segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Boas Entradas!



texto por PinhalMan

Carla havia aceite o convite para ir a casa de Miguel beber um copo. Tinha sido o primeiro encontro, e não queria dar-lhe a entender que era uma miúda fácil. Por isso, quando a conversa começou a amornar, aproveitou e perguntou-lhe:
- Levas-me a casa?
- Já?! Porque não ficas aqui até de manhã? – Respondeu-lhe ele.
- Achas? Já vim à tua casa na primeira vez que saímos. Se passo aqui o resto da noite vou-me sentir uma verdadeira galdéria! – Disse ela a rir.
Miguel ia refutar a ideia de Carla, quando ela lhe colocou uma mão sobre a boca.
- Não é negociável… Só preciso de saber se me levas, ou não…
Miguel não ousou insistir. Respondeu, então a sorrir:
- É claro que te levo. Depois de me teres proporcionado uma companhia tão encantadora, levo-te, onde quiseres ir…
Despacharam-se então, e dirigiram-se calmamente para perto da porta de saída.
Perante a sensação de desejo de que aquela noite se pudesse perpetuar no tempo, Miguel não resistiu e, antes que Carla pudesse pegar nos seus pertences, encostou-a à parede e disse-lhe:
- Desculpa, mas é mais forte do que eu!
E deu-lhe um beijo bem profundo.
Carla sentiu um arrepio causado por aquele ímpeto inesperado de Miguel, e pela sensação de estar encostada a uma parede e em simultâneo ao corpo do seu amante.
O sangue começou a correr-lhe rápido nas veias. Então, resolveu ousar, e com a mão direita subiu o vestido até à anca. Levantou de seguida o joelho direito quase até à axila.
Miguel entendeu de imediato o atrevimento de Carla e colocou o seu braço esquerdo debaixo da sua perna, deixando-a suspensa.
Enquanto o beijo se tornava mais e mais arrebatador, Miguel deixou perceber que era capaz de suportar o delicado peso de Carla contra a parede e ela embarcou na loucura… Levantou a outra perna, que foi de imediato suportada pelo braço direito de Miguel. De seguida, rodou o pé direito, fazendo cair o sapato ao chão. Pouco depois, o outro sapato seguiu o mesmo caminho.
Carla, à parte de ter os seus braços em redor do pescoço de Miguel, estava agora totalmente à sua mercê, confiando por completo na sua robustez física para que não a deixasse cair. Essa ligação tornava o momento mais excitante do que perigoso. A adrenalina corria rápido nas veias de ambos.
Carla estava totalmente exposta, pois a sua púbis estava encostada ao baixo-ventre de Miguel. A inevitável fricção do momento cobrava o seu preço de ambos os lados… Carla começou por se sentir excitada, depois humedecida e, por fim, encharcada no desejo de ter Miguel dentro de si. Já este, não podia, nem queria, evitar que o seu membro ficasse  bem crescido e duro. Tinha uma forte sensação de calor que era potenciada pelo repetido roçar das cuecas de renda nas suas calças.
Carla libertou então o pescoço de Miguel, deixando-lhe todo o trabalho de a suportar, e baixou as mãos até ao cinto das calças dele. Desapertou-o, de uma forma mais ou menos atabalhoada, enquanto se continuavam a beijar, e baixou-lhe as calças e os boxers até onde os seus braços o permitiram. Pegou então no seu inchado pénis e, desviando com a outra mão as suas próprias cuecas, apontou-o para a sua expectante vagina. Miguel não resistiu e entrou de rompante pelo bem lubrificado interior de Carla, até sentir tocar-lhe bem no fundo. O calor de Carla soube-lhe tão bem!
Carla não conseguiu evitar soltar um forte gemido, que alimentou ainda mais a tesão que inundava os sentidos de Miguel. Guiado por esta, ele começou a executar ritmados e profundos movimentos de vaivém, enquanto a sua boca se perdia por entre os lábios e o pescoço de Carla.
Aguentou este frenesim por algum tempo, até que começou a sentir os seus braços a ceder. Abrandou então o ritmo e deixou descair uma das pernas de Carla. Esta compreendeu a mensagem e acabou por se suportar no seu próprio pé, repetindo pouco depois o movimento com a outra perna.
Miguel sentiu-se aliviado, mas não saciado. Deixou que a sua roupa descaísse até ao chão, soltou um pé, e com o outro jogou-a para longe de si, ficando com as pernas livres de movimentos. Então, virou Carla para a parede e puxou as suas ancas para si.
Logo esta leu as ideias do seu amante: Puxou o vestido para cima, passou-o pelo tronco e tirou-o, desnudando o seu belo corpo.
Depois, dobrou o tronco para a frente, ao mesmo tempo que com os polegares começou a descer as cuecas pelas pernas abaixo. Revelando uma elasticidade fantástica, manteve as pernas quase direitas e foi aproximando o peito dos joelhos, enquanto fazia a sensual peça de lingerie sair por um pé e depois pelo outro. Por fim, colocou as mãos na parede e, arqueando sensualmente o tronco, espetou os glúteos na direcção de Miguel, tornando-os deliciosamente reluzentes. Este não se conseguiu segurar. Penetrou de novo Carla, fazendo soar as batidas da sua anca naquelas nádegas, que cada vez mais lhe pareciam irresistíveis.
Sentia-se a arder em volúpia e as barreiras do decoro começavam a desvanecer-se. O outrora cuidado e gentil cavalheiro parecia agora dominado por uma animalesca vontade de ir mais e mais além. E foi subjugado a esta força que ele não resistiu à tentação e então, com o seu polegar direito, começou a esfregar de um modo provocador o ânus de Carla, ao mesmo ritmo que a penetrava.
Os gemidos de Carla tornavam-se mudos. Ela estava a experimentar um prazer tal, que a sua garganta não conseguia verbalizar o que ela sentia.
Sem conseguir perceber os sinais da sua parceira, mas cego pela sua excitação, Miguel deixou soltar um certeiro fio de saliva por entre as nádegas de Carla e usou-o como lubrificante.
Justamente quando se preparava para tentar penetrar o olho anal de Carla com o polegar, esta segurou‑lhe com firmeza o pulso.
Miguel gelou! Teria estragado aquele momento de adrenalina pura ultrapassando os limites de Carla?!
Foi então que sentiu o seu dedo ser impelido pela amante para o seu interior, desaparecendo até à sua base. Carla soltou um gemido:
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!…
Miguel sentiu a sua excitação renascer com mais vigor! Retirou parte do polegar, deixando apenas a sua extremidade dentro da parceira e voltou a penetrá-la, ainda com mais afinco.
Carla sentia-se a rebentar de prazer, mas tal como Miguel, apetecia-lhe voar mais e mais longe. Então, moveu a anca um pouco para a frente, dando a entender que desejava uma pausa na repetida penetração. Miguel parou.
Carla estendeu então a mão direita na sua direcção e encontrou o seu encharcado pénis. Afagou-o com doçura, como que o felicitando pelo óptimo desempenho, e voltou a esticar-se para trás.
Apontou-o então para o seu cu, e perante o olhar deliciado mas embasbacado de Miguel, forçou a glande para dentro de si.
Devagar, esta foi desaparecendo no interior de Carla, enquanto ela libertava um “Hummmmmmmmmmmmm”, como se estivesse a experimentar a sensação que mais desejava.
Parou por instantes, como que para ganhar fôlego, e voltou a forçar o membro para dentro de si, até o sentir bem no seu interior.
- Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh… Que bom que é sentir-te. – Soltou – Agora estou por tua conta… Leva-me para lá das estrelas…
E Miguel voltou à sua marcha repetitiva.
Primeiro de uma forma mais cuidada, mas à medida que ia ganhando confiança com base nos gemidos aprovadores de Carla, ia acelerando e forçando a penetração até tão fundo quanto conseguia.
Entretanto, tentando dar ainda um pouco mais de prazer à sua parceira, curvou-se um pouco sobre as suas costas, e levou a mão direita até ao seu baixo-ventre. Desceu, tacteando um pouco, até conseguir encontrar, com a ponta dos dedos, o seu clítoris.
Carla soltou um gemido bem profundo. Aquele pormenor pareceu-lhe divino. Sentiu um choque em todo o seu corpo e o orgasmo estava agora tão próximo…
Enquanto Miguel ritmava a circulação dos seus dedos com as batidas da sua anca, ela não resistiu a colocar a sua mão direita sobre a mão de Miguel, pressionando-a de tal forma contra si, que ele começou a ter dificuldade em trabalhar-lhe aquele importante centro de prazer.
Foi então que ele percebeu que a sua amante estava bem perto de alcançar o clímax e os seus movimentos de penetração atingiram um ritmo frenético, que o levou a sentir-se a rebentar de prazer.
Então Carla não resistiu e deslizou a sua mão para trás, penetrando-se a si própria com três dedos e largando um brutal gemido de satisfação:
- Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Miguel sentiu-a estremecer e também não aguentou, explodindo o seu gozo dentro dela… Sentia por um lado a força das pernas a desaparecer, mas a sensação era tão forte, que continuou a socar as nádegas de Carla por uns longos instantes, enquanto se sentiu a ejacular umas quatro ou cinco vezes mais.
Foi então que curvou o seu corpo por cima do corpo de Carla, e segredou-lhe ao ouvido:
- Tu és um espanto…
Carla reuniu as suas forças, endireitou o tronco e puxou a anca para a frente, fazendo Miguel sair de dentro de si:
- Ohhhhhhhhhhhh… - Não resistiu a soltar.
Então virou-se de frente para Miguel, que logo se apressou a aproximar os seus lábios dos dela.
Carla olhou-o olhos nos olhos e disse com um ar derrotado:
- Eu não acredito que te deixei ires-me ao cu na primeira vez que saímos! Decididamente, sou mesmo uma galdéria!
Miguel respondeu com um ar animado:
- Isso quer dizer que sempre podes passar cá a noite comigo, então?...
Entreolharam-se, desataram-se a rir, e entregaram-se a um apaixonado beijo…

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

swingin' (in the rain) parte 11

continuação daqui | início

O Yang estava com imenso tesão a ver as meninas brincarem ao sexo oral com os meninos e comentou com a Yin, mas ela não estava interessada em ser macaquinha de imitação, se há coisa que preza é a originalidade, além de que não se sentia suficientemente à vontade para ser exibicionista, preferia o papel de voyeur. Para fazer uma coisa bem feita, necessitava de concentração e mais privacidade. Entretanto começam os espectáculos, que segundo a publicidade, prometiam sexo explícito. Estávamos no canto oposto aos varões, que foi o local escolhido para o show, havia muita gente à frente, a Yin pôs-se em cima de um banco para ver melhor, mas pareceu-lhe tudo muito fraquinho. Os corpos eram interessantes, como convém, mas as simulações de foda deixavam bastante a desejar. Achámos muito mais interessante o comboio de corpos serpenteantes em redor dos varões, formado pelos clientes, parecia algo verdadeiramente espontâneo, se bem que não nos juntámos, a Yin gosta de saber quem toca e quem a toca e o Yang... estava mas interessado em enfiar as mãos por tudo o que era sítio no corpo dela. Não parava de a provocar, e muito discretamente, decidirmos fazer o nosso próprio espectáculo. O Yang percorria o corpo da Yin, com beijos e carícias, enquanto nos movíamos ao ritmo da música. Desvia o tecido rendado do peito e sorve-lhe os mamilos na boca. Ela desce discretamente as mãos e apalpa-lhe vigorosamente o rabo, depois vira-se e roça as nádegas no sexo dele e sente-o crescer. Enfia a mão nos boxers para o sentir bem duro e estimula-o ainda mais, discretamente, enquanto dança com um ar de cabra dissimulada. Beijamo-nos com ardor, brincamos com a chibata. A temperatura dos corpos aumenta bastante, apetece ao Yang continuar, a Yin acha que não é o local indicado para ir mais longe, apesar de ter visto um casal encostado à parede a tentar a penetração.
O que viemos ver estava visto e o que viemos fazer estava feito. No dia seguinte haveria caminhada de manhã cedo e a madrugada já ia adiantada, pelo que era chegada a hora de ir embora.



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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

utopias



Foi Natal e Verão do outro lado do mundo. É Verão e Natal no coração de quem consegue. Cada vez menos gostamos das luzes e das musiquinhas e das prendas. Cada vez mais gostamos de reunir a família e sentir o calor dos sorrisos. E queremos mais uma vez agradecer àqueles que, com consciente ou inconsciente coragem, decidem cumprir o verdadeiro espírito natalício fazendo nascer as suas crias e criando-as.
Por aqui, ficamo-nos pelas reuniões familiares e pelas lembranças do Verão que nos fazem perseguir o prazer, como as gaivotas...

JCA + carpe vitam!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

swingin' (in the rain) parte 10

continuação daqui | início

Não foi difícil dar com o sítio, apesar de ser bastante inacessível, é necessário subir, subir, subir até lá chegar. Apesar de ser noite cerrada, adivinhava-se uma bela paisagem daquela altitude. Deparámo-nos com uma vivenda de dimensões generosas, na entrada algumas pessoas vestidas normalmente, mas o porteiro denunciava o que se passaria lá dentro, pois debaixo da gabardina espreitavam um peito depilado e uns boxers. Não fosse a simpatia e pareceria um daqueles prevertidos que andam pelos jardins a mostrar as pendurezas. Uma mulher jovem e bonita mostrou-nos o espaço. Uma área lounge com lareira e sofás confortáveis garantiam que ninguém teria frio. As pessoas pareceram-nos demasiado vestidas. Havia bastantes quartos, alguns com portas, outros sem, bastante espaçosos e aquecidos. Havia também casas de banho com bom aspecto e limpas. Descemos e encontrámos mais quartos, uma sala sado-maso com uma jaula, uma cruz de Santo André (tradução baunilha: um X na parede onde se amarram as pessoas que querem levar de tau-tau) uma cadeira multi-posições e uma cadeira baloiçante que a Yin fez questão de experimentar e não achou muito prática. Levou a chibata, just in case... O piso inferior tinha também uma sala ampla, ainda vazia, com dois varões e bolas de espelho - a pista de dança, com um aspecto normalíssimo e área considerável (tendo em conta as dos outros clubes a que fomos).
Voltámos acima e tratámos de nos despir num dos quartos. Após a espera no bengaleiro, regressámos ao lounge. A música era ambiente e não estorvava a conversa. Os sofás estavam todos ocupados, pelo que nos sentámos numa espécie de muro que separava o bar dos sofás. Era uma superfície de pedra e estava gelada, mas nada que não aquecesse com o calor do corpo. A Yin pediu o seu já habitual creme de whisky e passado pouco tempo, fomos para uma mesa alta. Não tardou muito até que nos vieram abordar. Era um casal com quem já nos tínhamos cruzado. O Yang achou simpático da parte deles terem vindo ter connosco, a Yin ainda está a remoer o facto de eles nos terem deixado pendurados certa vez porque encontraram uns amigos e decidiram ir embora com eles antes de nós chegarmos. Não era coisa que fizessemos, mas cada qual tem a sua maneira de funcionar e há que respeitar as prioridades. Pode dizer-se que ficaram apresentados. Junto com esse casal estava outro, que conhecemos do site e entendemos como uma espécie de embaixadores do espaço. Muito simpáticos, fizeram-nos sentir em casa. Tivemos oportunidade de trocar ideias sobre algumas partes desta história que temos vindo a publicar no site e eles são das poucas pessoas que comentaram. São também dos poucos que mantêm actividade regular. Esta ideia de haver verdadeiros casais swingers a fazer relações públicas nos bares pareceu-nos bastante inteligente e funcionou perfeitamente connosco. Facilitou imenso termos tido algum contacto virtual com eles, conhecermo-lhes os gostos e os amigos, ajuda a quebrar o gelo. Frio foi coisa que não sentimos. As pessoas respeitaram o dress code e havia alguma sintonia, alguns corpos bonitos, outros nem por isso, mas completamente à vontade. A Yin estava com algum receio de parecer vulgar com a sua fatiota, mas sentiu-se perfeitamente integrada. O Yang, passado algum tempo, tirou a máscara, tal como a maior parte das pessoas, e a t-shirt também. A Yin fez questão de manter a máscara, era o seu reduto de conforto.
Quando fomos para a pista, o espaço já estava bastante composto e não se pode dizer que houvesse demasiadas pessoas, o calor humano e a sensualidade dos corpos dançantes mantinha o espaço quente e o nível de fumo era suportável. Encontrámos um casal com quem a Yin tinha estado a falar antes de irmos mas não nos deram grande troco, talvez por já estarem com mais gente. Não voltámos a falar com eles, apesar de nos cruzarmos algumas vezes. Havia imensos corpos bonitos e apetecíveis, mas sem grande margem para abordagem, com o barulho das luzes, nem os nomes se percebiam. Cada vez se torna mais claro que é muito mais interessante conhecer as pessoas pela cabeça e depois ver se o corpo interessa. Mantivemo-nos no nosso canto, a dançar e a observar o que se passava à nossa volta. Ao contrário de uma disco normal, a (maior parte da) música era dançável e não havia os habituais gajos colados ao bar, toda a gente dançava e parecia divertir-se a olhar ou a provocar olhares, exibicionistas e voyeurs interagiam no seu habitat em perfeito equilíbrio. Do nosso cantinho víamos os dois casais que vieram ter connosco a conviverem saudavelmente, meninas com meninos, meninas com meninas, nada de meninos com meninos. Um deles comentou connosco numa altura em que as meninas se estavam a entender: “olha para aquilo, o que é que um gajo há-de fazer?” A Yin respondeu “Ver?” Ainda pensou acrescentar “fazer o mesmo entre os homens?” Sim, isso teria-lhe dado um certo gozo extra ver, mas ela sabia perfeitamente que eles eram todos hetero e que esse tipo de surpresas estariam fora de questão, além de que entre o barulho das luzes e a falta de interesse, ele não iria ouvir nada.



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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

diálogos (im)prováveis XIX

Creio que esta cena explica bem por que gosto tanto desta série:



video

 Dexter, série 7, episódio 8 "Argentina"

If I love you? If I love you! I went to the church that night that you killed Travis Marshall to tell you that I'm in love with you!

You're... in love with me?

Fuck! Oh, my God. Was. I don't even know if I fucking like you. This is... Oh, forget it.


What do you mean you're in love with me?

I didn't... I didn't mean to say that. I don't... I know it's weird, and it's gross, and it's fucked up, but... And I know you don't feel the same. I don't even know if feel the same. I mean, it's one thing to be in love with your brother, but it is a whole 'nother level to be in love with your brother who's a goddamn fucking serial killer. You're a serial killer, and I'm more fucked up than you are!


Mais cenas aqui e aqui.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Swingin' (in the rain) parte 9

continuaçãc daqui | início

Estava um dia chuvoso e frio, tínhamos planeado visitar mais um clube naquela noite, mas chegada a data a vontade não era muita. Já tinham passado várias semanas desde a nossa última incursão num bar swing, e apesar de termos convidado por diversas vezes, também não seria desta que iríamos estar com os nossos amigos. A festa era inspirada no filme “eyes wide shut”, o que em teoria é uma ideia muito apelativa, mas na prática tínhamos algumas questões logísticas a resolver. Apesar de fazermos nudismo, a Yin não se sentia confortável com a ideia de ir a uma festa de lingerie, ainda para mais com o frio que estava. O Yang insistiu e parecia entusiasmado, pelo que ela começou a pensar como resolveria os seus receios e decidiu usar a criatividade. Fez as diligências necessárias para confirmar a ida. este tinha sido um dos contactos feitos pelo Yang quando procurou pela primeira ir a um clube, tendo a resposta sido negativa. Mas desta vez, como já estávamos registados em sites, foi tudo mais fácil. do outro lado já conheciam o nosso perfil e o blog e prontificaram-se a dar-nos as indicações necessárias. Nós não fazíamos ideia onde era o local, apenas que seria a uns 30 ou 40 km de casa. Todos os clubes são bastante reservados, mas a inscrição em sites swing ou a recomendação de alguém do meio ajuda bastante. Começámos a entusiasmar-nos com a ideia dos trajes. Tinha de ser algo elegante e sensual, como sempre tentamos para estas ocasiões, mas desta vez um pouco mais ousado. O low profile manter-se-ia na atitude, não no traje. E com esta permissa procurámos as máscaras, em tons de preto, com lantejoulas e cetim e penas a cobrir os olhos. Tinha de ser algo minimamente confortável para usar a noite toda. Um pouco de verniz da cor das unhas da Yin a realçar certos pormenores personalizava e as máscaras e dava-lhes a coerência necessária para serem um par. Procurámos boxers de cetim para o Yang, a Yin imaginou uns pretos com riscas fininhas brancas, mas não os encontrámos, pelo que ele resolveu a coisa com uns pretos em microfibra que lhe ficavam a matar. Uma t-shirt branca simples cobriria o tronco, caso não tivesse calor. Sapatos e meias pretas (a Yin ainda pensou numas ligas para as meias masculinas, mas o Yang fez-lhe má cara) e para o toque final de classe, um laço preto de cetim ao pescoço deixava-o pronto para a festa. Ela escolheu uma cueca rendada preta confortavelmente sexy e uma espécie de top roxo rendado e transparente que lhe cobria o tronco e até meio das nádegas, com uma abertura à frente desde o peito que deixava vislumbrar o umbigo e a cueca. Nas pernas, umas meias pretas transparentes com discretas ligas rendadas começavam nas coxas e terminavam nuns elegantes e clássicos sapatos pretos de fivela. A maquilhagem intensificava-lhe os olhos com traços pretos e pálpebras da cor do top. Ainda antes da festa apercebemo-nos que algumas pessoas iriam levar capas como no filme, mas não achámos que fosse necessário. A Yin levou uma écharpe preta semi-transparente com franjas divertidas que vestida servia de cachecol e despida lhe resguardava as costas e os seios. Vestimos roupa normalíssima por cima e rumámos ao clube. Ninguém suspeitaria do que se passaria debaixo de roupas tão normais e isso divertia-nos. Confortáveis, sensuais e elegantes, sentimos assim que os trajes estavam completos e ficámos seguros de que tínhamos tudo o que era necessário para nos divertirmos na festa. 

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