sexta-feira, 30 de novembro de 2007

limiar de excitação



Li neste livro que estuda o comportamento sexual animal e aborda principalmente os humanos, que os machos têm geralmente um limiar de excitação mais baixo que as fêmeas, ou seja, excitam-se mais fácil e rapidamente. Segundo os autores, isto deve-se ao facto de o seu contributo para geração de prole (o esperma) ser muito menor que o da fêmea (ovo ou óvulo). A fêmea geralmente aposta na qualidade e é mais selectiva na escolha do(s) parceiro(s) para gerar a melhor prole. O macho por sua vez, aposta na quantidade, já que não precisa de despender tanta energia para gerar descendência, a estratégia é quantos mais, melhor.

Uma mulher demora cerca de 28 dias a preparar um óvulo para fertilização. Um homem expele cerca de 250 milhões de espermatozóides em cada ejaculação.
Isto leva-me a pensar até que ponto a biologia está enraizada nos nossos comportamentos.
Claro que a contracepção separa definitivamente o sexo da reprodução, e há mulheres que se excitam muito facilmente e homens que demoram mais. Na sociedade actual encontram-se todo o tipo de variantes.

Mas isto parece ser uma boa explicação para certos comportamentos, não achas? Sexo fácil ou luta renhida, hã?

imagem: Egon Schiele

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Sexo Seguro SEMPRE!


Depois de andar há algum tempo a frequentar a blogoesfera, apercebemo-nos dos blogs que falam sobre encontros sexuais e a quantidade astronómica de visitas que têm e não deixamos de pensar sobre a influência que exercem na sociedade. Criámos um blog e parece-nos agora imperativo divulgar a ideia de que fazemos sexo responsável.

Exploremos o conceito: Sexo Seguro não é usar preservativo e rezar para que não rebente. Também pode passar por aí, aliás, é obrigatório quando não se conhece o parceiro, mas não tem de ser assim. Sexo seguro é usar a cabeça (de cima) para tomar atitudes responsáveis em relação ao sexo.
A única forma de evitar descendência indesejada e ser sexualmente saudável é tomando as devidas precauções. E não, não acontece só aos outros, pode acontecer-te a ti se não tiveres cuidado. Ou a mim.
Não nos parece que o risco compense minimamente neste assunto, e não é por falta de informação, é por preguiça de a consultar, por se achar que já se sabe tudo, e por pura burrice que as pessoas se deixam cair no erro.

Sexo não é só penetração, com um pouco de imaginação, pode ser perfeitamente seguro, explorando os sentidos ao máximo, com o máximo prazer.

A sinceridade pode ser a maior aliada do sexo saudável e completamente seguro se for conseguida entre os parceiros, podendo assim ser possível explorar o sexo sem barreiras.

E se houver dúvidas, não custa nada consultar o site ou fazer o teste. Ninguém tem de achar que é por falta de confiança, é por pura segurança de TODOS.

Não se esqueçam. Se conseguirmos seguir as regras, se conseguirmos que alguém pense duas vezes e evite fazer um disparate, vale a pena.

Sexo Seguro. Não é só de vez em quando, é SEMPRE!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

elevate your senses


U2, elevation

Ela diz "Sente-se bem? Calma, o meu namorado é técnico de elevadores e está cá a trabalhar, vou ligar-lhe". E depois de muito procurar na mala, acrescenta "Deixei o telemóvel no carro, carago!" Eu só consegui tirar o telemóvel do casaco e estender-lho, tentando recompor-me. Ela tocou-me na mão e o toque tranquilizou-me. Ligou-lhe e confidenciou-me que veio ter com ele, mas como ele ainda estava a trabalhar, aproveitou para vir ver a vista.
Pouco depois, aparece um rapaz também ele sorridente, pouco mais velho que ela. Assim que o vê, agarra-se ao pescoço dele aos beijos, não me deixando espaço para sair. Fico ali, agora já com um pouco mais de ar, a olhar para os dois apaixonados, a sentir-me a mais. Então ela puxa-o para dentro do elevador, e carrega no botão do rés-do-chão. Continuam aos beijos, e eu nem me mexo, sinto a pulsação acelerar, volto ao meu estado de excitação inicial, tento não fazer barulho sequer a respirar. Ele encosta-a à parede, ela fica ao meu lado, quase a tocar-me. E de repente, olham para mim, sorriem e rodeiam-me. Pensei que estava a alucinar. Toquei-lhes para me certificar que estava mesmo ali, e tudo acontecia muito rápido à medida que o elevador descia, ela chegou-se para mim, e eu paralisei, num misto de apreensão e prazer. Senti o sangue a pulsar nas têmporas, que loucura!
Entretanto o elevador parou. 13º andar – era um homem de meia-idade, desmancha-prazeres. Não sabia se havia de ficar agradecido ou aborrecido, mas ele saiu 3 andares mais abaixo sem me dar tempo para decidir.
Ela olhou-me a escassos centímetros da minha cara, e deu-me um beijo suave nos lábios, conseguiu perceber como estava nervoso e disse baixinho no meu ouvido "não tenhas medo!" num arrepio que senti a percorrer-me o corpo todo. O namorado estava do outro lado, também encostado a mim, olhei para o painel do elevador, faltavam 6 andares para o rés-do-chão. Ele estava demasiado perto de mim, senti falta da minha distância de segurança e as pernas começaram-me a tremer. Ele cheirava bem, um cheiro quente mas leve que transparecia confiança. Nunca senti um homem assim tão perto. Ela deu-me a mão e disse: "adorava ver-vos beijarem-se!" Ele sorriu, somos mais ou menos da mesma altura, ele é um pouco mais magro que eu. Num impulso de loucura, acedi ao pedido dela e beijei-lhe os lábios. Ela abraçou-nos visivelmente excitada, e voltou a beijá-lo, a beijar-me. Dessa vez dançou com a minha língua, numa maciez tenra, rodeada por nós dois. Senti o corpo dela a pressionar o meu, senti o namorado a fazer o mesmo. A boca dele é maior, mais áspera, senti-lhe a barba de dois dias a arranhar-me a pele, mas soube surpreendentemente bem, a aspereza e a maciez dos dois combina num equilíbrio perfeito.
O elevador parou. Sem dizer uma palavra, ela sorriu e levou o indicador aos lábios, piscando-me o olho.
Demorei uns segundos a recompor-me, a sair do elevador. Pouco depois, encontrei a minha namorada, quis fazer-me a surpresa e veio ter comigo. Abraçou-me num sorriso e deu-me o beijo doce e terno do costume, que eu retribui com fervor. Reparou na gravata desalinhada: "Então, a apresentação correu bem? Estás estranho, tiveste algum ataque claustrofóbico ou quê?!" Senti o sangue afluir-me à face. "Está tudo bem, muito pelo contrário, acho que me curei da fobia!"
Quando ela pegou no telemóvel para ver as horas, lembrei-me que a rapariga tinha ficado com o meu e pedi-lho emprestado para lhe ligar…15º andar. Detestava elevadores, mas a empresa com a qual eu colaboro pediu-me para fazer uma proposta para uma cadeia de hotéis de luxo e lá fui eu. Como era pertinho da cidade do meu amor, aproveitei para combinar um encontro.
15 andares não dá mesmo para ir pelas escadas, ainda para mais com duas pastas carregadas de tralha.
Um cubículo de pouco mais de 2 metros quadrados a subir a uma altura de 45 metros, não me inspirava muita confiança, mas aproveitei que não ia ninguém a subir para ter o espaço só para mim é lá fui.

Na volta, ainda pensei em ir pelas escadas agora que estava mais leve, mas como estava ligeiramente atrasado e ansioso para me encontrar com o meu amor, que já devia estar à espera, resolvi descer de elevador, sem ninguém à vista para me acompanhar.
No interior do cubículo, o cartaz publicitário do hotel mostrava uma flor exótica em tons de rosa e um slogan sugestivo "elevate your senses". Comentei com os meus botões que era mesmo disso que estava a precisar…

As portas do elevador estavam a começar a fechar quando reparei nela, e instintivamente voltei a abri-las. Extremamente jovem, com um aspecto muito simpático, uma visão maravilhosa. Trazia umas calças de ganga, um top castanho justo e um sorriso divinal. Ela reparou no elevador e precipitou-se para o seu interior, para perto de mim. "Boa tarde!" exclamou ela, quase a cantar, notei-lhe um ligeiro sotaque nortenho que lhe dava ainda mais encanto. Ficou virada de costas para mim, deixando-me apreciá-las livremente, nuas até onde o top de alças e o cabelo apanhado me deixavam ver, tocando-a com o olhar, contornando a silhueta, sentindo-a respirar, imaginando-a completamente nua, percorrendo as costas pelo centro, as covinhas da bacia, as nádegas…
Fechei os olhos, ela exalava um perfume floral muito leve que deixou completamente rendido. Comecei a sentir o sangue a descer, a falta de espaço dentro das calças. Controla-te, pensei, isso é quase pedofilia… mas qual quê, as minhas cabeças fervilhavam. Sei que pareço mais novo do que o que sou, mas ela tinha mais de 10 anos de diferença de mim.
Isto não demorou mais que dois segundos, o elevador fechou a porta, mas nem se mexeu. Ela voltou a tocar no botão e nada. Tentou abrir a porta e nada. "Oh-oh… respira fundo, contém-te". Comecei nervosamente a carregar nos botões todos e nada. Sentia-me apertado, com falta de ar, a transpirar, "isto não é bom", pensei, enquanto desapertava a gravata.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ao broche


Nesses lábios doces e macios,
Cor-de-rosa e carnudos gosto de beijar

Sentir esses lábios carnudos no meu sexo
Sentir o prazer que eles me dão
Quando eles chupam o meu pau teso
E com tesão eu fico somente ao fechar os olhos
E sentir esses lábios quentes, e húmidos
A chupar-me.
Engoles o máximo que podes,
Lambes-me

Sinto a tua mão a acariciar-me enquanto chupas
Chupa, engole, lambe

Fazes-me estremecer

Mais, excitas-me cada vez mais
Cada vez que a tua boca num vai e vai
Se roça no meu pau

Esses lábios carnudos, cor-de-rosa
Roçando-se no meu pau teso e excitado
Sinto o teu aumento de ritmo
Sinto a minha excitação aumentar

Venho-me na tua boca,
Sinto os teus lábios roçarem-se no meu pau
Agora mais calmo,

Beijas-me o meu pau

Beijas-me a minha boca

Os teus lábios quentes e carnudos
Rosa excitados

Quentes e doces

Delicia-me…

PROVOCA-ME!!!

domingo, 25 de novembro de 2007

O Quarto Elemento... outras perspectivas - 4ª parte

Um pôr-do-sol, é sempre um pôr-do-sol, mas com a companhia certa é delicioso. Quem me acompanhava neste pôr-do-sol era quem eu mais queria ter para partilhar aquele momento diariamente único.

Ali estávamos, depois de um pôr-do-sol misturado com um belo mergulho (fresquito) e um encontro de corpos que nos aqueceu o corpo e a alma. O mergulho acendeu-nos o desejo tal como um isqueiro acende um rastilho, neste crepúsculo dos deuses que era só nosso…

(…)

Bip, bip, bip bip… os sons inconfundíveis dos nossos telemóveis. Tanto eu como ela recebemos uma mensagem escrita, simples e directa:

“Venham ter rapidamente connosco”

Era da nossa amiga, questionamo-nos se estaria a correr alguma coisa mal. Ela apenas pedia que fossemos ter com eles… Podia ser um pouco mais esclarecedora afinal tem, pelo menos, 160 caracteres para uma mensagem e não paga mais por isso (tinha uma amiga que achava que quanto mais escrevesse mais pagava…)

Apressamo-nos em ir embora; o que valeu é que quando recebemos a mensagem já nos tínhamos vestido…

Fomos um pouco a pisar o pé no acelerador, pois a preocupação era alguma…

Chegámos… as luzes estavam acesas, o carro estava lá, mas o que se passaria… Irra! Não comi, tenho fome, e estes metem-se com invenções de mandar mensagens sem justificação nenhuma, espero pelo menos que haja uma boa causa para isto tudo…!

Entramos, meio a resmungar, meio esfomeado, com cara de mau pergunto o que se passava, se havia algum problema…

Afinal não era nada! Estavam ambos com um daqueles sorrisos idiotas que vai de orelha a orelha. Pareciam-me bem, muito bem, eu é que estava com fome e não tinha ainda percebido porque é que estava ali.

Lá foram dizendo, que tínhamos sido uns queridos em termos preparado aquela surpresa, estava tudo tão bom, mas nós sozinhos não iríamos dar conta da comida, e vocês também têm de jantar, portanto e sem mais discussões… vamos comer! Ainda tentamos protestar mas a fome venceu-nos e ficamos e fomos todos para a mesa jantar.

(…)

O jantar iniciou-se, prolongou-se e terminou de forma muito agradável. Além disso o nosso repasto estava excelente.

Enquanto comia e conversava dava para ir analisando quem me rodeava, principalmente os nossos convidados especiais. Ela, eu já conhecia, mas estava calma, serena, tinha o seu perfume habitual, agradável um ligeiro cheiro a limão, mas fresco, radiava uma alegria que fazia tempo que não lhe via, era bom vê-la assim.

Comíamos com vontade, e bebia-se um bom vinho tinto.

Ele, era a primeira vez que o via, o contacto anterior não foi mais que umas conversas no MSN, umas trocas de e-mails e uns telefonemas. Também ele me parecia calmo e sereno, emanava uma certa tranquilidade muito própria que tenho algumas dificuldades em descrever.

Entretemo-nos a conversar entre café e chás pós refeição e um belo digestivo que encontrei escondido numa prateleira do armário da cozinha.

Ali ficámos à conversa um bom bocado. Aproveitámos para nos conhecer melhor, ou seja, para conhecer o nosso convidado melhor.

Senti-me muito bem naquele grupo, parecia que estávamos feitos uns para os outros, completávamo-nos uns aos outros nas conversas. Firmou-se ali uma cumplicidade muito pacífica, realmente tínhamos encontrado um amigo especial para a nossa amiga.

Mas a noite era deles e não nossa, pois era isso o planeado, discretamente despedimo-nos deles com um até amanhã, e não saímos propriamente de casa, mas fomos para o nosso cantinho deixando-lhes a casa toda só para eles. Como os quartos tinham casa de banho, a possibilidade de nos cruzarmos era remota, portanto, embora estivéssemos na mesma casa, na prática era como estivéssemos cada casal numa casa separada…

Entramos no nosso cantinho e já meios de espírito quente de excitação, trocávamos carinhos, carícias, beijos, toques, e outros mais actos excitantíssimos entre nós, quando começamos a ouvir uns ruídos estranhos, que de estranhos não tinham nada, eram uns gemidos leves, mas tensos de excitação, começávamo-nos a aperceber que o nosso casalinho convidado, afinal estava a entender-se muito bem, ouvia-se, quase que se sentia a excitação do casal no quarto ao lado.

Da nossa perda de excitação, com o quase susto do barulho dos nossos vizinhos excitados, logo recuperámos não só porque os nossos corpos quentes e excitados que de pouca ajudam precisavam. Tínhamos ali ao nosso lado dois amante que, embora não víssemos, ouvíamos e imaginávamos. A nossa imaginação voava com o que eles poderiam estar a fazer… Novamente totalmente excitados como uns voyeurs voltamos ao nosso leito e amansamos a nossa excitação até que acabamos por adormecer, sem roupa, pois a noite estava quente, agarrados um ao outro. Assim acordamos no outro dia.

Tomámos banho (juntos) soube bem sentir umas mãos firmes a percorrem o meu corpo, o duche soube bem…

Descemos para tomar o pequeno-almoço, voltamo-nos a encontrar todos…

Bons-dias, para aqui e para ali, algumas piscadelas de olhos entre todos, um sorriso de orelha a orelha, havia em todos nós uma empatia extraordinária, um sentimento de confiança, tomamos o pequeno-almoço, ficamos por ali a “vegetar” durante a manhã (não percebo como é que acordamos todos mais ou menos à mesma hora e até relativamente cedo) aproveitamos para conversar um pouco… sobre a noite anterior… (do jantar…!) e planos futuros…

Chegou-se à conclusão que e por motivos de férias já marcadas de uns e trabalho por outros, a próxima vez que nos podíamos encontrar todos juntos (ficaram alguns almoços combinados individualmente, chegou-se à conclusão que era impossível juntarmo-nos os quatro antes do final do ano) iríamos fazer a passagem de ano juntos… Tínhamos tempo para planear e escolher o sítio para nos encontrarmos e divertirmo-nos todos juntos numa excelente passagem de ano…

(…)

O tempo passa depressa…

Já falta pouco para a passagem de ano!

1ª Parte


2ª Parte


3ª Parte

Imagem retirada de Geographicae

no canto do teu Sorriso


Olho-te, vejo-te a sorrir. Um esboço de sorriso.
Ah, que fiz eu para merecer tamanha oferta?
Essa dádiva convida-me ao deleite que é beijar-te.
Percorro-te os lábios primeiro com o olhar,
Depois com a língua, devagar.
Demoro-me nos cantos do teu sorriso.
Abro-te os lábios com a língua e passeio-me por eles.
Lábios nos lábios, língua na língua,
a beijar, a morder sem magoar.
Assim ficamos, deleitando-nos, a explorar
cada recanto das nossas bocas.


inspirado na ideia do "cantinho do sorriso" do Neptun'nus

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Sem sentido(s)…

Aconchego-me no sofá e fecho os olhos. Oiço uma música que fala de amor mas esse ser não habita em mim. Enfrento a dura constatação de não amar, de não sentir…

Já amei um dia, um amor que me traiu. Já me apaixonei vezes sem conta para depois cair na desilusão e no desencanto.

Pobre coração mutilado que já não consegues voar sobre os vales dos sentidos… Estás preso, fechado em ti mesmo, acorrentado por laços de frustração e dor!

Entrego-me ao prazer do momento, procuro reconfortar-me nos braços de alguém mas a minha alma continua vazia.

Depois de amar, de me sentir plena de paixão, sentir-me privada dessa condição, conduz-me inevitavelmente à aniquilação de uma parte de mim. O meu ser consumiu-se no mesmo fogo em que arderam os meus amores. Resta a cinza que sufoca o meu coração, último vestígio do ser que fui outrora…!


Massagens a 4 mãos - a mim

Chegou a minha vez, nesta altura já estou completamente aquecida. Deito-me de costas, eles desapertam-me o soutien e puxam-me a tanga para fora do corpo, sabe bem estar deitada a descansar depois de tanta actividade. Escolho também o óleo de arnica. Pegam-me nos pés, estão doridos de terem passado a noite anterior de saltos, peço para darem especial atenção ao dedo mais pequenino. Fecho os olhos para sentir melhor. Sabe meeeesmo bem. Solto alguns gemidos de prazer quando me pressionam a planta do pé, que bem que sabe! Calcanhares, tornozelos, ummmmm… Pernas, o mesmo que lhes fiz. Chegam ao cimo da coxa e eu começo instintivamente a empinar o rabo, a convidá-los a entrar. Ele aceita o meu convite. Ui, é tão bom! Nádegas-virilhas, virilhas-nádegas. Que trajecto delicioso! Sinto-os subir para as costas, e é muito bom, eles massajam em ritmo vigoroso, sem dó nem piedade, sabe bem! Ombros, pescoço, viro-me.
E recomeça: pés, canelas, joelhos, coxas, ai, coxas… virilhas… ummmm tão bom! Vou rodando a cabeça contra o colchão, sabe-me bem massajar assim o couro cabeludo. Eu gemo, suspiro, encorajo… e tenho o que peço. Barriga, peito, peito, peito, peitooooooo. Maravilha! Só faltam os ombros e o pescoço, tal como eles sento-me e desfruto. Mãos fantásticas, quatro, pele com pele, a deslizar ao sabor do óleo essencial… dedos, toque, forte, lindo, sorriso, beijo, amor…até o sono nos oferecer generosamente o descanso merecido.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Inquietações do Corpo e da Alma - 2ª Parte

continuação daqui
Já estou atrasada para o trabalho, é hoje que o meu chefe me despede! Abro a porta do escritório e encontro-o lá dentro. “ Bom dia Lara! Apresento-lhe o nosso novo colaborador, Sérgio Andrade. Como o escritório dele ainda está em obras, ele terá que trabalhar nesta sala por uns tempos.”

Não acredito, acabou-se o pouco sossego que me restava! Disfarço o meu descontentamento com uma conversa de circunstância. Depois do meu chefe sair sento-me na minha secretária. Tento trabalhar mas aquela nova presença perturba-me. Dou comigo a observá-lo. Devemos ter aproximadamente a mesma idade. Espero que esse factor ajude a criar um bom ambiente de trabalho porque senão, com a falta de paciência que eu ando, não teremos uma convivência saudável.

Tenho muito trabalho pendente, por isso a manhã passa num ápice. Ao contrário do que esperava, o novo colega não me incomodou muito. Quando saímos para o almoço ele pergunta-me se conheço um restaurante acessível nas redondezas. Digo-lhe que o único que conheço é o que eu costumo ir e que se quiser pode fazer-me companhia. Ele aceita o convite.

O restaurante está mais calmo do que é costume. Foi fácil arranjar uma mesa ao pé da janela. Sentámo-nos frente a frente. Reparo nos seus olhos cor de azeitona, na delicadeza das suas feições e gestos. Uma presença realmente agradável!

Decorrida a hora de almoço voltámos ao escritório. Ele tem algumas dúvidas relativamente ao nosso programa informático. Debruço-me sobre a sua secretária para o ajudar e sinto a envolvência do seu cheiro. Hugo Boss - Baldessarini…este perfume deixa qualquer mulher maluca! Por um instante sinto vontade de lhe morder o pescoço. Vem-me à cabeça que o Carlos não haveria de achar graça nenhuma a estes impulsos.


Saio para fumar um cigarro na varanda. Divago nos meus pensamentos e sou invadida pela melancolia. Questiono-me sobre as minhas escolhas, o meu percurso. Tento, em vão, perceber o que quero afinal da vida…!
continuação aqui

Bocadinho de Paixão #4


acordar meia hora mais cedo e ficar no quentinho a pensar em ti!