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2 men wrestling by PIB
sou só eu ou a diferença entre lutar e foder pode ser bastante ténue? |
Tenho um fornecedor de longa data com o qual tenho vindo a estreitar relações comerciais por uma questão estratégica. Ele não é o cúmulo da competência, é um pouco trapalhão desorganizado, baldas e tangas, o que já me causou bastante stress por não cumprir prazos e perder negócios por falta de resposta atempada. Mas o trabalho dele tem bastante qualidade e bom preço, e é por isso que mantemos a relação, apesar de ainda termos muitas arestas a limar. Ele às vezes tira-me do sério, vem-me com muita lata e desculpas esfarrapadas e eu começo a mandar vir e ele está sempre na boa, a minimizar conflitos. Um dia destes, numa das nossas conversas, reparei o quanto ele é fisicamente interessante e não consegui evitar que a minha imaginação me levasse até um filme bdsm. Ele é grande e robusto,
acabadinho de chegar ao clube dos quarenta, um olhar intenso, penetrante, umas
mãos enormes, proporcionais ao corpo. Tem um arzinho sexy que eu creio que o
salva em muitas situações. Imaginei-me a castigá-lo por ser tão insubordinado,
com chibata de couro, a montá-lo e a chamar-lhe “you naughty, naughty boy!”, enquanto o fazia relinchar a cada chibatada… ai…
Tenho um
cliente bastante interessante, com quem mantenho uma relação
profissional muito produtiva. Muito elegante, educado, simpático, um esbanjador
de charme. Tem uma voz… grave, quente, suave e aveludada… uma excelente voz
para um anúncio a chocolate quente, daquele cremoso, ou um bom locutor de rádio, daqueles
programas pela noite dentro. Mesmo ao telefone às vezes consegue arrepiar-me.
Encantador, cuidado, uns olhos claros magnéticos, sempre a prender os meus, uma pele
suave, impecavelmente barbeada. É daquelas pessoas sem idade definida, não é novo, nem velho. Acho-lhe piada porque vejo-o algumas vezes
atrapalhado com algumas situações, mas tem humildade suficiente para assumir
o que não domina e pede ajuda. Enfim, um exemplo de cliente para quem é um
prazer trabalhar. Claro que também faço os meus filmes e sonho com ele, uma
cena bem suave, um roçar de corpos eletrizante, uma dança exploratória… ai…
Uma vez estávamos
numa reunião os três e mais uma vez, voltei aos meus filmes. Desta vez eu
estava fora de cena e deixei os dois num palco de luxúria, enquanto assistia de
camarote e binóculos.
Um é casadíssimo e
pai de filhos, o outro tem filhos e é divorciadíssimo, mas tem namorada. Mais
hetero é difícil, se bem que já apanhei alguns comentários que me surpreenderam
de ambas as partes, ou então sou só eu a desejar.
O atrapalhado e o trapalhão, mas que bela combinação! Vou-me entretendo comigo até que me convidem para o palco,
onde ficamos juntinhos, numa bela sanduíche em que sou o recheio e depois
alternamos.
Mas os meus filmes
servem apenas para tornar o mundo real mais colorido. Mantenho sempre a minha
máscara profissional, sorridente e cordial, aparentemente imperturbável e absolutamente
eficaz. Trabalho é trabalho, fantasias são... isso mesmo :)