva intensa, tudo o que sabia é que íamos para os lados de Sintra, continuava a suspeitar do motel, mas ela não adiantava mais nada, só sorria e dizia que eu ia gostar.

Deixei-me levar com ela a conduzir-me segundo as orientações precisas do GPS e depois de muita água e trânsito, chegámos ao local.

Tal como eu suspeitara. O sítio até era discreto, não fossem os inúmeros cartazes com o preçário. Ela comentou a falta de classe da tipografia e organização gráfica da sinalética que retirava todo o charme que o exterior poderia ter. Curioso o facto de os folhetos promocionais falarem de comemoração de aniversários, reveillons, ocasiões especiais perfeitamente lícitas, quando rapidamente se verifica que está totalmente concebido para os encontros clandestinos – a garagem privativa, o acesso directo ao quarto, o discreto serviço de quarto…

Mas ela gostou daquela sensação de clandestinidade, mesmo sem o ser. E eu também. O facto de estarmos ali exclusivamente para foder era uma novidade excitante.

O quarto era simples mas interessante, cama redonda, forrado a espelhos, permitia-nos uma visão diferente de nós próprios. Na casa de banho, uma banheira de hidromassagem esperava-nos. Há muito que ela comentava que queria sentir o poder dos jactos. Mas antes disso, dançou para mim e tirou a roupa criteriosamente escolhida para a ocasião devagar, permitindo-me fazer algumas fotos. Aproveitámos os espelhos para descobrir novos ângulos e brincámos com os vários tipos de luz existentes.

Depois foi a vez dela me despir e saborear. Estávamos com fome, pedimos algo para comer e fomo-nos comendo enquanto esperávamos. Ouvimos alguns ruídos a abrir uma porta seguidos de uma campainha – era a comida – continuámos a comermo-nos na alcova redonda e depois de saciado o sexo, saciámos o estômago.

Ela começou a preparar a banheira. O líquido borbulhante facilmente provocou a espuma do gel duche. Ela mergulhou, levou o champanhe e os bombons e eu juntei-me à festa. Com jeitinho, coubemos os dois e ela pode finalmente experimentar e direccionar os jactos. Brindámos ao amor, à saúde, à felicidade e ao sexo do bom. Brincámos um pouco, mas a banheira era demasiado estreita, pouco confortável para dois corpos fodentes.

Voltámos à cama. Apreciei uma vez mais os nossos corpos em acção como se fosse um espectador graças ao espelho redondo do tecto. Gostei do que vi e ela comentou comigo: “somos fotogénicos a foder, já viste?” E de facto, a forma como os corpos e os músculos se movem é espantosamente sensual. E dei-lhe com força, excitado por aquele estímulo extra, até ela se vir profusamente, até eu me vir de seguida. Era para isso que ali estávamos. Na verdade, o local é indiferente para mim, desde que esteja com ela.

Acalmámos um pouco entre os lençóis, aninhados um no outro, a ouvir a chuva bater furiosamente lá fora, a ver um canal porno sem som e a comentar os clichés. Experimentámos ainda partilhar um chupa duplo de morango e champanhe e fazer algumas fotos com ele saboreando-o nos locais mais prováveis do corpo, fazendo-o derreter e escorrer gulosamente antes de tomarmos duche e seguirmos viagem.

Quando saímos, o dia resplandecia de acordo com os nossos estados de espírito. Fomos pelo caminho a saborear os quadradinhos da tablete de chocolate comprada na véspera, especialmente desenhados para se encaixarem no céu da boca. Para a próxima, talvez fiquemos para a noite…

sábado, 17 de julho de 2010

Magda XI

início | continuação daqui
texto por Bernardo Lupi
foto da praia por Imperator
foto melão gettyimages
foto Raspberry Grape por bon idee

A recuperação das pequenas feridas causadas pelos piercings decorria mais rapidamente do que Vanda tinha previsto. Três semanas depois da introdução dos adornos, a pele de Magda estava totalmente cicatrizada. Decorria a tarde de sábado e, Henrique resolveu de convidar Magda para passar a manhã de domingo na praia. Não poderia ser uma praia qualquer. Ele optou por escolher a Praia da Ursa, uma pequena língua de areia, escondida nas falésias perto do Cabo da Roca, onde muito poucas pessoas se aventuravam a ir devido aos seus difíceis acessos e por ser um local que não era vigiado.

Magda aceitou o convite com entusiasmo e um pouco de apreensão, pois ia ser a primeira vez que saía daquele ambiente aconchegante e protegido do casarão escondido na serra. Também era muito provável que Henrique quisesse levá-la para a praia na sua condição de escrava, portanto com toda a parafernália que usava habitualmente em casa. O que comentariam os outros banhistas? Insultariam o seu parceiro? Chamariam as autoridades policiais?

Conhecendo perfeitamente a personalidade do seu mestre, não conseguia imaginar como uma pessoa tão inteligente e prudente estivesse, propositadamente, a criar uma situação que o poderia expor a consequências bem desagradáveis.

Embora muito mais nova do que ele havia momentos em que a mulher visualizava coisas que ele não via.

Aquela noite o sono de Magda foi perturbado por pensamentos negativos que, de vez em quando, a faziam acordar preocupada.

No dia seguinte, por volta das nove horas, os dois já estavam de pé, prontos para irem à praia. Antes de sair, Henrique retirou as algemas, mas deixou a coleira e substituiu o cinturão de couro escuro por outro do mesmo material, mas de cor mais clara. Acrescentou, na parte mais alta das coxas, dois cintos de idêntica cor. Fixou o cabo de uma corda de seda à argola dianteira do cinturão, e a corda, passando dentro dos lábios vaginais, foi amarrada às duas argolinhas dos cintos nas virilhas.

Para completar, fechou os dois pares de anéis vaginais com dois pequenos cadeados de aço. Ambos tinham a forma de um coração.

Ele vestiu um pólo verde escuro, uns calções beges e calçou uns confortáveis sapatos de vela sem meias. A jovem estava totalmente nua, a sua pele coberta apenas pelos acessórios de couro e pelos grilhões nos tornozelos.

Devido aos maus acessos da praia, Henrique achou prudente fazer-se deslocar no seu Land Rover. Entraram no carro e, depois de uma breve viagem pelas sinuosas estradas da serra de Sintra, chegam ao cruzamento que dava acesso ao Cabo da Roca. Prosseguiram mais um pouco e lá na frente, viraram à direita e seguiram por um trilho de cascalho que ia em direcção das arribas. Embora a praia fosse, teoricamente, pública, a única via de era muito íngreme e perigosa. À excepção de alguns praticantes de escalada ou casais de namorados mais afoitos, aquela pequena praia estava quase sempre deserta. Era quase certo que ninguém os iria atrapalhar durante as próximas horas. Henrique estacionou o jipe a menos de trinta metros das escarpas e saíram para o exterior. Magda seguia-o, caminhando devagar tanto por causa da curta corrente quanto por causa dos pés descalços que, por serem pequenos e delicados, podiam-se magoar seriamente naquele estreito caminho de pedras soltas.

Quando por fim, alcançaram o estreito areal, Henrique estendeu uma toalha no chão e mandou que a ela se sentasse em cima. Logo em seguida amarrou firmemente as mãos de Magda atrás das costas, fixando-as à argola posterior do cinturão. Também atou-lhe os braços com uma corda que tinha quase da mesma cor da areia.

Henrique sacou de uma bolsa algumas meadas de uma corda fina.

Com um primeiro trecho imobilizou os tornozelos, ocultando totalmente os grilhões de ferro. Com um segundo amarrou os pés bem perto dos calcanhares e com um terceiro atou-os de novo, mais adiante, na proximidade das falanges. Enfim bloqueou os polegares com duas tirinhas de couro claro e um minúsculo cadeado de latão.

O trabalho foi feito com tanta perícia que um eventual observador teria pensado que Magda teria calçado um par de sandálias de modelo antiquado.

Ele adorava este tipo de disfarces, completou a sua obra vendando os olhos da escrava e escondendo a venda atrás de uns enormes óculos de sol. Enfim, pôs na cabeça dela um grande chapéu de palha que resguardava grande parte do seu corpo dos raios solares.

Agora, quem olhasse para ela lateralmente de uma distância superior a dez metros, juraria tratar-se de uma banhista qualquer, vestindo um par de curtas bermudas, acessórios para se proteger do sol, um par de sandálias à moda antiga e que, talvez, estivesse com os seios descobertos, mas isso já não surpreende ninguém nos tempos que correm.


Henrique sentou-se numa toalha ao lado de Magda, pegou num frasco de protector solar, que emanava um intenso aroma de coco, e começou a aplicar o líquido no corpo da jovem, partindo do pescoço e esfregando repetidamente os peitos. Frequentemente segurava os mamilos entre o indicador e o médio, apertando-os ligeiramente até ouvir um leve gemido da escrava. Efectivamente, a presença da barrinha de platina dentro dos bicos tornava-os mais sensíveis e o prazer de Magda era, ao ser tocada naquele ponto, bem maior do que antes.

Sucessivamente foi a vez das pernas. Subindo dos tornozelos para cima, as mãos masculinas espalhavam o protector com um movimento ritmado que se tornou mais insistente na parte interna das coxas. Quando os dedos de Henrique começaram a acariciar docemente os lábios e o clítoris, a jovem estremeceu e soltou um longo e suplicante gemido.

Finalmente toda a pele de Magda tinha absorvido os óleos essenciais do protector e brilhava como bronze exposto aos raios solares.

Henrique abriu uma bolsa térmica que trouxera consigo. Pegou numa fatia fresca e fina de melão e, segurando-a com os dentes, aproximou-a à boca de Magda. Ela sentiu a frescura da fruta encostada nos seus lábios, abriu a boca e começou beliscar a fatia até se deparar com a boca do seu amante que soltou um primeiro beijo.

Uma segunda fatia significou um segundo beijo, mais demorado que o primeiro.

Para não saciar logo a sede da dela e terminar antes do tempo esse jogo delicioso, Henrique passou a oferecer bagos de uva, dos mais doces e suculentos. Obviamente, devido o tamanho reduzido dessa fruta, Magda tinha que aproximar mais ainda sua boca à do seu Senhor o qual, para dificultar a acção, segurava os bagos com os dentes e como resultado que os lábios dos amantes ficavam colados por um tempo maior.

Henrique acende um cigarro e deixa-se em silêncio a observar o mar revolto. Quando termina, procura um pequeno pote de gelado no fundo da bolsa térmica. Ele abriu um pote e, com uma colher, depositava o creme gelado na ponta de sua língua. Logo depois, Magda chupava, ao mesmo tempo, o gelado e a língua de seu dono.

A dada altura, ele começou a colocar creme gelado nos mamilos dela e depois lambia-os e sugava puxando-os para dentro da sua boca e mordendo neles delicadamente. Magda ficou toda arrepiada e quase que tinha um orgasmo.

Deixaram-se ficar por ali, durante quase duas horas. Quando um pequeno barco pneumático se aproximou da praia com três mergulhadores a bordo, Henrique retirou as cordas de Magda, beijou-a intensamente e iniciaram a subida de regresso ao carro, que ficara estacionado no cimo da falésia.

continua...

sábado, 10 de julho de 2010

gelado!




Confesso que aprecio por demais um gelado a meio da tarde.
Nem sequer foi a minha primeira escolha, apenas o que havia disponível.

Mas fiz-me a ele com voracidade e a saborear cada detalhe.

Primeiro, uma lambidela na fina capa de chocolate estaladiço. Chocolate gelado para mim, tem de ser assim, duro, a derreter lentamente com o calor da boca.
Depois vem a baunilha cremosa, branca, suave e a seguir a geleia de morango… não me interessa quantos corantes aquilo tem, sei que é para lá de bom, é qualquer coisa extraordinária, uma textura fugidia que escapa à língua... sorvo de um trago um pedaço que facilmente se desprende da baunilha macia e deixo-a permanecer entre a língua e o céu da boca, a derreter, a saborear… fresquinha, alternada com a doçura da baunilha e vestígios do chocolate… ummmm… delícia!


E um semi-frio com suco de menina?...


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sexta-feira, 2 de julho de 2010

* Dança XI - tango com bola

não gosto de futebol, mas contudo, não deixo de achar piada ao que se pode fazer com uma bola.

também não sei dançar propriamente, e muito menos dançar um tango, dança agressiva mas muito sensual.

juntar uma bola e um par a dançar dá no que segue




quarta-feira, 30 de junho de 2010

Madga X

início | continuação daqui
texto por Bernardo Lupi
Fotos de Mugshots e Imperator + carpe vitam!

Uma noite, após ter tirado o avental, exibindo assim o seu fabuloso corpo nu ao seu Senhor, Magda ouviu a seguinte pergunta:

- Tu gostas de piercings?

A jovem, apanhada de surpresa, não soube o que dizer pois, no conceito dela, tudo dependia de onde o piercing era colocado. Decerto não teria gostado de nada que lhe deformassem o nariz, uma bochecha ou, pior ainda, a ponta da língua. Diplomaticamente respondeu apenas:

- Gosto de tudo o que o meu Senhor gosta…

Henrique, que parecia ter sido iluminado por alguma ideia fulgurante, pegou no telemóvel e efectuou um breve telefonema, tão rápido que Magda entendeu apenas a frase final:

- Tudo bem. Ficarei à tua espera amanhã, ao princípio da noite.

No dia seguinte, às nove horas da noite em ponto, chegou um carro conduzido por uma mulher alta, magra e com cabelos pintados de vermelho.

O dono da casa cumprimentou-a calorosamente e mandou que Magda aparecesse na sala com o intuito de a apresentar aquela mulher de aspecto excêntrico. Ela obedeceu com uma certa relutância, pois essa era a primeira vez em que ia mostrar-se seminua e acorrentada perante uma pessoa estranha. Obviamente, quando Henrique recebia os amigos no varandim do jardim, ela ficava em casa e a uma certa distância do grupo. Embora visível, nunca se tinha aproximado até permitir que olhos alheios vissem certos detalhes do seu corpo.

- Magda, deixa que te apresente a minha amiga Vanda.

A mulher acenou com a cabeça, mas sem demonstrar algum interesse particular na sua figura, como se estivesse acostumada a ver belas mulheres nuas e submissas. E, sem dizer nada, apoiou uma pasta preta, de couro preto, sobre uma mesa, abriu-a e convidou o anfitrião para admirar o conteúdo.

Henrique, por sua vez, chamou Magda para que ela mesma visse os vários tipos de pequenos objectos, todos de ouro, prata ou platina, das mais variadas formas.

- Quero que escolhas o modelo que mais gostas para enfeitar os teus mamilos – disse ele.

Magda, admirada pela beleza dos adornos, examinou atentamente o mostruário e, depois de uns minutos, apontou para duas pequenas argolas de ouro amarelo-escuro. Ao mesmo tempo olhou para o seu dono esperando que ele aprovasse a escolha. Enquanto Henrique parecia ainda um pouco perplexo, Vanda, interveio com estas palavras:

- Permitam uma consideração. As argolas são peças bonitas, mas são mais apropriadas para mulheres um pouco mais maduras do que uma bela jovem. Ela tem os peitos ainda duros e pequenos. Pessoalmente gostaria de sugerir estas duas barras de platina...

E, assim dizendo, pegou os dois enfeites e aproximou-os aos peitos de Magda que ainda estavam parcialmente cobertos pelo avental de linho branco. Henrique desatou a fita que sustentava a parte alta da peça e a jovem ficou nua até à cintura. Instintivamente escondeu os seios com as mãos, mas bastou um severo olhar de relance do seu Senhor para que ela os descobrisse imediatamente.

As duas barrinhas, cujo comprimento era inferior a dois centímetros, e que terminavam com duas pequenas esferas, combinavam perfeitamente com os pequenos mamilos rosados da jovem, a qual concordou na escolha. Estranhou, porém, quando viu que Henrique agarrou três, e não duas dessas pequenas barras de platina.

- Meu caro amigo, falou a mulher, como você optou pela candura da platina, proponho que escolha também argolas do mesmo metal, e não muito grandes.

- Agradecido, Vanda. Você é mestre nesta arte, os seus adornos são os melhores do mercado. Então dê-me duas dessas, respondeu o dono da casa.

Embora Magda não entendesse bem qual a colocação das argolas pensou, justamente, que alguma parte de seu corpo ia ser perfurada para permitir a aplicação das peças.

Com efeito, Vanda abriu outro compartimento da maleta da qual retirou uma seringa com a agulha fina, uma ampola de lidocaína e uns instrumentos usados na cirurgia estética.

Mandaram que Magda se sentasse numa cadeira.

A especialista injectou uma gota de anestésico num dos mamilos, fez um furo quase invisível e, logo em seguida, introduziu a primeira barrinha da qual fora tirado uma das esferas que, enfim, foi novamente montada e lacrada. A mesma operação foi repetida no outro mamilo.

Com o auxílio de um espelho a escrava pôde admirar a beleza dos adornos e a perfeição do trabalho. Adorou e ficou muito orgulhosa dos adereços, principalmente por saber que eles, além de simbolizar fortemente a sua submissão, não podiam ser removidos com facilidade, nem dispondo do equipamento apropriado.

Quanto às argolas, Magda imaginou que seriam colocadas nas orelhas, e a terceira barrinha no umbigo, pois tinha visto várias amigas usar piercings naquelas partes do corpo. Mas estava enganada.

Vanda explicou ao Henrique que muitas mulheres ficavam impressionadas quando ela realizava a segunda parte do seu trabalho e isso representava um perigo potencial, sendo que o menor movimento podia resultar numa ferida profunda numa área de forte circulação sanguínea. Por isso sempre aconselhava que as clientes fossem bem imobilizadas antes de iniciar a operação. Consequentemente as mãos de Magda foram atadas junto com os tornozelos e uma vara de madeira enfiada entre o lado posterior dos joelhos e os antebraços. Também, para evitar que ela se assustasse ao ver instrumentos cirúrgicos ensanguentados, foi devidamente vendada.

Após a anestesia local, Vanda perfurou o clítoris de Magda e fixou a terceira barra de platina.

Henrique, que tinha experiência no campo da dominação, sabia que nada podia inundar mais de prazer uma mulher, do que um piercing naquela parte sensível do corpo.

Aquela pequena peça de metal, seja quando titilada pelos dedos do dono, seja quando apertada por uma corda ou, mais ainda, durante um relacionamento sexual, tinha o poder de amplificar as vibrações e a pressão exercida sobre o pequeno órgão e, portanto, de levar o prazer da mulher a limites inimagináveis.

A aplicação das argolas nos lábios vaginais foi um pouco mais trabalhosa, mas depois de um bom tempo também foi concluída. Henrique olhou satisfeito a vagina de Magda, que estava a ser readaptada à sua nova condição de escrava. A visão do corpo imobilizado naquela posição, que expunha as partes mais íntimas de Magda na presença de uma estranha, deixou-o bastante excitado.

Impulsivamente, pediu à Vanda que acrescentasse mais duas argolas aos lábios de Magda, coisa que foi executada tendo o cuidado de deixar uma distância apropriada entre os dois pares de argolas.

Assim, pensou correctamente Henrique, a vagina da sua escrava podia ser completamente fechada com dois cadeados ou, de modo alternativo, com um só cadeado que segurasse a parte terminal de uma barra em forma de T, a qual teria passado simultaneamente pelas quatro argolas. Sem contar com a possibilidade de introduzir um dildo, uma corda de seda, ou de combinar as várias possibilidades de acordo com o seu arbítrio.

Para completar o serviço, numa das argolas foi enganchada uma medalha, de ouro branco, com um monograma onde constavam as letras HCM.

Vanda recebeu mais uma vez os cumprimentos de Henrique, junto com um generoso pagamento.

Magda, que tinha ficado acordada durante toda a operação, nada sabia do que tinha sido feito com o seu corpo, mas imaginava onde as peças tinham sido colocadas pois, com o passar do tempo, o efeito da anestesia estava a atenuar-se e já sentia um ligeiro incómodo.

Sentiu o grande orgulho de estar a oferecer a essência da sua feminilidade para o maior deleite do seu dono o qual, mediante os piercings colocados, fazia do seu corpo um objecto ainda mais sensual e desejável.

Finalmente Henrique entrou em casa depois de se ter retirado por instantes para se despedir de Vanda e, imediatamente, foi olhar novamente a obra prima daquela mulher enigmática.

Instintivamente ele começou a beijar as coxas de Magda, descendo até às nádegas e voltando a subir de novo. Acariciou repetidamente os peitos que não eram muito acessíveis devido à maneira com que ela fora imobilizada.

Beijava e lambia os lábios vaginais e o clitóris, mas com muita delicadeza, para não comprometer o processo de cicatrização que ia durar cerca de um mês.

Protelava o momento de desatar a escrava, pois aquela visão tinha algo de sublime. O corpo da jovem estava nu, acorrentado, atado como um inocente cordeiro sacrifical e enfeitado com adornos metálicos que decorariam definitivamente suas carnes. Podia existir algo de mais representativo da submissão feminina completa e incondicional?

Mesmo assim, depois de ter contemplado essa obra de arte viva, pela primeira vez retirou as cordas, todas as correntes e levou a jovem, ainda um pouco tonta pelos efeitos do anestésico, para a cama carregando-a nos seus braços fortes. Queria mostrar para ela a sua capacidade de amá-la não somente como escrava, mas também como mulher.

Objectivamente, a Vanda tinha recomendado os dois a não terem sexo vaginal durante a fase crítica da cicatrização. Isso não foi motivo de lamentos nem para Magda e nem para o seu Senhor, pois os dois preferiam, e muito mais, o sexo anal, coito que foi repetido várias vezes durante aquela primeira noite em que a escrava teve o seu corpo modificado para sempre.


continua...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

corpos suados (último)

continuação daqui
texto por
Toque
fotos por Imperator e Viages

Os corpos tombados no chão rodeados de marcas de suor deixavam transparecer os momentos intensos vividos há minutos atrás.
Um estranho silêncio invadiu a sala, depois dos gritos que ecoaram. Ela sabia que tinha de gerir a situação de forma correcta, afinal tinha sido ela a provocá-la.
Posou uma perna sobre as pernas do Carlos e inclinou ligeiramente a cabeça até que os seus lábios tocassem a orelha masculina.
- Tens razão. Vivemos momentos únicos enquanto estivemos juntos. Mas isso não foi suficiente para que a tua escolha fosse outra que não eu. Não te recrimino, apenas lamento que não tenhas falado comigo. Dificilmente te vou esquecer, mas vou seguir com a minha vida, como tu farás o mesmo com a tua. Hoje realizaste um sonho meu, obrigada.
Carlos ficou em silêncio olhando o rosto radiante de prazer daquela mulher que tão bem conhecia, neste momento não sabia se tinha feito a escolha certa, mas sabia também que voltar atrás era impossível.
-Nunca ninguém me fez sentir o que tu fizeste. O que se passou hoje foi estranho e confesso que nunca imaginei que pudesse acontecer-me, mas fizeste com que tivesse tido uma experiência única e que me deu bastante prazer, por isso eu é que tenho de te agradecer.
Pedro ouvia os sussurros dos dois antigos amantes. Não conseguia ouvir a conversa e sentia-se nervoso e ansioso, tentando adivinhar o que diziam.
Viu o seu rival levantar-se pegar nas roupas e dirigir-se ao quarto de banho. Ela fixou os olhos brilhantes nele.-Gostaste!Não era uma pergunta, apenas a constatação de algo.
- Não gosto de te dividir com ninguém! Conheço-te há tão pouco tempo, mas entraste de tal forma em mim que não concebo viver sem ti.
- Mas sentiste prazer e eu senti esse prazer contigo.- Sim. Aninhou-se nos braços dele no preciso momento em que Carlos regressava à sala.
Levou-o até à porta, onde um beijo demorado selou a despedida e voltou para os braços de Pedro que fechava os olhos prestes a adormecer.
Acordaram tarde e apenas tiveram tempo de um banho rápido, antes de se dirigirem aos respectivos empregos.
Passou a manhã distraída, absorvida pelos pensamentos do que tinha acontecido na noite anterior.
Queria agradecer ao Pedro ter entrado no jogo, apesar do desconforto inicial que sentiu da parte dele, mas não conseguia pensar em nada diferente.
À hora do almoço quando todos saíram ficou a ler distraída o jornal que estava pousado na sua secretária quando teve uma ideia que lhe iluminou a face com um sorriso.Avisou a secretária que não iria trabalhar de tarde, pois tinha assuntos para resolver.
Saiu com um passo decidido disposta a fazer rapidamente tudo o que tinha em mente.
Quando conseguiu, dirigiu-se ao parque de estacionamento onde tinha encontrado o Pedro pela primeira vez. Descobriu rapidamente o carro dele, colocou o papel que já trazia escrito no limpa vidros do lado do condutor e num impulso resolveu pegar no batom que tirou da carteira e desenhar as suas iniciais na porta do carro.
Enquanto esperava tentava imaginar a cara dele ao ver o bilhete que lhe tinha deixado.
Quando chegou ao carro estranhou o envelope preso ao limpa vidros, assim que o abriu uma chave pequena caiu-lhe aos pés.
Apanhou-a e leu o conteúdo do papel que estava dentro do envelope. Um amplo sorriso iluminou-lhe o rosto.
Dirigiu-se ao endereço que ela lhe propôs. A entrada do motel era recatada como se impunha, deixou o carro à porta do quarto que ela lhe indicou e empurrou a porta entreaberta.
Tentou descobrir a presença dela mas a penumbra que dominava o quarto não o deixou ver. Uma música dominava o ambiente e ele adivinhou uma silhueta ondulante no fundo do quarto. O corpo mexia-se de forma sensual e tentou adaptar-se à escuridão para ver aquela dança que convidava ao sexo.
-Não acendas a luz. Deixa-te seduzir pela música.
Ele obedeceu enquanto ela desaparecia.
Entretanto, o olhar pousou numa vela cuja luz cintilava. Mais uma vez um papel indicava-lhe o caminho a seguir.
"Apura o segundo sentido. Tens de o por a funcionar para me encontrares".
Um aroma conhecido chegou-lhe ao nariz e resolveu seguir o seu instinto e trilhar os passos até onde o perfume dela o levou. Entreabriu a porta de onde o cheiro vinha com mais intensidade e sentiu que um par de mãos macias lhe tapava os olhos, vendando-os depois com um lenço acetinado. Ela deu-lhe a mão para o guiar até ao próximo destino. Empurrou-o ligeiramente até algo que lhe pareceu uma cama e muito lentamente tirou-lhe todas as peças de roupa.
"Agora quero que apures o teu olhar, que consigas olhar sem ver".
Ele sentiu as mãos dela deslizarem sobre a sua pele, estavam oleosas e com uma aroma que o embriagava. Levemente ela começou a massajá-lo. Na nuca e nos ombros em primeiro lugar e depois um pouco por todo o corpo.De olhos tapados tentava adivinhar os movimentos seguintes dela, mas foi relaxando com aquele contacto. Por isso, estremeceu quando as mãos deixaram cair um pouco de óleo sobre o seu pénis e o começaram a acariciar de forma sensual. As mãos quentes moviam-se agora mais rapidamente, em movimentos circulares que o enlouqueciam - Queria agarrá-la e e dar-lhe o mesmo prazer, mas ela impedia-o de o fazer.
- Vês como me excitas?
Ele mal conseguia falar, mas ela pegou-lhe na mão e encaminhou-a até à sua vagina que escorria um líquido quente e ligeiramente espesso. Depois rodou o corpo 180 graus, por forma a que ele conseguisse chupá-la, enquanto ela acabava de o massajar, desta vez nos dedos dos pés.Sem contar com esta mudança ele lambia-a sofregamente, chupando o seu montinho e metendo a língua em movimentos rápidos no seu buraco.
Ela não o deixava tocar com nada mais do que a boca e a língua e isso estava a excitá-lo de forma intensa.
-Começaste a apurar o terceiro sentido... gostas do paladar?
-Tens um sabor divino, disse ele entre suspiros.
Ainda com os olhos tapados estranhou quando ela se afastou, tentou retirar a venda mas ela impediu-o. Voltou minutos depois trazendo com ela um cheiro adocicado. Aproximou os seus seios com os mamilos duros da sua boca, ele chupou-os com fome dela e foi surpreendido com o sabor do chocolate derretido.
A surpresa aumentou a vontade que tinha de a possuir.
-Sei que és guloso... por isso resolvi servir-me com chocolate. Delicia-te.
Chupou os dois seios, enquanto ela lhe mordiscava o pescoço e lhe dizia ao ouvido palavras de desejo.
Pequenas trincas de ambos os lados levavam a paixão de ambos até níveis que nenhum julgava possível.
Quando ele se preparava para a agarrar e a possuir com a violência do desejo que ela tinha atiçado, ouviu-a sussurrar.
-Tens a chave?
Surpreendido parou de a beijar pensando de que chave falaria ela.
-A que te deixei no envelope.
Claro que a tinha, mas naquele conjunto de emoções nunca mais se lembrou de tal coisa.
-Está no bolso do meu casaco.
Continuava de olhos tapados, mas isso não o impediu de ter a certeza que foi para lá que ela se dirigiu quando se afastou do seu corpo. Quando voltou tirou-lhe a venda e disse-lhe num murmúrio.
-O quinto sentido serás tu a proporcionar-me. A chave que te dei é de algo que está aos pés da cama. Encontra e faz o que quiseres com isso.Demorou algum tempo até se adaptar à parca luminosidade do quarto. Sentia-se inebriante de prazer, precisava de lhe retribuir todo o conjunto de emoções que ela lhe tinha proporcionado.
Levantou-se e rapidamente encontrou umas algemas no rebuliço dos lençóis de cetim.
Ela entregou-lhe as chaves e enquanto as apertava nos pulsos apenas disse:
-És fenomenal. Agora é a minha vez de te enlouquecer. Quero que sintas tudo o que me fizeste sentir.
O beijo com que lhe mordeu os lábios fizeram-na estremecer toda e foi apenas o início de um conjunto de carícias que começaram mornas, apenas com a ponta da língua a percorrer os trilhos de prazer do seu corpo, os rastos de saliva arrefeciam e faziam-na acelerar a respiração. Com os pulsos presos pelas algemas apenas podia mover o corpo para que ele a tocasse onde ela desejava. Ele ria-se com as tentativas dela e para a provocar fazia o oposto, deixando-a ainda mais ansiosa.
Os bicos dos seus seios ansiavam por sentir o calor da boca dele, mas ele apenas lhes tocou com a ponta da língua, enquanto com a mão percorria o interior das coxas dela. Quando sentiu que ela estava prestes a explodir de desejo, deixou que o dedo indicador a penetrasse, o corpo dela correspondeu e fez com que ele a penetrasse ainda mais fundo.
- Gostas de me sentir dentro de ti?
Ela acenou com a cabeça, porque achava que a voz não lhe sairia tal a avalanche de emoções.
-Queres mais?Acenou mais uma vez com a cabeça.
-Pede...-Mete todo dentro de mim.
-Ainda não, quero sentir esse teu líquido a escorrer, quero deixá-lo misturar com a minha saliva.
Ela sentia a boca nele na sua vagina. Com as pernas apertou a cabeça dele de encontro a si. Estremecia de cada vez que a língua dele a penetrava. Com o dedo penetrou-lhe o ânus e acelerou os movimentos.
Ela estava excitada ao máximo e ele começava a perder o controlo, de tal forma desejava penetrá-la.
-Mete, mete-te todo.
Ele deitou-se na cama e disse-lhe:
-Trepa para cima de mim e cavalga-me.
Apesar de ter os movimentos diminuidos pelas mãos presas ela sentou-se em cima do seu pénis e lentamente deixou-o entrar dentro dela. Saiu e ia recomeçar o movimento lento, quando ele a agarrou pela cintura deitou-a e possuiu-a com toda a vontade acumulada durante aquele jogo de prazer.
Ao fim de longos instantes de um sexo descontrolado, tal a paixão que os consumia, deixaram-se cair na cama saciados e satisfeitos.
Ao fim de alguns minutos ele abriu-lhe as algemas, colocando uma delas no seu pulso e mantendo outra no pulso dela.
Fechou novamente.
-Acho que nunca te vou deixar partir de dentro de mim.
Adormeceram exaustos. Afinal amanhã era um novo dia!

FIM