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terça-feira, 29 de outubro de 2013

grokking* the pole

Texto inspirado no livro Conscientização escrito e oferecido pelo Ulisses

"Por una cabeza" de Carlos Gardel intrepretado por Brest Chamber Orchestra

Andreia estava a treinar no varão ao som do tango e mostrava a Céu um movimento inventado a partir de algo que tinha visto num vídeo. Céu aplaudiu e mostrou-lhe no outro varão como poderia utilizar a gramática da dança, fazendo a ligação com outros movimentos. Andreia incorporou ambos e continuou a construir frases de movimento ao som do tango, despiu o top e parou abruptamente, em jeito de pergunta. Céu sorriu, percebeu a conversa que ela queria ter e respondeu à provocação com a mesma linguagem. Tomou-lhe o varão e construiu metáforas ondulando-se ao ritmo da música, deixando cair a camisola e revelando a exclamação do seu peito, à desgarrada. Andreia riu, gostou da resposta dela, mas está de calças justas de algodão e não consegue descortinar uma forma elegante de as despir ao mesmo tempo que desafia a gravidade, pelo que as despe encostada ao varão, fazendo-as deslizar devagar pelas pernas sem as fletir, encaixando o varão entre as nádegas e descendo-o de seguida pelo meio das costas. Céu pega numa das rosas vermelhas da jarra e coloca-a na boca. Espera que Andreia termine a descida e aproveita uma perna fletida e um ombro para trepar por ela acima. Seguindo o ritmo da música, mostra-lhe como despir os calções com uma mão, enquanto a outra segura o varão nas alturas e fica lá em cima, de cabeça para baixo. Andreia olha para cima boquiaberta, mas não dá o braço a torcer, faz-se ao varão com um pino, segura-se pelas pernas, ergue o tronco até encontrar-lhe a boca de pernas para o ar e beija-a devagar, roubando-lhe a flor. Percorre-lhe com a rosa o rosto e o peito, segue até ao umbigo, até o corpo lhe suplicar para que o livre da tanga. Termina assim o tango e a tanga. Estão ambas nuas, entrelaçadas uma na outra, com a verticalidade inabalável do varão pelo meio. Os movimentos sucederam-se espontâneos e fluidos, ora muito lentos, ora muito rápidos, com todas as cambiantes de velocidade que o tango exige. Não são precisas palavras, apenas gestos. Sabiam ambas onde iriam chegar, faltando apenas saber como. 
As pulsações estão aceleradas, elas fazem aquilo tudo e até parece que não custa nada, mas é um esforço físico tremendo, horas e horas de treino, muita dor para chegar ao topo. Não será apenas por isso que pulsam tão rápido, nunca estiveram assim, tão nuas, tão próximas uma da outra. O suor escorre-lhes pelos corpos torneados e fá-los brilhar, realçando as formas e os músculos que se movimentam ao ritmo acelerado da respiração. Tocam-se em mútua exploração. Humedecem e aquecem o varão apertado entre as coxas e começam a escorregar devagar, abraçadas num beijo quente, ou melhor, são muitos pequenos beijos que parecem um, com as línguas dançantes lá pelo meio, entrando e saindo da boca, explorando lábios, ombros, pescoços, orelhas, mamilos e arredores. Luxúria pura. Céu posiciona-se de cabeça para baixo e procura o sexo de Andreia, enquanto esta faz o mesmo. repetem o que fizeram na boca, só que estas bocas são maiores, permitem uma exploração mais ampla, nariz e queixo também participam, até ficarem húmidos e brilhantes, lambuzados, a escorrer de prazer. Os sexos latejam, os membros tremem até à vertigem do limite das forças. Andreia solta Céu e escorregam ambas pelo varão lubrificado até ao chão. 

Esfregam-se, penetram-se, amam-se, entregam-se à inevitabilidade do clímax e assim continuam até a inquietação ficar quieta. É a consequência lógica dos acontecimentos, agora já sabem o como e não têm dúvidas quanto ao porquê.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

swingin' (in the rain) parte 40

continuação daqui | início


No dia combinado para comemoração do aniversário da Musa, a Yin não se estava a sentir muito bem com dores de estômago e o Yang anestesiava uma dor de dentes com álcool, mas não queriam faltar. O Yang tinha feito mousse de chocolate, a sua famosa mousse que sabíamos que a Musa estava doidinha por experimentar, mas como o seu Guardião não queria ir lá a casa, resolvemos fazer-lhe uma surpresa e levar a mousse até ela. Para além disso, tínhamos comprado um pingalim para lhe oferecer e a Yin esmerou-se a fazer-lhe um embrulho à altura, como aliás é hábito dela, com fita preta e prateada e papel celofane a condizer. Depois de ela tomar medicação para acalmar o estômago, lá rumámos ao clube.
Chegámos antes dos Embaixadores, combinámos com os Doces encontrar-nos por lá e chegámos ao mesmo tempo. Eles já tinham ido lá parar há algum tempo atrás, mas como não estavam registados, não os tinham deixado entrar. Agora como estavam inscritos no site e avisámos com antecedência, não houve problema.
A festa, tal como a Musa havia pedido, era inspirada no Coyote Bar, pelo que haveria muitos cowboys e cowgirls. Nós levámos apenas um chapéu alusivo ao tema, que fomos dividindo pelos dois. A Yin tinha um cinto entrançado de penas nas pontas e foi perdendo-as ao longo da noite. Começámos a fazer as devidas apresentações, a mostrar-lhes o espaço, enquanto eles nos contavam as suas aventuras por outro clube.
Os embaixadores chegaram algum tempo depois. Estava frio, não convidava a mergulhos, por isso mantivémo-nos no interior. Demos a prenda à aniversariante, que pareceu ter gostado bastante e não se fez rogada em começar a utilizar. Andou a distribuir pingalinadas e deu uma no rabo do porteiro que ressoou nos nossos ouvidos, de tão bem dada que foi.
Fomos para a pista de dança assistir a alguns espetáculos de strip. Primeiro uma cow girl com uma curtíssima mini-saia de pele de vaca malhada que andava a distribuir goles de bebida. Não chegou a despir a saia e tinha uma tanga por baixo. Depois o Dono do Pedaço fez-se ao varão e às duas aniversariantes. tinha um certo arzinho de frete, mas portou-se como um profissional e mostrou tudo o que tinha para mostrar quando tirou as calças coladas com velcro de um só gesto e deixou as meninas tocarem-lhe onde quisessem. Por vezes, consegue ser bastante sensual.


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quinta-feira, 14 de março de 2013

uma noite erótica (parte II)


texto por PinhalMancontinuação daqui

O enorme quarto tinha uma ténue iluminação, em tons de vermelho, oriunda principalmente das mesas-de-cabeceira. Espalhadas pelo chão do quarto, haviam também bastantes velas, que emanavam um suave mas interessante odor a cereja. Ainda no chão, e desde o ponto onde ela se encontrava, tinha sido colocado um encantador trilho de pétalas vermelhas, que seguiam um trajecto ondulante até uma cadeira no centro do quarto, e desde aí até à enorme cama. Aqui, sobre os lençóis brancos, estava desenhado um grande coração, preenchido também com pétalas vermelhas, e no seu centro, um outro mais pequeno, com pétalas de um tom mais claro. Cor-de-rosa suave talvez, ou mesmo brancas. 
Na cadeira, provocadoramente despido de roupas à excepção de uma pouco inocente gravata, mas numa pose pouco reveladora, encontrava-se Miguel, expectante pela reacção da jovem beldade ao cenário por si montado.
Carla seguiu pelo trilho de pétalas, pisando-as cuidadosamente com os sensuais sapatos de salto stiletto, até chegar bem perto da cadeira. As notas e o ritmo da música enchiam o ambiente, como que a convidando descaradamente a presentear Miguel com um sensual Striptease. Era sem dúvida uma jogada arriscada da parte deste, pois é sabido que deve partir da Mulher a iniciativa de querer brindar o seu parceiro com uma actuação tão ousada. Mas Carla adorava ser desafiada… E Miguel já tinha percebido isso… 
Num acto romântico, ele revelou uma rosa vermelha, que ofereceu a Carla. Esta aceitou-a, com um sorriso, e perguntou-lhe: 
- O que é que tu queres?... 
- O que tu me quiseres dar. Nada mais do que isso… 
- Olha que depois tens que te aguentar à bronca! 
- E eu aguento… 
- Tens a certeza? 
- Tenho… – Arriscou ele. 
Naquele curto momento de impasse, a música desapareceu num fadeout… 
De repente, a doce voz de Michael Bublé surgiu por entre um fundo de cordas, soltando 
as palavras “Birds flying high, you know how I feel”… 



Era o catalizador que Carla precisava… O timbre do Canadiano arrancou-lhe desde logo 
um sorriso maroto, e à medida que os vocábulos eram derramados, surgiu-lhe uma enorme vontade de baixar a alça direita do vestido. Os olhares não descolavam, e nenhum dos dois se permitia sequer a pestanejar. Era como se uma batalha pelo controlo do Universo estivesse prestes a começar! 

Ao escutar “…It’s a new dawn…”, Carla deixou cair a rosa a seus pés. A sua mão esquerda deslizou sobre o ombro direito e a alça descaiu no braço. 
Quando o contrabaixo surgiu a marcar o ritmo, foi inevitável o acelerar das batidas dos 
corações de ambos. 
A anca de Carla começou a seguir a cadência da música de uma forma infernalmente 
provocante. 
Havia voltado as costas a Miguel que se encontrava absolutamente fascinado, enquanto 
a segunda alça também era arrastada pelo braço esquerdo. O vestido desceu vagarosamente até à cintura, impulsionado sensualmente pelos dedos de Carla. 
Ela virou-se por momentos, revelando o atraente rendilhado do seu soutien preto. 
Aproximou-o descaradamente da cara de Miguel, deixando-o a morder os seus próprios 
lábios. 
Depois girou de novo, sempre numa dança ritmada. O vestido continuou o seu caminho, 
descendo pelo fabuloso corpo da jovem e revelando o cinto de ligas e o sensual fio 
dental que desaparecia por entre as suas nádegas. 
No resto do trajecto descendente do vestido, Carla foi flectindo as pernas, mantendo o 
tronco direito e o ritmo da música na anca. 
O vestido caiu finalmente no chão, sobre o manto de pétalas. Ela retirou os pés de 
dentro da circunferência que o mesmo desenhava, afastando um pouco as pernas. 
Vergou o corpo para o apanhar, espetando descaradamente o traseiro na direcção de 
Miguel e, sempre sincronizada com a cadência da melodia, endireitou-se e atirou-o para 
longe, num gesto brusco mas que conteve uma bela carga erótica. 
Carla olhou por cima do ombro, só para confirmar que Miguel se encontrava a apreciar 
o espectáculo. Sorriu ao atestar que só lhe faltava um pouco baba para perder por 
completo a compostura. 
Ele estava extasiado pela divina imagem que lhe entrava pelos olhos: Os saltos altos 
sublinhavam a elegância das pernas, cobertas por umas sensuais meias escuras, 
semi-transparentes, encimadas por um cativante trabalhado de renda, preso pelas ligas 
que as uniam ao cinto. O fio dental e o soutien eram as restantes peças que restavam no 
corpo de Carla. Certamente ficariam para o final da actuação. 
As molas que ligavam as meias ao cinto foram soltas, e este começou lentamente a ser 
puxado para baixo pelos polegares de Carla. Ela foi curvando as costas aos poucos, 
fazendo questão de manter as pernas esticadas e os seus glúteos bem pertinho da cara de 
Miguel. A sua anca mantinha um delicioso rebolar, quase enlouquecedor. Miguel era um cavalheiro, de facto. Ardia em vontade de lhe tocar, mas nem por um instante ousou arriscar uma atitude que pudesse pôr em causa o resto da fantástica representação. 
Quando o cinto chegou ao chão, os peitos de Carla quase que estavam colados aos seus 
joelhos, numa fantástica demonstração da sua elasticidade. Ela tirou o cinto, rodou o 
corpo e atirou-o a Miguel, que o recebeu com um sorriso aberto. 
Carla aproximou-se e curvou o corpo sobre ele, aproximando os seus lustrosos lábios 
dos dele e, pousando as mãos sobre os joelhos, afastou-lhe descaradamente as pernas, 
revelando uma brutal erecção. 
- Olha quem acordou! – Brincou ela. 
Miguel não conseguiu evitar que surgisse um rubor no seu rosto, como se se sentisse 
envergonhado. 
- Não tenhas vergonha, meu lindo… Agora já é tarde demais para isso! – Disse, enquanto soltava uma piscadela de olho. 
De seguida, pegou na gravata e segredou: 
- Gostei deste pormenor… Mas mais tarde, vais ficar tão quente, que nem esta peça vais 
querer sobre o teu corpo – Gracejou. 
Então, puxando o artefacto com suavidade mas de um modo convicto, ordenou: 
- Anda daí! Preciso dessa cadeira, agora… 
Miguel obedeceu e deixou-se guiar através do manto vermelho, até aos pés da cama. 
Então, Carla fê-lo sentar, apontou-lhe o indicador direito e rematou com um sorriso: 
- Fica aí quietinho a apreciar… 
 continua...

quarta-feira, 6 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 14

continuação daqui | início

Voltaram para o lounge, os quartos já não tinham muito que ver, já tinha passado o reboliço, estava tudo a descansar, calma e silenciosamente. Falávamos com os embaixadores e o casalinho estreante, trocávamos ideias sobre as nossas experiências. O Guardião e a sua Musa estão perfeitamente à vontade naquele habitat, têm uma regra simples: só se envolvem sexualmente com casais quando ambos lhes agradam. Ele é hetero, ela  é bi, mas diz que só se envolve com mulheres em contexto de casal em situações muito próprias. Nós compreendemos a dieta deles e reconhecemos que a nossa é diferente, mais variada. Fizemos percursos bem diferentes e aprendemos bastante com isso, continuamos a aprender.  A Yin estava a explicar à Musa como se relacionava sexualmente com mulheres quando o Guardião acordou e perguntou se ela já tinha beijado alguma “não leste esta história desde o ínicio”, pensou. E começou a explicar as diferenças, que todos os beijos são diferentes independentemente de serem trocados entre mulheres ou homens e que só houve um que não gostou particularmente. O Guardião quis saber pormenores, ela tentou explicar-lhe que houve falta de coordenação, como numa dança, como num idioma em que os pares não se entendem, e que o facto de sentir um sabor intenso a tabaco também não ajudou. “Beija-me lá para ver se gostas” - disparou ele de repente. Ela não estava nada à espera, ele insistiu, ela ficou sem jeito, escondeu-se atrás de uma almofada, disse-lhe que não. “Porquê? É porque fumo?” voltou a insistir, os outros riam, mas ela voltou a dizer que não, já tinha beijado outros fumadores e gostado, o sabor a tabaco não era tão intenso, não gostava era de sentir que estava a lamber um cinzeiro. Ele continuou a insistir madrugada fora, mas ela não cedeu.
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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

swingin' (in the rain) parte 12

continuação daqui | início

Após a ida ao clube, continuámos a trocar ideias com os nossos “amigos embaixadores” e ficámos a saber que saímos antes da verdadeira acção começar. Garantimos que para a próxima, haveríamos de ficar até ao fim. 
Fizemos várias tentativas de nos voltarmos a aproximar dos nossos “amigos curiosos” e também convidámos os T para jantar várias vezes, mas por alguma incompatibilidade de horários, não conseguimos estar com ninguém. Se há casal com quem sabemos que existe alguma compatibilidade física que gostaríamos de explorar novamente, são os curiosos, mas parece-nos que tão cedo não se voltará a repetir, se é que alguma vez voltará a acontecer. No que depender de nós, estamos disponíveis, mas enfim, o que será, será.
Depois de algum tempo, pensámos em voltar ao mesmo clube, escolhemos uma data em que sabíamos que os embaixadores Musa e seu Guardião estariam por lá. Era noite de sushi. Somos apreciadores desta iguaria japonesa, mais a Yin que o Yang, e o cartaz era sugestivo: pensámos em belos corpos a servir de prato, a manter os rolos de arroz quentes e o interior fresco, como é suposto. Mas sobretudo, pensámos em reencontrar o mesmo ambiente que nos agradou da primeira vez que lá fomos. 

Confirmámos a ida, avisámos os embaixadores e sem combinar, chegámos ao mesmo tempo. O simpático porteiro (desta vez vestido normalmente) indicou-nos o estacionamento. Trouxeram outro casal com eles, primeira vez num clube, ainda sem nick, virgenzinhos nestas andanças. Já conhecíamos os cantos à casa, pelo que não seguimos com eles para a visita guiada, aproveitámos para escolher sítio no lounge, uma vez que ainda era cedo e havia pouca gente. Os casais seguem a mesma regra dos bares e discotecas e chegam tarde, mas antes da pista abrir (por volta da 1h) sabe bem ficar nos sofás na palheta. A Yin aproveitou para degustar o sushi. Quando regressaram, convidaram-nos para visitar a piscina no exterior, e como ainda não conhecíamos o espaço, lá fomos. Altas parties de bikini (ou até talvez sem roupa) passaram-nos pela cabeça. O “Dono do Pedaço” (da outra vez não tínhamos tido oportunidade de falar, apenas de o ver de capa vermelha e cuecas a pôr música e a animar o pessoal) falou-nos em tardes de churrasco para amigos à beira da piscina e a Musa revelou que já ali tinha tomado banho nua, acompanhada pelos habitués. Sim senhor, tratam-se bem. A Yin já se tinha questionado sobre se haveria ligação entre piscina e sexo, mas por muito boa ideia que lhe parecesse, a possibilidade de haver outros nadadores microscópicos lá pelo meio não lhe pareceu muito apelativa, mas a Musa tranquilizou-a, dizendo que não havia sexo na piscina. A simples ideia de poder nadar sem roupa já era suficientemente atrativa.
Voltámos para dentro, a Yin ficou ao lado da moça do novo casal e enrolaram-se as duas numa conversa bastante absorvente sobre leituras e escritas que as alheou bastante do resto do grupo, só terminou com a sugestão de irmos espreitar a pista de dança. O novo casal fez-nos lembrar os apresentadores de um daqueles programas de vídeos - ele é bastante alto e ela baixinha, criando um divertido contraste. Existe entre eles uma química muito boa, sempre a picar com um sentido de humor apurado e inteligente. Ela mexia-se na pista de forma descontraída, apesar de não gostarmos da música, esforçámo-nos por dialogar através dos movimentos, reconhecendo que não somos grandes bailarinos, procuramos apenas divertir-nos. O Yang incentivou a Yin a dançar com a outra menina, mas a música não estava a ajudar e ela ficou sem jeito. Ficámos até o fumo começar a saturar o ar e resolvemos ir para cima, mas voltámos pouco depois. A Yin começou a aquecer e resolveu tirar a camisola. Algum pessoal começou a incentivar o strip, ela entrou na brincadeira, despindo-se lentamente, fazendo girar a camisola no ar, para logo a seguir se retrair, revelando um top semi-transparente que brilhava com a luz ultra-violeta, criando sombras e reflexos reveladores de formas. Por indicação do Yang, a Musa ainda pensou despir-lhe o top, mas ela não quis. É capaz de jogar raquetes sem roupa numa praia de nudistas, mas não é capaz de tirar um top e ficar em soutien num bar swinger... talvez seja uma questão de tempo. Ela diz que na praia ninguém liga, mas não gosta de atrair atenções ali, não sabe como lidar com isso. Por enquanto...
Pouco depois, voltámos para cima e desta vez, convidámos o casalinho das alturas contrastantes para vir connosco. Eles aceitaram e conversámos os quatro sobre os nossos desejos e experiências. Eles tinham estado com um casal e tinham ideias diferentes sobre a ocorrência. Ela não gostou, ele gostou. Descreveram cada um em alturas diferentes o que se passou e a Yin perguntou se não teria havido uma ponta de ciúme da parte dela e a expressão dele iluminou-se como se tivéssemos descoberto a pólvora. Ela não desmentiu a possibilidade, mas também não confirmou. É complicado quando se tem muitas expectativas, fazê-las cumprir de forma a não nos desiludirmos.
Os Embaixadores vieram juntar-se a nós e o Guardião pergunta à Yin se vai escrever sobre esta noite. Ela diz que não sabe, a verdade é que achava que não tinha acontecido ainda nada digno de ser escrito, mas ele estava empenhado em dar-lhe que escrever. “Já foste espreitar os quartos?” Ele sabia da vontade dela, já lhe tinha revelado o seu espírito de voyeur, só precisava de um pretexto, um incentivo. “Queres ir comigo ver?”


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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

swingin' (in the rain) parte 11

continuação daqui | início

O Yang estava com imenso tesão a ver as meninas brincarem ao sexo oral com os meninos e comentou com a Yin, mas ela não estava interessada em ser macaquinha de imitação, se há coisa que preza é a originalidade, além de que não se sentia suficientemente à vontade para ser exibicionista, preferia o papel de voyeur. Para fazer uma coisa bem feita, necessitava de concentração e mais privacidade. Entretanto começam os espectáculos, que segundo a publicidade, prometiam sexo explícito. Estávamos no canto oposto aos varões, que foi o local escolhido para o show, havia muita gente à frente, a Yin pôs-se em cima de um banco para ver melhor, mas pareceu-lhe tudo muito fraquinho. Os corpos eram interessantes, como convém, mas as simulações de foda deixavam bastante a desejar. Achámos muito mais interessante o comboio de corpos serpenteantes em redor dos varões, formado pelos clientes, parecia algo verdadeiramente espontâneo, se bem que não nos juntámos, a Yin gosta de saber quem toca e quem a toca e o Yang... estava mas interessado em enfiar as mãos por tudo o que era sítio no corpo dela. Não parava de a provocar, e muito discretamente, decidirmos fazer o nosso próprio espectáculo. O Yang percorria o corpo da Yin, com beijos e carícias, enquanto nos movíamos ao ritmo da música. Desvia o tecido rendado do peito e sorve-lhe os mamilos na boca. Ela desce discretamente as mãos e apalpa-lhe vigorosamente o rabo, depois vira-se e roça as nádegas no sexo dele e sente-o crescer. Enfia a mão nos boxers para o sentir bem duro e estimula-o ainda mais, discretamente, enquanto dança com um ar de cabra dissimulada. Beijamo-nos com ardor, brincamos com a chibata. A temperatura dos corpos aumenta bastante, apetece ao Yang continuar, a Yin acha que não é o local indicado para ir mais longe, apesar de ter visto um casal encostado à parede a tentar a penetração.
O que viemos ver estava visto e o que viemos fazer estava feito. No dia seguinte haveria caminhada de manhã cedo e a madrugada já ia adiantada, pelo que era chegada a hora de ir embora.



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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

swingin' (in the rain) parte 10

continuação daqui | início

Não foi difícil dar com o sítio, apesar de ser bastante inacessível, é necessário subir, subir, subir até lá chegar. Apesar de ser noite cerrada, adivinhava-se uma bela paisagem daquela altitude. Deparámo-nos com uma vivenda de dimensões generosas, na entrada algumas pessoas vestidas normalmente, mas o porteiro denunciava o que se passaria lá dentro, pois debaixo da gabardina espreitavam um peito depilado e uns boxers. Não fosse a simpatia e pareceria um daqueles prevertidos que andam pelos jardins a mostrar as pendurezas. Uma mulher jovem e bonita mostrou-nos o espaço. Uma área lounge com lareira e sofás confortáveis garantiam que ninguém teria frio. As pessoas pareceram-nos demasiado vestidas. Havia bastantes quartos, alguns com portas, outros sem, bastante espaçosos e aquecidos. Havia também casas de banho com bom aspecto e limpas. Descemos e encontrámos mais quartos, uma sala sado-maso com uma jaula, uma cruz de Santo André (tradução baunilha: um X na parede onde se amarram as pessoas que querem levar de tau-tau) uma cadeira multi-posições e uma cadeira baloiçante que a Yin fez questão de experimentar e não achou muito prática. Levou a chibata, just in case... O piso inferior tinha também uma sala ampla, ainda vazia, com dois varões e bolas de espelho - a pista de dança, com um aspecto normalíssimo e área considerável (tendo em conta as dos outros clubes a que fomos).
Voltámos acima e tratámos de nos despir num dos quartos. Após a espera no bengaleiro, regressámos ao lounge. A música era ambiente e não estorvava a conversa. Os sofás estavam todos ocupados, pelo que nos sentámos numa espécie de muro que separava o bar dos sofás. Era uma superfície de pedra e estava gelada, mas nada que não aquecesse com o calor do corpo. A Yin pediu o seu já habitual creme de whisky e passado pouco tempo, fomos para uma mesa alta. Não tardou muito até que nos vieram abordar. Era um casal com quem já nos tínhamos cruzado. O Yang achou simpático da parte deles terem vindo ter connosco, a Yin ainda está a remoer o facto de eles nos terem deixado pendurados certa vez porque encontraram uns amigos e decidiram ir embora com eles antes de nós chegarmos. Não era coisa que fizessemos, mas cada qual tem a sua maneira de funcionar e há que respeitar as prioridades. Pode dizer-se que ficaram apresentados. Junto com esse casal estava outro, que conhecemos do site e entendemos como uma espécie de embaixadores do espaço. Muito simpáticos, fizeram-nos sentir em casa. Tivemos oportunidade de trocar ideias sobre algumas partes desta história que temos vindo a publicar no site e eles são das poucas pessoas que comentaram. São também dos poucos que mantêm actividade regular. Esta ideia de haver verdadeiros casais swingers a fazer relações públicas nos bares pareceu-nos bastante inteligente e funcionou perfeitamente connosco. Facilitou imenso termos tido algum contacto virtual com eles, conhecermo-lhes os gostos e os amigos, ajuda a quebrar o gelo. Frio foi coisa que não sentimos. As pessoas respeitaram o dress code e havia alguma sintonia, alguns corpos bonitos, outros nem por isso, mas completamente à vontade. A Yin estava com algum receio de parecer vulgar com a sua fatiota, mas sentiu-se perfeitamente integrada. O Yang, passado algum tempo, tirou a máscara, tal como a maior parte das pessoas, e a t-shirt também. A Yin fez questão de manter a máscara, era o seu reduto de conforto.
Quando fomos para a pista, o espaço já estava bastante composto e não se pode dizer que houvesse demasiadas pessoas, o calor humano e a sensualidade dos corpos dançantes mantinha o espaço quente e o nível de fumo era suportável. Encontrámos um casal com quem a Yin tinha estado a falar antes de irmos mas não nos deram grande troco, talvez por já estarem com mais gente. Não voltámos a falar com eles, apesar de nos cruzarmos algumas vezes. Havia imensos corpos bonitos e apetecíveis, mas sem grande margem para abordagem, com o barulho das luzes, nem os nomes se percebiam. Cada vez se torna mais claro que é muito mais interessante conhecer as pessoas pela cabeça e depois ver se o corpo interessa. Mantivemo-nos no nosso canto, a dançar e a observar o que se passava à nossa volta. Ao contrário de uma disco normal, a (maior parte da) música era dançável e não havia os habituais gajos colados ao bar, toda a gente dançava e parecia divertir-se a olhar ou a provocar olhares, exibicionistas e voyeurs interagiam no seu habitat em perfeito equilíbrio. Do nosso cantinho víamos os dois casais que vieram ter connosco a conviverem saudavelmente, meninas com meninos, meninas com meninas, nada de meninos com meninos. Um deles comentou connosco numa altura em que as meninas se estavam a entender: “olha para aquilo, o que é que um gajo há-de fazer?” A Yin respondeu “Ver?” Ainda pensou acrescentar “fazer o mesmo entre os homens?” Sim, isso teria-lhe dado um certo gozo extra ver, mas ela sabia perfeitamente que eles eram todos hetero e que esse tipo de surpresas estariam fora de questão, além de que entre o barulho das luzes e a falta de interesse, ele não iria ouvir nada.



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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

swingin' (in the rain) parte 8

continuação daqui |início

O sítio era discreto, uma vivenda adaptada. A recepção, os mesmos labirintos, mas maior, com menos cortinados que no outro bar, camas com lençois pretos. Fizemos uma visita guiada, já havia casais nos quartos, fizeram questão de nos mostrar isso, mas não era algo que estivéssemos a pensar fazer. Uma pequena pista de dança com varão, uma parte exterior agradável, com uma espécie de pseudo-piscina sem água. O casal modelo ainda não tinha chegado, mas não tardou muito até o Yang os encontrar, o que não era difícil, destacavam-se pela altura, apesar do sítio estar a abarrotar. Abancámos lá fora, apesar da temperatura estar um pouco baixa, a conversa era animada e juntou-se um grupo simpático para trocar ideias.
Às tantas o Yang trouxe a prática de nudismo para a conversa e o elemento masculino do casal modelo (Tboy) disse que não se sentiria bem numa praia dessas porque tinha receio de ficar excitado e embaraçado. A Yin disse que é raro ver isso, que de qualquer das formas é uma coisa natural e deve ser encarada como tal, que ela própria já sentiu uns calores e nada como o mar para acalmar. Mas na praia que costumamos frequentar o que há mais são homens. Giros e gay, mas homens. Ele sussurra-lhe que é bi e ela quase se engasga com a bebida. Não é que não soubesse disso, simplesmente é tão invulgar que se esqueceu completamente. E perdeu assim uma bela oportunidade de ficar calada.
Fomos circulando, entrando e saindo, a música da pista não era má de todo, ficámos um pouco com o casal modelo, às tantas o Tboy rouba o top ao seu par (Tgirl), revelando as suas magníficas mamas. O Yang entusiasma-se e começa a beijar a Yin, encosta-a contra a parede, baixa-lhe o top revelando uma mama cujo mamilo rapidamente desaparece dentro da boca dele. Ela é apanhada de surpresa, sabe-lhe bem, mas sente-se demasiado quente, exposta, e trava o apetite dele para ir apanhar ar lá fora. Por esta altura, o tabaco pesava no ar, ardia nos olhos e tornava-se difícil respirar, ainda mais para quem não fuma. Lá fora encontrámos o casalinho com quem tínhamos estado. A F sentada, de perna traçada, mostrava a tentadora renda da meia de liga. Estavam mais outros dois casais, um deles mais velhos e desinibidos, com quem já tínhamos trocado umas ideias no site. O outro, claramente à caça. Trocámos algumas ideias sobre o que se tinha passado entre nós e  pouco depois, desapareceram com o casalinho de curiosos com quem tínhamos estado.
Ficámos ainda um pouco mais cá fora, estava frio, mas sabia bem o ar respirável. Entretanto chegou o casal modelo e trocámos algumas confidências. A Tgirl não parecia muito à vontade com isso, estava desconfortável porque tinha frio e o seu par é um desbocado. Mas nós achamos-lhe piada, gostamos muito de trocar ideias com eles. Encontrámos umas mantas e por ali ficámos um bocado, até voltarmos novamente para dentro. No bar, falávamos sobre a transsexualidade da Tgril e o Tboy comentou connosco se acreditávamos que era possível existir um membro masculino naquelas calças tão justas. Eram realmente calças coladas ao corpo, que lhe ficavam a matar. E de repente, pede à Yin para lhe tocar, ao que o seu par protesta, com algum embaraço. A Yin tem curiosidade, mas é incapaz de avançar sem a autorização dela, que após alguma relutância, a dá. E deixa ficar lá a mão durante um bocado, a sentir-lhe o sexo arrumadinho.
Pouco depois, encontrámos os dois casalinhos esbaforidos, com ar de quem tinha ido experimentar os colchões. Reconhecemos o outro casal do site, ficámos a saber que profissionalmente trabalham na mesma área do Yang, mas creio que é só mesmo isso que temos em comum. Eles são predarores experientes, autênticas aves de rapina. Ao pé deles somos apenas... gaivotas juvenis.
A noite já estava no fim, quase a dizer olá ao dia e era hora de irmos. Demos boleia ao casal modelo que nos ofereceu o pequeno almoço (de salientar a broa acabadinha de fazer que a Yin saboreou com imenso deleite) e assistimos com eles ao nascer do dia, antes de seguirmos para casa. 

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

o Prazer de Raquetar na praia

Na infância e na adolescência, praia era sempre sinónimo de banhos de mar e jogos na areia sem parar. Uma bola e (pelo menos) um par de raquetas eram parte integrante do equipamento indispensável para passar um bom dia na época balnear. Chateava toda a gente para jogar, ou melhor, as pessoas que eu sabia que jogavam bem (nunca a minha mãe) e mesmo quando não conseguia convencer alguém, jogava só comigo, batendo a bola, alternadamente de um lado e do outro da raqueta, batendo com força, até ao pôr-do-sol, de modo a elevá-la bem alto e ter mais tempo para me deslocar e voltar a bater.
Na areia molhada da maré vazia era muito bom de jogar, porque a bola ressalta, dando mais uma oportunidade ao que, na areia seca, seria uma bola perdida. O que eu curtia! ágil e leve, brincadeira de crianças, alternava o tempo entre mergulhos e raquetadas, nunca parava.
Com o passar do tempo, fui deixando de ter companhia para jogar e comecei a preferir fazer coisas mais calmas na praia, como caminhar à beira-mar, ler ou simplesmente dormir de papo para o ar, a adorar o sol. Mas um destes dias, lembrei-me de voltar a levar o velhinho par de raquetas para a praia. E não me arrependi. Diverti-me como dantes, entre risos e gargalhadas, a desafiar o meu par. Uma coisa que eu notei, é que não estou tão em forma como dantes. Raquetar a sério cansa! No dia a seguir, doía-me os ante-braços e as coxas. Aquilo costumava ser mais fácil. Às tantas tive de parar porque o suor me escorria para os olhos, apesar das minhas fartas sobrancelhas, e limpá-lo à toalha. Mas continua a dar o mesmo gozo! E é apenas uma questão de treino, como andar de bicicleta faz doer as nádegas e depois passa com a continuação.
A ver se consigo explicar a piada das raquetes a quem nunca a achou. É de certeza o mesmo instinto, o mesmo prazer irracional que leva um cão a correr atrás de uma bola. Ao contrário do ténis, em que o objetivo é pôr a bola no chão adversário, na praia o que importa é manter a bola no ar. É um diálogo, uma dança entre a bola e a(s) pessoa(s) que a joga(m). Pode ser preciso como um relógio suíço; pode ser inconstante, intempestivo como um barco em mar alto. O que importa é manter a bola no ar, custe o que custar.
 Lembro-me de pensar algumas vezes como seria o sexo com a pessoa que estava a jogar comigo. Será que existe alguma relação entre a performance com a raqueta e a performance com o sexo? Será que uma pessoa que salta para chegar mais alto, que se joga no chão para apanhar aquela bola mais baixa, usa o mesmo empenho na cama para satisfazer o/a parceiro/a? Não reuni ainda dados suficientes para chegar a alguma conclusão. Mas o que importa mesmo é a sensação, aquele triunfo de cada vez que se consegue bater uma bola, principalmente as difíceis, aquelas que parecia mesmo que não ia conseguir apanhar...

sábado, 25 de fevereiro de 2012

man on man: fornecedor e cliente

2 men wrestling by PIB
sou só eu ou a diferença entre lutar e foder pode ser bastante ténue?

Tenho um fornecedor de longa data com o qual tenho vindo a estreitar relações comerciais por uma questão estratégica. Ele não é o cúmulo da competência, é um pouco trapalhão desorganizado, baldas e tangas, o que já me causou bastante stress por não cumprir prazos e perder negócios por falta de resposta atempada. Mas o trabalho dele tem bastante qualidade e bom preço, e é por isso que mantemos a relação, apesar de ainda termos muitas arestas a limar. Ele às vezes tira-me do sério, vem-me com muita lata e desculpas esfarrapadas e eu começo a mandar vir e ele está sempre na boa, a minimizar conflitos. Um dia destes, numa das nossas conversas, reparei o quanto ele é fisicamente interessante e não consegui evitar que a minha imaginação me levasse até um filme bdsm. Ele é grande e robusto, acabadinho de chegar ao clube dos quarenta, um olhar intenso, penetrante, umas mãos enormes, proporcionais ao corpo. Tem um arzinho sexy que eu creio que o salva em muitas situações. Imaginei-me a castigá-lo por ser tão insubordinado, com chibata de couro, a montá-lo e a chamar-lhe “you naughty, naughty boy!”, enquanto o fazia relinchar a cada chibatada… ai…

Tenho um cliente bastante interessante, com quem mantenho uma relação profissional muito produtiva. Muito elegante, educado, simpático, um esbanjador de charme. Tem uma voz… grave, quente, suave e aveludada… uma excelente voz para um anúncio a chocolate quente, daquele cremoso, ou um bom locutor de rádio, daqueles programas pela noite dentro. Mesmo ao telefone às vezes consegue arrepiar-me. Encantador, cuidado, uns olhos claros magnéticos, sempre a prender os meus, uma pele suave, impecavelmente barbeada. É daquelas pessoas sem idade definida, não é novo, nem velho. Acho-lhe piada porque vejo-o algumas vezes atrapalhado com algumas situações, mas tem humildade suficiente para assumir o que não domina e pede ajuda. Enfim, um exemplo de cliente para quem é um prazer trabalhar. Claro que também faço os meus filmes e sonho com ele, uma cena bem suave, um roçar de corpos eletrizante, uma dança exploratória… ai…

Uma vez estávamos numa reunião os três e mais uma vez, voltei aos meus filmes. Desta vez eu estava fora de cena e deixei os dois num palco de luxúria, enquanto assistia de camarote e binóculos.

Um é casadíssimo e pai de filhos, o outro tem filhos e é divorciadíssimo, mas tem namorada. Mais hetero é difícil, se bem que já apanhei alguns comentários que me surpreenderam de ambas as partes, ou então sou só eu a desejar.

O atrapalhado e o trapalhão, mas que bela combinação! Vou-me entretendo comigo até que me convidem para o palco, onde ficamos juntinhos, numa bela sanduíche em que sou o recheio e depois alternamos.

Mas os meus filmes servem apenas para tornar o mundo real mais colorido. Mantenho sempre a minha máscara profissional, sorridente e cordial, aparentemente imperturbável e absolutamente eficaz. Trabalho é trabalho, fantasias são... isso mesmo :)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

chuva miúda

foto: rain drops on pine tree por Desert Nana

Era uma daquelas noites estupidamente quentes de verão em que o calor convidava a insónia. O ar dentro de casa estava saturado e irrespirável, a arder-me no corpo. Levantei-me e fui espreitar lá fora. Estava bem mais fresco, temperatura agradável, a brisa quente do sul fazia-se notar, mas abafada por uma humidade persistente. Fui andando até ao caminho de terra batida, pelos trilhos do pinhal, a sentir a humidade transformar-se em chuva miúda. Uma chuvinha molha-tolos, desprovida das memórias de Inverno, ainda a aprender a chover. Soube bem senti-la na cara, cheirá-la na terra. Mesmo estando com medo de chover, assentava a poeira e libertava o aroma dos pinheiros, tornava tudo mais fresco e intenso.
Continuei o meu passeio sem ver nem ouvir vivalma, apenas alguns cães a ladrar longe, um carro a passar na estrada principal, até que avistei duas pessoas aproximarem-se da clareira onde estava. Instintivamente, escondi-me atrás de um arbusto seco, que me permitiu continuar a ver a movimentação do casal. Sim, consegui aperceber-me, apesar da pouca luz, que se tratava de homem e mulher, ouvia-os falar e rir, tornou-se óbvio o que iriam ali fazer.
Abraçaram-se e beijaram-se com urgência, contra um pinheiro. Ele acariciava-a por cima da roupa, até ela despir a túnica num só gesto, revelando o corpo alvo, nu. Atirou a túnica para o chão, ajoelhou-se nela e começou a abrir-lhe as calças, numa lenta tortura. Mamou-o com ternura, até ele pedir que parasse. Ela obedeceu e colocou-se de gatas, convidando-o a entrar.
Ele penetrou-a devagar, numa estocada prolongada, que a fez suspirar um gemido. Foram aumentando o ritmo, embalados por ela e eu assistia ao baloiçar hipnótico das suas mamas. Brilhava-lhe o luar na pele branca, reflectido pela chuva. Ele era mais escuro, mais peludo, mexia-se com vigor dentro dela, conseguia sentir-lhe o vibrar da carne cada vez mais forte.
Intumesci. O tesão era respirável, embriagante, contagiante. A minha pulsação acelerava com a deles e esforcei-me para não fazer nenhum som que me denunciasse. Queria juntar-me a eles, mas sabia que se os surpreendesse, só iria conseguir assustá-los e cortar-lhes o tesão. Dominando a vontade, mantive-me no meu canto, a observar, enquanto me ia tocando. E assisti atentamente ao desenrolar do querer, por entre gemidos e suspiros, na dança da chuva aprendiz que apaziguava o calor estival humedecendo ainda mais os corpos.
Voltaram a vestir-se entre sorrisos cúmplices e seguiram caminho. Respirei fundo. Tirei a t-shirt, estendi-a no chão, deitei-me. Fiz-me vir e finalmente adormeci.

sábado, 30 de julho de 2011

carpe somnium [15]

continuação daqui | início

Avanço para a Ângela. Começo devagar, a minha boca perde-se nos lábios, nas mamas dela, nas axilas, no interior dos braços, faço-lhe cócegas com a língua e mordo suavemente a lateral do tronco, até ela fechar os olhos e rir. Contorno as pernas, subo até ao interior das coxas e por lá me deixo ficar até ela suspirar… lindíssima. Beijo-lhe a barriguinha e vou rodeando o umbigo até sentir-lhe o arrepio. Lambuzo-lhe as virilhas com a língua toda até à entrada do rabo e seguro-lhe as nádegas, até ela me pedir para entrar. Mergulho assim devagarinho, roço a face, o nariz, os lábios nas suas profundezas. Tão macia… carnuda, camurça molhada e quente, a deslizar por entre os meus dedos. Beijo-lhe todos os lábios, como se de uma boca se tratasse, e enterro a minha língua na maciez do seu interior. Ela beija-me, ora com uma, ora com a outra boca, sorvo o sabor húmido do desejo, doce e salgado. Aperto o segredo dela com pequenas dentadas, mordo os lábios borboleta, esfrego a minha boca, o meu queixo, a minha língua, com força, em sintonia com o ritmo da respiração. As minhas mãos passeiam-se pelo corpo dela, apertam-lhe as mamas, as nádegas e todas as suas partes redondas e carnudas, esgueiram-se para dentro dela e iniciam o vaivém da loucura.
Ela começa a puxar-me o cabelo com força, que embora seja curto, ainda aleija:
- Au! – e viro-me para vocês:
- Agora percebo porque é que rapam o cabelo…
- Cala-te, não pares! – diz ela com aquela expressão de quase lá.
Continuo e ela geme… sim, consigo ouvir a sinfonia que o corpo dela orquestra, que maravilha! E dança na minha boca, enquanto a sinto toda, a transpirar prazer. O sexo vibra, explode e brilha sob a minha boca, puxa-me o cabelo, prende-me, aperta-me e eu liberto-a.
The sweetest thing… Há melhor? O mundo era com toda a certeza um sítio melhor se as pessoas praticassem mais sexo oral. Começo a lamber o cão man e convido o meu amor a juntar-se a nós:
- Vá lá, não dizias que não queres morrer estúpido, tens aqui a tua oportunidade! - e para minha GRANDE surpresa, ele aceita, e o outro não recusa. Oh, que bem que sabe partilhar o menino do cão com o meu amor! Beijamo-nos na glande, salivamo-lo de alto abaixo, engolimo-lo alternadamente e mordiscamos. Depois trocamos. Eu já nem estou a ver bem, por mais que eu saiba que não passa de um sonho, é demasiado real, demasiado palpável, demasiado bom! Depois percebo que estou a mais e afasto-me, com muita dificuldade em respirar, e fico a ver como se desenrascam. Sinto o corpo todo a tremer, o chão, as paredes, parece um terramoto. Agarro-me à Ângela e fico juntinho a ela, só para os contemplar. Finalmente fazem uma homenagem ao número do andar onde estivemos! Mas é claro que querem os dois ficar por cima, ficam um bocado a rebolar, o que me deixa ainda mais em brasa, a contorcer-me toda, até que decidem ficar de lado. Muito democrático, sim senhor, I love it! Não se bebem um ao outro, claro que não, onde é que já se viu macho hetero beber outro macho? Mas adorei o progresso.

continua aqui

quarta-feira, 8 de junho de 2011

* Dança XVII: symmetry projects


"The Symmetry Project" por Jess Curtis/Gravity
Coreografado e interpretado por Maria Francesca Scaroni e Jess Curtis
Vídeo por Regina Teichs
Música de Klaus Janek

quarta-feira, 16 de março de 2011

diálogos

Texto e foto por Pink Poison

Não me perguntes porquê: imagino-te com umas Dockers azuis escuras e uma camisa azul clara de mangas dobradas… Imagino-te a abrires-me a porta de uma casa e ficares a rir e a chorar ao mesmo tempo, são muitas emoções e tu sabes, SE NÃO SABIAS, FICAS A SABER AGORA: ao pé de mim, podes ser tudo o que quiseres à hora que quiseres… Abraço-te a afago-te no meu peito (ok, aguenta-te) e choras, choras talvez a bola de sofrimento que tens dentro de ti.
Sorrateiramente, tiro da minha mala um bombom da caixa que havia trazido e depois de ter deixado todas as tuas lágrimas correrem, mando-te fechar os olhos:
“Confias em mim?”
“Ai… o que me vais fazer?”
“Coisa linda, confia em mim…”
Ponho um bombom na boca e dou-to à tua boca. Sorris e mastigas ao mesmo tempo e assim se afastou o desabafo das lágrimas… Volto a abraçar-te mas desta vez :”Olha, as tuas mamas são um encosto do melhor” enquanto eu replico:”São tuas”…
Sinto-me a levitar quando fecho os olhos e te aperto bem forte, e tiro-te a camisa para fora das calças… Lá vou eu sentir as tuas costas, enquanto uma das minhas pernas roça a parte interior nas tuas, o que já dá um tesão do caraças…
“Ai estas mamas…”
“Quais? Estas?” E pego na tua mão e ponho-ta em cima da minha mama, respiras fundo e começas a desabotoar-me a camisa para descobrires tudo, (entretanto, tanto um, como o outro, começa a sentir o tesão bem forte), ao mesmo tempo eu sussuro-te ao ouvido: “Estou cheia de tesão, mexes nelas como eu gosto… “ E gemo… (ah, pois, eu gemo muito)…
Puxei por ti e fomos para um quarto… fiz-te uma massagem nas costas, beijei-te as orelhas enquanto te dizia: “A tua puta está a ficar com mais e mais tesão… tens que resolver esse problema”… Viras-te para cima como se a massagem não te tivesse relaxado em nada e voltas a lamber, chupar e amassar as minhas mamas, tinhas uma mão em cada uma e, do nada, eu venho-me… Estou molhada, estou com tesão e desejo-te. Dispo-te e faço-te um broche mas antes beijo-te o interior das coxas, lambo-te os tomates e o caralho desde a base até à cabeça e faço o que mais gosto durante um bom tempo: Tenho um caralho na boca… Enquanto isso ouço e sinto o teu prazer, avisas que te vais vir, e eu preparo-me para engolir aquele jacto quente. Saboreio tudo e rio-me. Rio-me porque finalmente tinha conhecido o teu corpo, o teu cheiro, e estavas despenteado por causa dos amassos… Fazemos uma pausa… E, quanto falamos e falamos, eu digo:
“Apetece-me foder-te”
“E se for eu a foder-te?”, dizes tu.
“Olha o atrevido”
Pegas em mim pela cintura e viras-me no sofá da sala, baixas-me as calças e cuecas ao mesmo tempo…
“Não quero cona, importas-te?”
“Não coisa linda, quero-te em todos os buracos”
Entras no meu cú, devagar, quando me sentes relaxada e a ir contra o teu corpo, percebes que me podes enrabar como foder uma cona, eu gemia, eu vinha-me e a minha cona pingava, enquanto eu te pedia para enrabares a tua puta como se não houvesse amanhã… Esporras-me o cú… e cais para o sofá ao lado…
Levanto-me e como um bombom, vou tomar um duche quente e tu segues-me, relaxamos no duche e mais uns momentos de tró-ló-ló, quero saber como és, como são os, como te sentes, como está a “passa seca”, conto-te que também eu já sofri mesmo muito como tu, falamos de coisas divertidas, do teu desporto, do meu desporto, rimo-nos e abraçamo-nos…
Os abraços silenciosos são tramados.
“Coisa linda, a minha cona está a dizer …”
“Só se te comer em todas as posições que eu quiser”
“Aceito”
Fodemos tanto e tantas horas, de quatro, vim-me, pedi para me dares umas valentes palmadas e deste, percebias que eu era doida na cama, montei-te e gemia, vinha-me várias vezes no meio disto tudo…
“Não estou a conseguir aguentar mais…”
E eu para te atrasar, comecei a perguntar-te a tabuada…
Vieste-te depois de termos fodido em todas as posições, tinha parecido uma dança tal era o entendimento do outro quando queria mudar de posição…
Lá fomos para o duche e desta vez, eu quis lavar-te…
Quando eu saí, estavas na cama a olhar para a janela, sentei-me a olhar fixamente para ti e emocionei-me. Com as lágrimas nos olhos, disse:
..., tu também és tudo. Tu és um espectáculo, nunca te disseram?”
Tu ris e dizes que não é assim.
“Isso cabe-me a mim julgar. Tenho fome”
Fomos a um McDrive e ficamos horas no carro a conversar, entre mimos e gargalhadas, ambos nos sentíamos um do outro… O dia nasceu e fomos cada um para sua casa…
Quando é a próxima?


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

* Dança XVI: tango a três!




Porque Tango nunca é demais... aqui está ele reinventado, mas mantendo a sua essência.
Baseado numa história real (e com o Banderas como actor principal) o filme é inspirador, faz uma excelente fusão das tradicionais danças de salão com ritmos e sons contemporâneos e esta cena é por demais original, surpreendente, provocante!

Gracias Nina! ;)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

* Dança XV: Ballet contemporâneo


Crépuscule des océans — séquence d'extraits from L E M M on Vimeo.


Verdadeiramente exploratório, parecem crianças em corpos de adultos, a experimentar o toque com total controlo do movimento e expressão corporal...

ao som de Sonatas Para Piano, de Beethoven

Mais:
La pudeur des icebergs
e Amour, acide et noix

Gracias Fabulastic!