sábado, 15 de dezembro de 2007

lembrando Magritte...




Provoca-me!!!

Provoca-me, como nunca me provocaste

Entrega-te aos prazeres, e provoca-me,

Excita-me, deixa-me sentir o teu desejo,

Provoca-me!!!

Entrega-me o teu corpo,

E eu dou-te o meu coração!

Provoca-me!!!

Beija-me o corpo,

Entrego-me a ti!

Provoca-me!!!

As excitações estão ao rubro,

Orgasmos ameaçadores aparecem,

Parecem trovões numa noite de tempestade!

Provoca-me!!!

Vimo-nos em provocações,

Explodimos em prazer!

Vem, e provoca-me!!!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

pequenos prazeres: a directora e o chefe de zona do supermercado

a directora

Há sete anos, inscrevi-me numa loja para um part time para colaborar com uma empresa multinacional do ramo alimentar sem saber bem o que era o trabalho, mas cujos requisitos preenchia.
Uma série de meses depois, quando eu já nem me lembrava do assunto, uma voz feminina muito simpática e eficiente telefonou-me a marcar entrevista. No dia combinado, lá fui, tive de esperar um pouco, estávamos em Junho e o fresco do ar condicionado sabia-me bem. Enquanto esperava, pus-me a ler o livro para disfarçar o nervosismo destas situações, não devia ser grande coisa porque já não me recordo dele. Sei que algum tempo depois a mesma voz que me tinha ligado abordou-me, acompanhada de uns olhos verdes intensos, enormes, hipnotizantes. Como eu gostava de lhe beijar as pálpebras! E os lábios frescos, naturais, sorridentes, feitos para serem beijados… Perguntou-me o nome numa afirmação, ao que eu respondi positivamente, e lá fomos para as entranhas do armazém da loja, aquela parte nunca visitada pelo comum consumidor. Era um cubículo deprimente sem janelas, a sala dos empregados, voltei lá algumas vezes depois, mas nunca teve tanta luz como quando estive lá com ela. Era verdadeiramente uma mulher brilhante! Muito empática e com um ar ultra profissional e competente no seu tailleur verde seco, a condizer com os olhos. A entrevista correu lindamente, tinha sido a primeira escolha dela e não quis entrevistar mais ninguém. Fiquei super contente, o trabalho parecia agradável e a remuneração era bastante simpática, pelo que aceitei logo. Combinámos encontrar-nos na semana seguinte para assinar o contrato e para ela me dar a formação necessária e trabalharmos um pouco em conjunto. Se foi difícil o tempo passar entre o telefonema e a entrevista, ainda mais devagar passou aquela semana, em que eu contava os segundos para a hora exacta. Muito antes do tempo, lá estava eu à espera. Ela apareceu no Audi A6 da empresa, desta vez de t-shirt, calça de ganga e ténis, uma vez que íamos para o terreno, mas nem por isso menos encantadora e apetecível. O trabalho correu lindamente, foi super agradável e interessante. Fiquei a saber que a formação dela era em línguas germânicas e que morava em Sintra. A partir daí, comecei a trabalhar individualmente mas com imensa motivação. Fazia relatórios semanais comparativos, enviava postais de natal e de primavera feitos por mim, convites para festas e tudo o que me passava pela cabeça. O trabalho foi-se estendendo a todo o país, foi criado um departamento próprio na empresa e eu deixei de contactar com ela. Lembro-me que no primeiro Natal, enviaram-me um postal assinado por várias pessoas e com uma mensagem dela onde agradecia "o excelente trabalho realizado". Como fiquei feliz! Falei com ela ao telefone mais uma ou duas vezes, e trocámos alguns mails profissionais. Nunca mais a vi, mas nunca mais esqueci a competência e os olhos dela.


o chefe de zona

Quando eu ia ao sábado à tarde entregar o meu trabalho, por vezes, muito raramente, via um rapaz que eu achava bonito. Nessa altura, escrevi isto sobre ele, para o QJ e para a Quimera:

"Ele deve ter mais ou menos a minha idade, não é muito alto, é magrito, cabelo castanho, olhos azuis. Ele faz-me lembrar alguém, um actor, aquele que fez o Crime do padre Amaro, sabem, o Jorge Corrula. Embora as feições sejam parecidas, ele é muito mais bonito, tem o nariz mais perfeito, um ar frágil que lhe dá imensa piada. Eu acho graça, o que é que querem? Gosto de olhar para ele entre os detergentes, as couves e a roupa, discretamente, sem que ninguém perceba. Deleito-me numa onda de voyeurismo, a ver o que ele está a fazer enquanto finjo indecisão quanto ao arroz a levar.

Creio que a primeira vez que o vi, foi no escritório. Ele não tinha farda vestida, por isso parti do princípio que seria um chefe de zona ou de loja. Depois vi-o num Audi, e confirmei a minha teoria, porque os big bosses andam todos de Audi, quanto maior for o Audi, maior o cargo. O dele é uma carrinha A4.
Se bem que ainda não tenha percebido muito bem o que é que ele é, vejo o que ele faz. E acho-lhe mais piada ainda quando o vejo a supervisionar os legumes, a varrer a secção, ou a limpar as balanças. Achava piada, mesmo que ele fosse feio, porque não é todos os dias que eu vejo um chefe fazer o que ele faz. Hoje estava a ajudar um funcionário a desmanchar caixas de cartão e também já o vi a lavar o chão. A loja hoje estava cheia, princípio do mês, eles fartam-se de vender. Disse boa tarde ao gerente da loja que me costuma entregar o trabalho e a resposta dele foi "Boa tarde? Só se for para si!" Fez-me rir, porque aquilo estava realmente caótico. No meio do caos, lá andava ele, com calças de fato e mangas de camisa arregaçadas, acho-lhe mesmo piada! A dedicação que ele põe no trabalho, sempre muito concentrado… a competência excita-me, sem dúvida."

Vai fazer um ano que deixei de colaborar com a empresa, e consequentemente deixei de lá ir ao sábado e deixei também de voltar a ver este rapazinho tão bonito e tão… tão não para o meu bico!…

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Inquietações do Corpo e da Alma - 3ª Parte

continuação daqui

Como é habitual às quintas-feiras, hoje é a minha ladies night. Vou jantar com as minhas amigas sem os respectivos namorados ou maridos.

Vamos à “tasquinha” do costume. É um lugar simples mas tem umas iguarias divinas e empregados sempre simpáticos.

A Marta não está nos dias dela, mais uma vez discutiu com o marido. Com tanta discórdia não percebo como ainda conseguem viver sob o mesmo tecto. A velha desculpa do filho em comum! No fundo acho que tem medo de recomeçar a sua vida mas seria demasiado doloroso ter que o admitir. Também não serei eu a tocar na ferida.

Todas acabam por se queixar de alguma coisa em relação às suas caras metades. Reparo no ar descontraído da Júlia, a única do grupo que não tem qualquer compromisso. Por momentos invejo a sua independência. Está sozinha mas feliz!

Entretanto saímos para beber um copo num bar que a Júlia sugere. O espaço é amplo mas acolhedor. No balcão está a habitual clientela masculina preparada para o engate. Há um jovem que se destaca no grupo pelo seu corpo nitidamente trabalhado. Cruzámos olhares por instantes mas eu desvio o olhar e dirijo-me para a mesa que as meninas escolheram. Sobre a mesa encontra-se um folheto no qual diz que haverá uma surpresa nesta noite.


Peço um whiskie e deixo-me relaxar recostada no sofá. O corpinho escultural do bar não tira os olhos de mim. Entro no jogo, dá-me gozo sentir que o atraio.

Vou bebericando o meu escocês enquanto brinco com o gelo. Discreta mas propositadamente deixo cair uma gota de bebida sobre o meu peito descoberto. Passo os dedos pela pele em jeito de carícia tentando secar o líquido derramado. Levo a mão até entre os meus seios sobre os quais pende um colar com o qual brinco. Sei que me observa, imagino que por instantes desejou que outro líquido jorrasse sobre o meu peito. Excita-me imaginar o desejo dele!

Entretanto deixo de ver o meu deus grego. Num dos monitores do bar anunciam que já falta pouco para a surpresa da noite. A dois metros da nossa mesa estão a montar um mini-palco sobre o qual deixam apenas uma cadeira. Vinha mesmo a calhar um comediante para nos alegrar a noite.

Fico estupefacta quando após o suspense criado pela música aparece o homem que estivera a seduzir vestido de cowboy. Afinal trata-se de um show de strip!

Começa a dançar ao ritmo envolvente da música. As calças justas deixam antever o deleite que está para vir. O chicote que tem na mão dá-lhe ainda mais virilidade, fazendo-me estremecer a cada movimento de simulação duma chicotada.

Vai-se despindo aos poucos com movimentos que exalam sensualidade. Fica de tronco nu, os seus mamilos destacam-se na pele morena. Dá vontade de os morder…Depois despe as botas, as calças… hummm! Belo rabo que espreita pelas cuecas de fio dental!

Subitamente desce do palco, pega-me pela mão e leva-me para o centro das atenções. Pede-me que me sente na cadeira que jaz sobre o palco e dança para mim. De pernas abertas sobre a cadeira em que estou sentada, insinua o seu sexo na minha direcção. Pega nas minhas mãos e encosta-as ao seu rabo. Dou-lhe uma palmada de mansinho. Tenho vontade que seja o meu cavaleiro, que me cavalgue até á exaustão… Termina esta tortura deliciosa com um suave mas sugestivo deslizar do chicote desde os meus ombros até às minhas coxas. Pega-me novamente pela mão beijando-a encaminha-me para a minha mesa.

Estou a arder de desejo… Afinal, esta noite, foi ele que dominou o jogo de sedução…!

continuação aqui

domingo, 9 de dezembro de 2007

o grande O Lá

Iniciámos a viagem que prometia ser longa e prazerosa.
Começámos devagar, a saborear cada curva, monte e vale sem pressa de chegar.
Tu já tinhas estado e disseste-me como é bom. Foste e voltaste e eu continuei contigo ao meu ritmo.
Demorei a chegar, mas quando assim é, sabe melhor a chegada.
O grande O estava à minha espera, como sempre, de braços abertos.
Nem sempre consigo abraçá-lo, mas desta vez consegui aproximar-me bastante e abracei-o calmamente, sentindo-o percorrer-me o corpo todo a partir do centro, numa explosão de prazer intenso. Não satisfeito, ele quer levar-me ao cume. Estou quase . Aumento o ritmo da caminhada até ficar sem fôlego. Viva, vibrante, revigorada – o meu corpo grita, liberta-me a alma! Ah, que paisagem magnífica! Que viagem maravilhosa! Deixo-me levar pelas ondas que me invadem e levanto voo. É bom demais! É intensa, demorada, deliciosamente violenta esta viagem até .
Fecho os olhos húmidos e deixo-me ir até a energia se esgotar e não ter mais forças, deslizo lentamente até ao chão e peço para me trazeres de volta, aninhada em ti saboreio os sentidos numa suave quietude.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Godiva




















Ela é ímpar. Nasceu em berço de ouro e carrega nos ombros a responsabilidade de continuar o império da família, tarefa que não escolheria se lhe fosse permitida essa opção.
Demasiado rebelde, espírito livre, quase selvagem. Ama a natureza e por ela luta desesperadamente.

Segue a galope no seu cavalo negro e brilhante, por entre as plantações de café, certificando-se de que as regras estão a ser cumpridas.

Cabelos soltos ao vento, calça de ganga justa, camisola de manga comprida com atilhos desapertados à frente revelando os seios livres que galopam ao ritmo do cavalo. Imagina-se uma cowgirl do oeste, uma Robin dos Bosques de Sherwood, uma Amazona justiceira e feroz.

Não tem homem, embora todos lhes caiam aos pés, ela só tem olhos para o Trovão. Quem é que precisa de homem quando tem à sua disposição um puro-sangue daqueles?
O cavalo é um belo animal, inteligente e sensível. Os dois entendem-se na perfeição.

O Trovão é um garanhão. Ela observa-o a cobrir a égua com toda a sua força pujante transformada em mestria instintiva. Observa todos os músculos, todos os movimentos, a rendição e gozo da égua e não deixa de ter uma ponta de inveja do casal.
Equilíbrio, elegância, força e delicadeza. O macho perfeito. Suspira.

Estão a cavalgar os dois, a uma velocidade louca. O Trovão avança pelo prado mais rápido que um relâmpago. O ritmo é repentinamente quebrado e ela é lançada para a frente, rasgando o solo com o seu corpo. É no que dá quando não se usam estribos. Ferimentos graves, clavícula partida. O cavalo magoou-se gravemente numa pata dianteira. O veterinário queria abatê-lo, mas ela não deixa. Contrata a melhor cirurgiã especialista neste tipo de lesões e consegue recuperar o cavalo.

As mazelas físicas de ambos demoram o mesmo tempo a cicatrizar. O cavalo recupera totalmente, mas não a deixa montar. Deixa montar qualquer um, menos a ela. Magoada e frustrada, acaricia o bicho, passa horas a falar com ele, a dizer-lhe que ele não teve culpa, mas ele mostra-se inflexível, já não é o mesmo.

Então ouve finalmente falar de um sujeito que faz milagres com os cavalos, que os entende como ninguém. Contrata-o. Ele leva o cavalo para uma clínica distante à beira-mar. Ele é diferente, não lhe cai aos pés, não se rende à sua beleza. Isso desafia-a. Ela tenta desesperadamente conseguir a sua atenção, mas ele só atenta no cavalo, concentrado e profissional. Ele toca no cavalo como ela gostaria de ser tocada, com suavidade e firmeza, e o cavalo obedece. Juntos dão longos passeios pela areia molhada, ela começa a ter uma certa inveja da relação deles, o cavalo afeiçoa-se ao mestre, ela sente que é ali que ele pertence.

Vão mais uma vez passear na praia, ela a pé, ele montado no cavalo. Ele acha que o animal já está preparado e convida-a a subir para junto dele. O Trovão não se mexe. Ela deixa-se envolver pelo corpo do homem e sabe-lhe bem, sente-se perfeitamente segura e em harmonia. O cavalo tranquiliza-se. O mestre pede-lhe para avançar sem medo e o Trovão dá os primeiros passos nervosos. Ela não cabe em si de excitação! Abraça o pescoço do cavalo, sussurra-lhe à orelha "lindo menino, assim mesmo é que é!" O mestre sorri, mas ela não vê aquele sorriso misto de missão cumprida e desejo. Agora já pode ceder à conquista dela. Segura-a firme e ajuda-a a voltar-se para ele. Ela agradeceu-lhe com um abraço que não deixou espaço para palavras nem dúvidas. Seguiu-se o beijo deliciosamente longo e profundo, há muito aguardado pelos três.

O Trovão juntou-os, e continua a juntá-los. Dão longos passeios na areia molhada da praia deserta, ao sabor da maresia, e fazem amor ao ritmo quente do galope.


inspirado na lenda de Lady Godiva e no livro "O Encantador de Cavalos" de Nicholas Evans
foto: CORBIS

sábado, 1 de dezembro de 2007

Ao Minete


Entre as pernas tenho um segredo
Segredo que quer ser beijado!

Mete a tua boca entre mim

Sinto a tua língua correr
Sinto a tua língua entrar em mim

Corre-a pelo meu segredo
Sinto o teu toque,
Sinto o prazer que me dás
Tocando-me assim de macio

Sinto a força da tua língua
Sinto o calor do teu beijo
No meu segredo

Do meu segredo, vem prazer
Da tua língua vem prazer
Venho-me com prazer na tua boca
Venho-me com loucura
Ao toque da tua língua!