A apresentar mensagens correspondentes à consulta * dança ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta * dança ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Dança XXIV: apneia subaquática



"Elle ne filme que sous l'eau. Julie Gautier, réalisatrice immergée, signe un nouveau film, "Ama", dédié à toutes les femmes : "J’ai voulu mettre dans ce film ma plus grande douleur en ce monde. Pour qu’elle ne soit pas trop crue je l’ai enrobée de grâce. Pour qu’elle ne soit pas trop lourde je l’ai plongée dans l’eau." Découvrez un extrait de deux minutes dans cette vidéo, et retrouvez le film en intégralité sur sa chaîne Viméo "Les films engloutis".

A Água permite uma diferente gramática do movimento. A dança é quase um voo, um poema fluído.
Sublime.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Dança XXIII: enciclopédia do movimento corporal

Erik Satie's "Gymnopedie No. 1" by Fabio D'Andrea

Coreógrafa e bailarina: Teneisha Bonner


A Dança reflete a Música, num controlo perfeito do movimento do corpo, sincronizado com o som. Expressa emoções com linguagem própria, gramática e sintaxe, frases com conjugações verbais e motoras, numa composição harmónica e sotaque peculiar. Gostei!

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

* Dança XXII: sensorial sevensome


Sense8, S01E06-Demons
Música: Fat Boy Slim Ft. Macy Gray, Demons

É uma dança, só pode. 
Uma orgia sensorial. 
Tão, tão... Uaaaaaau!
Quem me dera estar lá no meio... 
no entrelaçar dos corpos... 
sentir, sentir, sentir... 
cada corpo, todos os corpos.

Quero dançar assim, não precisa de ser com tanta estética, só tem de dar gozo a todos os intervenientes. 
E tresandar tesão...

"All of your demons will wither away
Ecstasy comes and they cannot stay
You'll understand when you come my way
Coz all of my demons have withered away"

sábado, 4 de novembro de 2017

Swingin' (in the rain): Festa Havaiana 2x2

continuação daqui | início

O Verão estava ao rubro, um calor imenso que pedia água e corpos despidos, por isso resolvemos fazer-nos ao caminho e visitar o antro da moda, estrear a piscina e ficar para a noite. Apanhámos bastante calor pelo caminho no nosso bólide sem ar condicionado, mas valeu a pena a viagem, quando lá chegámos, a meio da tarde, atirámo-nos para a piscina sem pudores nem roupa. A piscina que a Yin conheceu no inverno e estava desejosa de chegar ao verão para a experimentar.O ambiente estava porreiro, meia dúzia de casais, bebidas à discrição, churrasquinho, uma delícia. A Yin estava bastante confiante com o seu corpo, feliz da vida a comer amoras oferecidas pelas silvas que rodeavam a vedação. Aproveitámos o mais que pudemos o sol e a água até irmos para dentro tomar banho e vestirmo-nos para o jantar. Encontrámos pelo caminho um casal conhecido, os amantes dos  Devassos e acabámos por jantar por lá com eles num ambiente muito agradável.
Era festa havaiana, por isso o Yang levou uns calções com padrão de hibiscos e a Yin uma micro-saia estampada de franjinhas e bikini, complementados por aqueles colares de flores que nos ofereceram por lá.
A memória escreve-se por linhas tortuosas e nem sempre conseguimos fazer jus aos acontecimentos. Nunca escrevemos aqui sobre um casal que conhecemos no nosso antigo clube preferido, uma vez que lá fomos com os Envergonhados. A bem dizer, nessa noite apenas a Yin conheceu o membro feminino desse casal, e tudo por causa das unhas. Ela estava a conversar com a Envergonhada na fila para pagamento sobre roer unhas e a Senhora que estava atrás meteu-se com elas, porque também ela roía as unhas. Muito simpática esta Senhora, a Yin ficou impressionada com os olhos dela, com a intensidade deles. E ficaram um pouco a discutir tentativas e métodos, e a desejar que da próxima vez que se vissem, conseguissem controlar o vício. Ela disse que o casal a que pertencia se chamava 2x2 e que ambos tinham a mesma tatuagem. Ao mesmo tempo que diz isto, levanta o vestido e mostra (supostamente) a tatuagem, mas foi tudo muito rápido e a Yin não conseguiu ver nada, pois ficou vidrada no papinho moreno e totalmente depilado, sinal de que costuma apanhar bastante sol.
A partir daí, fomos mantendo algum contacto com o membro masculino do casal (por sinal bastante simpático) através de um site swinger, mas nunca mais nos voltámos a encontrar pessoalmente. Viemos a confirmar que também são fãs de nudismo e têm casa na praia.
A Yin reconheceu aqueles olhos intensos na mesa do jantar e foi meter-se com eles. A dona dos olhos intensos demorou algum tempo a lembrar-se dela, mas quando a Yin lhe falou das unhas riu-se e disse que tinha conseguido acabar com o vício de vez, ao contrário da Yin, que na altura em que a conheceu conseguiu andar uns tempos bem, mas depois recaiu no vício.

Mais tarde, a Yin confessou-lhe que não chegou a conseguir ver-lhe a tatuagem e o motivo de não ter conseguido. Ela riu e em plena pista de dança, quando nos íamos a despedir, levantou o seu vestido rendado sem forro, devagarinho, para que a Yin pudesse finalmente apreciar a sua tatuagem… e novamente o seu papinho lisinho e moreno.

continua aqui

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

* Dança XXI: Luta?

Ólafur Arnalds, Alice Sara Ott - Reminiscence


Eu sei que é suposto ser uma luta, mas parece mais uma dança, uma espécie de valsa. Sou só eu ou isto é extremamente erótico? E triste, a música é incrivelmente melancólica e intimista. Tal como a luta. "Fighting is the ultimate act of intimacy"

Post relacionado: Man on Man

domingo, 17 de setembro de 2017

Teoria...

"[O swing] é o caminho mais à mão para se tentar uma reinclusão rapidinha na tal cena primária (papai traçando mamãe). O sujeito leva a patroa pro swing porque deseja inconscientemente reproduzir as relações afetivo-sexuais da qual foi excluído pelo pai, pleiteando, dessa vez com êxito, sua inclusão tardia. Nem precisa explicar que, nesse esquema, a patroa vira a mãe no inconsciente traquinas do swingueiro. Agora ele poderá ver sua mãelher sendo desfrutada com alegre despudor por outro homem sem tomar um chega pra lá do desfrutador. Se calhar, até entra na dança também, já que há sempre algum orifício sobrando nessas situações. Sem falar na chance de faturar na boa a mulher do próximo, sendo que o próximo pode ser justamente o sujeito que está sendo agraciado naquele mesmo instante por um boquete da parte da sua, com todo respeito, excelentíssima senhora. Num clube de swing não há terceiros excluídos. Trata-se de uma rebelião contra a lei excludente do pai e a favor do incesto praticado com a mãe. E você ainda pode tomar cerveja e uísque à vonts durante a cerimônia de inclusão."

Reinaldo Moraes, artigo completo aqui.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

swingin' (in the rain) o Tal clube

continuação daqui| início

aqui tínhamos mencionado o primeiro clube que tentámos frequentar, a referência, o supra-sumo dos clubes de swing no nosso país, que o Yang fez logo uma cruz por os achar demasiado elitistas. São o único clube que cobra “jóia”, apesar de já terem baixado esse valor 66% nos últimos anos e supostamente só outro casal que seja “sócio” pode convidar outro casal a sê-lo também. Pois bem, o Tal Casal convidou-nos, insistiu a dizer que iríamos gostar e nós acabámos por ir a uma sexta-feira. As sextas-feiras nos clubes são mais calmas, por norma aparece menos gente. Já nos tinham dito que este clube é do género discoteca com quartos, achámos o espaço decadente, não tanto quanto o outro rural, mas ainda assim gasto, com um ar de Casino Estoril. Às sextas só está aberta a zona do bar, mas isso não nos impediu de espreitar a discoteca com os seus dois pisos,Era noite de kizomba, coisa que temos quase sempre que levar com nos outros clubes, por isso não era novidade. A Yin levou um vestido curto de alças e generoso decote, com o padrão mais africano do seu guarda-roupa e muitas pulseiras e colares, só não tinha cabeleira afro e pele morena.
Lá chegados conhecemos um professor de dança que dançou com a menina do Tal Casal e com a Yin. Ele era muito simpático e jeitoso, mas a mulher era o oposto.
Chegámos a fazer umas aulas desta dança quando ainda não era moda, mas entre os dois, temos quatro pés esquerdos. Isto porque a Yin insiste em comandar e não se deixa levar. Isto porque nas aulas havia falta de homens e ela fazia por vezes o papel masculino, coisa que achava mais interessante. As danças de salão são bastante machistas, são sempre os homens a comandar. No início a coisa não correu muito bem com o professor, mas depois ela entrou no ritmo e lá funcionou.
Depois conhecemos um casal das ilhas também já gasto, a condizer com o espaço. Ele propôs ao menino do Tal Casal irem para um quarto, proposta que ele declinou e mais tarde mostrou-se bastante desagradado e quase ofendido com a forma como foi feita a proposta.
Aproveitámos para conhecer melhor os quartos e dar uma fodinha num deles. Muito pequenos e abafados, com porta dupla de grade para quem quer ser observado, o que não era o nosso caso.


continua aqui

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Swingin' (in the rain): um clube que não deixou saudades e uma agradável despedida

continuação daqui| início

Os Doces levaram-nos a conhecer outro clube supostamente mais perto de nós, mas igualmente por estradas de muitas curvas. Numa noite de inverno, lá chegámos, enjoados de tanta curva. O sítio até parecia simpático por fora, mais uma vivenda com espaço de esplanada que não podíamos usufruir nesta altura de frio e chuva. No interior, uma sala ampla com pista de dança e um piso superior com vista para a pista. Um certo ar rural, como o outro clube da piscina coberta, mas versão desleixada, principalmente a parte dos quartos, totalmente improvisada às três pancadas, com um ar mesmo reles. O espaço já tinha sido uma discoteca, talvez uma casa de alterne, com um ambiente decadente. Encontrámos os Devassos, os seus amigos da passagem de ano e um ex-jogador de futebol sozinho, ainda com bom ar, mas claramente decadente. A Yin ainda trocou alguns beijos e amassos com os Doces, mas não passou daí.


Estivemos mais algumas vezes com os Alto & Baixa, já depois de terem a criança, decidiram emigrar ambos e tiveram de a deixar cá com os avós. É duro… Mas antes de irem, fomos visitá-los ao parque de campismo e passámos bons momentos a fazer geocaching, com a criança no carrinho. Vieram também jantar connosco lá a casa e a Baixinha cumpriu a promessa de fazer umas massagens à Yin, que as tentou retribuir e aprendeu mais algumas coisas sobre o assunto. Estava frio, mas elas lá se conseguiram aquecer só de cuecas, apenas com creme hidratante e o toque das mãos.

continua aqui

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O Prazer de Yogar




Yoga é um universo que ando a descobrir. Uma filosofia que se pode praticar no dia a dia, envolvendo a mente e o corpo. Originária da Índia há mais de 5000 anos, tem raízes na língua sânscrita e significa controlar, unir.


Eu já tinha tido alguns contatos com esta disciplina em aulas de grupo ao ar livre e lembro-me de exercícios que me pareciam tão fáceis e simples, na verdade exigiam bastante equilíbrio, força e agilidade, tanto que no dia seguinte ficava com o corpo todo dorido.


Comecei entretanto a pesquisar e a praticar com regularidade com objetivo de perder peso. Pode parecer disparatado, mas a verdade é que experimentei e gostei. Acelera realmente o metabolismo, melhora a postura, contribui ativamente para o meu bem-estar. E havendo algum cuidado com a alimentação, resulta! Encontrei uma "guru" no youtube e fui explorando os seus vídeos e praticando com afinco. Há um que gosto particularmente e que fui vendo e praticando até saber de cor todas as frases e movimentos e incorporar outras posições de outros vídeos para criar o meu treino personalizado. Admiro bastante a postura desta Sadie Nardini. Uma yogi rocker muito castiça!
Claro que no início não é fácil, desequilibrei-me algumas vezes, doeram-me músculos que eu nem suspeitava que tinha, mas com o passar do tempo fui notando substanciais melhorias no equilíbrio, flexibilidade, força, e resistência. Sim, esta última surpreendeu-me bastante, mas a verdade é que notei bem a diferença no caminhar, andar de bicicleta, nadar… todo o tipo de atividade física. Aprendi a respirar de uma forma mais focada e otimizada que faz toda a diferença.Ao princípio, mal conseguia tocar com as pontas dos dedos no chão, com as pernas direitas, passados alguns meses, consigo assentar a palma da mão, atar os atacadores das sapatilhas sem dobrar os joelhos. Deitada, consigo tocar com os pés no chão atrás da cabeça e outras proezas de flexibilidade que só conseguia fazer quando era criança. Ainda não consigo sentar-me na posição de lótus com os dois pés para cima, como na imagem, mas hei-de lá chegar.


Agora no verão quando o calor excessivo não convida ao exercício, espero pelo tempo fresco da noite e vou lá para fora com o meu tapete, a água e a vela de citronela para afastar os insetos, ponho uma musiquinha e vou exercitando ao sabor da brisa fresquinha. Gosto muito de desportos de ar livre, e sabe mesmo bem exercitar yoga junto ao mar (se bem que algumas posições sejam dificultadas pela areia) ou praia fluvial ao pôr-do-sol. Ainda não experimentei mas espero fazer brevemente stand up paddle yoga, juntar duas coisas que me dão muito prazer!


Ainda sou muito ignorante na matéria, mas estou encantada com as descobertas que vou fazendo. Muito interessante a ligação entre yoga e meditação. Quando estou a fazer os exercícios e me concentro na respiração, sinto que estou a meditar. E quando estou a fazer outro tipo de exercícios físicos e o fôlego começa a esvair-se, concentro-me na respiração de yoga e sinto a minha energia a renovar. Também no sexo notei a diferença, posições que exigem mais flexibilidade e que dantes eram desconfortáveis, são agora possíveis e o treino de respiração também ajuda na resistência e consequente prolongamento da atividade sexual.

Existem exercícios específicos de yoga para os mais variados fins, já experimentei para adormecer,
reduzir o stress, para dores de cabeça… desde que pratico com regularidade, não voltei a ter enxaquecas. No fundo, promovem comprovadamente o bem-estar físico e mental. Admiro bastante a estética, a calma e a graciosidade que esta prática comunica. Os praticantes experientes transmitem imensa paz, gosto da forma com ligam todas as posições e movimentos num todo fluído, como se fosse uma dança.calma e profunda,que expressa a paz que vem de dentro. Os resultados dependem claramente da dedicação e persistência, vale a pena experimentar!

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Swingin' (in the rain) parte 56

continuação daqui | início

Foi a vez do Yang fazer anos e a Yin queria que tudo fosse como ele desejava. Ofereceu-lhe um perfume e apesar de estar extremamente constipada, sem nenhum olfato quando o comprou, ele pareceu gostar.Os Duques disponibilizaram a casa e disseram que podia convidar até 12 pessoas para jantar. Ele não se fez rogado, e convidou um monte de casais, dos quais 2 aceitaram ir. Os Sem Preconceitos e, para nosso espanto, os Envergonhados. Isto porque o plano seria seguir dali para o nosso antro de perdição predileto. Para melhorar ainda mais, o Casal Especial passaria por lá depois de jantar e seguiria connosco para o clube.
A Duquesa esmerou-se na cozinha, tinha um bacalhau com broa no forno e estava a ultimar uns rolos de enchidos para a entrada. Ainda fomos a tempo de ajudar na sobremesa e no prato escolhido pelo Yang - caril de gambas. O bacalhau chegaria para todos e seria mais consensual, uma vez que a maioria não era apreciadora do caril picante, mas os Duques, entusiastas da malagueta, fizeram a vontade ao Yang. As mulheres ajudavam na cozinha, os homens entretinham-se com afazeres de pesca, quando os Envergonhados chegaram, já estava quase tudo pronto. Ela estava bem apetecível, com um vestidinho preto justo, a mostrar a perna torneada. A comida estava deliciosa, e apesar da Yin não ter olfato, apreciou as texturas. Ainda assim, conseguia sentir o picante do caril, apesar do Duque dizer que não abusou. A SP provou e sentiu-se mal, teve de ir apanhar ar para a rua até ficar melhor.Quando já estávamos nas sobremesas, chegou o Casal Especial. Ela estava lindíssima, já não a víamos há imenso tempo, soube bem conversar, matar saudades.
Após convivermos um pouco e nos aperaltarmos, seguimos rumo ao destino escolhido.

O Yang quis experimentar o novo carro dos Duques e eles deixaram-no conduzir. Seguimo-lo em caravana até ao sítio, não sem ele se enganar no caminho. Uma vez chegados, deparámo-nos com o local com muito pouca gente, o que nos fez lembrar uma certa Páscoa. Já lá estavam os Doces à nossa espera, e os Embaixadores chegariam pouco depois. Pareceram-nos bastante cansados.
No início, os casais (principalmente os membros masculinos) estavam todos sem exceção encostados à parede. A música não estava má e a Yin começou a dançar devagar, timidamente. Estávamos curiosos para saber como é que os casais iriam reagir uns aos outros, especialmente os Doces e os SP, mas foi com os Envergonhados que estes últimos encontraram mais afinidades. A Yin observava enquanto dançava sozinha. O Duque foi ter com ela e dançaram um pouco sozinhos, até ela ir buscar a Duquesa e dançarem os três. 
Passado algum tempo, chegou o homem do bolo. O Yang tinha dito que não queria bolo nem que lhe cantassem os parabéns e a Yin tentou respeitar isso, mas a verdade é que acabou com dois bolos de aniversário, um surpresa, com uma mamalhuda qualquer oferecida pelos SP e outro por ligeira insistência dos Embaixadores, com foto escolhida pela Yin, mas que não era grande surpresa para ele: uma foto do seu membro a servir de cabide a uma chibata. Será que os pasteleiros estão sempre a receber pedidos destes ou quando acontece é um fartote?
Cantámos os Parabéns, tirámos fotos e pouco depois já os Doces se despediam. Ofereceram-lhe um conjunto de acessórios para vinho e também um livro erótico para Yin, prenda de aniversário atrasada que ela mais tarde devorou em três tempos, com interessantes repercussões para o Yang.

A Musa fez um show no varão principal seguida de uma outra rapariga com um corpo muito bem proporcionado, salientado por um catsuit preto rendado que ela enrolou pela cintura, servindo de leggings. Completando a inusitada toilette, um par de sapatilhas pretas. A Yin gostou da combinação sexy sport. A Musa perguntou à Yin se podia amarrar o Yang, mas ele já lhes tinha dito que não queria nada disso. Ainda assim, conseguiram arrastá-lo para o palco e a Musa tentou fazer-lhe algumas maldades, mas ele não estava muito colaborativo. Aliás, para quem tinha uma série de gente a fazer-lhe as vontades, ele não parecia estar muito satisfeito. A Yin perguntou-lhe o que se passava, ele tinha comido imenso, estava com alguma dificuldade na digestão.
Dançámos um pouco juntos, começámos a aquecer e desaparecemos na rotunda do labirinto, mas apesar das tentativas da Yin, o Yang não estava disposto para a brincadeira.
A Musa tinha perguntado à Yin que músca é que o Yang gostava, e ela respondeu sem pensar muito "AC/DC, Thunderstruck". Quando a música começou a tocar, ela começou a pular, indo buscar energia sabe-se lá onde, e assim continuou, no seu vestidinho preto eu-nunca-me-comprometo e uns saltos razoavelmente altos. Os Embaixadores meteram-se com ela e ainda dançou um pouco no varão com a Musa. Ela andava a evitar o varão mas sabia que teria de o enfrentar, ainda para mais nem sequer estava muita gente na pista, tinham o espaço todo para elas. Depois de se esgueirar um bocado rodopiando à volta do varão, entrou na dança com a Musa. Apetecia-lhe dançar com cada uma das meninas, apetecia-lhe dançar com toda a gente. Mas estavam todos muito compostos e tímidos, com os seus pares. Era o aniversário dele e ele é que conseguiu juntar toda a gente, mas ela estava possuída, não parava quieta, nunca tinha desbundado tanto aquela pista vazia, e pulava e voava e nadava no ar como se não houvesse amanhã. Por algumas vezes o Yang aproximou-se e foi recambiado. Foi-se despedindo das pessoas que pediam desculpas por a interromper e tinha de limpar o suor da cara com o mesmo lenço como que limpara o ranho. Todos disseram ter gostado da noite. A Menina Especial deu um xoxo ao Yang. A Yin abraçou-a com força. Gostava de lhe provar os lábios, mas não ousou, não se consegue habituar a essas convenções dos xoxos.
Foi a primeira vez que os Embaixadores se foram antes de nós. A Yin fartou-se de pular e passado algum tempo, fomos para cima descansar. o SP já lhe tinha oferecido colo e ela recusou, dizendo que ainda tinha de ir pular mais um bocado, mas desta vez aceitou e esparramou-se toda em cima dele, completamente estourada. Estava toda ensopada em suor, cabelo molhado, curou assim a constipação. O pessoal estava todo com vontade de ir embora e foi o que fizemos depois de ela tomar duche e mudar de roupa.

E foi assim que passámos o primeiro aniversário do Yang sem comemorar com uma foda digna. Fizémo-lo no dia anterior e seguinte, apesar da descomunal dor de pescoço com que a Yin acordou.

continua aqui

terça-feira, 29 de outubro de 2013

grokking* the pole

Texto inspirado no livro Conscientização escrito e oferecido pelo Ulisses

"Por una cabeza" de Carlos Gardel intrepretado por Brest Chamber Orchestra

Andreia estava a treinar no varão ao som do tango e mostrava a Céu um movimento inventado a partir de algo que tinha visto num vídeo. Céu aplaudiu e mostrou-lhe no outro varão como poderia utilizar a gramática da dança, fazendo a ligação com outros movimentos. Andreia incorporou ambos e continuou a construir frases de movimento ao som do tango, despiu o top e parou abruptamente, em jeito de pergunta. Céu sorriu, percebeu a conversa que ela queria ter e respondeu à provocação com a mesma linguagem. Tomou-lhe o varão e construiu metáforas ondulando-se ao ritmo da música, deixando cair a camisola e revelando a exclamação do seu peito, à desgarrada. Andreia riu, gostou da resposta dela, mas está de calças justas de algodão e não consegue descortinar uma forma elegante de as despir ao mesmo tempo que desafia a gravidade, pelo que as despe encostada ao varão, fazendo-as deslizar devagar pelas pernas sem as fletir, encaixando o varão entre as nádegas e descendo-o de seguida pelo meio das costas. Céu pega numa das rosas vermelhas da jarra e coloca-a na boca. Espera que Andreia termine a descida e aproveita uma perna fletida e um ombro para trepar por ela acima. Seguindo o ritmo da música, mostra-lhe como despir os calções com uma mão, enquanto a outra segura o varão nas alturas e fica lá em cima, de cabeça para baixo. Andreia olha para cima boquiaberta, mas não dá o braço a torcer, faz-se ao varão com um pino, segura-se pelas pernas, ergue o tronco até encontrar-lhe a boca de pernas para o ar e beija-a devagar, roubando-lhe a flor. Percorre-lhe com a rosa o rosto e o peito, segue até ao umbigo, até o corpo lhe suplicar para que o livre da tanga. Termina assim o tango e a tanga. Estão ambas nuas, entrelaçadas uma na outra, com a verticalidade inabalável do varão pelo meio. Os movimentos sucederam-se espontâneos e fluidos, ora muito lentos, ora muito rápidos, com todas as cambiantes de velocidade que o tango exige. Não são precisas palavras, apenas gestos. Sabiam ambas onde iriam chegar, faltando apenas saber como. 
As pulsações estão aceleradas, elas fazem aquilo tudo e até parece que não custa nada, mas é um esforço físico tremendo, horas e horas de treino, muita dor para chegar ao topo. Não será apenas por isso que pulsam tão rápido, nunca estiveram assim, tão nuas, tão próximas uma da outra. O suor escorre-lhes pelos corpos torneados e fá-los brilhar, realçando as formas e os músculos que se movimentam ao ritmo acelerado da respiração. Tocam-se em mútua exploração. Humedecem e aquecem o varão apertado entre as coxas e começam a escorregar devagar, abraçadas num beijo quente, ou melhor, são muitos pequenos beijos que parecem um, com as línguas dançantes lá pelo meio, entrando e saindo da boca, explorando lábios, ombros, pescoços, orelhas, mamilos e arredores. Luxúria pura. Céu posiciona-se de cabeça para baixo e procura o sexo de Andreia, enquanto esta faz o mesmo. repetem o que fizeram na boca, só que estas bocas são maiores, permitem uma exploração mais ampla, nariz e queixo também participam, até ficarem húmidos e brilhantes, lambuzados, a escorrer de prazer. Os sexos latejam, os membros tremem até à vertigem do limite das forças. Andreia solta Céu e escorregam ambas pelo varão lubrificado até ao chão. 

Esfregam-se, penetram-se, amam-se, entregam-se à inevitabilidade do clímax e assim continuam até a inquietação ficar quieta. É a consequência lógica dos acontecimentos, agora já sabem o como e não têm dúvidas quanto ao porquê.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

swingin' (in the rain) parte 40

continuação daqui | início


No dia combinado para comemoração do aniversário da Musa, a Yin não se estava a sentir muito bem com dores de estômago e o Yang anestesiava uma dor de dentes com álcool, mas não queriam faltar. O Yang tinha feito mousse de chocolate, a sua famosa mousse que sabíamos que a Musa estava doidinha por experimentar, mas como o seu Guardião não queria ir lá a casa, resolvemos fazer-lhe uma surpresa e levar a mousse até ela. Para além disso, tínhamos comprado um pingalim para lhe oferecer e a Yin esmerou-se a fazer-lhe um embrulho à altura, como aliás é hábito dela, com fita preta e prateada e papel celofane a condizer. Depois de ela tomar medicação para acalmar o estômago, lá rumámos ao clube.
Chegámos antes dos Embaixadores, combinámos com os Doces encontrar-nos por lá e chegámos ao mesmo tempo. Eles já tinham ido lá parar há algum tempo atrás, mas como não estavam registados, não os tinham deixado entrar. Agora como estavam inscritos no site e avisámos com antecedência, não houve problema.
A festa, tal como a Musa havia pedido, era inspirada no Coyote Bar, pelo que haveria muitos cowboys e cowgirls. Nós levámos apenas um chapéu alusivo ao tema, que fomos dividindo pelos dois. A Yin tinha um cinto entrançado de penas nas pontas e foi perdendo-as ao longo da noite. Começámos a fazer as devidas apresentações, a mostrar-lhes o espaço, enquanto eles nos contavam as suas aventuras por outro clube.
Os embaixadores chegaram algum tempo depois. Estava frio, não convidava a mergulhos, por isso mantivémo-nos no interior. Demos a prenda à aniversariante, que pareceu ter gostado bastante e não se fez rogada em começar a utilizar. Andou a distribuir pingalinadas e deu uma no rabo do porteiro que ressoou nos nossos ouvidos, de tão bem dada que foi.
Fomos para a pista de dança assistir a alguns espetáculos de strip. Primeiro uma cow girl com uma curtíssima mini-saia de pele de vaca malhada que andava a distribuir goles de bebida. Não chegou a despir a saia e tinha uma tanga por baixo. Depois o Dono do Pedaço fez-se ao varão e às duas aniversariantes. tinha um certo arzinho de frete, mas portou-se como um profissional e mostrou tudo o que tinha para mostrar quando tirou as calças coladas com velcro de um só gesto e deixou as meninas tocarem-lhe onde quisessem. Por vezes, consegue ser bastante sensual.


continua aqui

segunda-feira, 22 de julho de 2013

*Dança XX: Houba!



Sur la piste du marsupilami, música de Bruno Coulais, interpretada por Salah Benlemqawanssa

O filme está muito bem feito, é de rebolar a rir do princípio ao fim, vale mesmo a pena! 
Tem outra cena em que o Lambert Wilson "interpreta" I'm alive da Celine Dion que deverei trazer aqui noutra oportunidade. Mas esta cena de dança no final... é o delírio! Existem outras danças houba lá pelo meio também a não perder, mas queria só mostrar este solo da cintura para cima, um cheirinho do domínio de cada músculo, cada articulação, como se a estrutura óssea deixasse por momentos de existir e a carne de borracha flexível dominasse o espaço apenas enquanto o esqueleto não voltar novamente ao seu lugar, quando lhe apetecer. Também quero! É contagiante, não é? Será que se eu treinar bastante...

segunda-feira, 13 de maio de 2013

swingin' (in the rain) parte 24

continuação daqui | início

A maluca da Musa pediu ao DJ para tocar uma musiquinha que sabia que a Yin gostava. Estava prestes a preparar das dela. Quando a música começou a tocar, ela e a O foram para o palco e chamaram a Yin. Ela fingiu que não era nada com ela e assobiou para o ar. Elas foram dar show para o varão e nós ficámos a assistir. Estava a ser um bom espetáculo, elas mexem-se bem e fazem bom uso do cilindro de metal. A música é contagiante e o A (chamemos assim ao par da O) aproxima-se da Yin e começam a dançar. Ela chama o Yang para a dança e enquanto as outras duas se entretêm no varão, a Yin dança com os dois, beija-os muito languidamente, alternadamente, até que é puxada pelas outras duas para o palco (que na verdade tem apenas uma dezena ou duas de cm, mas ainda assim lhe parece bastante assustador. Ela é voyeur, caramba, e isso é exibicion... nem sequer tem tempo para raciocinar. desata a gritar “socorro, tirem-me daqui!” mas ninguém parece ligar-lhe. Agarra-se ao varão enquanto elas a puxam para o meio, perde um sapato, enfim, faz um bocadinho de palhaça antes de decidir deixar-se ir e depois de se soltar (literalmente, do varão) fica no meio das duas e aceita os mimos que ambas lhe dão. Depois sugere que a Musa vá para o meio e beijam-se. é um beijo muito suave e terno, difícil de explicar. Não é daqueles que aquecem, embora ela não estivesse com frio, mas sabe definitivamente bem. Ela beija-lhe uma mama e também lhe sabe bem. Depois sugere que seja a vez da O ir para o meio, mas a música termina entretanto. Que não fosse por isso, voltamos a estar os quatro juntos, a formação original e mimamos a O, e a Yin prova-lhe uma maminha de mamilo espetado e beijam-se mais e aquecem, aquecemos todos. Vamos espreitar o espaço renovado ao lado da pista, uma espécie de labirinto com glory holes do diâmetro de pernas. Vimos algumas cenas dignas de filme erótico de alta qualidade. A luz estava fantástica, avermelhada, parecia acariciar o rabo alçado na mulher, mas na verdade era uma mão masculina cujos dedos iam entrando e saindo de dentro dela, ao ritmo da respiração e dos gemidos. Passou-nos pela cabeça fazermos o nosso próprio filme a quatro, mas não ali, não assim. Ficámos algum tempo com eles no escurinho, a partilhar aquela intimidade lasciva. A Yin aproveitou para descer à cintura do Yang e brincar como menino dele. O A perguntava-lhe se tinha perdido as chaves e ela ria com o sexo do Yang na boca. Queríamos aproximar-nos mais deles, mas a Yin achou que tínhamos de lhes dar espaço. Ainda não tinha havido muito contato entre a O e o Yang e achávamos que tinha de ser ela a dar o primeiro passo nesse sentido, caso o quisesse dar. Arrefecemos e voltámos para cima.
Por esta altura o T-boy andava de toalha enrolada à cintura, com arzinho de quem já tinha faturado e ficou um pouco à conversa connosco. A O ainda falou em tomar banho (nesta altura, ainda não conseguíamos distinguir quando ela estava a falar sério e quando estava a gozar) e o Yang sugeriu que a Yin lhe fosse lavar as costas, mas ela torceu o nariz e disse que não tinha chinelos. A ideia de tomar banho ali não é minimamente atraente. Lembra as séries CSI, se alguém usasse uma daquelas luzes que faz os fluídos corporais brilhar, haveria de encontrar muitas luzinhas no final da noite. E isso, de alguma forma, representa um sério risco de saúde pública que não estamos dispostos a correr. Tentamos sempre minimizar os riscos ao máximo. Pouco depois o casal eclesiástico foi embora e nós não demorámos muito mais, deixando bem clara uma forte vontade de estar novamente com eles. Um banho relaxante na nossa banheira, quem sabe?



continua aqui

quinta-feira, 14 de março de 2013

uma noite erótica (parte II)


texto por PinhalMancontinuação daqui

O enorme quarto tinha uma ténue iluminação, em tons de vermelho, oriunda principalmente das mesas-de-cabeceira. Espalhadas pelo chão do quarto, haviam também bastantes velas, que emanavam um suave mas interessante odor a cereja. Ainda no chão, e desde o ponto onde ela se encontrava, tinha sido colocado um encantador trilho de pétalas vermelhas, que seguiam um trajecto ondulante até uma cadeira no centro do quarto, e desde aí até à enorme cama. Aqui, sobre os lençóis brancos, estava desenhado um grande coração, preenchido também com pétalas vermelhas, e no seu centro, um outro mais pequeno, com pétalas de um tom mais claro. Cor-de-rosa suave talvez, ou mesmo brancas. 
Na cadeira, provocadoramente despido de roupas à excepção de uma pouco inocente gravata, mas numa pose pouco reveladora, encontrava-se Miguel, expectante pela reacção da jovem beldade ao cenário por si montado.
Carla seguiu pelo trilho de pétalas, pisando-as cuidadosamente com os sensuais sapatos de salto stiletto, até chegar bem perto da cadeira. As notas e o ritmo da música enchiam o ambiente, como que a convidando descaradamente a presentear Miguel com um sensual Striptease. Era sem dúvida uma jogada arriscada da parte deste, pois é sabido que deve partir da Mulher a iniciativa de querer brindar o seu parceiro com uma actuação tão ousada. Mas Carla adorava ser desafiada… E Miguel já tinha percebido isso… 
Num acto romântico, ele revelou uma rosa vermelha, que ofereceu a Carla. Esta aceitou-a, com um sorriso, e perguntou-lhe: 
- O que é que tu queres?... 
- O que tu me quiseres dar. Nada mais do que isso… 
- Olha que depois tens que te aguentar à bronca! 
- E eu aguento… 
- Tens a certeza? 
- Tenho… – Arriscou ele. 
Naquele curto momento de impasse, a música desapareceu num fadeout… 
De repente, a doce voz de Michael Bublé surgiu por entre um fundo de cordas, soltando 
as palavras “Birds flying high, you know how I feel”… 



Era o catalizador que Carla precisava… O timbre do Canadiano arrancou-lhe desde logo 
um sorriso maroto, e à medida que os vocábulos eram derramados, surgiu-lhe uma enorme vontade de baixar a alça direita do vestido. Os olhares não descolavam, e nenhum dos dois se permitia sequer a pestanejar. Era como se uma batalha pelo controlo do Universo estivesse prestes a começar! 

Ao escutar “…It’s a new dawn…”, Carla deixou cair a rosa a seus pés. A sua mão esquerda deslizou sobre o ombro direito e a alça descaiu no braço. 
Quando o contrabaixo surgiu a marcar o ritmo, foi inevitável o acelerar das batidas dos 
corações de ambos. 
A anca de Carla começou a seguir a cadência da música de uma forma infernalmente 
provocante. 
Havia voltado as costas a Miguel que se encontrava absolutamente fascinado, enquanto 
a segunda alça também era arrastada pelo braço esquerdo. O vestido desceu vagarosamente até à cintura, impulsionado sensualmente pelos dedos de Carla. 
Ela virou-se por momentos, revelando o atraente rendilhado do seu soutien preto. 
Aproximou-o descaradamente da cara de Miguel, deixando-o a morder os seus próprios 
lábios. 
Depois girou de novo, sempre numa dança ritmada. O vestido continuou o seu caminho, 
descendo pelo fabuloso corpo da jovem e revelando o cinto de ligas e o sensual fio 
dental que desaparecia por entre as suas nádegas. 
No resto do trajecto descendente do vestido, Carla foi flectindo as pernas, mantendo o 
tronco direito e o ritmo da música na anca. 
O vestido caiu finalmente no chão, sobre o manto de pétalas. Ela retirou os pés de 
dentro da circunferência que o mesmo desenhava, afastando um pouco as pernas. 
Vergou o corpo para o apanhar, espetando descaradamente o traseiro na direcção de 
Miguel e, sempre sincronizada com a cadência da melodia, endireitou-se e atirou-o para 
longe, num gesto brusco mas que conteve uma bela carga erótica. 
Carla olhou por cima do ombro, só para confirmar que Miguel se encontrava a apreciar 
o espectáculo. Sorriu ao atestar que só lhe faltava um pouco baba para perder por 
completo a compostura. 
Ele estava extasiado pela divina imagem que lhe entrava pelos olhos: Os saltos altos 
sublinhavam a elegância das pernas, cobertas por umas sensuais meias escuras, 
semi-transparentes, encimadas por um cativante trabalhado de renda, preso pelas ligas 
que as uniam ao cinto. O fio dental e o soutien eram as restantes peças que restavam no 
corpo de Carla. Certamente ficariam para o final da actuação. 
As molas que ligavam as meias ao cinto foram soltas, e este começou lentamente a ser 
puxado para baixo pelos polegares de Carla. Ela foi curvando as costas aos poucos, 
fazendo questão de manter as pernas esticadas e os seus glúteos bem pertinho da cara de 
Miguel. A sua anca mantinha um delicioso rebolar, quase enlouquecedor. Miguel era um cavalheiro, de facto. Ardia em vontade de lhe tocar, mas nem por um instante ousou arriscar uma atitude que pudesse pôr em causa o resto da fantástica representação. 
Quando o cinto chegou ao chão, os peitos de Carla quase que estavam colados aos seus 
joelhos, numa fantástica demonstração da sua elasticidade. Ela tirou o cinto, rodou o 
corpo e atirou-o a Miguel, que o recebeu com um sorriso aberto. 
Carla aproximou-se e curvou o corpo sobre ele, aproximando os seus lustrosos lábios 
dos dele e, pousando as mãos sobre os joelhos, afastou-lhe descaradamente as pernas, 
revelando uma brutal erecção. 
- Olha quem acordou! – Brincou ela. 
Miguel não conseguiu evitar que surgisse um rubor no seu rosto, como se se sentisse 
envergonhado. 
- Não tenhas vergonha, meu lindo… Agora já é tarde demais para isso! – Disse, enquanto soltava uma piscadela de olho. 
De seguida, pegou na gravata e segredou: 
- Gostei deste pormenor… Mas mais tarde, vais ficar tão quente, que nem esta peça vais 
querer sobre o teu corpo – Gracejou. 
Então, puxando o artefacto com suavidade mas de um modo convicto, ordenou: 
- Anda daí! Preciso dessa cadeira, agora… 
Miguel obedeceu e deixou-se guiar através do manto vermelho, até aos pés da cama. 
Então, Carla fê-lo sentar, apontou-lhe o indicador direito e rematou com um sorriso: 
- Fica aí quietinho a apreciar… 
 continua...

quarta-feira, 6 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 14

continuação daqui | início

Voltaram para o lounge, os quartos já não tinham muito que ver, já tinha passado o reboliço, estava tudo a descansar, calma e silenciosamente. Falávamos com os embaixadores e o casalinho estreante, trocávamos ideias sobre as nossas experiências. O Guardião e a sua Musa estão perfeitamente à vontade naquele habitat, têm uma regra simples: só se envolvem sexualmente com casais quando ambos lhes agradam. Ele é hetero, ela  é bi, mas diz que só se envolve com mulheres em contexto de casal em situações muito próprias. Nós compreendemos a dieta deles e reconhecemos que a nossa é diferente, mais variada. Fizemos percursos bem diferentes e aprendemos bastante com isso, continuamos a aprender.  A Yin estava a explicar à Musa como se relacionava sexualmente com mulheres quando o Guardião acordou e perguntou se ela já tinha beijado alguma “não leste esta história desde o ínicio”, pensou. E começou a explicar as diferenças, que todos os beijos são diferentes independentemente de serem trocados entre mulheres ou homens e que só houve um que não gostou particularmente. O Guardião quis saber pormenores, ela tentou explicar-lhe que houve falta de coordenação, como numa dança, como num idioma em que os pares não se entendem, e que o facto de sentir um sabor intenso a tabaco também não ajudou. “Beija-me lá para ver se gostas” - disparou ele de repente. Ela não estava nada à espera, ele insistiu, ela ficou sem jeito, escondeu-se atrás de uma almofada, disse-lhe que não. “Porquê? É porque fumo?” voltou a insistir, os outros riam, mas ela voltou a dizer que não, já tinha beijado outros fumadores e gostado, o sabor a tabaco não era tão intenso, não gostava era de sentir que estava a lamber um cinzeiro. Ele continuou a insistir madrugada fora, mas ela não cedeu.
continua aqui

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

* dança XIX: experimental



Sim, dança. Porque a música não me diz tanto e só há um verso que retenho da letra: "You've gotta get up and try try try". Mas o diálogo dos corpos é memorável. Não são os corpos classicamente esguios dos bailarinos, são atléticos, musculados, possuem uma robustez que me fascina. Ela, principalmente, é muito masculina, sem que isso ofusque o seu par de alguma forma, pelo contrário, equivalem-se. Eles bem que se experimentam, tentam-se, em cada gesto. E há uma violência latente que resulta do choque das tentativas falhadas, da busca do equilíbro. E há uma beleza, uma estetização da luta que me prende. Não torço por nenhum dos dois, acho que estão ambos a ganhar. Porque tentam. Tentar é ganhar. Experimentar, aprender alguma coisa, nem que seja a falhar. Falhar melhor é caminhar na direção do sucesso. Tentar até esgotar as hipóteses, até conseguir. É a dança da vida... FORÇA!

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

swingin' (in the rain) parte 12

continuação daqui | início

Após a ida ao clube, continuámos a trocar ideias com os nossos “amigos embaixadores” e ficámos a saber que saímos antes da verdadeira acção começar. Garantimos que para a próxima, haveríamos de ficar até ao fim. 
Fizemos várias tentativas de nos voltarmos a aproximar dos nossos “amigos curiosos” e também convidámos os T para jantar várias vezes, mas por alguma incompatibilidade de horários, não conseguimos estar com ninguém. Se há casal com quem sabemos que existe alguma compatibilidade física que gostaríamos de explorar novamente, são os curiosos, mas parece-nos que tão cedo não se voltará a repetir, se é que alguma vez voltará a acontecer. No que depender de nós, estamos disponíveis, mas enfim, o que será, será.
Depois de algum tempo, pensámos em voltar ao mesmo clube, escolhemos uma data em que sabíamos que os embaixadores Musa e seu Guardião estariam por lá. Era noite de sushi. Somos apreciadores desta iguaria japonesa, mais a Yin que o Yang, e o cartaz era sugestivo: pensámos em belos corpos a servir de prato, a manter os rolos de arroz quentes e o interior fresco, como é suposto. Mas sobretudo, pensámos em reencontrar o mesmo ambiente que nos agradou da primeira vez que lá fomos. 

Confirmámos a ida, avisámos os embaixadores e sem combinar, chegámos ao mesmo tempo. O simpático porteiro (desta vez vestido normalmente) indicou-nos o estacionamento. Trouxeram outro casal com eles, primeira vez num clube, ainda sem nick, virgenzinhos nestas andanças. Já conhecíamos os cantos à casa, pelo que não seguimos com eles para a visita guiada, aproveitámos para escolher sítio no lounge, uma vez que ainda era cedo e havia pouca gente. Os casais seguem a mesma regra dos bares e discotecas e chegam tarde, mas antes da pista abrir (por volta da 1h) sabe bem ficar nos sofás na palheta. A Yin aproveitou para degustar o sushi. Quando regressaram, convidaram-nos para visitar a piscina no exterior, e como ainda não conhecíamos o espaço, lá fomos. Altas parties de bikini (ou até talvez sem roupa) passaram-nos pela cabeça. O “Dono do Pedaço” (da outra vez não tínhamos tido oportunidade de falar, apenas de o ver de capa vermelha e cuecas a pôr música e a animar o pessoal) falou-nos em tardes de churrasco para amigos à beira da piscina e a Musa revelou que já ali tinha tomado banho nua, acompanhada pelos habitués. Sim senhor, tratam-se bem. A Yin já se tinha questionado sobre se haveria ligação entre piscina e sexo, mas por muito boa ideia que lhe parecesse, a possibilidade de haver outros nadadores microscópicos lá pelo meio não lhe pareceu muito apelativa, mas a Musa tranquilizou-a, dizendo que não havia sexo na piscina. A simples ideia de poder nadar sem roupa já era suficientemente atrativa.
Voltámos para dentro, a Yin ficou ao lado da moça do novo casal e enrolaram-se as duas numa conversa bastante absorvente sobre leituras e escritas que as alheou bastante do resto do grupo, só terminou com a sugestão de irmos espreitar a pista de dança. O novo casal fez-nos lembrar os apresentadores de um daqueles programas de vídeos - ele é bastante alto e ela baixinha, criando um divertido contraste. Existe entre eles uma química muito boa, sempre a picar com um sentido de humor apurado e inteligente. Ela mexia-se na pista de forma descontraída, apesar de não gostarmos da música, esforçámo-nos por dialogar através dos movimentos, reconhecendo que não somos grandes bailarinos, procuramos apenas divertir-nos. O Yang incentivou a Yin a dançar com a outra menina, mas a música não estava a ajudar e ela ficou sem jeito. Ficámos até o fumo começar a saturar o ar e resolvemos ir para cima, mas voltámos pouco depois. A Yin começou a aquecer e resolveu tirar a camisola. Algum pessoal começou a incentivar o strip, ela entrou na brincadeira, despindo-se lentamente, fazendo girar a camisola no ar, para logo a seguir se retrair, revelando um top semi-transparente que brilhava com a luz ultra-violeta, criando sombras e reflexos reveladores de formas. Por indicação do Yang, a Musa ainda pensou despir-lhe o top, mas ela não quis. É capaz de jogar raquetes sem roupa numa praia de nudistas, mas não é capaz de tirar um top e ficar em soutien num bar swinger... talvez seja uma questão de tempo. Ela diz que na praia ninguém liga, mas não gosta de atrair atenções ali, não sabe como lidar com isso. Por enquanto...
Pouco depois, voltámos para cima e desta vez, convidámos o casalinho das alturas contrastantes para vir connosco. Eles aceitaram e conversámos os quatro sobre os nossos desejos e experiências. Eles tinham estado com um casal e tinham ideias diferentes sobre a ocorrência. Ela não gostou, ele gostou. Descreveram cada um em alturas diferentes o que se passou e a Yin perguntou se não teria havido uma ponta de ciúme da parte dela e a expressão dele iluminou-se como se tivéssemos descoberto a pólvora. Ela não desmentiu a possibilidade, mas também não confirmou. É complicado quando se tem muitas expectativas, fazê-las cumprir de forma a não nos desiludirmos.
Os Embaixadores vieram juntar-se a nós e o Guardião pergunta à Yin se vai escrever sobre esta noite. Ela diz que não sabe, a verdade é que achava que não tinha acontecido ainda nada digno de ser escrito, mas ele estava empenhado em dar-lhe que escrever. “Já foste espreitar os quartos?” Ele sabia da vontade dela, já lhe tinha revelado o seu espírito de voyeur, só precisava de um pretexto, um incentivo. “Queres ir comigo ver?”


continua aqui

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

swingin' (in the rain) parte 11

continuação daqui | início

O Yang estava com imenso tesão a ver as meninas brincarem ao sexo oral com os meninos e comentou com a Yin, mas ela não estava interessada em ser macaquinha de imitação, se há coisa que preza é a originalidade, além de que não se sentia suficientemente à vontade para ser exibicionista, preferia o papel de voyeur. Para fazer uma coisa bem feita, necessitava de concentração e mais privacidade. Entretanto começam os espectáculos, que segundo a publicidade, prometiam sexo explícito. Estávamos no canto oposto aos varões, que foi o local escolhido para o show, havia muita gente à frente, a Yin pôs-se em cima de um banco para ver melhor, mas pareceu-lhe tudo muito fraquinho. Os corpos eram interessantes, como convém, mas as simulações de foda deixavam bastante a desejar. Achámos muito mais interessante o comboio de corpos serpenteantes em redor dos varões, formado pelos clientes, parecia algo verdadeiramente espontâneo, se bem que não nos juntámos, a Yin gosta de saber quem toca e quem a toca e o Yang... estava mas interessado em enfiar as mãos por tudo o que era sítio no corpo dela. Não parava de a provocar, e muito discretamente, decidirmos fazer o nosso próprio espectáculo. O Yang percorria o corpo da Yin, com beijos e carícias, enquanto nos movíamos ao ritmo da música. Desvia o tecido rendado do peito e sorve-lhe os mamilos na boca. Ela desce discretamente as mãos e apalpa-lhe vigorosamente o rabo, depois vira-se e roça as nádegas no sexo dele e sente-o crescer. Enfia a mão nos boxers para o sentir bem duro e estimula-o ainda mais, discretamente, enquanto dança com um ar de cabra dissimulada. Beijamo-nos com ardor, brincamos com a chibata. A temperatura dos corpos aumenta bastante, apetece ao Yang continuar, a Yin acha que não é o local indicado para ir mais longe, apesar de ter visto um casal encostado à parede a tentar a penetração.
O que viemos ver estava visto e o que viemos fazer estava feito. No dia seguinte haveria caminhada de manhã cedo e a madrugada já ia adiantada, pelo que era chegada a hora de ir embora.



continua aqui

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

swingin' (in the rain) parte 10

continuação daqui | início

Não foi difícil dar com o sítio, apesar de ser bastante inacessível, é necessário subir, subir, subir até lá chegar. Apesar de ser noite cerrada, adivinhava-se uma bela paisagem daquela altitude. Deparámo-nos com uma vivenda de dimensões generosas, na entrada algumas pessoas vestidas normalmente, mas o porteiro denunciava o que se passaria lá dentro, pois debaixo da gabardina espreitavam um peito depilado e uns boxers. Não fosse a simpatia e pareceria um daqueles prevertidos que andam pelos jardins a mostrar as pendurezas. Uma mulher jovem e bonita mostrou-nos o espaço. Uma área lounge com lareira e sofás confortáveis garantiam que ninguém teria frio. As pessoas pareceram-nos demasiado vestidas. Havia bastantes quartos, alguns com portas, outros sem, bastante espaçosos e aquecidos. Havia também casas de banho com bom aspecto e limpas. Descemos e encontrámos mais quartos, uma sala sado-maso com uma jaula, uma cruz de Santo André (tradução baunilha: um X na parede onde se amarram as pessoas que querem levar de tau-tau) uma cadeira multi-posições e uma cadeira baloiçante que a Yin fez questão de experimentar e não achou muito prática. Levou a chibata, just in case... O piso inferior tinha também uma sala ampla, ainda vazia, com dois varões e bolas de espelho - a pista de dança, com um aspecto normalíssimo e área considerável (tendo em conta as dos outros clubes a que fomos).
Voltámos acima e tratámos de nos despir num dos quartos. Após a espera no bengaleiro, regressámos ao lounge. A música era ambiente e não estorvava a conversa. Os sofás estavam todos ocupados, pelo que nos sentámos numa espécie de muro que separava o bar dos sofás. Era uma superfície de pedra e estava gelada, mas nada que não aquecesse com o calor do corpo. A Yin pediu o seu já habitual creme de whisky e passado pouco tempo, fomos para uma mesa alta. Não tardou muito até que nos vieram abordar. Era um casal com quem já nos tínhamos cruzado. O Yang achou simpático da parte deles terem vindo ter connosco, a Yin ainda está a remoer o facto de eles nos terem deixado pendurados certa vez porque encontraram uns amigos e decidiram ir embora com eles antes de nós chegarmos. Não era coisa que fizessemos, mas cada qual tem a sua maneira de funcionar e há que respeitar as prioridades. Pode dizer-se que ficaram apresentados. Junto com esse casal estava outro, que conhecemos do site e entendemos como uma espécie de embaixadores do espaço. Muito simpáticos, fizeram-nos sentir em casa. Tivemos oportunidade de trocar ideias sobre algumas partes desta história que temos vindo a publicar no site e eles são das poucas pessoas que comentaram. São também dos poucos que mantêm actividade regular. Esta ideia de haver verdadeiros casais swingers a fazer relações públicas nos bares pareceu-nos bastante inteligente e funcionou perfeitamente connosco. Facilitou imenso termos tido algum contacto virtual com eles, conhecermo-lhes os gostos e os amigos, ajuda a quebrar o gelo. Frio foi coisa que não sentimos. As pessoas respeitaram o dress code e havia alguma sintonia, alguns corpos bonitos, outros nem por isso, mas completamente à vontade. A Yin estava com algum receio de parecer vulgar com a sua fatiota, mas sentiu-se perfeitamente integrada. O Yang, passado algum tempo, tirou a máscara, tal como a maior parte das pessoas, e a t-shirt também. A Yin fez questão de manter a máscara, era o seu reduto de conforto.
Quando fomos para a pista, o espaço já estava bastante composto e não se pode dizer que houvesse demasiadas pessoas, o calor humano e a sensualidade dos corpos dançantes mantinha o espaço quente e o nível de fumo era suportável. Encontrámos um casal com quem a Yin tinha estado a falar antes de irmos mas não nos deram grande troco, talvez por já estarem com mais gente. Não voltámos a falar com eles, apesar de nos cruzarmos algumas vezes. Havia imensos corpos bonitos e apetecíveis, mas sem grande margem para abordagem, com o barulho das luzes, nem os nomes se percebiam. Cada vez se torna mais claro que é muito mais interessante conhecer as pessoas pela cabeça e depois ver se o corpo interessa. Mantivemo-nos no nosso canto, a dançar e a observar o que se passava à nossa volta. Ao contrário de uma disco normal, a (maior parte da) música era dançável e não havia os habituais gajos colados ao bar, toda a gente dançava e parecia divertir-se a olhar ou a provocar olhares, exibicionistas e voyeurs interagiam no seu habitat em perfeito equilíbrio. Do nosso cantinho víamos os dois casais que vieram ter connosco a conviverem saudavelmente, meninas com meninos, meninas com meninas, nada de meninos com meninos. Um deles comentou connosco numa altura em que as meninas se estavam a entender: “olha para aquilo, o que é que um gajo há-de fazer?” A Yin respondeu “Ver?” Ainda pensou acrescentar “fazer o mesmo entre os homens?” Sim, isso teria-lhe dado um certo gozo extra ver, mas ela sabia perfeitamente que eles eram todos hetero e que esse tipo de surpresas estariam fora de questão, além de que entre o barulho das luzes e a falta de interesse, ele não iria ouvir nada.



continua aqui