sábado, 28 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
provocação gratuita 22
quinta-feira, 26 de junho de 2008
o teu sabor
Provoca-me!!!
quarta-feira, 25 de junho de 2008
doce tortura - parte 2
continuação daquiEle perguntou se poderia ser ela a fazê-lo, ao que ela respondeu afirmativamente. E ele acabou por aceitar.
A experiência que ela tinha na depilação do sexo masculino era ainda pouca, decorrente do estágio que tinha feito no instituto e dois ou três clientes. Mas sempre tinha corrido bem, com o maior dos profissionalismos. Este caso não seria diferente.
Carla gosta de falar com os clientes. Tem clientes fiéis que lhe contam a vida toda. As suas preocupações, as suas alegrias, os seus pecados... Ela ouve. Ela sabe ouvir e sabe que pode tirar partido disso. Retomou os estudos de psicologia e fala sobre isso com o seu cliente, enquanto prepara a cera. É uma cera cor-de-rosa, morna. Ela higieniza a pele com um tónico, põe pó de talco, barra cuidadosamente a parte de cima do escroto, enquanto pede para ele segurar o pénis. Ele começa a sentir o pénis crescer-lhe na mão, num misto surpresa e pavor. Ela tranquiliza-o, diz que é normal, que assim que ela começar a "tortura", ele volta a acalmar. E é verdade. Ela estica-lhe a pele, aplica a cera e quando puxa, parece que estão a esfolá-lo vivo. Ele dá um grito de dor agudo e as lágrimas vêm-lhe aos olhos.
Ela tem qualquer coisa de sado-maso. Sabe que a dor intensifica o prazer. Goza com as expressões que produz nos seus clientes, fá-lo para dentro, pois por fora mantém a sua postura profissional. Sabe o prazer que uma depilação bem feita oferece a quem a faz e a quem pode gozar dessa maciez, da carne tenra que desliza e fica mais sensível ao toque.
Usa gelo para acalmar a pele sensibilizada, e espera o tempo que for preciso até ele estar preparado antes de aplicar outra camada de cera ao lado. Ele tem um pénis bonito, quase tão bonito como do seu companheiro, repara ela. "A mulher dele tem sorte, se o souber desfrutar bem, deve ser maravilhoso", pensa ela, e começa a sentir-se corar. Ela pede desculpa pelo calor que está na sala, o ar condicionado avariou-se e apenas uma ventoinha arrefece o ambiente. Ele repara no corpo dela. Que má altura para reparar nisso. Ela é pequena, tem curvas interessantes. Veste apenas uma bata branca de manga à cava traçada à frente. Quando ela se inclina sobre ele, consegue ver-lhe os seios a quererem saltar fora do soutien e isso causa-lhe outra erecção. A parte mais difícil já está, ela pergunta-lhe se ele quer fazer as virilhas e as nádegas. Ele assusta-se um pouco com a ideia. Mais uma vez, ela fala-lhe das vantagens. Ele começa a imaginar a língua da sua mulher a passear-se pelos seus recantos mais escondidos e a ideia agrada-lhe. Ela diz-lhe que o que custa mais já está e ele acede. Mas não é fácil suportar a dor. Ele grita e ela vai dando palmadinhas na pele, passando gelo e creme hidratante de chocolate nas partes mais sensíveis.
Começa a surgir entre eles uma grande intimidade, devido àquela exposição dele, devido às palavras que vão sendo ditas por ela que expõem os seus pensamentos, a sua maneira de ser. Ela tenta falar de assuntos agradáveis, tenta desviar-lhe a atenção para coisas boas.
- Então e a sua esposa, faz depilação nos genitais? – Pergunta ela. Ele diz que sim, mas nunca lhe perguntou onde ou como. Ela encara a resposta como uma forma de evitar o assunto. Se calhar não quer que a mulher conheça quem lhe conhece tão bem o corpo. Ele imagina um homem a depilar a sua mulher e não acha piada, prefere mesmo não saber quem o faz. Ela imagina encontrar-se com a esposa dele. Começa a pensar que gostava de a conhecer, gostava de a depilar. Gostava de a ouvir gritar. Não só de dor como também de prazer. Gostava de poder observar como se comportariam os dois, quando fossem descobrir o corpo dele depilado. E estes pensamentos fazem-na humedecer. Nunca tinha tido este tipo de pensamentos com mais nenhum cliente. Os seus clientes eram quase todos jovens, atléticos, com corpos bonitos, musculados. No entanto, era um sujeito absolutamente comum que a excitava. Talvez fosse porque apesar de toda aquela exposição física, ele continuava a ser um mistério para ela. Não se expunha mais do que o necessário, não falava sobre a sua vida como os outros, sugeria apenas e isso deixava-lhe espaço para imaginar. Talvez fosse por isso.
- Bem, agora só faltava mesmo depilar as pernas. – Diz ela. Ele faz um ar de susto que a enternece.
- Enquanto não me vir sem pêlo nenhum não descansa, não é? – Diz ele já com um sorriso.
- Não, cabelo, sobrancelhas e pestanas gosto de ver e fazem falta! – Remata ela. - Também podemos deixar para outro dia, mas logo quando chegar ao pé da sua esposa com as pernas por depilar, vai parecer que não fiz o meu trabalho como deve ser.
- A minha mulher não está cá esta semana, por isso vou aproveitar para fazer isto com calma, por hoje chega.
Alberto vai para casa e não deixa de apreciar no duche a sua pele ainda dorida, mas completamente lisa e macia. O gel escorrega, faz menos espuma, mas sabe bem nas mãos. Ele acaricia as virilhas, o escroto depilado, as nádegas e pensa na sua mulher, no gozo que foi sentir o toque dela, a língua e os dentes no seu peito, as espirais de prazer de volta do seu umbigo, sensações que nunca tinha tido daquela forma. Pensa também na rapariga da clínica, no seu belo par de seios, como gostava de os sentir em redor do seu mastro… as duas a beijarem-se e a beijarem o seu sexo com avidez, a lamberem-lhe o escroto macio… até se vir numa sucessão de espasmos. O sémen mistura-se com a espuma do gel duche e ele acorda do sonho.
imagem: Getty Images editada por mim
continua aqui
terça-feira, 24 de junho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
Inquietações do Corpo e da Alma - 5ª Parte
continuação daqui
Percorro as ruas sem pensar no percurso. Não consigo explicar a mim mesma porque raio me fui meter na cama de um desconhecido. Passo por casa para tomar um duche e apesar do marasmo próprio de quem acorda de ressaca, ainda consigo despachar-me a tempo de ir trabalhar.
Estou com péssimo aspecto e sem maquilhagem não consigo mesmo disfarçar a noite mal dormida. Sujeito-me aos comentários dos colegas com especulações sobre como terei passado a noite. Afinal a funcionária exemplar, de aspecto cuidado e com ar de quem não quebra um prato, pela primeira vez, aparece com ar de quem andou na boémia a noite toda.
O Sérgio chega ao escritório aquando a mim mas face à situação, apenas esboça um sorriso de quase cumplicidade. Pelo menos ele, que me conhece mal, não está à espera que eu seja perfeita.
Depois de uns quantos cafés que o Sérgio se oferece para me ir buscar, já me sinto mais acordada. Sem perguntas ou confidências feitas, sinto nele uma espécie de apoio.
O dia arrasta-se, tarda em acabar. Mas por outro lado também não quero que acabe. Não sei como irei encarar o Carlos esta noite. Pareço uma miúda que perdeu a virgindade e tem medo que a mãe perceba. Já decidi que não lhe vou dizer nada sobre a minha one night stand. Acho que não vale a pena magoá-lo com isso. Não agora!
Quero apenas perceber o que significou esta noite, entender até que ponto isso tem alguma coisa a ver com o meu namorado e depois sim, tomar uma decisão friamente.
Eu gosto dele! Cresci com ele, como poderia não gostar!? Será que a compreensão, o carinho, tudo aquilo que construímos é suficiente para “vivermos felizes para sempre”? Será (só) isso o Amor?!!!
sábado, 21 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
provocação gratuita 21
gracias, cereja
quarta-feira, 18 de junho de 2008
doce tortura - parte 1

Toca o telefone na recepção da clínica. A recepcionista não está, por isso ela atende.
"Carpe Corporem, boa tarde, em que posso ser útil?"
Do outro lado, um homem diz que esteve a ver o site da clínica e gostava de marcar uma sessão de depilação. Esta clínica atende pessoas de ambos os sexos por esteticistas credenciados de ambos os sexos.
Seguem-se as perguntas banais que ela sabe de cor e faz com toda a simpatia e profissionalismo, sempre com um sorriso nos lábios, mesmo sabendo que a pessoa do outro lado da linha não vê, sabe que isso se nota na voz.
Marcou a sessão na sua agenda, no dia seguinte teria uma hora disponível para fazer depilação no peito do senhor.
- Está marcado, Sr. Alberto Correia. Amanhã quando chegar, pergunte pela Carla.
Alberto gostou da eficiência do atendimento, da voz que sorria. A esposa faria anos no dia seguinte e a depilação era parte do seu presente.
Cinco minutos antes da hora marcada, Alberto entra na clínica. O ambiente é calmo e acolhedor. Um cheiro suave paira no ar e ouve-se baixinho uma música relaxante. A recepcionista pede-lhe para esperar numa cadeira confortável.
Ele não é lindo de morrer, mas tem imenso charme, um olhar intenso que cativa. Apesar da camisola e das calças de ganga despretensiosas, mantém uma postura formal enquanto folheia o semanário que trouxe consigo.
Pouco depois aparece Carla. Tem certamente menos uma década que ele, um sorriso sempre pronto. Cabelo brilhante, pele clara, ligeiramente maquilhada. Apresenta-se na sua bata branca e fá-lo dirigir-se ao gabinete.
É um espaço simpático. Tem uma secretária de atendimento e uma "marquesa de tortura". Ela diverte-se a chamar-lhe assim na brincadeira, mas já percebeu que alguns clientes levam a piada demasiado a sério.
Ele despe a camisola e senta-se sobre a marquesa, permitindo-lhe que avalie o estado da sua pele e qual a melhor cera a aplicar. Decide-se por cera de chocolate.
A maioria dos clientes da clínica é do sexo feminino. Também tem alguns clientes regulares masculinos, geralmente são desportistas. Muito raramente aparecem homens como aquele que decidem fazer alguma coisa de diferente para mudar o seu aspecto. Mas a pouco e pouco, os homens começam a preocupar-se mais com a sua imagem, principalmente com a chegada do tempo bom para a praia.
Carla começa pelas zonas menos sensíveis e avisa que vai doer. Os homens têm geralmente muito menos tolerância à dor que as mulheres, por isso ela vai com calma.
