segunda-feira, 14 de julho de 2008

Sexo Seguro SEMPRE! nova campanha


Nova campanha da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/SIDA
"A campanha, que conta com a participação de actores conhecidos, dirige-se em particular à população em situação conjugal estável, dando conta que a infidelidade poderá ser uma porta de entrada da infecção VIH/sida. A Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida chama a atenção para o facto de não existirem pessoas imunes à infecção, nem pela idade, nem pelo estatuto social ou económico, muito menos pelo estado civil. Esta é uma primeira abordagem, em Portugal, que visa aumentar a consciência de toda a população sexualmente activa para a sua vulnerabilidade à infecção VIH e consequentemente para a necessidade de atitudes preventivas - a utilização generalizada do preservativo, bem como de conhecer o seu estatuto serológico, realizando o teste para diagnosticar a infecção."
No grupo das mulheres heterossexuais com parceiro fixo tem vindo a aumentar os casos de infecção. Caso não haja confiança total, é melhor não vacilar. É para isso que existe o preservativo!

sábado, 12 de julho de 2008

a cereja, a boca e o amiguinho tímido: uma conversa

Uma cereja rubra e polpuda encontra uns lábios igualmente polpudos e suculentos. Percorre a sua maciez firme e elástica, aloja-se na casinha que se forma à sua medida.
- Que quentinho e confortável, que bem que se está aqui!
Então repara que alguém a observa no andar de cima. É um ser tímido, enfiado no seu capuz de carne tenra.
- Olá! - diz a cereja. - Queres brincar comigo?
Ele sorri timidamente e ela sai da casinha e visita-o, cumprimentando-o ao de leve. Nessa altura, ele sai de dentro do capuz e começa a revelar a sua natureza libidinosa.
- Vem cá, esfrega-te em mim, deixa-me provar esse suco que te envolve! - diz ele inebriado pelo aroma da casinha da cereja e pela textura lisinha e firme da sua nova amiga. E ela faz-lhe a vontade, e riem-se os dois perdidamente.
É então que uma boca de lábios igualmente macios e elásticos entra em cena. Do seu interior, espreita uma língua sedenta, que percorre os lábios antecipando o que se irá passar. A boca começa a passear na periferia da casinha da cereja, a depositar beijos nas suas paredes, a arrastar a língua por aquela textura macia. A cereja e o seu amiguinho vêem-na e chamam-na, pedem para ela se juntar à festa.
- Vem, anda cá morder-nos! - dizem os dois suplicantes.
A boca demora-se. Ela gosta de os fazer esperar, pedir, suplicar. E eles não se fazem rogados. Quanto mais ela se aproxima, mais eles gritam, e pedem, e suplicam. Ela morde os lábios que os envolvem e beija-os devagar.
- Anda lá, vem cumprimentar os teus amigos, vem visitar a casinha que tem sempre as portas abertas para ti, vem tirar-me o capuz e conhecer esta nova amiga cereja!
A boca não resiste mais e toca ao de leve no amigo que se lança a ela aos beijos. Cumprimenta a cereja e bebe o suco que a envolve, sorve-o com os lábios e espreita para dentro da casinha. Os dentes roçam ao de leve no amigo e lançam-se à cereja mordendo-a. Ela gosta, ela grita enquanto é esmagada e comida pelas duas bocas. A boca a saber a cereja continua a esfregar o amigo, a pressionar, a tilitar, faz-lhe cócegas e ele ri-se, ri-se que nem um perdido, e dá gargalhadas estridentes que o fazem vibrar todo e contagia todos à sua volta. A língua lambe-o lentamente, despede-se com um beijo e parte para beijar a outra boca do corpo, dando-lhe a provar um sabor único, com um travo de cereja. :)

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Caminhos de prazer

Com um ligeiro toque, roço a ponta dos meus dedos pelos teus braços.

Arrepias-te!

Continuo a picar-te, as minhas mãos que tão bem conhecem o teu corpo, calmamente continua a deslizar suavemente pelo teu corpo, os pequenos arrepios percorrem o teu corpo já despido.

Aproximo-me de ti, e roço-me nu pelo teu corpo nu, sinto a tua excitação aumentar, o teu respirar mais acelerado a pedir mais. Estou teso e evidencio o meu tesão junto de ti, olhas para ele a pedes que eu entre…

Eu, e porque quero provocar-te… não entro… roço-me em ti, não só com os meus dedos como com a minha língua.

Começo a beijar a perna, calmamente vou beijando a tua perna esquerda, começo junto do teu rabo, mas em vez de me aproximar afasto-me calmamente beijando a perna, dando-te a sentir beijos pela parte de dentro da tua perna, volto com um correr da minha língua até à tua virilha… e paro!

Agora viro-me para a tua perna direita, e repito o mesmo percurso dado à perna esquerda… e paro!

Estás de pernas abertas à minha frente, a minha boca está mesmo em frente do teu caminho de prazer…

Calmamente toco-te com a ponta do meu dedo no teu segredo, estremeces, a minha língua calmamente toca nas tuas virilhas, beijando-as delicadamente…

Beijo o teu sexo! A minha língua de calma e pacífica, torna-se revolta, tesa, energicamente toca-te e tu estremeces, o meu dedo entra em ti enquanto com a língua beijo o teu segredo, sinto-te pulsar, a tua excitação aumenta e vens-te com e na minha boca.

A minha excitação é grande, teso estou, e teso entro em ti, da maneira que tu tanto gostas… ai que bela canzana tu recebes, por fim ambos nos vimos quase em simultâneo, tu e depois eu…

Beijo a tua boca…

Sinto-te a tremer, deixo-te recuperar… voltarei para voltar a percorrer os teus caminhos de prazer…

Até já

quarta-feira, 9 de julho de 2008

doce tortura - parte 4

continuação daqui

Ela levanta-se, e com toda a calma faz as calças e as cuecas deslizarem para baixo dos joelhos. Senta-se no rebordo da cadeira e abre as pernas.
Ele levanta-se e debruça-se sobre a secretária. Parece um miúdo a observar o sexo oposto pela primeira vez. Mas a verdade é que tem uma visão magnífica à sua frente. Já tinha visto muitas fotos de vulvas depiladas, mas aquela estava ali, ao pé dele, a respirar o mesmo ar. Sorria para ele, com os grandes lábios inchados, mostrando o interior cor-de-rosa húmido, como uma flor orvalhada que se adivinhava quente e aconchegante.
Depois vira-se de costas, põe um joelho na cadeira e revela as nádegas. Inclina-se um pouco sobre a cadeira mostrando outra perspectiva do seu íntimo.
Ele engole em seco. O seu pénis papita por debaixo da roupa. Se aquela secretária não estivesse no caminho, teria resistido à tentação de lhe tocar? O sexo estava tão teso que lhe doía.
Ela puxa as calças num impulso. O olhar dele queima. Ela sente dificuldade em respirar, sente que foi longe demais.
O telefone toca e alivia a tensão que se acumulou na sala. Ele aproveita para sair dali com um "volto já". Vai direito à casa de banho, aliviar com urgência a tesão provocada por aquele vislumbre. Já tinha visto e tocado e saboreado a sua mulher assim. Mas o inusitado da situação deixou-o completamente louco.
Ela caiu em si e não sabia se havia de rir ou chorar. O que é que lhe teria passado pela cabeça? Tinha de lhe pedir desculpas.
Passado algum tempo, ele volta à sala. Ela desmancha-se em desculpas, que foi uma enorme falta de profissionalismo, que não sabe o que lhe deu, que vai pedir a uma colega que a substitua na consulta. Ele permaneceu calado a ouvi-la. Quando ela ia pegar no telefone para chamar a colega, ele não deixou.
- Não é necessário. Eu confio no seu trabalho. Vou ter de ir agora, mas depois telefono a marcar, ok?
Ela assentiu. Realmente não se estava a sentir com coragem para lhe tocar. Mesmo assim, ele voltou a dar-lhe dois beijos, um pouco mais demorados que da última vez.
Durante algum tempo, ele não conseguiu tirar aquela cena da cabeça. Fechava os olhos e ela aparecia. Decidiu que tinha de se disciplinar, ocupar a cabeça com algo mais produtivo e embrenhou-se nos manuais técnicos que tinha de supervisionar.
Ela não era tão disciplinada, e demorou muito mais tempo a conseguir concentrar-se no trabalho. À noite, quando chegou a casa, devorou literalmente o companheiro, com uma fome insaciável. Até acalmar. Andou pensativa uns dias, até decidir contar ao parceiro o que se passou. Ele mostra-se indignado no início, depois ri-se.
- Isso parece coisa de putos!
Ela fica envergonhada, mas confessa que o cliente lhe deu imenso tesão, que ela se encarregou de descarregar nele e pede-lhe desculpa. Ele fica com vontade de o conhecer.
- Não queres convidá-lo para vir cá a casa um dia destes? – A pergunta deixa-a espantada.
- Não, claro que não. Ele não aceitaria, não depois do que se passou. Além disso, ele é casado.
- Então, convida também a mulher. Ele sabe que és comprometida? – Ela continua surpresa com a atitude do companheiro. Por um lado, quer manter uma relação estritamente profissional com o cliente, por outro, sabe que já ultrapassou essa fase.
- Não, não o vou convidar. Confesso que tenho alguma vontade de o fazer, mas não me parece que ele o queira.
- Aposto que viria se eu não existisse.
- Eu não teria tanta certeza assim.
Nada melhor para combater divergências do que dialogar com o corpo todo. Estes dois dedicam uma boa parte do tempo que estão juntos a fazê-lo. E conseguem sempre chegar a um consenso…
Já Alberto é muito mais reservado. Nada do que se passou na clínica é discutido com alguém, muito menos com a sua esposa. Se ela fizesse ideia do que se tinha passado, sabe-se lá o que faria. Os dois entendem-se bem a todos os níveis, têm uma excelente relação, não será qualquer vulva que abalará isso.
O tempo vai passando e Alberto embrenha-se cada vez mais no trabalho, nuns quantos projectos pessoais, na família e deixa de aparecer na clínica. Sente algum carinho e simpatia pela rapariga e quer ao máximo evitar confusões. Carla bem que gostava de falar com ele, mas começa a mentalizar-se que é melhor assim, sabe-se lá o que é que poderia acontecer da próxima vez que estivesse com ele. Agora sorri quando se lembra do que se passou e suspira. Vai custar a passar aquele entusiasmo, aquela saudade, mas é mesmo assim. A vida continua…

foto: androcur

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Para alguém muito ESPECIAL!


"Era eu a convencer-te que gostas de mim
E tu a convenceres-te que não é bem assim...
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro
E tu a argumentares os teus inevitáveis

Eras tu a dançares em pleno dia
E eu encostado como quem não vê
Eras tu a falar para esconder a saudade
E eu a esconder-me do que não se dizia

Afinal quebrámos os dois...

Desviando os olhos por sentir a verdade
Juravas a certeza da mentira
Mas sem queimar demais
Sem querer extinguir o que já se sabia

Eu fugia do toque como do cheiro
Por saber que era o fim da roupa vestida
Que inventara no meio do escuro onde estava
Por ver o desespero na cor que trazias...

Afinal quebrámos os dois...

Era eu a despir-te do era pequeno
E tu a puxares-me para um lado mais perto
Onde se contam historias que nos atam
Ao silencio dos lábios que nos mata...!

Eras tu a ficar por não saberes partir...
E eu a rezar para que desaparecesses...
Era eu a rezar para que ficasses...
E tu a ficares enquanto saías
...Não nos tocámos enquanto saías
Não nos tocámos enquanto saímos
Não nos tocámos e vamos fugindo
Porque quebrámos como crianças

Afinal quebrámos os dois...

...É quase pecado o que se deixa...
...Quase pecado o que se ignora..."

Toranja, Quebrámos os dois

doce tortura - parte 3

continuação daqui

Quando chega a casa, Carla fala ao companheiro sobre a depilação que fez e telefona a marcar a depilação das pernas. Carla fica contente quando o vê, gosta da ideia dele se tornar um cliente habitual.
Para quem já depilou o corpo todo, as pernas não custam nada. Conseguem assim ter uma conversa muito agradável e descontraída. "ele tem umas pernas bem feitas, quase tão bem feitas como as do meu homem", pensa ela. Falam sobre massagens. Ela tem formação em shiatsu. Ele revela-lhe o desejo de aprender a fazer massagens… sensuais. Ela acha piada ao tipo de linguagem que ele usa, sempre muito correcto, algo envergonhado. Sugere-lhe um centro onde pode aprender algumas técnicas.
Ele agradece todo o trabalho e todas as horas passadas a trabalhar nele e despede-se com dois beijinhos, permitindo a ambos aspirarem um pouco o perfume que se desprende dos seus corpos, o que lhes provoca algum desconcerto.
Ela sente-se bem por gostarem do seu trabalho, sente-se ainda melhor por ser ele a dizê-lo.
Algo está a mudar nela. Começa a achar-se mais bonita. Nada mudou fisicamente, mas a forma como ela se vê é completamente diferente. O seu apetite sexual é devorador, o companheiro até estranha, mas gosta. Ela dedica-se a satisfazê-lo com um fogo nunca visto e tem mais prazer que nunca. Começa a ansiar pelo regresso daquele homem que, sem saber, despertou o instinto sexual dela.
Alberto volta algum tempo depois à clínica. Diz que a esposa adorou e ele também, mas que não se quer submeter todos os meses àquela tortura. Vem com a ideia de fazer depilação definitiva nos genitais, e enfraquecer um pouco os pêlos no resto do corpo.
Na consulta, ele pergunta-lhe se ela alguma vez fez aquele tipo de depilação.
- Sim, tenho habilitações para o fazer – diz ela.
- Pergunto se a fez pessoalmente... se recomenda...
- Em mim? - Sentiu-se corar. Os olhos dele olhavam dentro dos seus e aquela conversa estava a perturbá-la.
- Sim. Fica impecável e nunca mais dá trabalho nenhum… Quer ver?
Não pensou. As palavras saíram-lhe da boca como se tivessem sido proferidas por outra pessoa e agora estava num impasse. O que iria ele pensar? O tempo que ele levou a reagir pareceu uma eternidade.
Estava completamente siderado com a possibilidade que se tinha permitido imaginar, mas que poderia agora concretizar-se. Respondeu com um aceno lento afirmativo, mais com os olhos que com a cabeça. Não queria acreditar naquela cena surreal.


Há pessoas que conseguem o que querem sem ter de o pedir. Puro charme. Seria ele capaz?

continua (e termina?) aqui

história inspirada neste texto no blog Verbo Erótico

terça-feira, 1 de julho de 2008

de onde veio o peixinho...

"A tua beleza submerge-me, submerge o mais fundo de mim. E quando a tua beleza me queima, dissolvo-me como nunca, perante um homem, me dissolvera. De entre os homens eu era a diferente, era eu própria, mas em ti vejo a parte de mim que és tu. Sinto-te em mim. Sinto a minha própria voz tornar-se mais grave como se te tivesse bebido, como se cada parcela da nossa semelhança estivesse soldada pelo fogo e a fissura não fosse detectável."
Anaïs Nin, A Casa do Incesto

Este é o meu excerto preferido do texto que inspirou a cereja aqui

Download do texto completo e outras obras da mesma autora aqui