sexta-feira, 29 de março de 2013

Santa SEXta...


Foi há uns meses, mas podia ser agora, no outro hemisfério. E será novamente, daqui a uns meses... mas aqui dentro, por mais que chova, é sempre Verão.

domingo, 24 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 17

continuação daqui | início

Quando começámos a escrever isto, a ideia era descrever o meio, as pessoas, os sites, os clubes, numa abordagem concisa mas minimamente refletida da coisa.
Não é que tenhamos deixado de lado essa ideia, mas entretanto foram acontecendo coisas interessantes que nos desviaram do caminho traçado. Ou talvez não seja um desvio, talvez seja apenas um aprofundamento.
Seja como for, iremos continuar ao sabor dos acontecimentos, demorando o tempo que quisermos demorar. Mandamos a concisão para as urtigas. Quem quiser lê, quem não quiser não lê. Não prometemos que se aprenda alguma coisa com isto mas talvez sirva de entretenimento. Não prometemos que a coisa aqueça e muito menos que chova. Não prometemos absolutamente nada a não ser um relato e uma outra reflexão sobre os acontecimentos, o mais sinceramente possível, segundo a nossa perspectiva e resguardando sempre ao máximo a identidade das pessoas envolvidas. Saudavelmente servido ao natural, sem corantes nem conservantes, para quem quiser ler ou beber.

Começámos a trocar ideias com um casal que nos despertou a atenção inicial com dois pormenores: primeiro porque apesar de morarem numa ilha, ela é nossa conterrânea. Se bem que, com a sorte que temos tido com os conterrâneos, isso não queria dizer grande coisa, mas sempre era um ponto em comum. Segundo, ele porque ele é bi, e isso desperta sempre a curiosidade da Yin. São muito poucos os homens que têm a coragem de se assumir como tal. Ela já se perguntou como reagirá quando alguém alinhar sem resitência em todas as maluqueiras que lhe passam pela cabeça. Até agora, tem sempre de ir conquistando e leva muitos nãos pelo caminho. Isso não a desanima, muito pelo contrário, ir devagar dá-lhe gozo e confiança, respeitando os limites e ultrapassando-os de vez em quando. Mas e se alguém suficientemente doido disser sim a tudo, sem resistências? É coisa para a assustar. Até agora, todas as suas ideias têm funcionado na prática, umas melhor, outras pior, mas sempre dando para aprender com o processo. O limite é uma fronteira desconhecida mas muito apetecida. Ela tem esta ideia de que toda a gente é potencialmente bi, mas a educação muitas vezes leva a melhor sobre o desejo e as pessoas não se conseguem desformatar da mentalidade vigente. Nem sequer conseguem admitir uma certa curiosidade e é sempre mais fácil para as mulheres fazerem-no, pois a sua educação permite um contato mais próximo. No meio swinger, a esmagadora maioria das mulheres assume-se como bissexual, mesmo nunca tendo tido nenhuma experiência. Estando lá a vontade, a experiência segue-a, é tudo uma questão de oportunidade. Nunca estivemos com nenhuma mulher que não o fizesse. Mas ser bi não significa obrigatoriamente gostar de ambos os sexos da mesma forma ou querer foder com toda a gente. Não é um estilo de vida, muito menos uma opção. a única opção que pode existir é o assumir ou não da curiosidade, da vontade.
Mas voltemos ao tal casal. Vinham ao continente passar o Natal e lembraram-se de combinar um encontro, afinal de contas, era já ali, a uns escassos passos da estadia, uma agradável esplanada (mais agradável no verão, diga-se, mas ainda assim simpática de inverno, com os aquecedores de teto) onde servem um chocolate quente cremoso que recomendámos. Tínhamos trocado muito pouca informação, as contas do facebook e algumas conversas online. Se fôssemos para mais longe, a Yin iria querer saber mais, para não arriscar fazer a viagem e não haver grande empatia. Mas como estávamos em casa, lá fomos à aventura, movidos pela curiosidade.


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sexta-feira, 22 de março de 2013

Diálogos (im)prováveis XXI

video
                                                                        Threesome s01e02

Gosto do conceito desta série, tem cenas hilariantes.
Trata-se de um trio (um casal e um amigo gay) que ao festejar o aniversário dela com muita droga e álcool à mistura, acabam os três na cama.
Mais tarde ela descobre que está grávida do amigo gay e decidem educar a criança os três.
Este é um dos primeiros diálogos depois dessa decisão:


Ela: Okay, so how do I explain this to her? Our three-way, daddy-mummy-daddy setup.

O amigo gay: We need the well-spun version, all right? It's still fundamentally true, but in which we don't come out as drug-crazed perverts.

Ele: On account of our drug-addled threesome?

O amigo gay: O No, no, you see, it's more about the language. We weren't... We weren't drug-addled we were just tired and emotional.We didn't have a threesome, we were just... You know when politicians lie and they say they misspoke? Well, we just misfucked. Hmm?

Ele: Yes.

O amigo gay: Done.

Ela: A tired and emotional misfuck? Yeah.

Ele: Mmm.

Ela: I mean, that will look so much better on the nursery application.

quinta-feira, 21 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 16

continuação daqui | início

Pouco depois voltaram e deram-nos a conhecer mais um casal. Ele falava sem se calar, com uma energia impresionante para aquela hora do dia (o sol já nascia) ela estava caladita, visivelmente cansada e ensonada, tal como a Yin. A conversa era sobre como estava a ser difícil encontrar um par compatível, a maioria nem sequer sabe conversar. De como funcionam os sites em outros países europeus. Pareciam saber o que queriam e ser exigentes. Nós reconhecemos essa realidade, identifcamo-nos, e sentimos a frustração deles, pois já há bastante tempo que tentam combinar coisas e não conseguem. Mas não desmoralizamos. Era a primeira vez que vinham ao espaço e gostaram. Ficámos com o contato deles e a curiosidade para conhecer melhor aquele casal. A conversa estava a ser interessante, mas Yin já só queria sair dali, via o nascer do sol, a belíssima paisagem do alto da encosta e sonhava com pão quente.
Quando já estávamos a pensar ir juntos embora, o Dono do Pedaço resolve aparecer e pôr-se a contar as suas aventuras em motéis. Ele defendia a sua teoria de que aquele espaço funcionava como um motel barato. Nós não somos da mesma opinião, um motel é muito mais privado, tem outro tipo de mordomias, não serve para o que nos motiva a ir ali, que é sobretudo conhecer pesssoas. Mas o Rei fala que se farta, comentou que andou a ler os nossos “relatos”, pediu desculpa por não ter acedido a revelar onde era o espaço quando o Yang lhe ligou, mas que precisa de preservar as pessoas que o frequentam e uma forma de o fazer é aceitar apenas pessoas que são recomendadas por outras ou que se registam nos sites. Custa-nos a entender por que motivo alguém haveria de querer revelar alguma coisa, pois isso implicaria revelar-se também, mas há gente para tudo. Depois fez elogios à beleza da Yin, que ela agradeceu, embora achasse que isso se devia à sua boa disposição alcoólica.

Saímos todos juntos e fomos tomar o pequeno-almoço num café ali perto, onde pudemos falar mais um pouco. Não havia pão quente, para desilusão da Yin, mas havia bolinhos e café. As pessoas foram simpáticas, tanto as que nos atenderam, como os outros clientes. Interrogámo-nos sobre se fariam ideia de onde saímos e o que se passará na casa lá do alto...


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segunda-feira, 18 de março de 2013

uma noite erótica (parte III)

texto por PinhalMan | parte I - parte II




Carla afastou-se de Miguel com uma passada sensual, até chegar à cadeira. Virou-a de lado e, retirando o pé direito do sapato, colocou-o sobre o tampo. 
As palmas das mãos subiram pelas faces da perna direita até às coxas. Aí, encostaram sobre a pele e começaram a enrolar vagarosamente a meia pela perna abaixo, até a retirar do pé. 
Repetiu o ritual com a perna esquerda, ficando unicamente com duas reduzidas peças de 
lingerie sobre o corpo. 
Então, aproveitou-se da ânsia de Miguel em a querer tocar para o fazer sofrer mais um pouco. Colocou uma pausa no seu desnudar e começou a dançar um pouco ao som da 
música que entretanto tinha mudado para algo mais erótico. 
O corpo ondulava de uma forma lasciva. Os dedos acariciavam a pele, provocando em 
Miguel desmesuradas ondas de desejo de que pudesse ser ele a tactear aquela sublime 
obra dos Deuses. 
Uma das mãos subiu lentamente pela cintura, flectiu para o umbigo e voltou a subir até 
ao peito, onde os dedos circundaram sensualmente a zona onde se adivinhavam os 
mamilos. 
A outra mão mergulhou descaradamente para dentro das cuecas. Carla mordeu com grande erotismo o lábio, simulando que estava a oferecer a si própria um ardente momento de prazer. 
Depois voltou-se de costas para Miguel. 
Desapertou o sensual soutien e retirou-o. Primeiro uma alça, e depois a outra. Com uma 
calma exasperante… 
Revelava assim as suas costas e os seus ombros completamente desprovidos de vestes. 
Entretanto, reparou que no fundo do quarto existia um espelho. A sua posição permitia a 
Miguel vislumbrar os seus belos seios, mas a distância e a fraca luz impediam que o detalhe consolasse minimamente a sua ansiedade. Nunca ele tinha desejado tanto que o quarto fosse mais curto! 
Percebendo a fonte de tortura que tinha ao seu dispor, Carla acariciou o peito muito 
suavemente, provocando ainda mais o seu parceiro. O seu vulto à média luz era, para ele, 
simplesmente a personificação da perfeição! 
Então, os braços dela cruzaram-se, protegendo os seus seios numa falsa inocência. 
Uma vez mais encarou Miguel e, sentindo que a adrenalina do momento lhe estava a 
deixar os mamilos duros de ansiedade, foi revelando os seus belos seios com um cruel 
vagar. Tinham um tamanho perfeitamente ajustado à sua elegância (um 34 ou 36) e 
pareciam imunes à força da gravidade. Os mamilos pareciam gritar por uma boca quente, mas a vontade de torturar a mente de Miguel era enorme! Ele ia ter que esperar: 
- Meu Lindo, não sabes onde te meteste… – Soltou ela, maquiavelicamente. 
- Vou até onde tu me levares! – Respondeu ele, totalmente submerso na sua ambição de 
possuir o corpo daquela Deusa. 
- Depois não te queixes. Disse-te que os erotismos me deixam louca… – Lembrou ela, 
enquanto se virava uma vez mais de costas e se ajoelhava sobre o chão de pétalas. 
Com os polegares sobre as ancas, foi tirando lentamente as cuecas, enquanto esticava 
com malandrice o seu rabiosque. Foi sentindo que o fio dental ia saindo bem devagar de 
entre as suas nádegas. 
Miguel sentia-se a rebentar de desejo, mas continuava aprisionado pela regra de passividade a que estava obrigado. Aquela visão era uma tentação brutal e a única forma de se segurar era cravando bem os dedos nos lençóis. Até porque o acto de fechar os olhos por um instante que fosse não era uma possibilidade, claro! 
Quando as calcinhas chegaram aos joelhos, Carla tombou o tronco e deitou as suas 
costas sobre chão de pétalas, aquecido pelo calor da noite de Verão. Continuou a 
despojar-se da última peça de roupa, libertando tranquilamente uma perna e depois a outra. 
Estava, por fim, nua! Mas ainda se encontrava numa pose pouco reveladora. Estava deitada, de costas, com as pernas juntas e flectidas, ficando de lado para o seu atento espectador. O braço esquerdo tinha voltado a cobrir os seios e a mão direita desaparecia por entre as pernas, simulando carícias no seu baixo-ventre. 
Provocou um pouco mais ao contorcer o tronco, indiciando estar a sentir um enorme 
prazer em tocar-se. 
Rodou o corpo sobre o chão, ficando com os pés virados para Miguel. Foi atrevida ao 
ponto de afastar os seus joelhos, mas mantendo a mão a cobrir a sua púbis. Então, foi 
vagarosamente erguendo o seu tronco, ao mesmo tempo que ia abrindo os dedos, 
revelando assim, embora de forma dissimulada, o seu gineceu. 
Estava agora sentada. 
Colocou-se de joelhos, e depois de pé. Deixou cair os braços, revelando por fim todo o 
seu esplendor. 
Começou a caminhar, de um modo pausado mas decidido, na direcção de Miguel. Tinha 
as costas cobertas de pétalas vermelhas, como se houvesse vestido uma capa escarlate. 
Enquanto caminhava, algumas delas iam caindo do seu corpo, gerando um efeito visual 
quase mágico. Chegou ao pé de Miguel, olhou-o bem nos olhos, colocou-lhe as mãos sobre os ombros e, empurrando o seu tronco para trás, disse: 
- Agora, vamos brincar!...

sábado, 16 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 15

continuação daqui | início

Os Embaixadores tinham prometido espectáculo para aquela noite, mas a madrugada já ia adiantada e nada. Entretanto, o porteiro simpático começou a fazer um divertido strip da cintura para baixo, revelando a sua tanga preta. As meninas que o rodeavam aproveitaram para lhe dar umas palmadas no traseiro. Muito nos rimos! 
Nesta altura, éramos pouco mais de meia dúzia, a “Dona do Pedaço” serviu shots ao pessoal em copos altos. Ela tem um belo corpo, sempre muito bem apresentado em lingerie provocante, daquela que só fica bem em mulheres com corpo apropriado. Ficámos a saber que é ela o modelo que decora algumas das paredes do espaço com fotos bastante sensuais. Passado pouco tempo, os Embaixadores começaram a provocar-se mutuamente. Já há muito que andavam em roupa interior, pelo que era muito fácil chegar aos pontos de ebulição. Aproveitaram o sofá onde estava sentada a Yin, que ficou a assistir muito próxima do acontecimento. Começaram por fazer o gosto à língua, um ao outro, lambendo-se e abocanhando-se. A Musa é uma verdadeira acrobata, leve e com longos membros a envolver o Guardião, a encaixar-se nele nas mais variadas posições, e com os solavancos, acordaram uma rapariga que dormia no sofá atrás, que se levantou como se nada fosse e foi à vidinha dela. A Yin levantou-se também para poder apreciar melhor e tentou segurar o sofá, descontraidamente ajudada pelo porteiro, como se fosse a coisa mais natural do mundo e fizesse parte do trabalho dele. O casal fodente optou depois por ir terminar o servicinho nos quartos, em privado.

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quinta-feira, 14 de março de 2013

uma noite erótica (parte II)


texto por PinhalMancontinuação daqui

O enorme quarto tinha uma ténue iluminação, em tons de vermelho, oriunda principalmente das mesas-de-cabeceira. Espalhadas pelo chão do quarto, haviam também bastantes velas, que emanavam um suave mas interessante odor a cereja. Ainda no chão, e desde o ponto onde ela se encontrava, tinha sido colocado um encantador trilho de pétalas vermelhas, que seguiam um trajecto ondulante até uma cadeira no centro do quarto, e desde aí até à enorme cama. Aqui, sobre os lençóis brancos, estava desenhado um grande coração, preenchido também com pétalas vermelhas, e no seu centro, um outro mais pequeno, com pétalas de um tom mais claro. Cor-de-rosa suave talvez, ou mesmo brancas. 
Na cadeira, provocadoramente despido de roupas à excepção de uma pouco inocente gravata, mas numa pose pouco reveladora, encontrava-se Miguel, expectante pela reacção da jovem beldade ao cenário por si montado.
Carla seguiu pelo trilho de pétalas, pisando-as cuidadosamente com os sensuais sapatos de salto stiletto, até chegar bem perto da cadeira. As notas e o ritmo da música enchiam o ambiente, como que a convidando descaradamente a presentear Miguel com um sensual Striptease. Era sem dúvida uma jogada arriscada da parte deste, pois é sabido que deve partir da Mulher a iniciativa de querer brindar o seu parceiro com uma actuação tão ousada. Mas Carla adorava ser desafiada… E Miguel já tinha percebido isso… 
Num acto romântico, ele revelou uma rosa vermelha, que ofereceu a Carla. Esta aceitou-a, com um sorriso, e perguntou-lhe: 
- O que é que tu queres?... 
- O que tu me quiseres dar. Nada mais do que isso… 
- Olha que depois tens que te aguentar à bronca! 
- E eu aguento… 
- Tens a certeza? 
- Tenho… – Arriscou ele. 
Naquele curto momento de impasse, a música desapareceu num fadeout… 
De repente, a doce voz de Michael Bublé surgiu por entre um fundo de cordas, soltando 
as palavras “Birds flying high, you know how I feel”… 



Era o catalizador que Carla precisava… O timbre do Canadiano arrancou-lhe desde logo 
um sorriso maroto, e à medida que os vocábulos eram derramados, surgiu-lhe uma enorme vontade de baixar a alça direita do vestido. Os olhares não descolavam, e nenhum dos dois se permitia sequer a pestanejar. Era como se uma batalha pelo controlo do Universo estivesse prestes a começar! 

Ao escutar “…It’s a new dawn…”, Carla deixou cair a rosa a seus pés. A sua mão esquerda deslizou sobre o ombro direito e a alça descaiu no braço. 
Quando o contrabaixo surgiu a marcar o ritmo, foi inevitável o acelerar das batidas dos 
corações de ambos. 
A anca de Carla começou a seguir a cadência da música de uma forma infernalmente 
provocante. 
Havia voltado as costas a Miguel que se encontrava absolutamente fascinado, enquanto 
a segunda alça também era arrastada pelo braço esquerdo. O vestido desceu vagarosamente até à cintura, impulsionado sensualmente pelos dedos de Carla. 
Ela virou-se por momentos, revelando o atraente rendilhado do seu soutien preto. 
Aproximou-o descaradamente da cara de Miguel, deixando-o a morder os seus próprios 
lábios. 
Depois girou de novo, sempre numa dança ritmada. O vestido continuou o seu caminho, 
descendo pelo fabuloso corpo da jovem e revelando o cinto de ligas e o sensual fio 
dental que desaparecia por entre as suas nádegas. 
No resto do trajecto descendente do vestido, Carla foi flectindo as pernas, mantendo o 
tronco direito e o ritmo da música na anca. 
O vestido caiu finalmente no chão, sobre o manto de pétalas. Ela retirou os pés de 
dentro da circunferência que o mesmo desenhava, afastando um pouco as pernas. 
Vergou o corpo para o apanhar, espetando descaradamente o traseiro na direcção de 
Miguel e, sempre sincronizada com a cadência da melodia, endireitou-se e atirou-o para 
longe, num gesto brusco mas que conteve uma bela carga erótica. 
Carla olhou por cima do ombro, só para confirmar que Miguel se encontrava a apreciar 
o espectáculo. Sorriu ao atestar que só lhe faltava um pouco baba para perder por 
completo a compostura. 
Ele estava extasiado pela divina imagem que lhe entrava pelos olhos: Os saltos altos 
sublinhavam a elegância das pernas, cobertas por umas sensuais meias escuras, 
semi-transparentes, encimadas por um cativante trabalhado de renda, preso pelas ligas 
que as uniam ao cinto. O fio dental e o soutien eram as restantes peças que restavam no 
corpo de Carla. Certamente ficariam para o final da actuação. 
As molas que ligavam as meias ao cinto foram soltas, e este começou lentamente a ser 
puxado para baixo pelos polegares de Carla. Ela foi curvando as costas aos poucos, 
fazendo questão de manter as pernas esticadas e os seus glúteos bem pertinho da cara de 
Miguel. A sua anca mantinha um delicioso rebolar, quase enlouquecedor. Miguel era um cavalheiro, de facto. Ardia em vontade de lhe tocar, mas nem por um instante ousou arriscar uma atitude que pudesse pôr em causa o resto da fantástica representação. 
Quando o cinto chegou ao chão, os peitos de Carla quase que estavam colados aos seus 
joelhos, numa fantástica demonstração da sua elasticidade. Ela tirou o cinto, rodou o 
corpo e atirou-o a Miguel, que o recebeu com um sorriso aberto. 
Carla aproximou-se e curvou o corpo sobre ele, aproximando os seus lustrosos lábios 
dos dele e, pousando as mãos sobre os joelhos, afastou-lhe descaradamente as pernas, 
revelando uma brutal erecção. 
- Olha quem acordou! – Brincou ela. 
Miguel não conseguiu evitar que surgisse um rubor no seu rosto, como se se sentisse 
envergonhado. 
- Não tenhas vergonha, meu lindo… Agora já é tarde demais para isso! – Disse, enquanto soltava uma piscadela de olho. 
De seguida, pegou na gravata e segredou: 
- Gostei deste pormenor… Mas mais tarde, vais ficar tão quente, que nem esta peça vais 
querer sobre o teu corpo – Gracejou. 
Então, puxando o artefacto com suavidade mas de um modo convicto, ordenou: 
- Anda daí! Preciso dessa cadeira, agora… 
Miguel obedeceu e deixou-se guiar através do manto vermelho, até aos pés da cama. 
Então, Carla fê-lo sentar, apontou-lhe o indicador direito e rematou com um sorriso: 
- Fica aí quietinho a apreciar… 
 continua...

segunda-feira, 11 de março de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

uma noite erótica (parte I)

texto por PinhalMan


Tal como haviam combinado, Carla foi ter à casa de Miguel. Entrou no elevador e marcou o código que ele lhe tinha indicado. Enquanto subia até à  Penthouse, foi-se olhando ao espelho. Uma vez que não tencionavam sair nessa noite, pôde dar-se ao luxo  de apresentar um visual arrasador. Não se preocupou em parecer um pouco vulgar… Despertar a paixão do seu amante era o seu único objectivo! 
“Espero que ele não tenha nenhum ataque quando me vir” – Pensou, a sorrir. 
Quando o ascensor chegou ao seu destino, dirigiu-se à luxuosa entrada da casa de Miguel e parou por instantes. Relembrou os avassaladores momentos de paixão que tinham vivido do outro lado daquela porta havia bem pouco tempo, e prometeu a si mesma que esta noite não lhe ficaria atrás. 
Passou uma última vez a mão pelo justo vestido, como que a chegá-lo ainda mais ao 
corpo, e tocou à porta. 
Logo, Miguel surgiu e recebeu-a com um belo sorriso. Não resistiu a olhá-la de cima a 
baixo com ar de desejo, e exclamou: 
- Caramba, Mulher! Até fico sem respiração só de olhar para ti! Por favor, entra… 
Carla aproximou-se, colocou os braços à volta do seu pescoço e colou os seus apetitosos 
lábios nos dele, num saudoso beijo. 
Miguel fechou a porta com um toque com o pé, para não perder a atenção de Carla, e 
por entre um beijo e outro deixou escapar: 
- Não tens… noção… das saudades… que tinha… de ti… 
- Acho que consigo fazer uma ideia… – Respondeu Carla de um fôlego, entregando-se depois a um beijo mais profundo. 
Ali ficaram um pouco, matando as saudades com abraços e beijos. Sabia-lhes tão bem estar assim. Embora não se conhecessem assim há tanto tempo, havia aquela sensação magnética de que o Universo tinha sido criado para  que eles pudessem estar juntos. Nada mais contava naquele momento em que o próprio tempo parecia parar só para os contemplar. 
Então, como se a força do desejo tivesse repousado  por um instante para retomar o fôlego, Miguel aproveitou para justificar o convite que tinha endereçado a Carla: 
- Sabes que no sábado fiquei a pensar que foi pouco cortês da minha parte não te ter recebido no meu quarto da forma que acho que tu mereces… 
- Ai sim? Achas que mereço ser recebida de uma forma especial? – Sorriu Carla. 
- Claro que sim. Não me arrependo nem por um segundo por ter perdido o decoro contigo, mas a verdade é que gostava de te poder proporcionar uns momentos bem carregados de erotismo. Por isso te pedi para vires cá hoje, ter comigo. 
- Hummm… Momentos eróticos soa-me bem. Gostava de ver isso. Mas olha… Desde já  te aviso que esse tipo de ambiente desperta em mim vontades bem carnais! – Respondeu 
Carla, com um riso malandreco. 
- Então vem comigo. – Pediu Miguel, levando-a pela  mão até um aparador que se encontrava perto da porta da sua suite.  
Aí chegados, ele tirou da gaveta um lenço vermelho  de cetim. Enrolou-o e, transformando-o numa venda, disse, enquanto o colocava em volta da cabeça de Carla, cobrindo-lhe por completo os olhos: 
- Agora vais ter que confiar em mim… Vou-te levar até à porta do quarto de banho, vendada, para não estragar a surpresa. Peço-te que  aguardes aí até te dar sinal. Não demorarei mais do que 4 ou 5 minutos, prometo…  
Carla acedeu e deixou-se guiar através da suite.  Entrou no bem equipado quarto de banho e, após sentir a porta a ser fechada, retirou o lenço. Olhou-se no espelho e aprovou o que viu.  Como é que o Miguel não havia de ter gostado? O justo vestido preto, bem decotado, revelava de um modo arrojado as suas formas perfeitas. Só não era demasiado curto, para não denunciar extemporaneamente o sensual cinto de ligas, que na hora certa haveria de provocar efeitos bem interessantes no seu parceiro. 
Ajeitou o cabelo e retirou da clutch, que ainda não tinha largado, um tubo de gloss com que retocou os lábios.  Pousou a pequena bolsa sobre o móvel do lavabo e reparou que, vinda do quarto, começava a soar uma sensual melodia, de batida bem pronunciada. 
Sorriu, como que adivinhando um ambiente propício a uma noite de paixão. Gostava de sentir que ambos estavam com ideias alinhadas. De repente ouviu três batidas na porta. Tinha que ser o sinal! 
Respirou fundo, fechou os olhos por um momento e reabriu-os, devagar, com um olhar 
felino. 
Rodou a maçaneta… Lentamente… Adorava a ideia de poder massacrar Miguel com pequenas esperas, estrategicamente desesperantes. Contudo, a curiosidade em saber o que a aguardava do outro lado da porta acabou por ser mais forte e não demorou muito até que ela a abrisse por completo. 
Por muito que tivesse em mente manter uma pose sensual, não conseguiu evitar uma sensação de arrebatamento causada pelo cenário diante de si… 

continua...

quarta-feira, 6 de março de 2013

swingin' (in the rain) parte 14

continuação daqui | início

Voltaram para o lounge, os quartos já não tinham muito que ver, já tinha passado o reboliço, estava tudo a descansar, calma e silenciosamente. Falávamos com os embaixadores e o casalinho estreante, trocávamos ideias sobre as nossas experiências. O Guardião e a sua Musa estão perfeitamente à vontade naquele habitat, têm uma regra simples: só se envolvem sexualmente com casais quando ambos lhes agradam. Ele é hetero, ela  é bi, mas diz que só se envolve com mulheres em contexto de casal em situações muito próprias. Nós compreendemos a dieta deles e reconhecemos que a nossa é diferente, mais variada. Fizemos percursos bem diferentes e aprendemos bastante com isso, continuamos a aprender.  A Yin estava a explicar à Musa como se relacionava sexualmente com mulheres quando o Guardião acordou e perguntou se ela já tinha beijado alguma “não leste esta história desde o ínicio”, pensou. E começou a explicar as diferenças, que todos os beijos são diferentes independentemente de serem trocados entre mulheres ou homens e que só houve um que não gostou particularmente. O Guardião quis saber pormenores, ela tentou explicar-lhe que houve falta de coordenação, como numa dança, como num idioma em que os pares não se entendem, e que o facto de sentir um sabor intenso a tabaco também não ajudou. “Beija-me lá para ver se gostas” - disparou ele de repente. Ela não estava nada à espera, ele insistiu, ela ficou sem jeito, escondeu-se atrás de uma almofada, disse-lhe que não. “Porquê? É porque fumo?” voltou a insistir, os outros riam, mas ela voltou a dizer que não, já tinha beijado outros fumadores e gostado, o sabor a tabaco não era tão intenso, não gostava era de sentir que estava a lamber um cinzeiro. Ele continuou a insistir madrugada fora, mas ela não cedeu.
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