terça-feira, 30 de setembro de 2008

Prostituição: um documentário pela legalização

Estava a navegar e encontrei esta noticia

É interessante ver o outro ponto de vista, de ver outra forma de pensar.



In Videos do Sapo: A sexagenária Claudette é hermafrodita, prostituta e protagonista de um documentário homónimo que defende a legalização da prostituição. Realizado pela suíça Sylvie Cachin, o filme tem percorrido vários festivais internacionais e foi um dos destaques da mais recente edição do Queer Lisboa 12 - Festival de Cinema Gay e Lésbico, onde o SAPO entrevistou a protagonista e a realizadora.

Será que devia ser "legal"?

Será que temos o direito de "vender" o nosso corpo para a satisfação de outros?

É claro que este tipo de profissão (das mais velhas do mundo) irá sempre existir e será sempre censurado pelos moralistas, como haverá sempre defensores da sua "legalização".

Eu, defendo a "legalização" da prostituição dar condições a quem decidiu ganhar a vida com ganha, impor regras de protecção e segurança tanto a consumidor como ao "consumido".

Bem, isto tudo no fundo são pensamentos vagos e soltos que aqui vou deixando ao sabor do teclado, a minha opinião vale o que vale...

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

provocação gratuita 35

fazer o pino. com saias. sem cuecas...

Prazer

Não sei o que é mais gostoso:
A expectativa e a ansiedade
da ante-véspera do amor,
O colorido e o abandono
do momento cósmico do orgasmo
ou a lassidão e os espasmos de prazer
no repouso de teus braços.


de José Eduardo Mendes Camargo

domingo, 21 de setembro de 2008

"and now for something completely different"...

Uaaaaaaaaaa… espreguiço-me alongando bem os músculos dorsais e esticando as patas ao comprimento máximo, depois de uma bela sestada. Dou as boas vindas ao cair da noite com um longo bocejo, enquanto me rebolo e sinto no pêlo da barriga os últimos raios de sol do dia.
Estou com fome, apetece-me algo… diferente. Mordisco dois ou três biscoitos, bebo um pouco de leite. Vou caçar.
Roço-me na minha humana como quem diz “venho já”. Ela não precisa de saber que tenho planos para a noite toda. Gosto dos biscoitos dela, gosto de lhe lamber o suor da pele e da roupa, de me acariciar nela, do cheiro do chão da cozinha e da casa de banho. Gosto de lhe cravar as garras no colo e lá dormir longas sestas. Mas ela compreende que eu tenho outras… necessidades.
Sorrateiramente, as minhas patas almofadadas percorrem o cimento do páteo e de um impulso tantas vezes já calculado, salto o muro que separa o meu território do do vizinho. Dou um longo passeio para desentorpecer o corpo, gosto de me manter em forma. Os meus ouvidos, os meus olhos e o meu nariz se mantêm alerta. Está tudo calmo hoje. Olá!... estou a ouvir um gafanhoto! Sim, consigo cheirá-lo! Sim, já o vi! Ih, ih! Adoro gafanhotos! Aproximo-me devagar, sem fazer barulho, pela retaguarda. Ele está distraidamente pousado num tronco. Num gesto coordenado, zás!, deito-o por terra com uma patada! Ele salta. É isto que eu gosto nos gafanhotos, dão luta! Eu espero que ele salte de novo para lhe dar mais uma patada e trincar-lhe uma para traseira, a ver se ele ainda salta e fico quietinho à espera… Saltou! E desta vez ponho as duas patas em cima dele e levanto-o no ar, e pulo com ele, que festa! Trinco-lhe a outra pata, é estaladiça e verdinha, gosto muito! Salta lá agora, salta! Sem saltos, isto não tem tanta piada, prendo-o ao mínimo movimento e depois de me fartar, decido arrancar-lhe a cabeça e mordiscá-lo um bocado.
Depois do aperitivo, vou à procura da caça grossa, a fome ainda não está saciada. Estamos na altura do cio, vamos ver o que é que se arranja por estes lados. As minhas orelhas rodam e procuram algum som suspeito: os meus olhos de pupilas dilatadas habituados a detectar qualquer movimento, perscrutam a escuridão da noite. Nada. Vou andando, alerta, até encontrar algo suspeito: aglomerado de gatos! Lá está a fêmea no meio! Demasiados concorrentes. Vou procurar mais. Ando, calcorreio jardins, casas abandonadas, até que encontro outra junto aos caixotes de acepipes. Está doente, e eu não estou assim tão desesperado. Continuo a minha caminhada, até que oiço um rrrrrrrrnhauuuuuuuuuuuu aflito. Finalmente... sim, lá está ela! CONA! Sinto o arrepio a percorrer-me a espinha: quero, quero, QUEROOO!!!! Mas ela está na varanda de um primeiro andar… vou ter de improvisar… caleira com trepadeira! Faço uns cálculos rápidos de distância e velocidade e lá vou eu! Agarrar é a missão das minhas garras! Uuuupsss! Calculei mal a resistência da trepadeira e fico agarrado só por uma pata, mas rapidamente recalculo os passos e os meus reflexos felinos não me deixam ficar mal. Os miados dela são todo o estímulo que eu preciso para continuar…
Ah, cá está! Cona linda, o odor penetra-me as narinas e deixa-me doido. Ela rebola-se, empina o rabo e olha para mim com cara de poucos amigos. Ffffffffffssssssst, assanha-se para mim, como eu gosto! Faço-me a ela de um salto, mas ela vira-se de barriga, faz-se de difícil e eu não vou de modas, espeto-a mesmo assim, com a garganta na minha boca: toma-Toma-TOMA-TOMAAAAA! Aaaaaaahhhhhh! Quentinha, apertadinha! Por um momento, afroxo um pouco a prisão da garganta e ela aproveita a distracção para se libertar e me dar uma dentada no focinho. Agora percebi porque é estas abordagens devem ser feitas por trás. Ela sente as minhas farpas, quer-se soltar e eu faço-lhe a vontade. Rebola-se toda de barriga para cima e mia satisfeita. Começamos a nossa prazenteira auto-higiene genital pós-coito, que bem que sabe! Antes que eu pudesse terminar, o humano dela aparece e eu nem tenho tempo de calcular o salto, faço-o em movimento, e safo-me, como sempre, com as quatro patas bem assentes no chão.
Está lua cheia e a noite ainda é uma criança. Há que aproveitar!
gata2
Pronto, tal como acontecia no Circo Voador dos Monty Python, não é tão diferente assim…

terça-feira, 16 de setembro de 2008

diálogos (im)prováveis II




Closer


- Estás a deixar-me? Por causa disto? Porquê?
- Dan.
- O cupido… Ele é a nossa piada.
- Eu amo-o.
- Têm se encontrado? Desde quando?
- Desde a minha estreia, no ano passado. Não valho nada.
- És fenomenal. És tão esperta. Por que casaste comigo?
- Parei de sair com ele. Queria que desse certo connosco.
- Por que me disseste que querias filhos?
- Porque queria.
- E agora queres filhos com ele.
- Sim… Não sei.
- Mas... Somos felizes... não somos? Vais morar com ele?
- Podes ficar aqui se quiseres.
- Olha, estou pouco me lixando para o espólio. Fizeste isso comigo no dia que nos conhecemos. Ficaste a enrolar-me para tua diversão. Por que não me disseste na hora que entrei por aquela porta?
- Eu estava assustada.
- És uma cobarde, sua puta mimada! Estás vestida porque achaste que eu te ia bater? O que achas que sou?
- Já apanhei antes.
- Mas não de mim! Ele fode bem?
- Não faças isso.
- Responde à pergunta. Ele é bom?
- Sim.
- Melhor que eu?
- Diferente.
- Melhor?
- Mais gentil.
- Como assim?
- Sabes o que quero dizer.
- Diz-me.
- Não.
- Eu trato-te como uma puta?
- Às vezes.
- E por que será?
- Sinto muito, tu és...
- Não digas!
- Não digas que sou bom demais para ti, eu sou, mas não digas isso.
- Estás a cometer o pior erro da tua vida. Estás a deixar-me porque achas que não mereces a felicidade, mas mereces, Anna.
Tomaste banho porque fizeste sexo com ele? Para não cheirares a ele? Para sentires-te menos culpada? Como te sentiste?
- Culpada.
- Alguma vez me amaste?
- Sim.
- Fizeram-no aqui?
- Não.
- Por que não?
- Querias que tivéssemos feito?
- Diz a verdade.
- Sim. Fizemos aqui.
- Onde?
- Ali.
- Nisto? Demos a nossa primeira foda aqui. Pensaste em mim? Quando? Quando o fizeste aqui? RESPONDE À PERGUNTA!
- Esta tarde.
- Vieste-te?
- Por que estás a fazer isso?
- Porque quero saber.
- Sim, vim-me.
- Quantas vezes?
- Duas vezes.
- Como?
- Primeiro ele chupou-me e depois fodemos.
- De que forma?
- Eu estava em cima e depois ele fodeu-me por trás.
- E foi então que te vieste pela segunda vez…
- Porque é que o sexo é tão importante?
- PORQUE SOU UM HOMEM DAS CAVERNAS, FODA-SE!
Tocaste-te enquanto ele te fodia?
- Sim.
- E bateste-lhe uma?
- Às vezes.
- E ele também?
- Fazemos tudo que as pessoas que fazem sexo fazem!
- Gostas de lhe chupar o pau?
- Sim.
- Gostas do pau dele?
- Adoro!
- Gostas que ele se venha na tua cara?
- Sim!
- A que é que ele sabe?
- IGUAL A TI, SÓ QUE MAIS DOCE!
- É esse o espírito. Obrigado. Obrigado pela honestidade. Agora pira-te e morre! Sua puta miserável…

domingo, 14 de setembro de 2008

Vegetarianos

Bem, a frase já anda aí faz tempo, e de facto é um pouco mázinha... mas não resisti

"As vegetarianas não gritam quando têm um orgasmo, porque não querem admitir que um pedaço de carne lhes dá prazer..."

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Happy Birthday...


Já lá vai um ano desde que abri o meu email e vi o convite do QJ para participar no provoca-me. De inicio o entusiasmo foi o mesmo que o das paixões que nos tiram o sono! Deitava-me quase de manhã só para terminar um post. Nem sempre as palavras me fluem com facilidade. Por vezes fico mais de uma hora só para encontrar a melhor forma de começar um texto. Depois de criado (ou relembrado) o cenário, mergulho num mundo secreto que tento traduzir em palavras que apenas se aproximam dessa realidade. Julgo que é precisamente esse o encanto da escrita - a sua incompletude deixa-nos espaço para a imaginação!

Tal como todas as paixões, também a minha “bloguemania” foi arrefecendo, não sem uma certa culpa! Sei que por vezes se perguntarão “O que é feito da Quimera?”. Eu continuo deste lado! Escrevo pouco mas com muito carinho. A minha paixão apenas se transformou, não morreu!

Confesso que equacionei a hipótese de abandonar o blogue mas não fui capaz. Apesar da minha escassa participação, revejo-me no provoca-me, este cantinho é também parte de mim!
Um blogue não é feito apenas pelos autores mas também por aqueles que o lêem e comentam. E até nesse aspecto não poderia estar mais satisfeita. Vocês têm sido fantásticos!

Tenho pois, muito orgulho neste projecto que não é apenas nosso mas também de todos vós. Por isso não poderia deixar passar em branco esta data em que o provoca-me celebra o seu primeiro aniversário! Obrigada a todos os que têm dado vida a este cantinho de provocações!


Já agora, aceitam uma fatia de bolo virtual?