sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Sou tão putinha, não sou?

texto por DC, originalmente publicado aqui

Mas diz-me que não gostas quando me sento em cima de ti e te faço entrar em mim de uma estocada, ao mesmo tempo que sorrio maliciosamente.
Diz-me que não gostas quando me pedes para te chupar e eu o faço como se fosse o que me dá alento para respirar.
E quando me imploras que meta um dedo dentro de mim, mergulhando num mar de fluidos, e a seguir, sem teres de pedir, o meto na boca não desviando os meus olhos dos teus.

Diz-me...

Diz-me que não te deixo doido com a minha ousadia e perversidade. Ou quando te digo coisas ordinárias, como
Fode-me!
Enterra-o bem fundo!
Lambe-me!
ou Dá-me o teu leite!.
Diz-me que não gostas quando te digo o quanto fico encharcada só de pensar em ti. E o quanto, nessas alturas, tenho vontade de me vir na tua boca.
Diz-me que não gostas de saber que me masturbo a pensar no teu pau duro a foder-me, nas tuas mãos a tocar-me, ou na tua língua a lamber-me.
Uma, outra, e outra vez... e nunca me sinto saciada.

Diz-me.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

I Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas sobre Infecção VIH/SIDA

O anonimato, o direito à privacidade e à não discriminação, a transmissão voluntária e involuntária e os cuidados paliativos são alguns dos temas em debate no Auditório dos Hospitais da Universidade de Coimbra.Organizadas pelos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), pela Fundação Portuguesa "A Comunidade Contra a SIDA" e pelo Centro de Direito Biomédico da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra têm hoje início as I Jornadas Nacionais Ético-Jurídicas sobre Infecção VIH/SIDA.

para ler mais clicar aqui

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Provovação Gratuita 64

"Sou a favor do costume de se beijar as mãos de uma mulher quando somos apresentados. Afinal, é preciso começar por algum lado."

Guitry , Sacha

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

morde-me


Texto e foto por Francisco del Mundo

A noite é de Carnaval. Não jantaram juntos. Ele com os seus amigos e Ela com uma amiga.


Ele sempre se mascarou. A cidade assim o exige. Deixou-se levar pela moda e pensou em vampirizar-se. Mas a referência dele não eram os vampiros recentes, mas sim Lestat. A mítica personagem que Tom Cruise encarnou na tela. A base branca para esconder a sua pele morena. A camisa negra aberta no peito desafiando o ar frio da noite e as calças pretas completavam o vestuário. O cabelo desalinhado e na boca dois caninos salientes. Nada daquelas dentaduras completas, artificiais. Apenas dois caninos que passavam bem como dentes seus. Perfeito!


Ela queria ter-se mascarado mas não encontrou a máscara perfeita. Não quis perder a festa e vestiu uma roupa normal de sair. Sem saber bem porquê, decidiu prender o cabelo. Um rabo-de-cavalo que deixava o seu pescoço fino e comprido a descoberto.


É Ele quem primeiro a vê. Ao ver a pele dela, sente um longo arrepio e sorri. Ela vê-o ao longe. Ri dos seus caninos e pisca-lhe o olho. Uma multidão de mascarados interpõe-se entre eles. Só passados alguns minutos Ela sente alguém que lhe toca no ombro. Vira-se e dá de caras com olhar dele. Ele inclina-se para a frente, cheira-a e diz-lhe ao ouvido: “Vem comigo!”. Como que magnetizada por uma força sobrenatural, segue-o sem hesitar. O apartamento dele não dista mais de vinte metros. Entram no prédio e Ela sobe os degraus para o elevador. Ele agarra-lhe o braço e puxa-a pela porta das escadas. Encosta-a ao vão entre a parede e as escadas. Beijam-se uma primeira vez. Ela consegue sentir os dentes dele com a língua. Isso excita-a. Um frémito de medo e excitação. Ela inclina o pescoço e pergunta-lhe: “É isto que queres?”. Julgava que não mostrando medo, assumiria o controlo. “Não”, responde ele. “Não é aí que te vou morder!”. As mãos dele percorrem o corpo dela. Ao chegar às calças, rapidamente lhe desaperta os botões e desce-as até aos pés. Ela já não sabia se era excitação de ser mordida, medo de serem apanhados ou até frio. Ele beija a parte da frente das coxas até ao joelho. Olha para cima e diz: “A minha artéria favorita está aqui, no interior da coxa.”. E começa a mordiscar o interior das coxas. Os gemidos dela começam a ser mais intensos. Ele afasta-lhe as pernas e dá uma mordida mais forte. “Hummmm, mais…”, suplica Ela. Num só movimento Ele vira-a ao contrário e morde-lhe gentilmente as nádegas. Ela já tem as mãos na parede. Completamente vulnerável. Ele baixa-lhe as cuecas pretas de fio dental e começa a fazer um sexo oral que a leva ao delírio. Um jogo excitante que os deixa loucos. De repente, Ela vira-se. Levanta-o e encosta-o à parede. “Agora sou eu. Não penses que só os vampiros sabem chupar!”. E ali mesmo a sua boca o faz vir, depois de um sonoro gemido de libertação. Abraçam-se os dois depois de um orgasmo partilhado.


“Agora vamos dançar, porque ainda é cedo”, decreta Ela. “Sim porque sabes que os vampiros têm de aproveitar a noite…”



domingo, 21 de fevereiro de 2010

corpos suados (1)

Texto e imagem por Toque

Estava atrasadíssima.
Há duas noites que o tempo se esgotava antes que o sono chegasse.
Na memória a última noite que passou com o Carlos. Tinha-a convidado para jantar, naquele restaurante em cima da areia onde se tinham conhecido. Aí regressaram vezes sem conta durante todo o tempo que estiveram juntos. Gostavam da comida simples que aí serviam, mas acima de tudo adoravam enterrar os pés na areia enquanto esperavam que os pratos fossem servidos. Mesmo no Inverno, quando o frio apertava e os obrigava a unirem ainda mais os corpos para se aquecerem um ao outro, não hesitavam em sentir a areia a fazer-lhes cócegas nos pés. Depois ouviam os seus nomes, regressavam ao pequeno restaurante e aí saboreavam a refeição provocando-se mutuamente. Este era normalmente o prelúdio para explosivas noites de amor.
Longe de imaginar o que ele tinha para lhe dizer preparou-se com esmero. Deixou escorregar o vestido preto, onde os seios presos num soutien rendado sobressaíam e chamavam a atenção, as meias de liga terminavam numa renda que ela prendeu ao ligueiro. Fixou o olhar no espelho do quarto, onde tantas vezes se tinham admirado depois de intensos momentos de sexo e prazer e gostou do que viu. Os olhos brilhavam e ela sentiu um ligeiro calor a percorrer-lhe o interior das coxas. Gostava desta excitação que lhe aumentava o ritmo da respiração. Pensou tocar-se e satisfazer essa vontade imensa que lhe assolava o corpo, mas preferiu partilhar aquela chama com o Carlos. Deixou cair algumas gotas do seu perfume favorito no cabelo e no peito e retocou a maquilhagem antes de sair.
Enquanto conduzia suavemente o carro até ao destino imaginou, com um sorriso matreiro, a melhor forma de o provocar e deixá-lo tão excitado como ela estava.
Quando chegou ele já estava sentado na mesa onde sempre ficavam. O primeiro olhar pareceu-lhe estranho, mas foi certamente uma impressão errada, porque rapidamente foi substituído por um lampejo de desejo que a fez sorrir sedutoramente.
-Embriagas-me mais que o vinho que já bebi.
-E ainda a noite está no início.
Deixou a ponta da língua húmida arrastar-se pelos lábios dele provocando-o, sem o beijar.
-Já fiz o pedido, espero que gostes!
-Já? Assim não temos tempo para passear pela praia - estranhou.
-Temos de conversar.
O olhar fugidio que tinha visto quando chegou voltou com mais intensidade.
-Recebi um convite para ir trabalhar para Nova Iorque. A proposta é tentadora e não a posso recusar, por muito que isso exija sacrifícios enormes da minha parte.
Carlos trabalhava para uma conceituada empresa publicitária. Era óptimo no que fazia e a sua ambição iria levá-lo longe profissionalmente. Ela sabia disso e sabia também que viviam um relacionamento intenso, mas descomprometido. Desde o início que tinham decidido viver um dia de cada vez sem o peso de compromissos em que nenhum dos dois acreditava. Apesar disso já estvam juntos há dois anos e sempre se entenderam perfeitamente, nunca tendo sido necessidade de procurarem outros parceiros para satisfazerem as suas necessidades.
Complementavam-se quase sem se aperceberem de que o faziam.
Por isso aquele silêncio, aquele vazio que se instalou na mesa depois dele ter comunicado a sua decisão.
-Não dizes nada?
-Não há muito a dizer. A tua decisão está tomada, por isso resta-me desejar-te as maiores felicidades.
-Estás desiludida!
-Não! Apenas admirada, por certo já sabias disto há algum tempo e deixaste-me à margem dessa decisão, por isso acho que não tenho nada mais a dizer.
Pegou na carteira e dirigiu-se para a porta sem um último olhar.
Ele seguiu-a apertando-lhe ligeiramente o braço para a obrigar a parar.
-Foi tudo demasiado rápido, mas tens razão devia ter-te dito algo assim que soube.
-Não tinhas essa obrigação e a tua decisão só demonstrou que a minha opinião era irrelevante. Por isso e como nenhum dos dois acredita em relacionamentos à distância o melhor é separarmo-nos aqui.
Olhou-a intensamente e puxou-a para si enquanto os seus lábios aprisionavam os dela. Foi um beijo longo a que ela tentou resistir. Mas ele forçou a sua língua entre os lábios cerrados dela, quando conseguiu deixou-a a rodopiar na boca, a acariciar o céu da boca e a enrolar a dela.
Os braços puxaram o corpo esguio dela até si, fazendo-a sentir o calor que emanava do sue peito e a respiração cada vez mais ofegante dos dois.
A resistência dela era cada vez menor e com um suspiro sentiu que a mão direita dele se apoderava do seu seio, fechando-a numa carícia possessiva.
Tentou evitar que ele a levasse até ao seu carro, mas a vontade de o fazer era nula, por isso foi sem surpresa que se viu deitada na cama do quarto dele. Um espaço onde tantas vezes tinham deixado os corpos falarem do desejo que os consumia.
Ele começou por lhe beijar os lóbulos das orelhas, dando pequenas trincas que a excitavam, a seguir penetrou a língua no orifício do ouvido molhando-o com a saliva quente, soprou-lhe levemente deixando-a arrepiada de prazer. Ela tentou mexer-se para lhe dar igual prazer, mas ele prendeu-lhe as mãos e com uma perna imobilizou-a.
Fez-lhe o mesmo na outra orelha e estremeceu com os gemidos que ela soltou.
Com a língua foi deixando rastos de saliva no rosto. Tocou-lhe de leve os lábios e viu que ela queria um beijo mais intenso. Sorriu e desceu até ao pescoço, beijou-o dando pequenos chupões que punham o sangue dos dois a ferver. O decote do vestido era uma tentação e não resistiu a deixar a sua boca pousar no espaço entre os dois seios. Por cima do tecido deixou os dentes procurarem o bico do seio, trincou-os com alguma força para a fazer vibrar.
Ela mexeu-se ligeiramente para sentir o sexo dele de encontro ao dela. Sentiu o prazer dele a crescer entre a calças. Mas deixou-se ficar imóvel por mais uns minutos, apenas rodopiou as nádegas para que ele sentisse o movimento.
Não queria que ele parasse de lhe morder os seios, aquele movimento estava a excitá-la. Arqueou o corpo para que ele entendesse e enquanto com a boca mordiscava um mamilo com a mão apertava o outro em movimentos ritmados.
Parou um instante para a olhar fixamente, enquanto retirava o vestido que lhe cobria o corpo.
-Nova esta lingerie
Admirou a lingerie negra que contrastava com o branco da sua pele, antes de deixar a mão apertar os seios que beijava há pouco.
Com este toque ardente ela não conseguiu manter-se impávida por mais tempo.
Puxou a camisa e ouviram-se alguns botões a cair no chão.
Atirou-o para cima da cama e beijou-o com alguma violência, enquanto a mão forçava a entrada nas calças. Sentiu-o crescer quando o apalpou. Carlos tentava livrar-se do cinto e das calças para sentir o contacto com o corpo dela. Quando o conseguiu as mãos dela agarraram firmemente o pénis dele começaram uma massagem intensa. Primeiro de uma forma leve abrindo e fechando os dedos, aos pouco foi aumentando de intensidade indo de baixo para cima, enquanto isso ela beijava-lhe o interior das coxas e os testículos, quando o sentiu gemer deixou a língua percorrer o pénis de baixo para cima. Com os lábios apertou-lhe ligeiramente a cabeça antes de o deixar escorregar dentro da sua boca, até o sentir tocar na garganta. Com movimentos ritmados e com a ajuda mão chupou-o uma e outra vez, apertava as nádegas para o sentir entrar em si. O corpo dele estremecia e procurava o calor do rasto de saliva que ela deixava.
Quando ela deixou os dentes arrastarem-se por todo o pénis, ele agarrou-a e deitou-a na cama quase sem fôlego.
-És uma verdadeira tentação, mas agora é a minha vez de te enlouquecer. Quero saborear-te, sentir-te estremecer.
Beijou-lhe os seios, sem lhe retirar o soutien, com os dentes apertou os mamilos e depois chupou-os como se estivesse faminto. A renda molhada colava-se à pele e tornava-se uma tentação para ele. Com a mão afastou ligeiramente as pernas dela e deixou-a parada na sua vagina sobre a cuequinha fio dental. Ela impacientou-se e mexeu-se para o obrigar a mexer-se.
-Pede-me!
-Peste.
-Pede, quero ouvir-te pedir.
-Toca-me, sente como estou molhada, cheia de vontade de te sentir.
Deixou a mão escorregar para dentro das cuequinhas, sentiu um líquido quente a escorrer e com os dedos afastou os lábios. Com o dedo indicador penetrou-a, ouviu-a suspirar e meteu um segundo dedo enquanto a boca brincava ainda com os mamilos.
A humidade dela sempre o tinha excitado, parecia um pequeno ribeiro a convidar a um banho de prazer. Ela mexia o corpo ao mesmo ritmo que os dois dedos dentro dela. Ele retirou-os e procurou o pequeno montinho que ela tanto gostava que ele acariciasse. Começou com suaves movimentos circulares. Viu-a fechar os olhos e estender a pernas, a seguir pegou-lhe na mão e levou-a até onde queria ser tocada. Ele sabia exactamente onde era, mas gostava que ela o conduzisse. Quando lhe largou a mão e a levou até ao seu pénis ele aumentou o ritmo da carícia beijando-a selvagemente selvaticamente.
Ela tentou tirar a lingerie, ele impediu-a. Estavam a excitá-lo aqueles pedaços de rendas molhados colados ao corpo dela.
Quando a sentiu tremer encaminhou o pénis teso para dentro do corpo dela. Ela apertou-lhe as nádegas para que a penetrasse mais profundamente.
Os minutos passaram e eles continuavam insaciáveis. Virou-a de costas e obrigou-a a ficar deitada de encontro ao colchão enquanto a penetrava.
De seguida ela enrolou as pernas nas suas costas, enquanto ele a elevava e encostava à parede, deixando o pénis rodopiar dentro dela.
Os seus corpos conheciam-se perfeitamente e sabiam onde queriam ser tocados.
Os gritos pareciam uma música selvagem. Gemiam e tocavam-se até que exaustos deixaram soltar-se o orgasmo que há algum tempo procuravam conter.
Foi um só grito que se soltou de ambos, quando o esperma dele se soltou e o corpo dela estremeceu descontroladamente.
Os dois corpos ficaram exaustos na cama desmanchada.
-És perfeita. Uma bela diabinha tentadora - disse ele quando conseguiu recuperar o fôlego.
-Pena que tenha sido a última vez. Será uma boa recordação, certamente.
Ele tentou desculpar-se, achava que podiam tentar, podia ser que resultasse.
-A nossa relação sempre foi muito física, a ausência acabaria por matá-la, por isso o melhor é acabarmos enquanto ainda conseguimos fazer o que acabamos de fazer e sermos felizes.

Tinham estado juntos há dois dias, hoje Carlos partia para Nova Iorque e ela tinha uma reunião importante numa empresa com quem queriam assinar um contrato.
Teria de deixar de lado os seus pensamentos e concentrar-se naquilo que era verdadeiramente importante. Pegou na carteira e nos papéis que estavam no banco ao lado e abriu a porta para sair.
Não esperava que estivesse um vento tão forte que fez com que a porta se soltasse da mão e batesse violentamente no carro que estava a estacionar ao lado.
Soltou um impropério e preparou-se para a discussão que se adivinhava.
- A culpa é minha e assumo. Por isso vamos despachar isto que já estou atrasada para uma reunião.
As restantes palavras ficaram presas na sua garganta. O ocupante do outro carro era um verdadeiro deus, mas com uma cara capaz de assustar o mais valente dos guerreiros.
- Incompetente. Já viu os estragos que fez?!?
-Já assumi a minha culpa, lamento o que aconteceu, mas de facto estou atrasada para uma reunião muito importante, por isso dou-lhe todos os dados que necessita e cada um segue o seu caminho.
Apesar de contrariado ele concordou e rapidamente resolveram a questão seguindo cada um para o seu lado.

Respirou fundo, procurando esquecer o incidente e entrou no moderno edifício que era sede da empresa. Apresentou-se e foi encaminhada ao escritório do administrador.
Deixaram-na numa sala ampla, com uma luz natural excelente e muito bem decorada.
Estava a analisar um quadro de um pintor que admirava quando sentiu a porta a abrir.
-Você???
A surpresa dele era tão grande como a dela.
- Desastrada como é agradecia que não tocasse no quadro. É uma obra de arte de um pintor conceituado e posso assegurar que é bastante dispendiosa.
Pensou numa dúzia de palavrões para lhe dizer, mas sabia que estava em desvantagem, pois aquele contrato era demasiado importante.


continua...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

um conto de Carnaval (2ª parte)

continuação daqui

Cara a cara, continuaram com as falas do guião:
-"Can you love a player?"- diz ela já com ar de desejo.
-"Can you love a fool?" - diz ele segundos antes de a agarrar. Riem. Agarram-se sofregamente, despem os fatos que os envolvem, deixando as máscaras. Estas tinham recortes nos lábios, pelo que os beijos eram trocados com avidez. A cama em que se deitavam era típica das casas daquela altura. Um verdadeiro dossel da realeza. Tudo em seda entre púrpuras e dourados.

Entregaram-se loucamente como dois amantes. Ela com destreza, coloca o preservativo com a boca, o que o deixa mais erecto do que estava. Ele deita-a e penetra-a devagar, até ao fundo. Ela solta um gemido curto, mas que indica com clareza o prazer que sente. Enquanto isso inicia-se um rito, um jogo a quatro mãos em que buscam todos os recantos dos corpos. Línguas sedentas beijam e molham cada pedaço de pele à vista. Com ritmos mais acelerados começam a perder os sentidos... E sentindo algo quente, com uma respiração profunda, ele veio-se enquanto sentia os espasmos do orgasmo daquele ventre. Vestiram-se e desceram, um de cada vez, até ao salão principal. Ninguém notou o que se passou e assim era como queriam que ficasse. Minutos depois era hora da despedida.
-"Good night my lord. Hope you enjoyed the evening." - diz Viola com um sorriso.
-"Believe me my lady, I did. Have a great night." - despede-se ele, sorrindo também. Deram um beijo simples, apenas lábios com lábios e cada um seguiu o seu caminho. Assim foi a noite de William e Viola, numa noite de Carnaval. O que eles não sabiam é que no ano seguinte a história repetir-se-ia, mas com personagens diferentes.


FIM

domingo, 14 de fevereiro de 2010

um conto de Carnaval (1ª parte)

Arredores de Londres. Névoa, frio, noite. Baile de máscaras. Ele de William Shakespeare com um daqueles fatos que sê vê em filmes e ela de Viola de Lesseps com um vestido de seda dourada, comprido, espartilhado, decotado e com uma enorme saia em balão. Não se conheciam, mas aquela complementaridade notada pelos dois foi evidente na primeira troca de olhares. Despiram-se de imediato com os olhos. As máscaras não revelavam identidades, apenas fantasias.
-"The dinner is served." - ecoou pelo salão da mansão onde se encontravam. Os lugares estavam marcados. Coincidência ou não estavam um em frente ao outro separados pelos pratos, talheres de prata, copos de cristal, um castiçal prateado e uma travessa recheada de queijos das mais variadas nacionalidades.
Os vários convidados falavam das futilidades que se comentam nas revistas, na qualidade do que estava na mesa... eles, ao invés da maioria, preferiam o silêncio. Entre cada garfada esboçavam um sorriso. Entre cada sorriso, um gole do mais requintado vinho.
Finda a sobremesa era hora do baile.
Ela desloca-se até umas das mesas e limita-se a observar. Não só quem está no palco, mas também tudo o que se encontra à sua volta. Repara na toalha de cetim, nos cortinados de veludo vermelho-sangue, nas cadeiras de madeira maciça, na colecção de punhais exposta numa das paredes creme. Pergunta-se como serão os quartos...
Ele senta-se mais atrás e o pensamento que lhe invade a mente é apenas um: conhecer a paixão do personagem que encarna nessa noite.
-"And now, the last dance of the night." - É o último anúncio.
Ele abre os olhos, como que acordado de um sonho. "Well William, I guess it's now or never!" pensa para si. Num ápice levanta-se vai até àquela mulher de cabelos loiros que o fascinou desde o primeiro momento e estende-lhe a mão.
-"Would you give me the honour Madame?" - disse.
-"Miss, if you please..." - corrigiu ela. E deu-lhe a mão.
-"A thousand apologies, Miss..." - proferiu, embaraçado.
-"Viola, Viola de Lesseps." - completou ela enquanto caminhavam para o palco. Não, ela não ia entregar o seu nome. Queria continuar assim, Viola.
E deu-se início uma valsa, a última valsa da noite. Para aquele casal era mais que isso. Era o desenrolar de um mistério onde, até agora, apenas sabiam os nomes dos personagens que vestiam. E nada mais que isso.
Olhavam-se por segundos que pareciam eternos e as mãos dele na pele dela pareciam algodão...
A cintura dela aos olhos dele eram mas do que poderia pedir.
Ele, moreno de olhos castanhos, um castanho profundo como ela nunca tinha visto. Talvez fosse da máscara, mas na altura não se importou. Queria gozar o momento, apreciar o homem que tinha nos braços. Ela de corpo esbelto, cabelos compridos, longos, ondulados. Olhos de cor azul misturado com um leve tom de verde. Um verdadeiro enigma de mulher de lábios vermelhos e finos, mas não em demasia. "Perfect!" pensou ele. Só viam a hora de ver a descoberto que toda aquela vestimenta cobria.
-"Master Shakespeare, I heard you are a poet" - quebrou ela o silêncio. Ele nada disse.
-"But a poet of no words?" - diz, indignada.
-"I was a poet till now, but I have seen beauty that puts my poems at one with the talking ravens at the Tower." - diz ele, tal como no filme "Shakespeare In Love" tão bem conhecido pelos dois, ao que parece. Riem os dois. Sim, ambos conhecem o filme de cor. O que vinha a seguir ao baile também eles conheciam. E pretendiam seguir o guião. Não à risca, mas quase. A música ainda tocava e aproveitavam os dois para se desviarem, aos poucos. Chegaram às escadas e foram subindo sempre de braço dado. A mansão não era de nenhum dos dois, mas de um amigo que tinham em comum. Ainda assim sabiam perfeitamente onde era o quarto de hóspedes.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

provocação gratuita 63

"Mestre, não entendo. Se um homem transa com várias mulheres, ele é visto como um garanhão. Se uma mulher transa com vários homens, ela é vista como uma vadia. Não é injusto?"

"Minha filha, pense nisto desta forma. Se uma chave abre várias fechaduras, ela é uma chave mestra, uma coisa boa de se ter. Já uma fechadura que é aberta por várias chaves diferentes... bem, esta é uma péssima coisa para se ter".


autor desconhecido, recebido via mail
gracias NM

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sexo Seguro Sempre! - Se eu fosse seropositivo

Não sei se repararam mas tem aparecido na TV uma série de anúncios com o tema "Se eu fosse seropositivo"


Uma nova campanha apareceu, e depois de uma pequena pesquisa encontrei todas as informações sobre ela. "Se eu fosse Seropositivo – Campanha contra a descriminação VIH/SIDA hoje na rua Como reagiria, se uma figura pública que admira pelo seu trabalho, talento ou carisma, fosse seropositiva? A Associação SER+ (Associação Portuguesa para a Prevenção e Desafio à Sida) e o GAT (Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA) são os promotores da nova campanha que estará na rua dia 8 de Fevereiro. Esta campanha envolve várias figuras públicas e consiste no lançamento de um Centro Anti-Discriminação, que terá uma linha telefónica dedicada (707 240 240) e uma equipa de especialistas na área jurídica que prestará apoio a todas as pessoas que se sintam vítimas de discriminação por serem seropositivas, isto é, portadoras da infecção pelo VIH/Sida. Para além disso haverá o site Se eu fosse seropositivo, onde estão disponíveis todas as informações. "
in: Sapo Saúde onde podem ler o resto da noticia.

Uma das coisas que mais me agrada nesta campanha é que conseguiram juntar pessoas de várias áreas e com opiniões muito dispares, mas que todos convergem na luta contra a SIDA
e pelo menos aqui a opinião é unânime.