quarta-feira, 24 de março de 2010

Floresta

texto por Nuno Miranda Ribeiro, originalmente publicado aqui
estereograma por carpe vitam! inspirado no trabalho de Serra Naturezas
instruções de visualização



os sons acolhendo-nos, os dois feitos animais com cio, as sombras das árvores colando-se à pele. o nosso hálito em crescendo misturando-se no vento quente. cada beijo uma semente a propiciar o prazer. sôfregos, adiamos ainda a colheita, o tempo já disperso como fragmentos de uma ampulheta perdidos pelo chão fértil. arrancamos as raízes para mergulhar na carne um do outro, chupamos os caules e bebemos a seiva. entro como um tronco em solo ávido, danças como ninfa em corrente de ardor. o nosso suor escorre como orvalho, a tua sede pede-me que plante uma fonte, o meu desejo sobe a corrente, rio acima, com a virilidade de um possuído em rota telúrica. os nossos corpos já se misturaram antes que o prazer desagúe no estuário da nossa união. o momento presente vai explodindo, sucessivamente exultado, as folhas nos ramos agitam-se com o vento de mil línguas de fogo, dançamos como os predadores caçam, a agilidade felina percorrendo veloz a irregularidade do terreno. quando um grito se solta como ave de rapina iniciando a vertigem da descida, uma boca morde um pescoço, unhas se cravam no flanco, ancas vincam um movimento abrupto. e a saliva, o sémen, o sangue fervendo nas artérias, o teu mel salgado inundando as tuas e as minhas coxas, toda a nossa seiva nos percorre como um relâmpago a um tronco milenar.


Existe um pequeno número de pessoas (cerca de 10%) que não conseguem mesmo ver estereogramas por questões fisiológicas (por exemplo, estrabismo). Um exemplo de estereograma mais simples aqui.

domingo, 21 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

* Dança VIII: flash mob



Black Eyed Peas, I Gotta a Feeling

Oprah's 24th Season Kick Off Party - Chicago, 10 Set. 2009


Marketing viral do mais alto nível:

"A surpresa ficou por conta da atitude da platéia, que realizou a maior ação de flash mob, que se tem notícia. Sem que Oprah soubesse, will.i.am criou com um grupo de dançarinos uma coreografia e chamou 800 fãs para o espetáculo de TV. As 800 pessoas aprenderam os passos e ensinaram para mais de 20.000."

O resultado é o que se pode ver, não sei como é que conseguem ficar quietinhos no início. Gosto especialmente da parte em que toda a gente se liga e se torna numa massa pulsante... brilhante! CONTAGIANTE!

I gotta feeling...

sábado, 13 de março de 2010

corpos suados (3)

continuação daqui
texto por
Toque


Sentou-se no assento do carro quase sem conseguir respirar. Arrancou rapidamente, antes que ele recuperasse da surpresa e a perseguisse.
Quando chegou ao escritório a secretária tinha uma mensagem dele, para que entrasse rapidamente em contacto. Hesitou, se não o fizesse podia por em causa o negócio, se o fizesse podia dar a entender que queria que a situação final se repetisse.
Felizmente quando transpôs a porta do gabinete encontrou o director a quem rapidamente informou sobre a forma como a reunião tinha decorrido. Antes de concluir o relatório o telefone tocou e a secretária repetiu o nome dele. Com a presença do director não podia recusar a atender. Retirou o som alto do telefone e pediu à secretária para passar a chamada.
-Tu és louca? Posso saber o que te passou pela cabeça para me deixares sem uma explicação?
- Ainda bem que o nosso dossier foi ao encontro das vossas expectativas. Estava precisamente a contar ao meu director como correu a nossa reunião.
-Ah. Já vi que não podes falar, assim sendo informo-te que hoje às 20 horas estarei à tua porta para irmos jantar. E não te preocupes em dar-me o endereço, pois a tua secretária já o fez.
Procurou abreviar a conversa para pensar em tudo o que lhe estava a acontecer. No telemóvel cinco mesagens do Carlos perguntavam-lhe porque não se tinha ido despedir dele.
Mas para já ainda procurava justificar a si própria a reacção espontânea que teve ao desejo do Pedro. Tentava justificá-la com a atitude do Carlos, ao surpreende-la com a sua decisão, mas a verdade é que ela sabia que tinha sido muito mais do que isso, como sabia também que mesmo que não estivesse em casa quando ele a fosse buscar para jantar, não era homem para desistir até conseguir falar com ela, assim sendo o melhor era enfrentar a fera de uma vez.
Chegou a casa tarde, pois o trabalho tinha-se acumulado durante a sua ausência para a reunião. Apesar de ter dito a si própria que não iria ter nenhum cuidado especial na preparação para o jantar, a verdade é que quando se olhou ao espelho este devolveu-lhe uma imagem provocante e um olhar bem sedutor. Pensou em trocar o vestido de alças por umas calças de ganga, mas o toque da campainha impediu-a de concretizar esta mudança.
Ao abrir a porta em vez do rosto moreno com uns enormes olhos negros que esperava ver, surgiu-lhe um enorme ramo de orquídeas brancas.
- Venho em missão de paz, mas se não aceitares, as flores brancas sempre serão as primeiras vítimas!
Mais uma vez sentiu que o seu riso a afectava profundamente.
- Obrigada pelas flores. Vou po-las numa jarra e podemos sair para jantar e esclarecer tudo definitivamente.
Não teve tempo de pegar na jarra e muito menos de aí colocar as flores. Os braços dele agarram-na pela cintura e puxaram-na até ele.
- O vermelho é, sem dúvida, a tua cor. Amplia o teu ar de diabinha e este perfume na tua pele enlouquece-me.
Mais uma vez a sua vontade de resistir não passou disso mesmo. O corpo atraiçoava-a e respondia de uma forma louca ao desejo que ele transmitia. O beijo incendiava-os e aumentava a vontade de quererem mais. Quando sentiu que a mão dele procurava o fecho para a aliviar do vestido afastou-se.
-Porque resistes se a tua vontade de te entregares é tão grande como a minha?
-Falamos ao jantar.
-Tens medo de não resistir se continuarmos aqui? Achas que um lugar público é mais seguro?
Não lhe respondeu limitando-se a abrir a porta. Parou, gélida no preciso instante em que o fez. À sua frente estava parado Carlos com um enorme ramo de orquídeas brancas.
-O voo foi adiado por razões climatéricas, só parto daqui a dois dias, por isso vim ver se querias jantar comigo, uma última despedida.
Foi a vez dele petrificar quando viu Pedro aparecer e a colocar-lhe o casaco nos ombros, enquanto dizia:
-Acho que não nos conhecemos, mas creio que chegaste atrasado no convite. Já estamos de saída e temos alguma pressa.
-Parece que não perdeste tempo em encontrar alguém para me substituir.
-Quem me substituiu foste tu, se bem te lembras, por isso lamento mas, de facto, já estou comprometida para hoje.
Sairam os três do prédio num silêncio constrangedor e despediram-se laconicamente.
-É este o motivo porque me evitas?
Acenou a cabeça, porque a voz teimava em ficar retida na garganta.
-Quer isto dizer que tenho um rival, a tarefa vai ser mais dura que eu pensava.
Dizia ele enquanto a beijava em vez de ligar o carro. As mãos procuravam o contacto com a pele e elevaram o vestido para sentirem o calor que ela soltava. As mãos dela meteram-se entre as pernas dele. Descalçou as sandálias e saltou para o banco de trás, ele seguiu-a e deitou-se sobre ela. Deixou as calças cairem e penetrou-a com força enquanto ela empurrava o corpo dele para dentro de si. Passava as unhas pela pele deixando pequenos rastos e rodeou as costas dele com as pernas, apertando-o.
Os lábios dele percorriam a boca dela de uma forma possessiva. Deslizaram pelo pelo pescoço, fazendo-a estremecer com pequenos chupões.
Ela procurou a orelha sussurrando-lhe ao ouvido o que queria que ele fizesse. Pegou-lhe na mão e levou-a até à boca chupando-lhe o dedo indicador com uma volúpia que o fez estremecer. Prolongou o gozo até que ele retirou a mão para a conseguir apertar ainda mais.
Sentou-se e ajudou-a a sentar-se sobre. Ela movia-se primeiro lentamente, depois com mais velocidade. Sentiu-o tremer e um líquido quente soltar-se dentro dela, no preciso instante em que um raio lhe percorria o corpo fazendo-a soltar um grito pleno de prazer.
Vestirem-se no espaço exíguo das traseiras do carro não foi tarefa fácil, principalmente porque Pedro insistia em dificultar a tarefa beijando-a constantemente.
Quando ocuparam os lugares da frente e pôs o carro em andamento ela resolveu provocá-lo deixando a mão mover-se entre as pernas dele. Voltou a desapertar-lhe o cinto, para conseguir tocar-lhe a pele.

continua...

quarta-feira, 10 de março de 2010

provocação gratuita 38

O que é que te ESTIMULA?


edição de 22/03/2010: eu já tinha publicado esta mesma provocação aqui. raios para a pesquisa do blogger... mas foi interessante receber as novas respostas e comparar com as que já tinham sido dadas

segunda-feira, 8 de março de 2010

coisa de meninos

o que eles fazem... no terraço ;)


Uma casa no fim do mundo

adoro quando ele diz "just a little kiss between brothers".
Fica aqui o teaser para quem ainda não viu o filme.

Não é que o conceito anterior não seja bom, mas está muito mal produzido. A música é má, as miúdas são péssimas actrizes. Por isso resolvi procurar uma versão masculina da coisa. Com boa música. E bons actores. ~Sublime...
Faz toda a diferença, não faz?

a música é "Soave Sia Il Vento" da ópera "Cosi Fan Tutte", do Mozart

coisas de menina

O que elas fazem...

sábado, 6 de março de 2010

Experiências...

texto por NM - originalmente publicado aqui
imagem: Getty Images editado por carpe vitam!

Um fim-de-semana a quatro, envolve sempre boa disposição, espírito de aventura e muita liberdade. Foi isso mesmo que aconteceu à Liliana, ao Marco, à Mónica e a mim.
Estávamos em pleno Verão… Para uns, as férias estavam no começo, para outros, apenas seriam mais uns dias para fugir à tão monótona rotina do quotidiano.
Combinámos por isso e entre todos, passarmos uns dias no litoral centro, alugando um pequeno apartamento junto à praia. Fartos do Algarve, a opção pelo centro do país, revelou-se a mais acertada e sem qualquer opinião desfavorável sobre o destino a seguir. Assim o fizemos e não poderia ter sido melhor…
Saímos de Lisboa no pequeno carro da Mónica e mais do que o divertimento da viagem, a excitação e a alegria contagiante, depressa nos deu a certeza de que aqueles seriam dias em cheio. O jantar de 6ªfeira foi extremamente animado. A saída à noite, perfeita para descomprimir. As horas de sono, inexistentes…
No sábado, apenas sentimos a praia bem a meio da tarde, ainda que naquele par de horas, tivéssemos feito praticamente tudo aquilo que qualquer banhista faria num dia inteiro. De regresso ao nosso espaço, tempo para um duche rápido, jantar e uma normalíssima jogatana de cartas antes de nova saída nocturna. Depressa nos fartámos da típica “sueca” e a Liliana acabou por se agarrar à TV e dali parecia não querer sair. Juntámo-nos no pequeno sofá e por lá ficámos a falar de futilidades, coisas sem nexo e brincadeiras com pouco sentido.
Com a Mónica bem pertinho de mim, senti-a encostar a cabeça no meu ombro e colocar a mão sobre o meu braço. Instintivamente e retribuindo o carinho, beijei-a na testa, sentindo-a estremecer. Ela ergueu-se um pouco e surpreendendo-me por completo, colou os lábios nos meus, beijando-me com meiguice, mimo e com um enorme afecto. Ainda aturdido pela atitude, retribui, abraçando-a e puxando-a para mim. Fechei os olhos e deixei-me levar por aquele beijo tão intenso, quão maravilhoso. Quando os abri, reparei que do outro lado, já o Marco e a Liliana estavam bastante adiantados, tocando-se e apalpando-se como sôfregos de desejo. Excitei-me ainda mais e tomado por aquela loucura, apalpei com força os seios da Mónica, permitindo que também ela sentisse o meu sexo duro e cada vez mais sedento de prazer. Puxou-me os calções e sem qualquer receio, colocou-o na boca, mergulhando-o até ao fim e deliciando-se com o prazer que igualmente me proporcionava. Do outro lado, era a Liliana quem suspirava com o atrevimento do toque do Marco…
Praticamente despidos, não tardou que naquele minúsculo sofá, dois casais estivessem entregues aos prazeres da carne. Ajoelhado no chão, penetrava a Mónica de frente, sentindo-lhe as pernas puxarem-me de encontro a si. A Liliana, agarrava-se com força ao pequeno maple, recebendo o Marco por trás e abrindo-se aos sentires que este lhe oferecia. Pela proximidade dos nossos corpos, foi com estupefacção que assistimos a um beijo arrebatador entre as mulheres, sempre em simultâneo com as fortes estocadas com que fodíamos. Faziam-no com intensidade, destreza e loucura, sempre vivendo uma excitação enorme, com o prazer que simultaneamente também lhes proporcionávamos. Sentíamo-nos loucos, livres e completamente alheados da realidade da nossa simples, mas enorme relação de meros amigos. Embebido por toda aquela insensatez e bastante mais afoito e directo, o meu colega depressa largou a sua parceira e dirigiu-se à Mónica. Levou-lhe o pau bem erecto junto dos lábios e assim permaneceu perante o fabuloso “fellatio” que ela tão bem fazia.
Sozinha e deixada entregue a si mesma, a Liliana aproximou-se de mim, masturbando-se, começando a beijar-me e incitando-me a foder a Mónica com mais veemência. Ambas suspiravam e gemiam pelo prazer sentido, provocando-nos até à exaustão e fazendo-nos sentir naquele momento, os homens mais realizados e sortudos à face da Terra.
Não aguentei mais um segundo… Queria também sentir aquela morena de olhar penetrante e de sensualidade única. Larguei a minha companheira inicial e sentando-me no chão, fiz a Liliana colar-se no meu corpo, encaixar-se e cavalgar-me até ao fim.
No extremo oposto, os gemidos eram mais que evidentes, não tardando que o Marco ejaculasse com força nos rijos e deliciosos seios da nossa querida Mónica. Faltávamos nós e ainda que a Liliana já tivesse chegado a um orgasmo intenso, não deixou de me satisfazer e retribuir na intensidade do seu toque e com a maliciosa destreza da sua língua. Vim-me imenso, regozijando-me com o lânguido prazer que ela tinha ao sentir o meu sémen na sua boca gulosa e nos seus lábios atrevidos.
Exaustos, transpirados e completamente rendidos, adormecemos quase de seguida, dormindo nos lugares a que inicialmente estávamos destinados: as meninas na cama do quarto de casal, os rapazes no pequeno e desconfortável sofá da sala.
No domingo e dormindo novamente até tarde, arrumámos as nossas coisas sem repetir a louca façanha da noite anterior, ainda que tivéssemos feito algumas referências dissimuladas sobre o sucedido. O regresso a casa foi divertido mais uma vez. O pobre do Marco veio a conduzir com a Mónica à pendura e eu atrás, ainda fui “brincando” com a Liliana.
Depois desse fim-de-semana, saímos à noite mais algumas vezes, mas nada de mais intenso surgiu entretanto. Ainda nos vemos com alguma frequência, mas o vivido naquela noite, ainda hoje permanece tabú. O Marco casou, a Mónica teve um filho recentemente.
Resto eu e a Liliana… Quem sabe?!

quarta-feira, 3 de março de 2010

corpos suados (2)

continuação daqui

texto e foto por Toque

Garanto-lhe que sou uma profissional competente e o que aconteceu no parque de estacionamento foi algo de extraordinário no meu comportamento.
O olhar dele mostrava uma incredulidade que a deixou furiosa.
- Aliás, aquele assunto está devidamente resolvido sugiro por isso que passemos à nossa reunião de uma vez por todas.
Ele entendeu o seu nervosismo e começou a rir-se com algum cinismo.
Sentou-se na cadeira que ele lhe indicou, mas ao fazê-lo a mão dele roçou levemente nos seus seios.
Susteve o riso e deteve o olhar no botão pronto a soltar-se da camisa branca que ela vestia.
Durante longos instantes apenas se ouvia a respiração de ambos no extenso gabinete. Até que o intercomunicador tocou e a estranha tensão que se tinha gerado desanuviou.
Deixou-o falar com a secretária, enquanto procurava apertar mais um botão da camisa. Estava demasiado zangada com os homens naquela fase da sua vida, para conseguir entender a reacção que teve há alguns minutos atrás.
- Desculpe esta intromissão, mas creio que podemos começar então a nossa reunião, depois de todos os percalços.
A voz séria e profissional ajudou-a a recompor-se e começou rapidamente a apresentar a proposta que trazia em nome da sua empresa. Rapidamente adquiriu a confiança que a caracterizava profissionalmente e viu, satisfeita, que ele estava surpreendido com isso.
-Parabéns pela sua apresentação. Agradecia que me deixasse o dossier para mostrar aos restantes membros do Conselho de Administração, mas creio que poderemos em breve concluir o negócio. Deixamos desde já agendada uma reunião para daqui a uma semana com toda a administração, se não vir inconveniente?
Ela respondeu positivamente enquanto arrumava os papéis na pasta e se preparava para sair.
Estendeu a mão em jeito de despedida e desequilibrou-se quando ele a puxou até ao seu corpo musculado.
Sentiu os lábios masculinos a forçarem os seus e uma mão a desapertar-lhe o botão da camisa para mais facilmente lhe tocar os seios.
Estava atordoada com aquela reacção e os seus pensamentos dispersaram momentaneamente entre o avião que Carlos devia estar a apanhar naquele momento e a voz séria que ele usou durante toda a reunião.
Nesse espaço de tempo em que deixou voar a imaginação sentiu que a outra mão dele subia por entre as suas coxas procurando a humidade que se soltava das suas partes mais íntimas. Sentiu-o desviar as cuequinhas e deixar a mão acariciá-la. Fez pressão sobre ela. Viu a sua reacção de desejo a este movimento e moldou o corpo para trás para que a boca dele chegasse facilmente aos seus seios.
Pegou nela ao colo e deitou-a no sofá que se encontrava desocupado no outro canto do gabinete. A resistência dela foi mínima e acabou assim que ele lhe retirou a camisa deixando beijos molhados espalhados na sua barriga em torno do umbigo. Deixou a língua descer um pouco, parou para olhar os poucos pelos que ela tinha, contornou os lábios vaginais só com a ponta da língua e de seguida introduziu-a fazendo soltar pequenos gemidos de prazer. Tirou-a lentamente e chupou o pequeno montinho.
Ela empurrou-o para o tapete felpudo que estava aos pés do sofá para o forçar a mudar de posição.
Deitou-se sobre ele em posição invertida, por forma a que ele continuasse a chupá-la avidamente como o estava a fazer, mas dessa forma ela podia brincar com o pénis dele. Molhou-o calmamente com a língua, como se estivesse a lamber um gelado, de seguida abriu a boca e introduziu-o devagar apertando ligeiramente os lábios. Sentiu-o aumentar com a pressão que ela fazia. Chupou-o e aspirou-o todo para dentro da sua boca. Prendou-o com os dentes e chupou-a da base até à pontinha. Durante algum tempo esteve tão envolvida nessa tarefa que nem reparou que ele tinha parado de a chupar e retesava as pernas, como se estivesse a conter-se. Parou e olhou sobre os ombros para ver o que estava errado. Viu-o com os olhos fechados e a gozar intensamente. Sorriu e recomeçou. Desta vez arrastou-se sobre o corpo dele, deixando os seios deslizarem na sua pele e chupou-lhe o dedo grande do pé. Sem contar ele estremeceu, tentou levantar-se, mas já ela deixava a língua correr por entre a coxa esquerda dele, antes de chegar aos seus testículos e levá-los à boca para os saborear. Entretanto com as mãos massajava o pénis deixando-o ainda mais duro. Levou-o até à sua boca e sentiu que ele recomeçava a lambe-la, aumentou a velocidade com que o chupava e com as unhas arranhava-lhe a pele das coxas.
Ele apertava-lhe o corpo para lhe dar prazer com a língua e com as mãos. Ele mexia-se provocadora e dava-lhe a conhecer o caminho para os pontos onde sentia mais prazer. Ele sentiu onde ela queria ser tocada e com a ponta dos dedos ajudava a língua, o corpo dela tremia de excitação e ela sentiu um jorro de esperma soltar-se dentro da sua boca. Apertou ligeiramente o pénis com os dentes prolongando-lhe o prazer e o gemido que o ouviu soltar.
Passaram longos minutos antes de conseguirem acalmar a respiração ofegante e antes dele dizer numa voz arrastada: - Acredita que nunca me vi envolvido numa situação como esta. Desculpa-me por favor, mas a verdade é que senti vontade de ter sexo contigo desde que me bateste na porta do carro.
- Eu é que tenho de pedir desculpas. Não sei o que me passou pela cabeça!
- Desejo?
Ele começou a rir-se e ela sentiu uma vontade louca de lhe bater.
- Posso saber porque te ris?
- Porque me deste um orgasmo sensacional e nem te cheguei a penetrar. Acho que estou completamente apanhado por ti...além de destruidora de carros, és uma diabinha tentadora, nem sei como consegui resistir-te durante a reunião.
Aquelas palavras foram como um balde de água fria para ela. Há duas noites atrás Carlos tinha-lhe dito exactamente o mesmo.
Começou rapidamente a vestir-se para sair dali. Não conseguia prestar atenção ao que ele dizia, apenas conseguiu fixar a palavra jantar, mas nessa altura já estava vestida, com a pasta na mão e pronta a sair.
Surpreendido ele apenas conseguiu perguntar onde é que ela ia, mas já a porta se tinha fechado.

continua...