Tive na mão um chupa-chupa agridoce. Segurei-lhe o pau, fi-lo rodar nos meus dedos e olhei para as duas faces da superfície colorida, atractiva. Tinha quatro lados iguais, cada qual com a sua cor. Comecei a lambê-lo, a arredondar-lhe os cantos e era doce. Tutti-frutti, uma mistura de sabores de onde distingo um travo a goiaba, morango, laranja e abacaxi, salpicado de canela. Foi ficando transparente com as minhas lambidelas, até conseguir ver-lhe o coração. Trinquei-o e cheguei a uma parte mais amarga de mentol. Ao contrário dos chupas normais, este começou por ser doce e o núcleo é mais ácido, limão. Mas os meus dentes esmagaram o coração acre e trituraram-no com a doçura da fruta, misturando os sabores. Os pedacinhos coloridamente saborosos lutaram na minha boca, estimulando as papilas, fazendo-me sentir todos os cambiantes de sabor. Gulodice, pura gulodice…
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
quadrado
Tive na mão um chupa-chupa agridoce. Segurei-lhe o pau, fi-lo rodar nos meus dedos e olhei para as duas faces da superfície colorida, atractiva. Tinha quatro lados iguais, cada qual com a sua cor. Comecei a lambê-lo, a arredondar-lhe os cantos e era doce. Tutti-frutti, uma mistura de sabores de onde distingo um travo a goiaba, morango, laranja e abacaxi, salpicado de canela. Foi ficando transparente com as minhas lambidelas, até conseguir ver-lhe o coração. Trinquei-o e cheguei a uma parte mais amarga de mentol. Ao contrário dos chupas normais, este começou por ser doce e o núcleo é mais ácido, limão. Mas os meus dentes esmagaram o coração acre e trituraram-no com a doçura da fruta, misturando os sabores. Os pedacinhos coloridamente saborosos lutaram na minha boca, estimulando as papilas, fazendo-me sentir todos os cambiantes de sabor. Gulodice, pura gulodice…
domingo, 8 de fevereiro de 2009
JOGO DE CARTAS
- Vamos jogar às cartas?
- Às cartas? Olha que isto não é nenhum casino!
- Pois, não é… e ainda bem… eles iriam ficar um pouco aborrecidos com a minha ideia de jogo de cartas.
- Desculpa? Não percebi essa.
- Então, tentando explicar a ideia: um baralho com 40 cartas, porque o jogo é tipicamente português, até ao máximo de cinco jogadores. Cada jogador recebe três cartas, e depois receberá mais duas. Um embaralha, outro parte, outro dá, e por fim o primeiro a receber as cartas, escolhe o naipe que servirá de trunfo. Todos começam com um valor definido base, por exemplo, e tendo em conta a ideia que tenho em mente, é melhor todos começarem com oitenta pontos, o objectivo é chegar a zero.
- Oitenta pontos, isso é muito!
- Não é não, o que vamos fazer é adaptar o jogo do sobre e desce. As regras são estas: começamos com os oitenta pontos, copas dobra e paus todos são obrigados a ir a jogo. Depois, vamos à parte gira das regras, cada vez que um jogador lerpe (não faça nenhuma vaza) tem que tirar uma peça de roupa, portanto, é conveniente que todos tenham o mesmo número de peças de roupa. A peça a tirar é à escolha do jogador que perdeu (e claro sobe os respectivos pontos) pode ser um sapato, uma meia… por aí fora. - Mas, e quando se ficar sem roupa? - Éh! Éh, então, a partir daí, o perdedor passa a sofrer castigos imaginados pelo jogador que tenha feito mais vazas, como por exemplo, dar um beijo num outro jogador, agora tudo dependerá dos jogadores e da imaginação deles, em caso de haver mais que um jogador com vazas iguais, em conjunto decidem o castigo a aplicar ao lerpado ou lerpados. É verdade, nas copas, como são a dobrar, havendo lerpanço… terá de se tirar duas peças de roupa… quando for o castigo… bem, ser-se-a misericordioso e aplica-se somente um castigo. Mas tem de ser um castigo maior! Julgo que não me esqueci de nenhuma das regras extra, de resto o jogo segue as regras tradicionais: o jogador que sai, se tiver o Ás da mesa terá de o jogar obrigatoriamente, é obrigatório assistir ao naipe jogado (excepto quando não tiver, nessa altura então ou corta ou “balda-se” jogando uma carta de um qualquer naipe). Por fim, o jogador que chegar a zero, recebe um prémio final já pré estabelecido.
Então… vamos jogar?
Provoca-me!!!
- Às cartas? Olha que isto não é nenhum casino!
- Pois, não é… e ainda bem… eles iriam ficar um pouco aborrecidos com a minha ideia de jogo de cartas.
- Desculpa? Não percebi essa.
- Então, tentando explicar a ideia: um baralho com 40 cartas, porque o jogo é tipicamente português, até ao máximo de cinco jogadores. Cada jogador recebe três cartas, e depois receberá mais duas. Um embaralha, outro parte, outro dá, e por fim o primeiro a receber as cartas, escolhe o naipe que servirá de trunfo. Todos começam com um valor definido base, por exemplo, e tendo em conta a ideia que tenho em mente, é melhor todos começarem com oitenta pontos, o objectivo é chegar a zero.
- Oitenta pontos, isso é muito!
- Não é não, o que vamos fazer é adaptar o jogo do sobre e desce. As regras são estas: começamos com os oitenta pontos, copas dobra e paus todos são obrigados a ir a jogo. Depois, vamos à parte gira das regras, cada vez que um jogador lerpe (não faça nenhuma vaza) tem que tirar uma peça de roupa, portanto, é conveniente que todos tenham o mesmo número de peças de roupa. A peça a tirar é à escolha do jogador que perdeu (e claro sobe os respectivos pontos) pode ser um sapato, uma meia… por aí fora. - Mas, e quando se ficar sem roupa? - Éh! Éh, então, a partir daí, o perdedor passa a sofrer castigos imaginados pelo jogador que tenha feito mais vazas, como por exemplo, dar um beijo num outro jogador, agora tudo dependerá dos jogadores e da imaginação deles, em caso de haver mais que um jogador com vazas iguais, em conjunto decidem o castigo a aplicar ao lerpado ou lerpados. É verdade, nas copas, como são a dobrar, havendo lerpanço… terá de se tirar duas peças de roupa… quando for o castigo… bem, ser-se-a misericordioso e aplica-se somente um castigo. Mas tem de ser um castigo maior! Julgo que não me esqueci de nenhuma das regras extra, de resto o jogo segue as regras tradicionais: o jogador que sai, se tiver o Ás da mesa terá de o jogar obrigatoriamente, é obrigatório assistir ao naipe jogado (excepto quando não tiver, nessa altura então ou corta ou “balda-se” jogando uma carta de um qualquer naipe). Por fim, o jogador que chegar a zero, recebe um prémio final já pré estabelecido.
Então… vamos jogar?
Provoca-me!!!
terça-feira, 21 de outubro de 2008
estímulo
Em pé, contra a superfície fria do lavatório, penetro-te lentamente por trás enquanto te dedilhas e te vens assim, com um seio na minha mão, a olhar-me através do espelho...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
hot wet pink suede
Chega aqui. Deixa-me falar-te ao ouvido: quero-te toda! Deixas-me mimar-te? Começo devagar a descer pelo pescoço, a inspirar o teu cheiro a um milímetro da pele, a trincar a tua orelha até sentir a resposta. Beijo-te suavemente, demoradamente, nos teus lábios doces. Mordo-te o queixo e desço com a língua. Enrolada na toalha, és uma irresistível tentação. Posso despir-te? Deixa… desembrulho-te, a sorver o sabor quente do teu peito. Quero ter-te assim, nua, à minha mercê. Confias em mim?
És linda! O teu corpo é um instrumento delicado e único que eu toco todo, não deixo milímetro por tocar, e insisto onde sinto a resposta mais intensa. A minha boca perde-se nos teus seios, nas tuas axilas, no interior dos teus braços, faço-te cócegas com a língua e mordo suavemente a lateral do teu tronco. Adoro quando fechas os olhos e ris!
És linda! O teu corpo é um instrumento delicado e único que eu toco todo, não deixo milímetro por tocar, e insisto onde sinto a resposta mais intensa. A minha boca perde-se nos teus seios, nas tuas axilas, no interior dos teus braços, faço-te cócegas com a língua e mordo suavemente a lateral do teu tronco. Adoro quando fechas os olhos e ris!
Contorno as tuas pernas, subo até ao interior das coxas e por lá me deixo ficar até suspirares… lindíssima.
Beijo a tua barriguinha e vou rodeando o umbigo. Suspiras. Arrepio-te?
Lambuzo-te as virilhas com a língua toda até à entrada do teu anusito e seguro-te as nádegas, até me pedires para entrar.
Lambuzo-te as virilhas com a língua toda até à entrada do teu anusito e seguro-te as nádegas, até me pedires para entrar.
Mergulho em ti devagarinho, roço a face, o nariz, os lábios nas tuas profundezas.
Tão macia… carnuda, camurça rosa, molhada e quente, a deslizar por entre os meus dedos. Quero beijar todos os teus lábios. Beijo-os de facto, como se de uma boca se tratasse, e enterro a minha língua na maciez do teu interior. Beijas-me, ora com uma, ora com a outra boca, sorvo o teu sabor húmido de desejo, doce e salgado. Aperto o teu segredo com pequenas dentadas, mordo os teus lábios generosos, esfrego a minha boca em ti, o meu queixo, a minha língua, com força, em sintonia com o ritmo da tua respiração.
As minhas mãos passeiam-se pelo teu corpo, apertam-te os seios, as nádegas e todas as tuas partes redondas e carnudas. E gemes… sim, consigo ouvir a sinfonia que o teu corpo orquestra, que maravilha! E danças na minha boca, enquanto te sinto toda, a transpirar prazer. O teu sexo vibra, explode e brilha sob a minha boca, puxas-me o cabelo, prendes-me, apertas-me e eu liberto-te.
Lambo-te com ternura, como a uma ferida, até me dizeres para parar.
Adoro quando fechas os olhos e sorris… queres mais?
Adoro quando fechas os olhos e sorris… queres mais?
post relacionado: fondue de chocolate com sexo
domingo, 7 de setembro de 2008
... e VOEI!
Ao contrário do que seria de esperar, dormi lindamente no dia anterior e não senti grande ansiedade. Também tinha estado a mentalizar-me de que não ia ser nada de especial. Como tenho a mania de me encher de expectativas que saem goradas, achei melhor acalmar os ânimos.E surpreendi-me. É claro que o voo se atrasou. É claro que me enganei no assento perto da asa e acabei por ficar no assento da executiva à frente. É claro que tive de pedir para trocarem comigo para ficar à janela. Mas ADOREI! Passei o tempo todo com o nariz colado ao vidro. Pensei que as janelas fossem maiores. Pensei que o avião fosse maior. Afinal, um Airbus A319 não é uma coisa assim tão impressionante, é um avião de médio porte.
Depois de muito engonhanço às voltas no aeroporto, o bicho lá se fez à pista sem aviso. Comecei finalmente a sentir a potência dos motores e a força da gravidade a puxar-me para trás enquanto atingia velocidades nunca dantes experimentadas, cerca de uns 300 km/h. Adorei a descolagem, no momento exacto em que o avião deixa de ter contacto com o solo e começa a flutuar, deixei escapar um UAU! bem parolo. Simplesmente adorei! E depois, a terra a afastar-se cada vez mais, as casas e os carros a ficarem mais pequenos… já conhecia aquela zona aérea à volta do aeroporto pelo Google Earth, mas de avião tem-se a noção da profundidade. Passei por dentro de uma nuvem e de repente, ficou tudo branco para logo voltar à paisagem magnífica.
Lá em cima, parece que se vai a andar muito devagarinho, a terra cá em baixo passa lentamente mas o bicho consegue atingir facilmente os 850 km/m e subir até cerca de 13 km, até quase não distinguir cidades, apenas os rios e as montanhas.
Depois a aterragem também foi interessante. Primeiro, a perda de altitude, embora gradual, fez-me algumas vertigens. Depois achei piada à forma do avião curvar, inclinando para a esquerda ou para a direita, a fazer-se à pista. A aterragem foi suave, nem dei pelo momento de contacto com o solo e a travagem também foi subtil. Estava à espera de uma coisa mais brusca, estava à espera de alguma turbulência lá em cima, mas foi tudo muito calmo.
A viagem de regresso correu lindamente, a parte que eu mais gosto é definitivamente da descolagem. A paisagem nocturna é fabulosa, nada que eu já tivesse visto no Google Earth, pois lá é sempre de dia. As luzes foram-se afastando à medida que o avião ia ganhando altitude, até serem apenas manchas claras em fundo escuro, cidades perdidas no meu mapa aéreo. Pena haver muita nebulosidade, que não me permitiu ver a paisagem como eu gostaria quando estávamos a chegar, mas fui espreitando por entre as nuvens, a ver as pontes e os telhados das casas a aproximarem-se cada vez mais.
Na aterragem, já senti melhor as rodas a atacarem os asfalto da pista e a travagem que se sucedeu. Foi giro! Quero mais!
E o que eu me ri com a tripulação? Os espanhóis a falar inglês são imbatíveis. Depois, aquele tom de voz monocórdico de quem já disse a mesma coisa milhares de vezes faz com que não se perceba nada do que dizem. E a demonstração dos procedimentos de segurança? Eu já tinha visto anúncios a gozar com aquilo, mas pensei que estivessem a exagerar. Qual quê, é mesmo assim, os gestos com cara de enfado enquanto a gravação passa em duas línguas diferentes, é demais!
Sei que isto é uma banalidade para a maior parte das pessoas, mas é mesmo daquelas coisas que eu andava há imenso tempo para fazer e nunca tinha tido oportunidade. Agora só falta asa delta, pára-quedas e balão de ar quente… até lá, vou continuar a voar na minha imaginação.
sábado, 26 de julho de 2008
cornetto
Não comia um cornetto desde o milénio passado, mesmo antes de ser destronado pelo Magnum. Mas desta vez, era o que havia em casa. E foi o melhor cornetto que comi até hoje.Comecei por lamber a parte de cima e dei uma dentada generosa que fez o chocolate estalar sob a pressão dos meus dentes, a cremosidade da nata contrastava com a dureza do chocolate a derreter mas ambos se fundiram na minha boca dançando com a língua. Doce, doce, doce…
Um dos motivos pelos quais eu deixei de comer cornettos foi o cone. Gostava mais dele seco, e com a variedade de sabores que existem actualmente no mercado, não faz sentido limitar-me aos sabores dos cornettos.
Mesmo assim, a baunilha húmida soube-me bem. Comecei por dar pequenas dentadas no rebordo do cone estaladiço, lambendo o coração macio de nata, comendo a baunilha e vendo o cone afunilar-se. Tinha-me esquecido de como o interior é forrado a chocolate, o que se tornou numa agradável recordação. Quando estava perto do fim, enfiei a língua no interior do que restava do cone para derreter o chocolate até chegar bem lá no fundo, e sorvi-o com os lábios fresquinhos.
Delícia!
Pequeno detalhe: tecnicamente, nem sequer era um Cornetto da Olá, mas sim uma dessas marcas do Jumbo, tão bom ou melhor que o original, mas por uma fracção do preço, ahahah.
O que estava a ouvir enquanto comia o gelado:
INXS, Taste it
"Sweet, sweet, sweet
Could you taste it?"
terça-feira, 22 de abril de 2008
a-A-AAAAATCHIIIIIIIIIIIM!!!!!
Peço desculpa pelo duche, bas dão consigo evitar um disparo a 160 kb/h. Ainda dão foi desta que os biolos be saíram pelo dariz, bas já estive bais longe disso.
É a 1463ª vez que o faço desde antes de ontem, pulverizo tudo à binha volta com o beu vírus bortífero. Bem, dão é assim tão bortífero, bas que dá cabo de uba pessoa, lá isso dá.
Cobeça por ser uba impressão da garganta, depois um espirro e depois outro, e outro. Depois dói, sinto a garganta seca, arranhada, inchada, irritada, zangada cobigo. É que dão consigo respirar pelo dariz, e quando o faço pela boca, acontece sempre isto. Depois terbida tudo com uns belos ataques de tosse até ficar com uns abdobidais fatásticos.
Sou uba fábrica de ranho eficientíssiba. Pribeiro é líquido e escorre-be pelo dariz sem que o consiga conter. E o beu dariz chora, já sabe o que o espera. Depois tenho de arrancar o ranho à força de buita fungadela que deixa o beu dariz pronto para ser cobido com batatinhas, de tão assado que fica. Esgotei o stock de lenços que tinha em casa e do trabalho e depois passei para as abostras de pacotes de lenços, guardadapos e rolo de cozinha.
Em contrapartida, a binha voz está irreconhecível. Diria até que sexy de tão rouca, tipo voz de caba. Mas é claro que a troca dos edes (NN) pelos dês e dos ebes (MM) pelos bês deduncia o beu estado e estraga o encanto todo.
Ontem à doite, equanto tentava dorbir sem êxito do beio dos beus delírios absurdos, pus-be a pensar que isto das constipações tem um efeito parecido com o das paixões. Vêm de bansinho, batem forte e dão passam depressa. A paixão apura os sentidos, bas a constipação cabufla-os. Dão sinto cheiro, dão consigo saborear o que cobo, os olhos lacribejantes impedem-be de ver cobo deve ser e os espirros dão be deixam ouvir. O údico sentido que se batém bais ou bedos intacto é o tacto, só para be garantir que todo o corpo be dói.
E quando penso em sexo deste estado, acontece uba coisa estranhíssiba que é a binha cabeça querer e o beu corpo dorido dizer que dão. Duba qualquer outra situação, seria ao contrário ou os dois de acordo. Que raio de tortura. Felizbente a constipação costuba ser um pouco bais breve que a paixão!
Bas isto faz-be dar bais valor à importância de respirar. Dunca be lembraria disso se dão tivesse sentido falta de ar. Desta vez, dem o beu abigo Vicks be ajudou buito. Respirar é besbo daquelas coisas que dão se pode passar sem, dão há volta a dar. Bas é sempre assim, dós dunca dabos o devido valor às coisas que tebos cobo certas, pois dão?
É a 1463ª vez que o faço desde antes de ontem, pulverizo tudo à binha volta com o beu vírus bortífero. Bem, dão é assim tão bortífero, bas que dá cabo de uba pessoa, lá isso dá.
Cobeça por ser uba impressão da garganta, depois um espirro e depois outro, e outro. Depois dói, sinto a garganta seca, arranhada, inchada, irritada, zangada cobigo. É que dão consigo respirar pelo dariz, e quando o faço pela boca, acontece sempre isto. Depois terbida tudo com uns belos ataques de tosse até ficar com uns abdobidais fatásticos.
Sou uba fábrica de ranho eficientíssiba. Pribeiro é líquido e escorre-be pelo dariz sem que o consiga conter. E o beu dariz chora, já sabe o que o espera. Depois tenho de arrancar o ranho à força de buita fungadela que deixa o beu dariz pronto para ser cobido com batatinhas, de tão assado que fica. Esgotei o stock de lenços que tinha em casa e do trabalho e depois passei para as abostras de pacotes de lenços, guardadapos e rolo de cozinha.
Em contrapartida, a binha voz está irreconhecível. Diria até que sexy de tão rouca, tipo voz de caba. Mas é claro que a troca dos edes (NN) pelos dês e dos ebes (MM) pelos bês deduncia o beu estado e estraga o encanto todo.
Ontem à doite, equanto tentava dorbir sem êxito do beio dos beus delírios absurdos, pus-be a pensar que isto das constipações tem um efeito parecido com o das paixões. Vêm de bansinho, batem forte e dão passam depressa. A paixão apura os sentidos, bas a constipação cabufla-os. Dão sinto cheiro, dão consigo saborear o que cobo, os olhos lacribejantes impedem-be de ver cobo deve ser e os espirros dão be deixam ouvir. O údico sentido que se batém bais ou bedos intacto é o tacto, só para be garantir que todo o corpo be dói.
E quando penso em sexo deste estado, acontece uba coisa estranhíssiba que é a binha cabeça querer e o beu corpo dorido dizer que dão. Duba qualquer outra situação, seria ao contrário ou os dois de acordo. Que raio de tortura. Felizbente a constipação costuba ser um pouco bais breve que a paixão!
Bas isto faz-be dar bais valor à importância de respirar. Dunca be lembraria disso se dão tivesse sentido falta de ar. Desta vez, dem o beu abigo Vicks be ajudou buito. Respirar é besbo daquelas coisas que dão se pode passar sem, dão há volta a dar. Bas é sempre assim, dós dunca dabos o devido valor às coisas que tebos cobo certas, pois dão?
Ah! Já me esquecia: Esta é daquelas músicas que fazem arrepiar. Hoje é só os cabelos na nuca, deve ser da constip, não oiço bem. Deixo aqui a letra que é divinal
quinta-feira, 6 de março de 2008
ingenuidade infantil
Três crianças com meia dúzia de anos encostadas à parede. Iô-iô do México 86 com a mascote do sombrero. Camisolas de manga curta (porque naquele tempo ainda não se dizia t’shirt). Cochichavam de cócoras entre risadas:- “Fudar”?! Os meus pais tiveram de fazer isso para eu nascer?!! Não acredito!
- Não é “fudar”, é foder!
- Blherrrrg!

1988. Férias de verão em casa dos meus primos. Jogo das palavras. Escrevi broche em objectos começados por “B”. Toda gente desatou a rir sem eu entender porquê. Eram todos mais velhos que eu, não me quiseram explicar.
Voltei de férias. Fiz a pergunta aos meus informadores habituais (se ao menos houvesse net…).
- Chupar a pila? Ca nojo!
Mal sabia eu…
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
360º
Era um dia banal de fim de Inverno. Tinha estado a chover de madrugada, a estrada estava molhada. Ela fazia o trajecto diário ao encontro dele. A ansiedade de estar com ele fá-la carregar no acelerador, mas não mais que o habitual. Ela tem o pé pesado, o facto de a estrada estar molhada não a faz abrandar.
Era um carro velho que já tinha passado por vários donos. Pequeno, leve, de pneus estreitos, cor-de-burro-quando-foge. Apesar de ter carta há alguns anos, só há pouco tempo tinha o seu burrito, como gostava de lhe chamar. E gosta da liberdade que ele lhe dá, de poder chegar a qualquer lugar, a qualquer hora autonomamente.
E lá vai ela, a visita tem de ser rápida, tem de ir à escola, tem de aproveitar bem cada segundo com ele. A estrada está lisinha, foi arranjada e alargada, há zonas em que tem 3 faixas, em melhor estado que a auto-estrada. É um caminho agradável entre eucaliptos e pequenas povoações.
Ela sabe de cor as curvas, os melhores sítios de ultrapassagem, vai em piloto automático enquanto pensa nele e nas aulas.
Começa a abordar a curva de 90º a 80 km /h, com a confiança de sempre, da forma como sempre faz. Retira o pé do acelerador devagar, dá-lhe um cheirinho de travão, um pouco mais… o carro está a fugir-lhe, ela trava mas o sacana do burro é teimoso, foge com a traseira para o meio da estrada.
A adrenalina dispara, sente o sangue a subir naqueles décimos de segundo enquanto tenta perceber o que se está a passar, mas sabe que não é coisa boa. O carro quer virar-se, mas ela lembra-se de uma reportagem sobre condução defensiva e toca a virar o volante no sentido contrário à curva, a tentar endireitar o carro. Roda, roda, roda, roda, o volante gira uma série de vezes, o carro desliza. "Merda, merda, MERDA!" Ela já está a pensar que se vai espetar contra os rails, "e que é que eu vou dizer lá em casa?". Naqueles breves segundos de perda de controlo, começa a pensar no metal esmagado "e como é que eu vou para a escola sem carro?" Mas eis que consegue endireitar o volante e recuperar algum controlo.
O carro parou finalmente, no mesmo sentido em que seguia, mas em contra-mão, paralelo aos rails do outro lado da estrada, a meio metro de lhes tocar. Ela respira fundo. Está a tremer por todos os lados, deixou o carro ir abaixo. Liga os 4 piscas, vem um carro na sua direcção, ela consegue pô-lo a funcionar e arrancar para a sua mão.
Os km que a separam dele são poucos, mas demoram o dobro do tempo a metade da velocidade normal. Quando chega, abraça-o com força, ainda a tremer. "Não vais acreditar no que me aconteceu!" Aquele abraço acolhedor retempera forças e confiança. Acalma, reconforta, alimenta. É suave, quente, é exactamente o que precisava para seguir viagem.
Ela começa lentamente a ter noção do sucedido. Começa a perceber que teve imensa sorte. "E se viessem carros no sentido contrário?" Durante os próximos tempos que passar por aquela curva, vai redobrar a atenção, depois a pouco e pouco, começa a agir como dantes, como se nada tivesse acontecido. Atribui o despiste ao acaso, à água e óleo misturados no pavimento, a uma situação impossível de controlar. Dali a uns tempos, já conseguirá fazer piadas com o assunto. Mas ela não esquecerá nunca a tremenda sorte que tem no meio do azar. Aquele abraço.
Era um carro velho que já tinha passado por vários donos. Pequeno, leve, de pneus estreitos, cor-de-burro-quando-foge. Apesar de ter carta há alguns anos, só há pouco tempo tinha o seu burrito, como gostava de lhe chamar. E gosta da liberdade que ele lhe dá, de poder chegar a qualquer lugar, a qualquer hora autonomamente.
E lá vai ela, a visita tem de ser rápida, tem de ir à escola, tem de aproveitar bem cada segundo com ele. A estrada está lisinha, foi arranjada e alargada, há zonas em que tem 3 faixas, em melhor estado que a auto-estrada. É um caminho agradável entre eucaliptos e pequenas povoações.
Ela sabe de cor as curvas, os melhores sítios de ultrapassagem, vai em piloto automático enquanto pensa nele e nas aulas.
Começa a abordar a curva de 90º a 80 km /h, com a confiança de sempre, da forma como sempre faz. Retira o pé do acelerador devagar, dá-lhe um cheirinho de travão, um pouco mais… o carro está a fugir-lhe, ela trava mas o sacana do burro é teimoso, foge com a traseira para o meio da estrada.
A adrenalina dispara, sente o sangue a subir naqueles décimos de segundo enquanto tenta perceber o que se está a passar, mas sabe que não é coisa boa. O carro quer virar-se, mas ela lembra-se de uma reportagem sobre condução defensiva e toca a virar o volante no sentido contrário à curva, a tentar endireitar o carro. Roda, roda, roda, roda, o volante gira uma série de vezes, o carro desliza. "Merda, merda, MERDA!" Ela já está a pensar que se vai espetar contra os rails, "e que é que eu vou dizer lá em casa?". Naqueles breves segundos de perda de controlo, começa a pensar no metal esmagado "e como é que eu vou para a escola sem carro?" Mas eis que consegue endireitar o volante e recuperar algum controlo.
O carro parou finalmente, no mesmo sentido em que seguia, mas em contra-mão, paralelo aos rails do outro lado da estrada, a meio metro de lhes tocar. Ela respira fundo. Está a tremer por todos os lados, deixou o carro ir abaixo. Liga os 4 piscas, vem um carro na sua direcção, ela consegue pô-lo a funcionar e arrancar para a sua mão.
Os km que a separam dele são poucos, mas demoram o dobro do tempo a metade da velocidade normal. Quando chega, abraça-o com força, ainda a tremer. "Não vais acreditar no que me aconteceu!" Aquele abraço acolhedor retempera forças e confiança. Acalma, reconforta, alimenta. É suave, quente, é exactamente o que precisava para seguir viagem.
Ela começa lentamente a ter noção do sucedido. Começa a perceber que teve imensa sorte. "E se viessem carros no sentido contrário?" Durante os próximos tempos que passar por aquela curva, vai redobrar a atenção, depois a pouco e pouco, começa a agir como dantes, como se nada tivesse acontecido. Atribui o despiste ao acaso, à água e óleo misturados no pavimento, a uma situação impossível de controlar. Dali a uns tempos, já conseguirá fazer piadas com o assunto. Mas ela não esquecerá nunca a tremenda sorte que tem no meio do azar. Aquele abraço.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
estererograma
Nunca poderei esquecer o primeiro estereograma que vi. Era um anúncio à TV Grundig 100 Hertz no Público, em 1995, altura em que os estereogramas eram moda. Sentei-me no sofá a tentar perceber como é que aquilo funcionava. Estive uma boa meia hora a olhar para um padrão verde, sem que acontecesse nada de especial, sem conseguir descortinar nada. Aquilo também não tinha instruções, pelo que fui seguindo o que o meu primo que conseguia ver sugeria. Tentei relaxar a vista, aproximar o jornal do nariz e ir afastando aos poucos, tentando focar um plano diferente que não o do jornal em si. Finalmente, a imagem encolheu, as cores vibraram, e consegui ver um plano transformar-se e revelar uma terceira dimensão: profundidade! FANTÁSTICO! O efeito foi tão arrebatador que dei um pulo do sofá e puff, desvaneceu-se. Mas eu li: “100 Hertz”, recortados sobre o fundo verde. Depois de experimentar mais uns bons 10 minutos, consegui ver de novo, desta vez a imagem expandiu-se e os “100 Hertz” saíam para fora. E consegui manter esta visão durante algum tempo, mexendo um pouco o jornal para perceber melhor o efeito tridimensional de dois níveis. Realmente fascinante. É uma forma de enganar o olhar e perceber que é realmente o cérebro que vê.
A partir daí, procurei tudo o que pude sobre estereogramas, para tentar perceber como funcionam e coleccionei um montão deles.
Quando alguém diz “Umm, acho que já estou a ver” é porque não está a ver absolutamente nada. Só quando alguém diz alguma coisa como “Caramba, é incrível!” completamente em êxtase é porque que está mesmo a ver.
E isto é como andar de bicicleta, pode ser um pouco mais difícil quando estamos destreinados, mas nunca se esquece :-)
Deixo então aqui o pequeno desafio que é descobrir o que esconde à vista desarmada este estereograma e o que revela quando visto com o cérebro. Para os principiantes, as instruções estão aqui também, é só clicar para ampliar. O estereograma também dá para ampliar. Boas visões!Nota: existe um pequeno número de pessoas (cerca de 10%) que não conseguem mesmo ver estereogramas por questões fisiológicas (por exemplo, estrabismo).
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
pequenos prazeres: a directora e o chefe de zona do supermercado
a directora
Há sete anos, inscrevi-me numa loja para um part time para colaborar com uma empresa multinacional do ramo alimentar sem saber bem o que era o trabalho, mas cujos requisitos preenchia.
Uma série de meses depois, quando eu já nem me lembrava do assunto, uma voz feminina muito simpática e eficiente telefonou-me a marcar entrevista. No dia combinado, lá fui, tive de esperar um pouco, estávamos em Junho e o fresco do ar condicionado sabia-me bem. Enquanto esperava, pus-me a ler o livro para disfarçar o nervosismo destas situações, não devia ser grande coisa porque já não me recordo dele. Sei que algum tempo depois a mesma voz que me tinha ligado abordou-me, acompanhada de uns olhos verdes intensos, enormes, hipnotizantes. Como eu gostava de lhe beijar as pálpebras! E os lábios frescos, naturais, sorridentes, feitos para serem beijados… Perguntou-me o nome numa afirmação, ao que eu respondi positivamente, e lá fomos para as entranhas do armazém da loja, aquela parte nunca visitada pelo comum consumidor. Era um cubículo deprimente sem janelas, a sala dos empregados, voltei lá algumas vezes depois, mas nunca teve tanta luz como quando estive lá com ela. Era verdadeiramente uma mulher brilhante! Muito empática e com um ar ultra profissional e competente no seu tailleur verde seco, a condizer com os olhos. A entrevista correu lindamente, tinha sido a primeira escolha dela e não quis entrevistar mais ninguém. Fiquei super contente, o trabalho parecia agradável e a remuneração era bastante simpática, pelo que aceitei logo. Combinámos encontrar-nos na semana seguinte para assinar o contrato e para ela me dar a formação necessária e trabalharmos um pouco em conjunto. Se foi difícil o tempo passar entre o telefonema e a entrevista, ainda mais devagar passou aquela semana, em que eu contava os segundos para a hora exacta. Muito antes do tempo, lá estava eu à espera. Ela apareceu no Audi A6 da empresa, desta vez de t-shirt, calça de ganga e ténis, uma vez que íamos para o terreno, mas nem por isso menos encantadora e apetecível. O trabalho correu lindamente, foi super agradável e interessante. Fiquei a saber que a formação dela era em línguas germânicas e que morava em Sintra. A partir daí, comecei a trabalhar individualmente mas com imensa motivação. Fazia relatórios semanais comparativos, enviava postais de natal e de primavera feitos por mim, convites para festas e tudo o que me passava pela cabeça. O trabalho foi-se estendendo a todo o país, foi criado um departamento próprio na empresa e eu deixei de contactar com ela. Lembro-me que no primeiro Natal, enviaram-me um postal assinado por várias pessoas e com uma mensagem dela onde agradecia "o excelente trabalho realizado". Como fiquei feliz! Falei com ela ao telefone mais uma ou duas vezes, e trocámos alguns mails profissionais. Nunca mais a vi, mas nunca mais esqueci a competência e os olhos dela.
o chefe de zona
Quando eu ia ao sábado à tarde entregar o meu trabalho, por vezes, muito raramente, via um rapaz que eu achava bonito. Nessa altura, escrevi isto sobre ele, para o QJ e para a Quimera:
"Ele deve ter mais ou menos a minha idade, não é muito alto, é magrito, cabelo castanho, olhos azuis. Ele faz-me lembrar alguém, um actor, aquele que fez o Crime do padre Amaro, sabem, o Jorge Corrula. Embora as feições sejam parecidas, ele é muito mais bonito, tem o nariz mais perfeito, um ar frágil que lhe dá imensa piada. Eu acho graça, o que é que querem? Gosto de olhar para ele entre os detergentes, as couves e a roupa, discretamente, sem que ninguém perceba. Deleito-me numa onda de voyeurismo, a ver o que ele está a fazer enquanto finjo indecisão quanto ao arroz a levar.
Creio que a primeira vez que o vi, foi no escritório. Ele não tinha farda vestida, por isso parti do princípio que seria um chefe de zona ou de loja. Depois vi-o num Audi, e confirmei a minha teoria, porque os big bosses andam todos de Audi, quanto maior for o Audi, maior o cargo. O dele é uma carrinha A4.
Se bem que ainda não tenha percebido muito bem o que é que ele é, vejo o que ele faz. E acho-lhe mais piada ainda quando o vejo a supervisionar os legumes, a varrer a secção, ou a limpar as balanças. Achava piada, mesmo que ele fosse feio, porque não é todos os dias que eu vejo um chefe fazer o que ele faz. Hoje estava a ajudar um funcionário a desmanchar caixas de cartão e também já o vi a lavar o chão. A loja hoje estava cheia, princípio do mês, eles fartam-se de vender. Disse boa tarde ao gerente da loja que me costuma entregar o trabalho e a resposta dele foi "Boa tarde? Só se for para si!" Fez-me rir, porque aquilo estava realmente caótico. No meio do caos, lá andava ele, com calças de fato e mangas de camisa arregaçadas, acho-lhe mesmo piada! A dedicação que ele põe no trabalho, sempre muito concentrado… a competência excita-me, sem dúvida."
Vai fazer um ano que deixei de colaborar com a empresa, e consequentemente deixei de lá ir ao sábado e deixei também de voltar a ver este rapazinho tão bonito e tão… tão não para o meu bico!…
Há sete anos, inscrevi-me numa loja para um part time para colaborar com uma empresa multinacional do ramo alimentar sem saber bem o que era o trabalho, mas cujos requisitos preenchia.
Uma série de meses depois, quando eu já nem me lembrava do assunto, uma voz feminina muito simpática e eficiente telefonou-me a marcar entrevista. No dia combinado, lá fui, tive de esperar um pouco, estávamos em Junho e o fresco do ar condicionado sabia-me bem. Enquanto esperava, pus-me a ler o livro para disfarçar o nervosismo destas situações, não devia ser grande coisa porque já não me recordo dele. Sei que algum tempo depois a mesma voz que me tinha ligado abordou-me, acompanhada de uns olhos verdes intensos, enormes, hipnotizantes. Como eu gostava de lhe beijar as pálpebras! E os lábios frescos, naturais, sorridentes, feitos para serem beijados… Perguntou-me o nome numa afirmação, ao que eu respondi positivamente, e lá fomos para as entranhas do armazém da loja, aquela parte nunca visitada pelo comum consumidor. Era um cubículo deprimente sem janelas, a sala dos empregados, voltei lá algumas vezes depois, mas nunca teve tanta luz como quando estive lá com ela. Era verdadeiramente uma mulher brilhante! Muito empática e com um ar ultra profissional e competente no seu tailleur verde seco, a condizer com os olhos. A entrevista correu lindamente, tinha sido a primeira escolha dela e não quis entrevistar mais ninguém. Fiquei super contente, o trabalho parecia agradável e a remuneração era bastante simpática, pelo que aceitei logo. Combinámos encontrar-nos na semana seguinte para assinar o contrato e para ela me dar a formação necessária e trabalharmos um pouco em conjunto. Se foi difícil o tempo passar entre o telefonema e a entrevista, ainda mais devagar passou aquela semana, em que eu contava os segundos para a hora exacta. Muito antes do tempo, lá estava eu à espera. Ela apareceu no Audi A6 da empresa, desta vez de t-shirt, calça de ganga e ténis, uma vez que íamos para o terreno, mas nem por isso menos encantadora e apetecível. O trabalho correu lindamente, foi super agradável e interessante. Fiquei a saber que a formação dela era em línguas germânicas e que morava em Sintra. A partir daí, comecei a trabalhar individualmente mas com imensa motivação. Fazia relatórios semanais comparativos, enviava postais de natal e de primavera feitos por mim, convites para festas e tudo o que me passava pela cabeça. O trabalho foi-se estendendo a todo o país, foi criado um departamento próprio na empresa e eu deixei de contactar com ela. Lembro-me que no primeiro Natal, enviaram-me um postal assinado por várias pessoas e com uma mensagem dela onde agradecia "o excelente trabalho realizado". Como fiquei feliz! Falei com ela ao telefone mais uma ou duas vezes, e trocámos alguns mails profissionais. Nunca mais a vi, mas nunca mais esqueci a competência e os olhos dela.
o chefe de zona
Quando eu ia ao sábado à tarde entregar o meu trabalho, por vezes, muito raramente, via um rapaz que eu achava bonito. Nessa altura, escrevi isto sobre ele, para o QJ e para a Quimera:
"Ele deve ter mais ou menos a minha idade, não é muito alto, é magrito, cabelo castanho, olhos azuis. Ele faz-me lembrar alguém, um actor, aquele que fez o Crime do padre Amaro, sabem, o Jorge Corrula. Embora as feições sejam parecidas, ele é muito mais bonito, tem o nariz mais perfeito, um ar frágil que lhe dá imensa piada. Eu acho graça, o que é que querem? Gosto de olhar para ele entre os detergentes, as couves e a roupa, discretamente, sem que ninguém perceba. Deleito-me numa onda de voyeurismo, a ver o que ele está a fazer enquanto finjo indecisão quanto ao arroz a levar.
Creio que a primeira vez que o vi, foi no escritório. Ele não tinha farda vestida, por isso parti do princípio que seria um chefe de zona ou de loja. Depois vi-o num Audi, e confirmei a minha teoria, porque os big bosses andam todos de Audi, quanto maior for o Audi, maior o cargo. O dele é uma carrinha A4.
Se bem que ainda não tenha percebido muito bem o que é que ele é, vejo o que ele faz. E acho-lhe mais piada ainda quando o vejo a supervisionar os legumes, a varrer a secção, ou a limpar as balanças. Achava piada, mesmo que ele fosse feio, porque não é todos os dias que eu vejo um chefe fazer o que ele faz. Hoje estava a ajudar um funcionário a desmanchar caixas de cartão e também já o vi a lavar o chão. A loja hoje estava cheia, princípio do mês, eles fartam-se de vender. Disse boa tarde ao gerente da loja que me costuma entregar o trabalho e a resposta dele foi "Boa tarde? Só se for para si!" Fez-me rir, porque aquilo estava realmente caótico. No meio do caos, lá andava ele, com calças de fato e mangas de camisa arregaçadas, acho-lhe mesmo piada! A dedicação que ele põe no trabalho, sempre muito concentrado… a competência excita-me, sem dúvida."
Vai fazer um ano que deixei de colaborar com a empresa, e consequentemente deixei de lá ir ao sábado e deixei também de voltar a ver este rapazinho tão bonito e tão… tão não para o meu bico!…
domingo, 9 de dezembro de 2007
o grande O Lá
Iniciámos a viagem que prometia ser longa e prazerosa.
Começámos devagar, a saborear cada curva, monte e vale sem pressa de Lá chegar.
Tu já Lá tinhas estado e disseste-me como é bom. Foste e voltaste e eu continuei contigo ao meu ritmo.
Demorei a Lá chegar, mas quando assim é, sabe melhor a chegada.
O grande O estava à minha espera, como sempre, de braços abertos.
Nem sempre consigo abraçá-lo, mas desta vez consegui aproximar-me bastante e abracei-o calmamente, sentindo-o percorrer-me o corpo todo a partir do centro, numa explosão de prazer intenso. Não satisfeito, ele quer levar-me ao cume. Estou quase Lá. Aumento o ritmo da caminhada até ficar sem fôlego. Viva, vibrante, revigorada – o meu corpo grita, liberta-me a alma! Ah, que paisagem magnífica! Que viagem maravilhosa! Deixo-me levar pelas ondas que me invadem e levanto voo. É bom demais! É intensa, demorada, deliciosamente violenta esta viagem até Lá.
Fecho os olhos húmidos e deixo-me ir até a energia se esgotar e não ter mais forças, deslizo lentamente até ao chão e peço para me trazeres de volta, aninhada em ti saboreio os sentidos numa suave quietude.
Começámos devagar, a saborear cada curva, monte e vale sem pressa de Lá chegar.
Tu já Lá tinhas estado e disseste-me como é bom. Foste e voltaste e eu continuei contigo ao meu ritmo.
Demorei a Lá chegar, mas quando assim é, sabe melhor a chegada.
O grande O estava à minha espera, como sempre, de braços abertos.
Nem sempre consigo abraçá-lo, mas desta vez consegui aproximar-me bastante e abracei-o calmamente, sentindo-o percorrer-me o corpo todo a partir do centro, numa explosão de prazer intenso. Não satisfeito, ele quer levar-me ao cume. Estou quase Lá. Aumento o ritmo da caminhada até ficar sem fôlego. Viva, vibrante, revigorada – o meu corpo grita, liberta-me a alma! Ah, que paisagem magnífica! Que viagem maravilhosa! Deixo-me levar pelas ondas que me invadem e levanto voo. É bom demais! É intensa, demorada, deliciosamente violenta esta viagem até Lá.
Fecho os olhos húmidos e deixo-me ir até a energia se esgotar e não ter mais forças, deslizo lentamente até ao chão e peço para me trazeres de volta, aninhada em ti saboreio os sentidos numa suave quietude.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Massagens a 4 mãos - a mim
Chegou a minha vez, nesta altura já estou completamente aquecida. Deito-me de costas, eles desapertam-me o soutien e puxam-me a tanga para fora do corpo, sabe bem estar deitada a descansar depois de tanta actividade. Escolho também o óleo de arnica. Pegam-me nos pés, estão doridos de terem passado a noite anterior de saltos, peço para darem especial atenção ao dedo mais pequenino. Fecho os olhos para sentir melhor. Sabe meeeesmo bem. Solto alguns gemidos de prazer quando me pressionam a planta do pé, que bem que sabe! Calcanhares, tornozelos, ummmmm… Pernas, o mesmo que lhes fiz. Chegam ao cimo da coxa e eu começo instintivamente a empinar o rabo, a convidá-los a entrar. Ele aceita o meu convite. Ui, é tão bom! Nádegas-virilhas, virilhas-nádegas. Que trajecto delicioso! Sinto-os subir para as costas, e é muito bom, eles massajam em ritmo vigoroso, sem dó nem piedade, sabe bem! Ombros, pescoço, viro-me.E recomeça: pés, canelas, joelhos, coxas, ai, coxas… virilhas… ummmm tão bom! Vou rodando a cabeça contra o colchão, sabe-me bem massajar assim o couro cabeludo. Eu gemo, suspiro, encorajo… e tenho o que peço. Barriga, peito, peito, peito, peitooooooo. Maravilha! Só faltam os ombros e o pescoço, tal como eles sento-me e desfruto. Mãos fantásticas, quatro, pele com pele, a deslizar ao sabor do óleo essencial… dedos, toque, forte, lindo, sorriso, beijo, amor…até o sono nos oferecer generosamente o descanso merecido.
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Massagens a 4 mãos – a ele
Começo a sentir calor, começo a despir-me. Primeiro a camisola, depois as calças. Estou com uma lingerie preta que ele me ofereceu, soutien push up e tanga transparente.Voltamos à carga, agora é a vez dele ser massajado. Ele já está só de boxers justinhos, e não demora muito a ser completamente despido por nós as duas.
Deitado de barriga para baixo, começamos novamente pelos pés. Escolhemos um óleo à base de arnica para o efeito. Os pés dele são enormes, comparados com os dela, exigem mais força, mais destreza para serem massajados a preceito. Damos especial atenção aos tornozelos, ele tem alguns problemas com as articulações. Iniciamos a viagem pelas pernas, ele é bastante peludo, mas isso não nos atrapalha. Barriga da perna, coxa, virilha… insisto nas virilhas, acaricio o saco das bolas, espalho bastante óleo pelo rego e passo a mão pelo interior quente.
Seguimos para as costas. Ele tem mesmo as costas largas! Sabe bem mergulhar as mãos oleadas por aquelas costas, cada uma com o seu lado, pressionando, massajando… eu ponho-me em cima dele e procuro fazer-lhe estalar os ossos (não consegui fazê-lo com ela) oiço os ossos estalarem duas ou três vezes, massajo para descontrair. Pedimos para ele se virar, voltamos aos pés, massajamos entre os dedos, consigo sentir-lhe os tendões em tensão, descontraio-os, subimos para as canelas, os joelhos, as coxas…
Volto a acariciar levemente o saco, detenho-me na virilha, volto à coxa… não paro de olhar-lhe o pau, dá-me vontade de engoli-lo todo, mas contenho-me. Ele mostra alguns sinais de excitação, não o suficiente para me encorajar.
Subo para a barriga, massajo vigorosamente com ela, a ver se a massagem dissipa a distensão abdominal, brinco um pouco com o assunto, rimos. Massajamos de lado, onde os pêlos não moram, enfiamos os dedos nos tufos do peito dele, descobrimos a maciez das auréolas à volta dos mamilos, não resisto e trinco um.
Mãos, braços, ombros, pescoço – nada fica por massajar. Pedimos para se sentar e massajamos-lhe os ombros, o pescoço, a nuca…
Termino com um beijo na cabeça rapada a pente 1.
continua aqui
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Massagens a 4 mãos - a ela
Estávamos os três cansados, ela tinha estado a trabalhar o dia todo, nós fartámo-nos de passear a pé, e a noite anterior tinha sido de estragação total, a dançar e a beber pela madrugada dentro.Decidimos ficar por casa, o quarto estava frio, mas musiquinha calma e as velas perfumadas do costume ajudavam a aquecer o ambiente.
Primeiro ela, que tinha estado a trabalhar enquanto nós nos divertíamos. Tomou um duche, estava gelada dentro do roupão, tínhamos de a aquecer bem.
Escolheu um gel de massagem anti-stress com alfazema e ylang-ylang, muito leve, nada oleoso.
Começamos pelos pés. Tem uns pés pequenos, à imitação do corpo. Com movimentos coordenados, vamos pressionando nos pontos estratégicos, com os polegares, com os nós dos dedos na curva, com as duas mãos agarrando o pé por completo, pressionando junto aos tornozelos, contornando-os… não resisto e mordo-lhe o dedo grande, ela ri-se.
Continuamos pelas pernas, apertando os gémeos, os adutores… ela abre ligeiramente as coxas, deixando antever um pouco o sexo lisinho e apetitoso. Passamos pelas virilhas, contornamos as nádegas… que vontade de lhe enfiar a mão naquele vale apetitoso! Mas não o faço, ela não está para aí virada, sei-o pela expressão do seu corpo, se quisesse, pedia.
Voltamos a cobrir-lhe a parte inferior do corpo com o roupão e dirigimo-nos às costas. Ela está magrita, consigo sentir-lhe as costelas e fico com a sensação de que ela é muito frágil. Sei que é uma ideia tola, na verdade ela é bastante forte, mas tenho especial atenção com as costas dela, tento ser delicada.
Ombros, pescoço, nuca… massajamos-lhe os braços delicados, os pulsos, as mãos… esfrego a minha mão na dela, têm o mesmo tamanho, apesar de ela ser mais pequena que eu, peço-lhe para se virar de costas, para a podermos massajar por completo. Novamente os pés. Agora já estão mais morninhos. Apertamos o peito do pé, esfregamos bem, continuamos pelas canelas, pelo joelhos, subimos às coxas e voltamos a tornear as virilhas, ai, que vontade!...
Continuamos, pelo ventre, que bem que sabe contornar-lhe o ventre, à volta do umbigo, mais uma vez domino a minha vontade de lhe enfiar a língua, tenho de me concentrar no prazer dela, não no meu.
Seguimos pelo tronco, apertando bem de lado, até ao peito – massajamos as maminhas firmes, só me apetece morder-lhe o mamilo castanho, mas contento-me a esfregar-lho contra o meu polegar, circulando a auréola, ummm…
Ele pede para ela se sentar para melhor lhe massajar os ombros e a nuca. Acabo por ser eu a tratar do assunto. Acabo ao mesmo tempo e da mesma forma que termina a música: suave, e com um abraço. Voltamos a vestir-lhe o roupão, queremos levá-la até à cama, mas ela insiste que também nos quer massajar.
continua aqui
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Noite de Aniversário

Amigos:
Produção - decote violeta e light blue
Jantar chinês
Prova, roda, prova, roda, prova, roda… licor
Risos, gargalhadas, animação
Esplanada nova, mesmo som
Alguma sofisticação
Cocktail de fruta
Despedida
Produção - decote violeta e light blue
Jantar chinês
Prova, roda, prova, roda, prova, roda… licor
Risos, gargalhadas, animação
Esplanada nova, mesmo som
Alguma sofisticação
Cocktail de fruta
Despedida
Private:
Velas
Paixão
Colchão no chão
Óleo aromático, massagem
Línguaaaa… schhhh, baixinho!
Discrição, muita discrição
Vibrador presente
Sorrisos cúmplices
Lubrificação
Dupla penetração
Orgasmo anal
Óleo, muito óleo
Massagem
Mais sorrisos cúmplices
Vibrador nele
Penetração
Masturbação
Auto-penetração, orgasmo oral
Beijo
Abraço
Diálogo
Sexo, muito sexo, até arder
Sede
Água com gelo
Gelo!
Acalma, arrefece
Acalma, arrefece
Derrete, desaparece
Mágico! Delírio!
Mais gelo
Outra vez?
Entra-e-sai, entra-e-sai, entra-e-sai…
sms
Amor!
Ai, aaai…
Sou mesmo uma sacana sortuda e privilegiada!
PARABÉNS, meu amor! Vamos repetir, fazer melhor logo?
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
ella, ella, eh, eh...
Rihanna, Umbrella
Vocês sabem (principalmente tu, QJ) que eu já andava há que tempos para postar o vídeo, mas depois do fim-de-semana passado, há precisamente uma semana, tem outro sabor, não tem? Agora deixo aqui a versão dela, para a próxima deixarei talvez a minha, quem sabe… acham que valerá a pena?...
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Purificação
Percorro cada canto de mim, revisito-me uma vez mais, neste prazer líquido e quente de espuma frutada.
Confronto-me. Confronto o corpo, preparo o espírito, sintonizo-os para chegar aonde quero. Encontro-me.
Afogo as dores e as mágoas na água e vejo-as escorrer pelo ralo entre os meus dedos dos pés. Purifico-me.
Com a mente e o corpo lavados, atinjo o bem-estar e dou as boas-vindas à noite que se aproxima.
Confronto-me. Confronto o corpo, preparo o espírito, sintonizo-os para chegar aonde quero. Encontro-me.
Afogo as dores e as mágoas na água e vejo-as escorrer pelo ralo entre os meus dedos dos pés. Purifico-me.
Com a mente e o corpo lavados, atinjo o bem-estar e dou as boas-vindas à noite que se aproxima.
Vanessa da Mata + Ben Harper: Boa Sorte / Good Luck
Será que me imaginas?

Vem com o seu ar de garanhão, deve pensar que lhe vou cair aos pés! Começa com indirectas, sei que me quer levar para a cama.
Eu: Isso é uma proposta?
Ele: Pode-se dizer que sim!
Eu: Mas o que tens para me oferecer que outro homem possa ainda não me ter dado?
Ele: Isso não te posso mostrar com palavras, apenas com actos.
Pergunto-me se ele saberá o que significa desejo. Ele acredita que me pode excitar mas será que consegue despertar o meu desejo? No alto da sua confiança diz-me que não é difícil agradar a uma mulher, que basta ser-se carinhoso e tocar nos pontos certos. Como se engana!
Eu: Não sinto qualquer atracção por ti, não vale a pena perdermos tempo.
Ele: Os teus olhos não me dizem isso!
Eu: O que te leva a crer que o meu olhar é sincero?! Eu gosto de brincar com o fogo mesmo sabendo que me posso queimar. Gosto deste jogo!
Ele: Queres jogar? Então deixa que te acompanhe a casa. Ou estás com medo de perder o jogo?!
Sei que me está a manipular mas não me importo! Vou testar-me a mim própria. Logo se vê no que dá!
Já no carro dele começa com falinhas mansas, com festinhas no cabelo, uns beijinhos no pescoço… Faz todos os mimos que uma mulher pode desejar mas eu não reajo. Tenta beijar-me os lábios mas eu recuo.
Eu: Vou-me embora, isto não faz sentido!
Pego na chave de casa mas ele toma-a na sua mão.
Ele: Um beijo em troca da chave! Não és tu que gostas de jogos?
Eu: Sim mas deixo as regras claras e paro quando eu quero. São as minhas regras, só entra no jogo quem quer!
Ele: Tens razão, eu aceitei as tuas regras. Toma a chave!
Ele abraça-me novamente. Confesso que o calor do corpo dele, a sua respiração no meu peito, me excita. Apesar disso não quero ceder ao instinto, ainda não o desejo.
Não sei bem como ele consegue dar-me um beijo nos lábios mas eu não me mexo. Ele ainda não está satisfeito, diz que aquilo não foi um beijo. Para mim também não mas ele assim o quis, foi um beijo roubado. Por mais que tentasse ele não conseguia chegar ao meu íntimo.
Tanta insistência já me estava a irritar. È então que o agarro no pescoço e lhe dou um beijo bruto, selvagem terminando com uma mordidela no lábio inferior.
Eu: Não imaginas quem eu sou…!
Saí do carro sem me despedir, apenas acenei pela janela um adeus. Não deixei contacto, tinha o dele mas não tencionava usá-lo.
Ainda deu para perceber o ar perplexo dele. Deveria estar a pensar se também isso seria parte do jogo!
Eu: Isso é uma proposta?
Ele: Pode-se dizer que sim!
Eu: Mas o que tens para me oferecer que outro homem possa ainda não me ter dado?
Ele: Isso não te posso mostrar com palavras, apenas com actos.
Pergunto-me se ele saberá o que significa desejo. Ele acredita que me pode excitar mas será que consegue despertar o meu desejo? No alto da sua confiança diz-me que não é difícil agradar a uma mulher, que basta ser-se carinhoso e tocar nos pontos certos. Como se engana!
Eu: Não sinto qualquer atracção por ti, não vale a pena perdermos tempo.
Ele: Os teus olhos não me dizem isso!
Eu: O que te leva a crer que o meu olhar é sincero?! Eu gosto de brincar com o fogo mesmo sabendo que me posso queimar. Gosto deste jogo!
Ele: Queres jogar? Então deixa que te acompanhe a casa. Ou estás com medo de perder o jogo?!
Sei que me está a manipular mas não me importo! Vou testar-me a mim própria. Logo se vê no que dá!
Já no carro dele começa com falinhas mansas, com festinhas no cabelo, uns beijinhos no pescoço… Faz todos os mimos que uma mulher pode desejar mas eu não reajo. Tenta beijar-me os lábios mas eu recuo.
Eu: Vou-me embora, isto não faz sentido!
Pego na chave de casa mas ele toma-a na sua mão.
Ele: Um beijo em troca da chave! Não és tu que gostas de jogos?
Eu: Sim mas deixo as regras claras e paro quando eu quero. São as minhas regras, só entra no jogo quem quer!
Ele: Tens razão, eu aceitei as tuas regras. Toma a chave!
Ele abraça-me novamente. Confesso que o calor do corpo dele, a sua respiração no meu peito, me excita. Apesar disso não quero ceder ao instinto, ainda não o desejo.
Não sei bem como ele consegue dar-me um beijo nos lábios mas eu não me mexo. Ele ainda não está satisfeito, diz que aquilo não foi um beijo. Para mim também não mas ele assim o quis, foi um beijo roubado. Por mais que tentasse ele não conseguia chegar ao meu íntimo.
Tanta insistência já me estava a irritar. È então que o agarro no pescoço e lhe dou um beijo bruto, selvagem terminando com uma mordidela no lábio inferior.
Eu: Não imaginas quem eu sou…!
Saí do carro sem me despedir, apenas acenei pela janela um adeus. Não deixei contacto, tinha o dele mas não tencionava usá-lo.
Ainda deu para perceber o ar perplexo dele. Deveria estar a pensar se também isso seria parte do jogo!
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Uma sexta-feira passada...
A semana passada, decidi ir passar o fim-de-semana fora, já que temos uma casa na praia durante uns meses, nada melhor do que aproveitar. Sempre dá para descansar e relaxar um pouco.
Dá para nos afastarmos do PC, do stress do dia a dia, dos nossos pequenos vícios diários…
Cheguei, a casa estava vazia, ia passar a noite sem ninguém em casa. O resto do pessoal chega sábado, ter a casa só para mim de vez em quando sabe bem termos todo o espaço só para nós, é algo fantástico, posso fazer o que quiser sem ninguém me aborrecer.
Cheguei, mandei a tralha para um canto e fui comer qualquer coisa, que a fome já apertava.
Peguei o telemóvel, e liguei para umas amigas que fazia tempo que não as via e combinamos ir beber um copo depois de jantar.
E assim foi, eram dez e meia quando nos encontrámos, os beijos e abraços do costume, e por fim sentámo-nos num bar a conversar, quando estamos sem ver alguém por algum tempo, há sempre qualquer coisa para conversar, e a conversa é como as cerejas…
A noite passou-se rapidamente, quando olho para o relógio já é mais que horas de ir para a cama, venho para casa.
O meu corpo está moído de um dia de trabalho, não é que tenha um trabalho que faça grande esforço físico, na verdade não faço nenhum esforço, estar atrás de uma secretária num escritório… não cansa muito o corpo. Mas o meu corpo ressentia-se, e embora já fosse tarde decidi tomar um belo banho (eis outra maravilha de estar sem ninguém em casa, posso tomar banho a qualquer hora do dia ou da noite que ninguém se vai incomodar ou ralhar por estar a fazer barulho ou o quer que seja!). Lembrei-me que tinha no carro uns brinquedos bem engraçados que me haviam oferecido fazia tempo, mas que raramente tinha tempo e oportunidade para os usar, e pensei cá para mim, eis uma bela altura de os ir buscar!
Sem mais corri ao carro e trouxe-os comigo. Despi-me, o meu corpo estava sem roupa, com alguma excitação pelo meio, olho para os meus brinquedos e penso… por qual é que vou começar, eles são de vários tamanhos, uns meramente manuais e outros com pilhas… vou começar por um manual e mais pequeno, antes com a mão estimulo-me, sabe bem, o meu corpo começa a estar mais receptivo aos meus brinquedos, pego num dos mais pequenos e penetro-me com ele… sabe bem, tinha saudades de brincar comigo assim, de usar estes brinquedos em mim.
Sabe bem sentir o brinquedo dentro de mim, o meu corpo, move-se em si mesmo, ajuda-me a sentir o brinquedo, a estimular-me…
A excitação vai aumentando, e mais, e mais…
Detenho-me, vou para a casa de banho, tenho um chuveiro magnífico à minha espera, levo os meus preferidos comigo, brinco com ambos, a minha excitação volta a aumentar, cada vez mais, o meu corpo treme com a excitação, e mais, e mais…
Sinto que está próximo, o meu orgasmo aproxima-se, intensifico o uso dos meus brinquedos em mim, e o meu orgasmo aproxima-se, a água corre pelo meu corpo, a excitação aumenta, está a chegar…
Atinjo o pico, venho-me… sinto o meu corpo estremecer, deixo-me escorregar… sento-me, tenho-o ainda dentro de mim, deixo-me ficar assim um pouco, com o meu brinquedo dentro de mim e a água a escorrer pelo meu corpo…
Sabe bem estes duches a horas tardias, sabe muito bem, estimula-me a mente e o corpo.
Deliciosamente provocante
Dá para nos afastarmos do PC, do stress do dia a dia, dos nossos pequenos vícios diários…
Cheguei, a casa estava vazia, ia passar a noite sem ninguém em casa. O resto do pessoal chega sábado, ter a casa só para mim de vez em quando sabe bem termos todo o espaço só para nós, é algo fantástico, posso fazer o que quiser sem ninguém me aborrecer.
Cheguei, mandei a tralha para um canto e fui comer qualquer coisa, que a fome já apertava.
Peguei o telemóvel, e liguei para umas amigas que fazia tempo que não as via e combinamos ir beber um copo depois de jantar.
E assim foi, eram dez e meia quando nos encontrámos, os beijos e abraços do costume, e por fim sentámo-nos num bar a conversar, quando estamos sem ver alguém por algum tempo, há sempre qualquer coisa para conversar, e a conversa é como as cerejas…
A noite passou-se rapidamente, quando olho para o relógio já é mais que horas de ir para a cama, venho para casa.
O meu corpo está moído de um dia de trabalho, não é que tenha um trabalho que faça grande esforço físico, na verdade não faço nenhum esforço, estar atrás de uma secretária num escritório… não cansa muito o corpo. Mas o meu corpo ressentia-se, e embora já fosse tarde decidi tomar um belo banho (eis outra maravilha de estar sem ninguém em casa, posso tomar banho a qualquer hora do dia ou da noite que ninguém se vai incomodar ou ralhar por estar a fazer barulho ou o quer que seja!). Lembrei-me que tinha no carro uns brinquedos bem engraçados que me haviam oferecido fazia tempo, mas que raramente tinha tempo e oportunidade para os usar, e pensei cá para mim, eis uma bela altura de os ir buscar!
Sem mais corri ao carro e trouxe-os comigo. Despi-me, o meu corpo estava sem roupa, com alguma excitação pelo meio, olho para os meus brinquedos e penso… por qual é que vou começar, eles são de vários tamanhos, uns meramente manuais e outros com pilhas… vou começar por um manual e mais pequeno, antes com a mão estimulo-me, sabe bem, o meu corpo começa a estar mais receptivo aos meus brinquedos, pego num dos mais pequenos e penetro-me com ele… sabe bem, tinha saudades de brincar comigo assim, de usar estes brinquedos em mim.
Sabe bem sentir o brinquedo dentro de mim, o meu corpo, move-se em si mesmo, ajuda-me a sentir o brinquedo, a estimular-me…
A excitação vai aumentando, e mais, e mais…
Detenho-me, vou para a casa de banho, tenho um chuveiro magnífico à minha espera, levo os meus preferidos comigo, brinco com ambos, a minha excitação volta a aumentar, cada vez mais, o meu corpo treme com a excitação, e mais, e mais…
Sinto que está próximo, o meu orgasmo aproxima-se, intensifico o uso dos meus brinquedos em mim, e o meu orgasmo aproxima-se, a água corre pelo meu corpo, a excitação aumenta, está a chegar…
Atinjo o pico, venho-me… sinto o meu corpo estremecer, deixo-me escorregar… sento-me, tenho-o ainda dentro de mim, deixo-me ficar assim um pouco, com o meu brinquedo dentro de mim e a água a escorrer pelo meu corpo…
Sabe bem estes duches a horas tardias, sabe muito bem, estimula-me a mente e o corpo.
Deliciosamente provocante
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